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Romance de escritor argentino sugere que Hitler teria morrido no Paraguai

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Publicado no R7

 Hitler pode ter vivido na América do Sul Allgemeiner Deutscher Nachrichtendienst - Zentralbild (Bild 183)/Wikimedia Commons

Hitler pode ter vivido na América do Sul Allgemeiner Deutscher Nachrichtendienst – Zentralbild (Bild 183)/Wikimedia Commons

A relação de Adolf Hitler com o ocultismo e sua influência sobre o nazismo é um dos ingredientes do livro Hitler, el hombre que venció a la muerte (Hitler, o homem que venceu a morte, em tradução livre), do escritor argentino Abel Basti, que sustenta que o ditador não morreu na Alemanha, mas no Paraguai.

Neste trabalho, que Basti define como romance histórico e que é a primeira parte de uma série, o jornalista e escritor argentino se centra na figura de Hitler quando a Alemanha está a ponto de perder a Segunda Guerra Mundial e em sua busca de um plano de fuga alternativo em caso de derrota. “Um plano b”, explicou Basti em entrevista à Agência Efe, que “se realizou no marco de um acordo militar com os Estados Unidos” para facilitar a saída da Alemanha de cientistas a serviço do nazismo que terminariam “principalmente nos Estados Unidos”, segundo o escritor, mas também em outros países, como a Argentina.

Basti sustenta que Hitler não se suicidou na Alemanha após perder a guerra, mas se transferiu à Espanha, em abril de 1945, e dali viajou à Patagônia argentina junto com Eva Braun em um submarino com a proteção do então presidente de fato, Edelmiro Farrell, e de Juan Domingo Perón, seu ministro de Guerra, que chegaria depois ao poder.

Durante os dois primeiros mandatos de Perón (1946-1955), Hitler teria vivido em uma fazenda próxima à sulina cidade argentina de Bariloche sob o nome de Adolf Schütelmayor, de acordo com as investigações de Basti. Após sua derrocada, em 1955, Perón teria pedido ao ditador paraguaio Alfredo Stroessner que acolhesse Hitler no Paraguai onde, segundo o autor, Hitler teria morrido em 1971 e seus restos teriam sido enterrados na cripta de um bunker subterrâneo sob um edifício hoje ocupado por um hotel.

Em seu primeiro romance, Basti, estabelecido em Bariloche e com vários livros de não-ficção publicados sobre o tema, ressalta a relação de Hitler com o ocultismo e suas conexões internacionais através de círculos que teriam influenciado nos passos a seguir durante a guerra. Grupos como a sociedade Thule, fundada como um círculo de estudo das raízes alemãs, dedicada à reivindicação das origens da raça ariana, e que apoiou o Partido Operário Alemão, depois transformado no Partido Nacional-Socialista liderado por Hitler.

Uma sociedade à qual Hitler não pertenceu formalmente, mas sim vários dos altos comandantes do nazismo e que, segundo Basti, “não encararam a guerra como uma disputa entre um lado e outro, mas como um grande episódio de transmutação da humanidade, como uma era que terminava e outra que começava”. “É histórica a pertinência de dirigentes nazistas a estes grupos esotéricos no período entre guerras”, contou o escritor, ressaltando que “o que o romance torna ficção é que esses grupos continuaram atuando durante a guerra”, apesar de oficialmente a sociedade Thule ter se dissolvido após a chegada de Hitler ao poder (1933).

O escritor ressalta ainda a relação deste tipo de sociedade com a personalidade de Hitler, sua sobrevivência a vários atentados e a crença em alguns setores que tinha uma espécie de “pacto com o diabo” para salvar sua vida, e daí o título do livro, “o homem que venceu à morte”. Para Basti, que há anos estudando as pegadas de Hitler na Argentina e Paraguai, o ditador nazista tinha uma visão messiânica de seu papel no mundo e provava isso em comentários como o realizado em 1925 e com o qual o escritor abre seu livro: “A obra que Cristo empreendeu, mas que não pôde acabar, eu, Adolf Hitler, levarei a seu término”.

Coca-Cola cai em pegadinha e tuíta trecho de livro de Hitler

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Publicado na Exame

Durante o Super Bowl do último domingo (1), a Coca-Cola lançou a campanha “Make It Happy”.

As ações digitais incluem uma iniciativa no Twitter que consiste no seguinte: pedir para os internautas marcarem mensagens negativas no microblog para que a marca as transforme em algo positivo.

O que, na visão da Coca-Cola, seria modificar a postagem e transformar as palavras em desenhos feitos com o código ASCII.

Pois bem, até aí, nada demais. O problema é que o site Gawker descobriu que a ação da marca era feita de forma automática.

Portanto, qualquer mensagem negativa seria republicada no perfil oficial da bebida em forma de ASCII.

Frases como “We must secure the existence of our people and a future for White Children.” (algo como “Devemos assegurar a existência de nosso povo e um futuro para as Crianças Brancas”) foram reproduzidas no perfil.

Sabendo disso, o veículo resolveu criar um perfil no Twitter chamado @MeinCoke e postar trechos do livro “Mein Kampf” (“Minha Luta”), de Adolf Hitler, direcionados à Coca-Cola.

A marca caiu na pegadinha e repostou as mensagens em forma de desenho (veja aqui). Os tweets foram excluídos posteriormente.

Segundo o editor do Gawker, é constrangedor ver uma marca gigante como a Coca-Cola postando este tipo de mensagem.

Já a empresa disse ao site Adweek que a mensagem da campanha é simples: A Internet é o que fazemos dela.

Ainda segundo o comunicado da marca, é lamentável que o Gawker esteja tentando transformar essa campanha em algo que ela não é.

De acordo com a Coca-Cola, construir um bot que tenta espalhar o ódio através da hashtag #MakeItHappy é um exemplo perfeito da negatividade que a empresa quis abordar com esta campanha.

Livro reúne cartas de celebridades e anônimos sobre temas variados

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Entre as correspondências, palavras de Fidel Castro ao presidente Franklin Roosevelt

Elias Thomé Saliba, no Estadão

“Se for de seu agrado, mande-me uma nota verde americana de dez dólares, na carta, porque eu nunca vi uma nota verde americana de dez dólares e gostaria muito de ter uma.” Quem escreveu isso, num inglês meio torto, foi um menino de 12 anos chamado Fidel Castro, em novembro de 1940, numa atrevida carta ao presidente Franklin Roosevelt. Esta é uma entre as 125 reunidas por Shaun Usher em Cartas Extraordinárias. Concebido a partir do blog Letters of Note, o livro reproduz, em bela apresentação gráfica, a maior parte dos fac-símiles das missivas.

Como quase tudo que vem da internet, Usher não se pautou por nenhum critério de seleção, o que só vira um problema porque desorienta o leitor incauto. De qualquer forma, libera quem lê para começar por onde quiser, numa surpreendente viagem por esses espaços privilegiados, cheios de sinceridade, farta irrestrição verbal e que conectam, quase sempre em alta voltagem emocional, o privado e o público.

CARTAS EXTRAORDINÁRIAS

Reprodução > "Amigos insistiram para que eu lhe escrevesse pelo bem da humanidade. Mas relutei em fazê-lo por achar que seria uma insolência de minha parte. (...) É evidente que o senhor é a única pessoa do mundo capaz de impedir uma guerra que pode reduzir a humanidade ao estado de barbárie. (...)" (1939)

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“Amigos insistiram para que eu lhe escrevesse pelo bem da humanidade. Mas relutei em fazê-lo por achar que seria uma insolência de minha parte. (…) É evidente que o senhor é a única pessoa do mundo capaz de impedir uma guerra que pode reduzir a humanidade ao estado de barbárie. (…)” (1939)

Reprodução > Início da carta enviada por Fidel Castro a Franklin Roosvelt: "Tenho 12 anos. Sou um menino mas penso muito mas não penso que estou escrevendo para o presidente dos Estados Unidos. Se for de seu agrado, mande-me uma nota verde americana de dez dólares, na carta, porque eu nunca vi uma (sic)" (1940)

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Início da carta enviada por Fidel Castro a Franklin Roosvelt: “Tenho 12 anos. Sou um menino mas penso muito mas não penso que estou escrevendo para o presidente dos Estados Unidos. Se for de seu agrado, mande-me uma nota verde americana de dez dólares, na carta, porque eu nunca vi uma (sic)” (1940)

Reprodução > "Aceitei sua sugestão referente a Charlotte Braun e vou descartá-la. (...) Lembre-se, porém, de que você e seus amigos carregarão na consciência a morte de uma criança inocente. Está disposta a assumir tal responsabilidade?" (1955)

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“Aceitei sua sugestão referente a Charlotte Braun e vou descartá-la. (…) Lembre-se, porém, de que você e seus amigos carregarão na consciência a morte de uma criança inocente. Está disposta a assumir tal responsabilidade?” (1955)

Reprodução > De Grace Bedell, 11 anos, para Abraham Lincoln: "Eu tenho quatro irmãos e alguns deles vão votar no senhor e se o senhor deixar crescer a barba eu vou tentar convencer os outros a votar no senhor o senhor ficaria muito melhor porque tem o rosto muito magro” (sic) (1860)

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De Grace Bedell, 11 anos, para Abraham Lincoln: “Eu tenho quatro irmãos e alguns deles vão votar no senhor e se o senhor deixar crescer a barba eu vou tentar convencer os outros a votar no senhor o senhor ficaria muito melhor porque tem o rosto muito magro” (sic) (1860)

Reprodução > De Abraham Lincoln a Grace Bedell: "Querida mocinha. Recebi sua amabilíssima carta. (...) Quanto à barba, como nunca usei, você não acha que as pessoas iriam dizer que é afetação de minha parte, se agora eu passasse a usar?" (1860)

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De Abraham Lincoln a Grace Bedell: “Querida mocinha. Recebi sua amabilíssima carta. (…) Quanto à barba, como nunca usei, você não acha que as pessoas iriam dizer que é afetação de minha parte, se agora eu passasse a usar?” (1860)

Reprodução > De Jack, o Estripador, "do inferno", para Georges Lusk: "Envio para o sinhor metade do rim que tirei de uma mulier gardei para o sinhor pois a outra parte eu fritei e comi estava muito gostozo” (sic) (1888)

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De Jack, o Estripador, “do inferno”, para Georges Lusk: “Envio para o sinhor metade do rim que tirei de uma mulier gardei para o sinhor pois a outra parte eu fritei e comi estava muito gostozo” (sic) (1888)

Nosso olhar pode borboletear por cartas pouco conhecidas, como a do sobrinho de Adolf Hitler, Patrick Hitler – o qual um ano depois de fugir da Alemanha e já residente nos Estados Unidos foi recusado pelo exército americano. Ele escreve ao presidente Roosevelt que, afinal, autoriza o alistamento – obviamente, após intensas e detalhadas investigações do FBI. Ou pode deter-se em missivas cheias de uma humildade desiludida, como a de Gandhi para Hitler, em julho de 1939, simplesmente pedindo “pelo bem da humanidade, para impedir uma guerra que nos poderia reduzir a um estado de barbárie”.

É sempre recomendável passar ao largo de alguns bilhetes de profundo mau gosto, colhidos no setor de criminalística, como aquele de outubro de 1888, acompanhado de uma caixinha de horrível conteúdo orgânico, remetido para George Lusk, o delegado de Whitechapel, e atribuído a Jack, o Estripador: “Envio para o sinhor metade do rim que tirei de uma mulier gardei para o sinhor pois a outra parte eu fritei e comi estava muito gostozo” (sic). Melhor vaguear pelos desvãos obscuros da vitrine, relendo escritos permeados de desbocados conselhos eróticos, como a de Anaïs Nin, de 1932, numa das muitas cartas nas quais, juntamente com seu amante Henry M[/TEXTO]iller, enviaram a um fictício “Colecionador”, obcecado com sexo: “Atividade intelectual, criatividade, romantismo, emoção. É isso que dá ao sexo suas texturas surpreendentes, suas sutis transformações e seus elementos afrodisíacos. (…) Por que você está perdendo tanto tempo por causa desse periscópio na ponta do pênis quando poderia desfrutar de todo um harém de maravilhas diferentes e sempre novas?”

O leitor pode ainda encher-se de nostalgia com a intensidade de cartas cheias de declarações afetivas, dor pela falta da pessoa amada ou registros comoventes da perda e do luto – nem sempre escritas por celebridades. Em 1615, Kimura Shigenari, jovem samurai de 22 anos, se preparou para comandar seus homens no cerco de Osaka. Sua esposa, sabendo que ele jamais voltaria e, sentindo-se incapaz de conviver com sua ausência, escreveu, pouco antes de se suicidar: “Nos últimos anos, partilhamos o mesmo travesseiro como marido e mulher que pretendiam viver e envelhecer juntos, e me incorporei a ti como se fosse tua própria sombra. (…) Agora perdi toda a esperança em relação ao nosso futuro juntos neste mundo e, atenta ao exemplo daqueles homens, decidi dar o passo extremo enquanto ainda estás vivo. Estarei esperando por ti no fim do que chamam o caminho para a morte.”

Muitas cartas descrevem o sempre inconformado desabafo da impotência humana em relação às tragédias da vida. Em novembro de 1905, Marc Twain, depois de perder o filho de nove meses com difteria, em seguida a sua filha Suzy, com meningite, e alguns anos depois, sua esposa, Olivia, assim respondeu a uma carta de 1904, acompanhada de um panfleto de J. H. Todd, criador e vendedor do “elixir da vida”, um remédio mágico capaz de curar todas as doenças: “Quem escreveu a propaganda é, sem dúvida, a criatura mais ignorante do planeta; sem dúvida, é um idiota (…) descendente de uma longa linhagem de idiotas que remonta ao Elo Perdido. (…) Daqui a alguns instantes, minha raiva vai passar e eu, provavelmente, vou rezar pelo senhor, mas enquanto não passa, apresso-me a desejar que o senhor, por engano, tome uma dose do seu próprio veneno.”

Hemingway. Estima-se que seu acervo seja composto de 6 mil correspondências

Hemingway. Estima-se que seu acervo seja composto de 6 mil correspondências

Mas o destaque da vitrine epistolográfica acaba, como sempre, arrebatado pelas cartas de crianças, as quais quando não escrevem – mas rabiscam seus inumeráveis desenhos entre tortuosas linhas num estilo pueril, de honestidade pura e chocante – acabam provocando as mais notáveis respostas aos seus bilhetes escritas por adultos compulsoriamente levados a desprezar papas na língua ou metáforas hipócritas. Em 1860, depois de ver um retrato ainda imberbe do então candidato a presidente Abraham Lincoln, Grace Bedell, uma menina de 8 anos, escreveu-lhe uma carta dizendo, sem mais delongas: “Eu tenho quatro irmãos e alguns deles vão votar no senhor e se o senhor deixar crescer a barba eu vou tentar convencer os outros a votar no senhor o senhor ficaria muito melhor porque tem o rosto muito magro” (sic). Lincoln respondeu à carta e até hoje se diz (sem insistir muito na verdade do fato) que ele passou a usar a barba por sugestão da menina. Já em 1897, Virgina O’Hanlon, de nove anos, seguindo o impaciente conselho do pai, que lhe dissera “se está no Sun é verdade”, escreve para o editor do jornal: “Por favor, diga a verdade para mim, Papai Noel existe?” A resposta vem em alto estilo: “Você poderia pedir para o seu papai contratar alguns homens para vigiar chaminés e pegar o Papai Noel, mas ainda que eles vissem Papai Noel entrando, o que isso provaria? (…) As coisas mais concretas do mundo são as que nem as crianças nem os adultos conseguem ver. (…) O mundo invisível é coberto por um véu que nem o homem mais forte, que nem todos os homens mais fortes juntos são capazes de rasgar. Só a fé, a fantasia, a poesia, o amor e o sonho conseguem abrir aquela cortina e contemplar e retratar a suprema beleza. Tudo isso é real? Ah, Virginia, essa é a única coisa real e imutável que existe neste mundo.”

“Lembre-se, porém, de que você e seus amigos carregarão na consciência a morte de uma criança inocente. Está disposta a assumir tal responsabilidade?” Essa foi a resposta certeira de Charles Schulz, o criador da série Peanuts a uma adolescente quando, em janeiro de 1955 ele teve que atender aos pedidos de defenestrar a personagem Charlotte Braun de seus quadrinhos, que despertara profunda antipatia nos leitores.

Diversão garantida mesmo só com as engraçadíssimas cartas nas quais Rudyard Kipling recomenda uma etiqueta escolar para o editor de uma revista de meninos, em 1898; ou na hilária resposta do humorista do stand-up, Bill Hicks, em 1993, a um padre que havia considerado blasfemo seu programa de TV: “Otimistas ou pessimistas divergem apenas sobre a data do fim do mundo”, escreve, parodiando o polonês Stanislaw Lec. Mas o arremate final vai para a carta de Groucho Marx, ainda um piadista incorrigível nos seus quase 86 anos, enviada a Woody Allen, em 1976: “O Goodie Ace falou para um amigo meu que você estava desapontado ou chateado ou feliz da vida ou bêbado porque não respondi a carta que você me mandou anos atrás. Você naturalmente sabe que responder cartas não dá dinheiro – a menos que sejam cartas de crédito da Suíça ou da máfia. Escrevo com relutância, pois sei que você está fazendo seis coisas ao mesmo tempo – cinco, incluindo sexo. Não sei onde você arruma tempo para se corresponder.” Humor marxista legítimo. Quer dizer, groucho-marxista.

Docente compara judeus a nazistas e é demitido de colégio no RJ

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nazistajudeu

Publicado no UOL

Um professor de geografia foi demitido do colégio Andrews, no Rio de Janeiro, após aplicar uma prova para a 8ª série onde fez uma comparação entre judeus e nazistas.

“Conforme é sabido, os judeus foram perseguidos por Hitler durante o nazismo. Atualmente um determinado povo é tido como vítima dos israelenses, tendo que viver em assentamentos isolados controlados por Israel. Chegaram invadindo, tomando terras e assassinando… Quem será pior?  Nazistas ou judeus?”, diz o enunciado da questão.

Há ainda uma charge de um soldado com uma suástica à esquerda e, do outro lado, um soldado com a bandeira de Israel.

Segundo Pedro Flexa Ribeiro, diretor da instituição, o episódio é “lamentável” e “fere o projeto educativo e a identidade da escola”.

“Buscamos desde o começo um ambiente escolar plural, democrático, voltado para ensinar o convívio e sempre tivemos entre nossos alunos muitas crianças filhas de famílias judaicas”, disse.

Ribeiro confirmou o desligamento do professor e afirmou que uma equipe do colégio conversou com alunos. “Nós vamos agora estudar estratégias que possam de alguma forma reparar o dano.”

Conversei com o garoto que lê 900 páginas por hora

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Guilherme Betti

Guilherme Betti

Nathália Bottino, no Brasil Post

Existem jovens que gostam de esportes, aqueles que preferem jogar videogame ou ouvir músicas. O hobby de Luis Netto é ler, mas mais do que isso, o estudante de direito é um verdadeiro #ApaixonadoporLeitura! O jovem mora com os pais em Rio Preto, interior de SP, onde coleciona as mais de 4 mil histórias que já conhece, e olha que faz pouco tempo: Luis começou a ler pra valer em 2009, enquanto cursava o Ensino Fundamental. Num país onde o povo lê, em média, quatro livros por ano, o garoto é exceção e lê a mesma quantidade em apenas dois dias! E o que mais impressiona é a velocidade: fazendo uma leitura dinâmica, Luis lê cerca de 900 páginas por hora. =O

Para entender como surgiu a paixão pelos livros, conversei com o estudante de Direito. Confira abaixo a entrevista:

Como você adquiriu o hábito da leitura?

Em 2009, quando cursava o último ano do Ensino Fundamental, meu pai, sabendo da minha dificuldade em História, avisou que caso eu ficasse de recuperação teria que ler, durante as férias, 10 livros. Dito e feito: após encerrar o ano letivo regular, não consegui atingir a média necessária, fui convocado para a recuperação final e consequentemente tive que cumprir o “castigo” que foi o pontapé inicial para descobrir a minha habilidade de leitura.

Que tipo de livro gosta de ler e quais são seus preferidos?

Gosto de ler qualquer tipo de livro: romance, biografia, história, autoajuda, entre outros. Meus preferidos são a biografia de Hitler, de Ian Kershaw, e os romances de Dan Brown, como O código da Vinci, Anjos e demônios, Simbolo perdido e Inferno. Eu também gosto muito das clássicas leituras nacionais, como as obras de Graciliano Ramos, em especial Memórias do cárcere.

Você é também um leitor de e-books?

Sim, tenho cerca de 150 livros digitais e pretendo aumentar meu acervo, pois com a ascensão da tecnologia, os e-books estão se tornando cada vez mais frequentes na vida da população brasileira e mundial. Sobre o assunto, não vejo pontos negativos na implantação dos e-books na sociedade. Hoje em dia, o mundo tecnológico já se tornou necessário na vida de cada cidadão, deixando-os vulneráveis à perda dos hábitos de enriquecimento cultural, como por exemplo ler um livro. Então a adaptação do universo literário por meio dos livros digitais é a maneira mais sabia de não deixar que a leitura seja substituída por outras atividades ou até mesmo esquecida.

Você criou sua própria técnica de leitura dinâmica ou estudou sobre a área para desenvolver essa capacidade?

Desenvolvi meu modo de ler naturalmente, ou seja, sem nenhuma intervenção de estudos relacionados à leitura dinâmica. Porém, já li artigos referentes à minha habilidade e cheguei à conclusão de que tenho memória fotográfica. Sendo assim, consigo ler as páginas na vertical, não tendo a necessidade de passar os olhos pelas palavras horizontalmente, como faz a maioria das pessoas. É como se eu fotografasse e dividisse a pagina em quatro partes, efetuando a leitura dessas partes em apenas 1 segundo, totalizando assim 4 segundos por páginas e 900 por hora.

Você pretende tocar algum projeto relacionado a escrita ou leitura?

Existe uma grande possibilidade disso acontecer. Há cerca de quatro anos, resolvi criar o blog Prazer da Leitura, onde tenho publicado resenhas de livros, ou melhor, comentários sobre livros que já li e que recomendo. Se você analisar o blog na sua totalidade, vai notar que houve uma evolução na forma de apresentá-lo e isso está me levando a desenvolver um site, que pretendo lançar ainda este ano. Vou explorá-lo comercialmente e nele vou desenvolver a literatura de modo geral, abrindo espaço para novos escritores e para discussões de temas relacionados às mais diversas áreas da sociedade, principalmente ao Direito. Escrever um livro é um sonho que sempre tive e espero realizar um dia. De resto, já plantei uma árvore e penso em ter um filho.

Para as pessoas que querem ser como você: quais dicas daria para que elas tomassem gosto pelos livros?

Sempre aconselho a começar por obras leves. Meu primeiro livro foi O código da Vinci, de Dan Brown, que tem um vocabulário de fácil entendimento e uma estrutura dinâmica, com capítulos curtos e como uma maneira rápida de descrever a história, deixando o leitor fascinado. O gosto pela leitura está em todos nós, apenas precisamos descobrir qual estilo literário é mais a nossa cara. 😉

dica do João Marcos

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