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Posts tagged Hobbit

Encontrado mapa da Terra Média com anotações de J.R.R. Tolkien

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Imagem: Blackwell via The Guardian.

Imagem: Blackwell via The Guardian.

 

Um mapa de Middle-earth (Terra Média) com anotações do próprio J.R.R. Tolkien, foi descoberto no interior de uma cópia de The Lord of the Rings (O Senhor dos Anéis).

Aníbal Mendonça, no IGN Portugal

De acordo com o The Guardian, o mapa foi descoberto numa cópia do livro da ilustradora Pauline Baynes. Baynes referenciava o seu próprio trabalho no mapa para uma edição em 1970 do livro, Tokien corrigiu o nome de alguns locais e ofereceu sugestões a Baynes acerca das plantas e animais no mapa. Fez ainda questão de anotar que Hobbiton “é assumido ser aproximado em latitude a Oxford”, Inglaterra, onde Tolkien era professor.

Tolkien apontou ainda referências a cidades reais para os locais imaginários de Middle-earth, incluindo a inspiração para uma das cidades chave dos livros. A cidade italiana de Ravenna é “a inspiração por detrás de Minas Tirith”, aponta Tolkien.

O mapa está atualmente em exibição em Oxford, podendo ser seu por £60,000. O vendedor de livros Blackwell, que é quem está na posse do mapa, chama-lhe “talvez a melhor peça de Tolkien a emergir nos últimos 20 anos”

O escritor Tolkien

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Tolkien para além do turismo na Nova Zelândia, nacional-socialismo dos ogros e elfos católicos.

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Ramon S. Nunes, na Obvious

“Receio que eu esteja me atrasando cada vez mais com coisas que deveria fazer; mas não tem sido um bom ano. Foi apenas no final de agosto que me livrei do problema com meu ombro e meu braço direito. Percebi que não ser capaz de usar uma caneta ou um lápis é para mim tão frustrante quanto seria a perda do bico para uma galinha. Com os melhores votos,”

É conhecido o Tolkien criador de uma mitologia inglesa, o buraco de hobbit na folha em branco e a denúncia do industrialismo para o elogio de Beatles e hippies. São informações verdadeiras em algo e rasas. Alguns acrescentam orcs nazistas e Virgens Marias Élficas.

Tolkien foi um inglês. Nascido na África. Católico no sentido original da palavra Katolikos. Soldado poeta e professor de antiguidades. Tinha, como Bilbo, o mesmo prazer pela vida rural do “velho oeste do mundo”, um Bolseiro (Baggins), ou Suffield, e também um Tolkien, Tûk e Took, interessado desde pequeno no mundo e nas coisas contadas pelos homens; Homens, Histórias e Mitologias. Vida longa e difícil, duas guerras mundiais, carreira universitária respeitável, estar no alicerce da literatura popular junto de autores bem diferentes dele como Henry Miller, Ian Fleming e Poe. Mas o Tolkien escritor não será encontrado em uma formal análise de sua biografia.

Em Tolkien temos a grandeza longínqua de um mundo inteiro. Nas Cartas de Tolkien editadas por seu filho Christopher e no ensaio On Fairy-Stories (Sobre Histórias de Fadas, Conrad 2006) o próprio Tolkien conversa sobre a sua fortuna literária. Contrapartida, analistas como Corey Olsen colaboram para um olhar distante e crítico (Explorando o Universo do Hobbit, Lafonte 2012). Leituras que servem para sair do “Tolkien alegórico” dos hobbits no papel e hippies.

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“Minhas opiniões políticas tendem cada vez mais para a anarquia (filosoficamente compreendida como significando a abolição do controle, não homens barbados com bombas) — ou para a monarquia “inconstitucional””

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Um típico jovem eduardiano (Carta 43) bucólico e sentimental (Carta 45) que precisou enfrentar os horrores da guerra de trincheiras e ver o filho em uma guerra nuclear (Cartas 78, 131, 181). Um choque muito grande e que contribuiu para a sua visão católica (45, 52, 96, 153) de um inerente declínio (5, 53) da Cidade dos Homens, a sociedade em geral, apesar dos esforços possíveis dos bons, simples e justos. Ou daqueles que tentam ser bons, simples e justos no mundo decadente. Também um homem sociável, amante da troca de experiências literárias e dos clubes (132, 350), entusiasmado pelas lendas arturianas (222) e pela literatura de ficção. Apesar de inimigo do comercialismo voraz (13, 79) – e até do tipo de tratamento que a sua obra recebe e é vista por muitos (capítulo Crianças do seu ensaio). A dolorosamente longa e individual escrita de sua “mitologia” (25, 59, 137, 248, 259) como uma jornada de vida como a de Frodo. E uma advertência: não tentem me reduzir! (163, 229, 346).

A Fantasia aspira à destreza élfica, o Encantamento, e quando bem-sucedida aproxima-se mais dele do que todas as formas da arte humana. No coração de muitas histórias de elfos feitas pelos homens reside, aberto ou oculto, puro ou misturado, o desejo por uma arte subcriativa viva e realizada, que (por muito que se lhe assemelhe no exterior) é internamente bem diferente da avidez por poder centrado em si mesmo que é o sinal do simples Mágico. E desse desejo que os elfos, em sua melhor parte (mas ainda assim perigosa), são feitos principalmente. E é deles que podemos aprender o desejo e a aspiração central da Fantasia humana – mesmo que os elfos sejam, e ainda mais na medida em que sejam, somente um produto da própria Fantasia. O desejo criativo só é enganado por imitações, sejam os artifícios, inocentes, mas desajeitados, do dramaturgo humano, sejam as fraudes malévolas dos mágicos. Nesse mundo, para os homens, ele é impossível de ser satisfeito, e portanto imperecível. Incorrupto, ele não busca ilusão nem feitiço ou dominação, mas enriquecimento compartilhado, parceiros no fazer e no deleite, não escravos

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John Ronald Reuel Tolkien foi um poeta da guerra. Cadete da King Edward’s School (foto de 1907), veterano da Batalha do Somme. Companheiro em armas dos sentimentos de Wilfred Owen, Sassoon, Isaac Rosenberg e Robert Graves. Da ortodoxia de Chesterton. Em seus pensamentos, George MacDonald, C.S. Lewis, Andrew Lang, a visão de um “oeste gentil” pelo qual lutou e escreveu, fantasiou no mais alto sentido, toda a vida: sua mitopeia.

Tolkien não foi o pai da mitopeia, os discursos platônicos talvez, porém o seu conceituador. Uma “mitologia menor”, criação secundária de um subcriador, uma pequena realidade estética, um pequeno mundo dentro do mundo maior, consistente e abrangente, não uma alegoria, a reconstrução voluntária e individual do ímpeto fantástico com o qual todas as narrativas épicas e religiões compartilham origem. Os nossos atuais “universo expandido de”, “mundinho”, “suspensão de descrença”, “consistência interior”, além, “arte multimídia”, “universo compartilhado”. Ele clarifica toda a literatura de ficção, o mundo não é assombrado por demônios e sim por perspectivas do Deslumbramento e do fantástico (sendo para ele a ressurreição de Cristo a fantasia soberana). O conceito dele de eucatástrofe merece não só um artigo como um livro inteiro, assim como o evangelium. Ele também consolidou o uso atual das mitologias setentrionais (northern, não nordic) com o seu conceito de elfos (fadas), orcs (goblins) e cenários. Do Material da Bretanha e dos ciclos escandinavos reimaginou um cenário fantástico comum largamente utilizado em livros, jogos e filmes (mitopeia). Muito além dos seus próprios intentos ele redefiniu uma grande camarada da literatura popular, a ficção fantástica. Um hobbit para todos surpreender*.

“Nascemos em uma era sombria fora do tempo devido (para nós). Porém, há este consolo: de outro modo não saberíamos, ou muito amaríamos, o que amamos. Imagino que o peixe fora d’água é o único peixe a ter uma noção da água”

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Conheça a lista dos livros que vão virar filmes este ano

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Publicado por Dito pelo Maldito

Luz! Câmera! Adaptação!
Eu costumo dizer que a literatura é a base de qualquer tipo de arte. Seja qual for a forma de expressão artística envolvida, tudo sempre começa com a escrita, nem que seja um pequeno esboço da ideia resenhada em um simples bloco de anotações.
A sétima arte por exemplo, o cinema, bebe dessa fonte sempre que lhe convém, e o resultado são diversos filmes baseados em livros. Este ano não será diferente, de fato veremos algumas boas obras literárias adaptadas para a telona. Ajuste o seu calendário e veja abaixo algumas dessas produções cinematográficas aguardadas para 2014 e sua ordem cronológica de lançamento. Quem sabe assim, você consegue acelerar para ler alguns desses livros antes de assistir ao filme, o que é uma experiencia infinitamente melhor que o inverso.

✔ Divergente, de Veronica Roth (em Março)

1Provavelmente essa trilogia será a nova febre entre os adolescentes. Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em 5 facções: Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível.
Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.
Se você não sabe o que todas as crianças estão falando, agora é sua chance de aprender. divergente tomou o mundo YA pela tempestade com sua história de uma população diferenciada por virtudes ( The Giver atende Chapéu Seletor) e 16 anos de velha garota que não se encaixa ou seja, como eles dizem, divergentes.
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✔ A Culpa é das Estrelas, de John Green (em Junho)

1Os adolescentes Hazel e Gus gostariam de ter uma vida normal. Alguns diriam que não nasceram com estrela, que o mundo deles é injusto. Os dois são novinhos, mas se o câncer do qual padecem ensinou alguma coisa, é que não há tempo para lamentações, pois, se aceitamos ou não, só existe o hoje e o agora.
E assim, com a intenção de realizar o maior desejo de Hazel – conhecer seu escritor favorito – ambos cruzarão o Atlântico para uma aventura contra o tempo, tão catártico quanto devastador. Destino: Amsterdam, o lugar onde reside o enigmático e mal-humorado escritor – a única pessoa que talvez possa ajudar-lhes a encaixar as peças do enorme quebra-cabeça onde se encontram.
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✔ A Viagem de Cem Passos, de Richard C. Morais (em agosto)

1A vida de Hassan Haji pode ser contada através de cheiros e sabores: a sua infância com aroma do curry e a confusão das ruas de Mumbai, a diversidade de sabores da Harrods de Londres, a refinada culinária francesa da cidadezinha de Lumière, nos Alpes.
A Viagem de Cem Passos narra uma incrível jornada culinária existencial, da exótica Índia à sofisticada Paris. Mais do que o retrato de duas culturas, o livro de Richard C. Morais apresenta a leveza e o sabor da descoberta da própria individualidade em um mundo que pode ser bastante amargo. A vida do chefe imigrante é suculenta, viva e suas aventuras saborosas. Excelente para assistir com um balde gigante de pipoca com manteiga extra.
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✔ Sete Dias sem Fim, de Jonathan Tropper (em Setembro)

1Judd Foxman pode reclamar de tudo na vida, menos de tédio. Em questão de dias, ele descobriu que a esposa o traía com seu chefe, viu seu casamento ruir e perdeu o emprego. Para completar, seu pai teve a brilhante ideia de morrer.
Embora essa seja uma notícia triste, terrível mesmo é seu último desejo: que a família se reúna e cumpra sete dias de luto, seguindo os preceitos da religião judaica. Então os quatro irmãos, que moram em diversos cantos do país, se juntam à mãe na casa onde cresceram para se submeter a essa cruel tortura. Para quem aprendeu a vida inteira a reprimir as emoções, um convívio tão longo pode ser enlouquecedor. Com seu desfile de incidentes inusitados e tragicômicos, Sete Dias sem Fim é o livro mais bem-sucedido de Jonathan Tropper. Uma história hilária e emocionante sobre amor, casamento, divórcio, família e os laços que nos unem – quer gostemos ou não.
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✔ Maze Runner, de James Dashner (em Setembro)

1Suspense, Terror e Ação numa história de tirar o fôlego! Ao acordar dentro de um escuro elevador em movimento, a única coisa que Thomas consegue lembrar é de seu nome. Sua memória está completamente apagada. Mas ele não está sozinho. Quando a caixa metálica chega a seu destino e as portas se abrem, Thomas se vê rodeado por garotos que o acolhem e o apresentam “A Clareira”, um espaço aberto cercado por muros gigantescos. Assim como Thomas, nenhum deles sabe como foi parar ali, nem por quê.
Sabem apenas que todas as manhãs as portas de pedra do Labirinto que os cerca se abrem, e, à noite, se fecham. E que a cada trinta dias um novo garoto é entregue pelo elevador. Porém, um fato altera de forma radical a rotina do lugar – chega uma garota, a primeira enviada à Clareira. E mais surpreendente ainda é a mensagem que ela traz consigo. Thomas será mais importante do que imagina, mas para isso terá de descobrir os sombrios segredos guardados em sua mente e correr… correr muito.
Correr ou Morrer é o primeiro volume da trilogia Maze Runner. Uma saga que, para seus fãs, evoca os mistérios da série Lost.
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✔ Garota Exemplar, de Gillian Flynn (em outubro)

1Uma das mais aclamadas escritoras de suspense da atualidade, Gillian Flynn apresenta um relato perturbador sobre um casamento em crise.
Na manhã de seu quinto aniversário de casamento, Amy, a linda e inteligente esposa de Nick Dunne, desaparece de sua casa às margens do Rio Mississippi. Aparentemente trata-se de um crime violento, e passagens do diário de Amy revelam uma garota perfeccionista que seria capaz de levar qualquer um ao limite. Pressionado pela polícia e pela opinião pública e também pelos ferozmente amorosos pais de Amy, Nick desfia uma série interminável de mentiras, meias verdades e comportamentos inapropriados. Sim, ele parece estranhamente evasivo, e sem dúvida amargo, mas seria um assassino?
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✔ Drácula Untold, baseado na obra de Bram Stoker (em Outubro)

1Depois de ajudar os anões de O Hobbit , Luke Evans agora sugará sangue de pescoços como Vlad Tepes. Certamente será um Drácula bem diferente dos que já foram apresentados no passado.
A história de Drácula tem sido a base de incontáveis filmes e peças, óperas, balés, graphic novels e inúmeras outras mídias, sendo que o número de filmes que incluem referências a Drácula direta ou indiretamente chega a mais de 649 adaptações. A primeira adaptação para os palcos, encenada em 18 de maio de 1897, foi escrita e dirigida pelo próprio Bram Stoker e encenada uma única vez em Londres. A primeira adaptação para o cinema ocorreu em 1922 e envolveu uma questão judicial entre o diretor do filme e o espólio de Bram Stoker. F. W. Murnau, o diretor do filme, lançou a história com o título ‘Nosferatu: Uma sinfonia de horror’, apenas alterando o nome do protagonista (de Drácula para Orlok) e transferindo o local da trama da Inglaterra para a Alemanha. O espólio de Stoker venceu a batalha judicial, sendo que todas as cópias existentes de ‘Nosferatu’ deveriam ter sido destruídas, entretanto um pequeno número de cópias sobreviveu até os dias de hoje, sendo considerado um clássico do cinema de terror. Contudo, a versão mais conhecida e famosa da história de Drácula foi realizada pela Universal em 1931, estrelada por Bela Lugosi e dirigida por Tod Browning.
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✔ Jogos Vorazes – A Esperança (Parte 1), por Suzanne Collins (em Novembro)

1A primeira de duas partes do capítulo final da saga Jogos Vorazes. Depois de sobreviver duas vezes à crueldade de uma arena projetada para destruí-la, Katniss acreditava que não precisaria mais lutar. Mas as regras do jogo mudaram: com a chegada dos rebeldes do lendário Distrito 13, enfim é possível organizar uma resistência. Começou a revolução. A coragem de Katniss nos jogos fez nascer a esperança em um país disposto a fazer de tudo para se livrar da opressão.
E agora, contra a própria vontade, ela precisa assumir seu lugar como símbolo da causa rebelde. Ela precisa virar o Tordo. O sucesso da revolução dependerá de Katniss aceitar ou não essa responsabilidade. Será que vale a pena colocar sua família em risco novamente? Será que as vidas de Peeta e Gale serão os tributos exigidos nessa nova guerra? Acompanhe Katniss até o fim do “thriller”, numa jornada ao lado mais obscuro da alma humana, em uma luta contra a opressão e a favor da esperança.
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✔ O Hobbit: Lá e De Volta Outra Vez, de JRR Tolkien (em Dezembro)

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Com esse terceiro filme da trilogia em que foi transformada o clássico Hobbit, Peter Jackson termina esse arco e deixa a Terra-média para sempre, … Até que ele decida embarcar em uma nova trilogia de filmes biográficos sobre a vida de Tolkien.

O filme conclui a jornada épica de Bilbo Bolseiro, que se junta ao mago Gandalf e os treze anõs, liderados por Thorin Escudo-de-Carvalho, para recuperar o Reino dos Anões de Erebor do temido Smaug. E que melhor maneira de acabar com tudo isso do que matando aquele detestável dragão.
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dica do Fabio Mourão

Almanaque Beatles

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Livro de um fã brasileiro conta a vida da popular banda de rock por meio de verbetes curiosos e hilários

Antonio Gonçalves Filho, no Estadão

O publicitário e músico carioca João Resende, de 27 anos, descobriu os Beatles aos 14 anos, incentivado por amiguinhos que moravam no mesmo prédio. Há seis anos ele mantém o site The Beatles College, nascido no Orkut, que tem, segundo ele, 2 mil acessos diários – a maioria de adolescentes. É curioso que garotas de 17 anos tenham mais curiosidade sobre um grupo musical dissolvido em 1970 do que a respeito de bandas contemporâneas como o britânica Oasis, igualmente extinta (em 2009) e influenciada pelos Beatles. “Isso prova que a música deles é atemporal”, diz Resende, que, animado com o sucesso do site, acaba de lançar o livro Beatles em Tudo, espécie de almanaque sobre (quase) tudo o que a nova geração gostaria de saber sobre a banda de rock mais popular do século 20.

Divulgação 'Beatles em Tudo' quer revelar curiosidades sobre a banda para os fãs mais novos

Divulgação
‘Beatles em Tudo’ quer revelar curiosidades sobre a banda para os fãs mais novos

Hobbit. Os pais e até avós da turma que segue o Beatles College provavelmente não vão encontrar nele algo que não saibam sobre a banda, nascida em Liverpool em 1960. Há histórias conhecidas como a suposta morte de Paul McCartney – boato sobre um acidente fatal de carro que teria matado o cantor e guitarrista em 1966, sendo McCartney substituído por um sósia. Há outras menos lembradas, como a tradução de seis músicas dos Beatles pelo poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade (do álbum branco, para a extinta revista Realidade, em março de 1969). Há ainda histórias de cinéfilos, que garantem ter o cineasta norte-americano Stanley Kubrick (1928-1999) projetado, em 1967, um filme sobre O Senhor dos Anéis, tendo os Beatles como protagonistas: Lennon seria Gollum, Paul ganharia o papel de Frodo, George encarnaria o mago Gandalf e Ringo teria de se contentar com os pés peludos do hobbit Sam, amigo de Frodo.

Pode ser que Kubrick tenha desistido na última hora, mas ele gostava mesmo dos Beatles. Exigente ouvinte, que usou composições eruditas em seus filmes (de Haendel a Shostakovich, passando por Ligetti), teria pensando no quarteto para compor a trilha de um de seus filmes mais polêmicos. O produtor de Laranja Mecânica foi quem sugeriu a ideia – e Resende observa que, ao entrar numa loja de discos, o psicótico adolescente Alex fica em segundo plano para que a câmera focalize a capa do LP Magical Mistery Tour na prateleira.

Eruditos. Assim como Alex inventou uma língua (Nadsat) para se comunicar com seus parceiros antissociais, os Beatles trataram igualmente de criar uma linguagem cifrada em discos experimentais como o White Album. Resende, em seu almanaque, cita as influências literárias e musicais eruditas que ajudaram a formatar a linguagem da banda, mostrando que, por trás da popular canção Eleanor Rigby, existe uma peça de Vivaldi. A lista é infinita: Because deve muito a uma sonata de piano de Beethoven e as invenções contrapontísticas de Bach foram usadas e abusadas em Blackbird e All You Need Is Love.

“Acredito mesmo que a melodia dos Beatles seduz mais que as letras “, diz Resende, descartando que o lado erudito dos integrantes da banda tenha algum peso na popularidade do grupo entre os novos fãs. Não dá para afirmar que os Beatles sejam clássicos por sua erudição, embora o autor observe a falta que fariam os instrumentos sinfônicos dos arranjos de George Martin em músicas como A Day in the Life.

Mas o fato é que os Beatles amavam a música clássica, a pintura (a maçã verde do logo da gravadora Apple foi tirada de uma tela de Magritte), o teatro (fizeram Shakespeare na TV e usaram diálogos do Rei Lear em I am the Walrus) e a literatura (Edgar Allan Poe é citado na mesma I am the Walrus). Sintonizado com a arte de vanguarda produzida nos anos 1960, Lennon pode ser visto no livro ao lado de Andy Warhol numa rara foto em que os dois aparecem com as mãos apalpando as partes íntimas um do outro. Resende lembra que Warhol, o maior nome da arte pop norte-americana, assinou as capas de um livro sobre os Beatles em 1980 e de uma coletânea de Lennon (Menlove Avenue).

Fotos raras. O almanaque de Resende tem outras fotos que ficaram famosas, entre elas a do boxeador Muhammad Ali (na época, Cassius Clay) nocauteando os quatro Beatles na primeira turnê da banda nos EUA, em fevereiro de 1964. No auge da onda beatlemaníaca, os Fab Four, como ficaram conhecidos os Beatles, ganharam um desenho animado, The Beatles Cartoon, que chegou a ser exibido em preto e branco no Brasil na extinta TV Tupi, entre 1965 e 1967. Os Beatles voltariam à animação em Yellow Submarine (1968), que Robert Zemeckis queria refazer em 3D (o projeto foi engavetado).

A ressonância dos Beatles no Brasil, garante o autor, pode ser medida não só por xarás no futebol (os jogadores John Lennon Silva Santos e Lennon Fernandes) como pela voz de uma brasileira na discografia da banda (Lizzie Bravo faz backing vocal em Across the Universe). Mas o que comprova mesmo a popularidade dos Beatles é o número de vezes que suas canções foram usadas nas trilhas de telenovelas brasileiras: Resende relaciona três dezenas delas, de Beto Rockefeller (1969) a Avenida Brasil (2102). Eles só não foram populares junto a religiosos. Resende lembra que a mais conhecida canção de John Lennon, Imagine, foi banida dos crematórios ingleses (por conter o verso “Imagine que não há céu”) e Lennon, amaldiçoado pelo deputado e pastor Marcos Feliciano (“Deus matou John Lennon por causa de suas declarações sobre Jesus”). Pior que ele só James Bond, o 007. Resende cita uma frase de Goldfinger em que o agente compara beber champanhe quente a “ouvir os Beatles sem protetor de ouvidos”. Bond pagou a língua com Live and Let Die, que teve a canção tema composta por um deles, Paul McCartney.

Saga do Hobbit deverá ganhar novos lançamentos em livro e filme

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Saga do Hobbit deverá ganhar novos lançamentos em livro e em filme Crédito: Divulgação / CP

Saga do Hobbit deverá ganhar novos lançamentos em livro e em filme
Crédito: Divulgação / CP

Editora lançará edição limitada e luxuosa quando o longa-metragem da trilogia estrear

Publicado no Correio do Povo

Para aproveitar a estreia do filme “O Hobbit — A Desolação de Smaug” nos cinemas, cinco livros chegam às livrarias: “A Desolação de Smaug”, um guia ilustrado de sua versão cinematográfica; “O Hobbit: Lá e de Volta Outra Vez”, em edição de luxo ilustrada por Jemina Catlin e com capa de tecido; “A Queda de Artur”; “Árvore e Folha”; e, em dezembro de 2014, quando o longa-metragem da trilogia estrear, a editora WMF Martins Fontes lançará uma edição limitada e luxuosa de “O Hobbit”, ilustrada pelo próprio autor.

Ao todo, mais de 20 livros de Tolkien foram publicados no país, e a WMF Martins Fontes estuda a viabilidade de traduzir os 12 volumes da série Terra Média. Enquanto isso, no cinema, é exibida a sequência de “O Hobbit: Uma Jornada Inesperada” (2012). Dirigido por Peter Jackson e estrelado por Martin Freeman, narra as aventuras de Bilbo Baggins. No elenco, Elijah Wood, Cate Blanchett e Ian McKellen. O faturamento das bilheterias está em torno de R$ 14 milhões.

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