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Violência na escola é reflexo da má educação dada por pais, diz psicóloga

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Garoto de 9 anos diz ter sido agredido por 14 alunos em Araraquara, SP.
Compartilhamento de vídeos de brigas reforçam a violência nas instituições.

Publicado por G1

1As brigas entre alunos nas escolas municipais e estaduais estão cada vez mais comuns na região de Araraquara (SP). Para a psicóloga Heloísa Ferreira, um dos principais motivos para a violência entre os estudantes são as práticas parentais inadequadas, ou seja, os pais não sabem educar os filhos de forma adequada, sendo muito permissíveis ou sendo muito agressivos, o que é aprendido pelos filhos.

A psicóloga afirmou que para diminuir os casos de agressão nas escolas os pais precisam ensinar seus filhos a lidar com a frustração. “As pessoas hoje em dia não sabem lidar com as frustrações e o comportamento agressivo esta ligado a isso. Então, como não sabem lidar, vão brigar para conseguirem o que querem. Existem formas mais adequadas para resolver o problema, que não seja usando o comportamento agressivo”, explicou.

Segundo Heloísa, nas escolas também pode existir fatores, que contribuam para a violência. “Muitas vezes a escola não esta preparada para lidar com eventos como esses e não dá nenhum tipo de punição para acontecimentos inadequados”, disse.

Nas redes
Uma prática muito comum hoje em dia é a publicação da violência nas redes sociais. Muitos estudantes, que participam de brigas nas escolas gravam vídeos das agressões e compartilham em seus perfis na internet.

A psicóloga explicou que essa prática está ligada a repercussão social surtida através dessas publicações. “A internet é muito presente no dia a dia dos jovens. Então, quando postam um vídeo, outros irão ver, vão comentar e compartilhar. E isso gera muita repercussão, que acaba na verdade reforçando esse tipo de evento. É um problema muito sério, pois as pessoas que compartilham acabam sendo coniventes com a violência”, informou.

Garoto diz ter sido agredido por 14 colegas em Araraquara (Foto: Reprodução/EPTV)

Garoto diz ter sido agredido por 14 colegas em
Araraquara (Foto: Reprodução/EPTV)

Agressão

Um garoto de nove anos diz ter sido agredido por 14 alunos, dez meninos e quatro meninas, dentro da Escola Municipal Ruth Cardoso, no bairro Jardim Maria Luiza em Araraquara, na sexta-feira (12). Ele disse que essa foi a segunda vez que sofreu agressões na escola.

“Estava comendo, quando uma chegou por trás e começou a me dar socos. Corri para dentro do banheiro e ela chamou um monte de moleques para me tirar lá de dentro. Me batiam, davam socos, tapas e chutes”, revelou o garoto.

A mãe da vítima, indignada, disse que a escola não entrou em contato para falar sobre a agressão. “Eu cheguei, o meu filho com o olho roxo e elas colocando um gelo para amenizar, além da perna vermelha, mancando. Estavam só dois agressores na sala da direção. Eu perguntei o porquê que ela bateu no meu filho e ela falou: ‘ele me irritou'”, disse.

A coordenadora executiva de Políticas Educacionais de Araraquara, Inês Marine Rodrigues, alegou que os pais foram contatados e que a briga teria envolvido seis e não 14 crianças. A violência teria começado após uma troca de ofensas. “O envolvimento foi entre uma aluna e um aluno com a participação de cinco outros que entraram para apartar e se envolveram nesse ato que a gente não espera que ocorra nas escolas”, afirmou.

Ela disse ainda que vai conversar novamente com os pais. “Haverá o acionamento do Conselho Tutelar, dos pais e dos alunos, para que a gente possa conversar, refletir sobre o ocorrido e buscar alternativas sustentáveis para a convivência em grupo”, disse.

Mais violência

Na rede estadual, a violência se repete. Na semana passada, uma adolescente foi mais uma vítima. Ela apanhou de uma colega de sala, na escola Dinorá Marcondes Gomes, em Américo Brasiliense.

“Ela chegou me batendo e me empurrando. E ninguém fez nada, ninguém separou, só começaram a filmar. Me bateu no rosto e me chutou. Desde o começo do ano ela falava que iria me bater, chegou até a pegar uma cadeira para me bater, mas sorte que alguns colegas da minha sala pegaram dela”, disse a adolescente.

Segundo a Diretoria Regional de Ensino de Araraquara, as alunas do ensino médio de Américo Brasiliense, envolvidas na briga, foram suspensas e o caso encaminhado ao Conselho Tutelar e à Promotoria de Justiça. A diretoria da escola se reuniu com os pais para que episódios como esses possam ser evitados.

A Diretoria Regional de Ensino disse ainda que a professora-mediadora e dois agentes de organização escolar que separaram as estudantes e chamaram a ronda escolar.

Quanto custa um fracasso?

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Luiz Schwarcz, no Blog da Companhia

Acabo de voltar de Nova York, onde passei duas semanas encontrando meus colegas da Penguin, além de alguns agentes e editores amigos. Essas paradas, ou interregnos, sempre fazem pensar. Estive lá numa semana particularmente agitada para nós editores, com ao menos dois leilões movimentando o mercado. Eles são confidenciais ainda, o que posso adiantar é que um deles girou em torno de um livro de não-ficção, escrito por uma jornalista da BBC, que a Companhia das Letras havia comprado antes de qualquer outro país, inclusive antes do leilão acontecer. Os números não foram divulgados, mas a editora americana que conseguiu fechar o acordo pagou um valor altíssimo para ter os direitos mundiais do livro; isto é, para ter o direito de revender a obra para outros países e assim recuperar parte do adiantamento pago — felizmente o Brasil já estava de fora, com a nossa compra antecipada. A esperança é que seja um livro importante e forte para o final deste ano. O outro caso é de um autor de qualidade literária que começa a ter alcance comercial. Ele deixou sua editora americana para ir para uma nova, tendo recebido uma oferta de 5,5 milhões de dólares.

Tudo isso me fez pensar nas mudanças que vêm ocorrendo no mercado editorial de hoje. Há uma clara globalização do sucesso e do fracasso, tornando o número de livros comercialmente bem-sucedidos menor — ou, se preferirem, os fracassos cada vez mais frequentes e dramáticos —, enquanto os poucos livros bem-sucedidos em termos materiais crescem em número de exemplares vendidos. Talvez eu já tenha tratado desse assunto neste blog, mas hoje a situação é bem mais sensível e traz novas implicações. O que está cada vez mais claro é que, hoje em dia, um livro que vende mal enfrenta uma concorrência enorme: a dos livros bem-sucedidos (que são poucos mas que têm um êxito massificado) e ainda a dos seus inúmeros pares, os outros fracassos comerciais, que crescem com o aumento do número de editoras e livros publicados.

Com a comercialização de espaços nas livrarias, o que chega ao consumidor com destaque é o que em princípio não precisaria de espaço especial: os grandes sucessos que vendem quase que automaticamente. O investimento em exposição mais alentada multiplica a venda dos poucos livros bem-sucedidos, e remete o livro diferenciado, de venda mais lenta, para um exílio incômodo, distante do leitor. Sem exposição, os outros livros, que demoram para deslanchar naturalmente, hoje patinam logo na saída, morrendo mais cedo e de doença mais aguda.

Na Companhia das Letras nunca nos preocupamos muito com os fracassos comercias, por gostarmos demais dos livros que editamos, por acreditarmos que alguns desses fracassos iniciais possam se reverter com o tempo, e por termos nossas contas pagas por livros de longa duração.

O que são livros de longa duração? São aqueles que realizam a verdadeira vocação literária, a de sobreviver ao tempo e de viajar para várias culturas. Assim, no passado, quando livros vendiam de início um terço de uma edição padrão de três mil exemplares, não nos preocupávamos. A situação se mantinha estável, como consequência do nosso esforço bem sucedido para ter nossos autores entrando como leitura obrigatória em inúmeras escolas, além de outras formas que conhecemos de fazer vender lentamente os livros que não têm vocação para best-seller. Em alguns anos a conta fechava. Esses mil exemplares eram um peso que carregávamos com sorriso nos lábios, orgulhosos das edições que atingiam poucos, acreditando que um dia passariam a vender, ou que de toda maneira eram livros tão importantes que valiam por si só.

A situação hoje é distinta. O que passa a ocorrer quando o livro de um jovem autor traduzido, ou mesmo de um eterno candidato ao prêmio Nobel, vende apenas um sexto da edição? Como fechar essa conta quando o prejuízo aumenta? A conta do fracasso começa a ficar mais cara, e o sorriso nos lábios se mistura com uma ponta de preocupação.

O fenômeno é claro e internacional. Mudanças demográficas mundiais trazem um público mais jovem para o mercado, a ponto de o próximo congresso de editores da Penguin — a se realizar em Istambul no mês de abril — ter como tema central a categoria chamada de YA: young adults. A discussão central será sobre livros que atingem um público jovem, da puberdade aos primeiros anos da universidade. No ano passado o tema foi o livro digital.

Como tudo isto afeta o Brasil? As mudanças demográficas aqui têm uma característica particular: estão trazendo ao mercado de livros um público que, além de jovem, começou a subir na pirâmide educacional recentemente — portanto naturalmente com menor bagagem literária.

Mas esse será o assunto da minha próxima crônica. Feliz com o interesse dos que me seguem aqui no blog, fico esperando pela reação de vocês — enquanto penso um pouco mais no que tenho a dizer, e que porventura ainda possa interessá-los.

Intelectuais brasileiros explicam por que ainda é importante ler Marx

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Publicado na Folha de S.Paulo

Questionados pela Folha, quatro intelectuais brasileiros explicam as razões pelas quais os escritos do filósofo alemão Karl Marx são importantes até os dias de hoje e, por isso, ainda merecem leitura.

Confira:

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ROBERTO SCHWARZ, crítico literário

“Como percepção da sociedade moderna, não há nada que se compare a ‘O Capital’, ao ‘Manifesto Comunista’ e aos escritos sobre a luta de classes na França. A potência da formulação e da análise até hoje deixa boquiaberto. Dito isso, os prognósticos de Marx sobre a revolução operária não se realizaram, o que obriga a uma leitura distanciada. Outros aspectos da teoria, entretanto, ficaram de pé, mais atuais do que nunca, tais como a mercantilização da existência, a crise geral sempre pendente e a exploração do trabalho. Nossa vida intelectual seria bem mais relevante se não fechássemos os olhos para esse lado das coisas.”

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JOSÉ ARTHUR GIANNOTTI, filósofo:

“Os textos de Marx, notadamente ‘O Capital’, fazem parte do patrimônio da humanidade. Como todos os textos, estão sujeitos às modas, que, hoje em dia, se sucedem numa velocidade assombrosa. Depois da queda do Muro de Berlim, o marxismo saiu de moda, pois ficava provada de vez a inviabilidade de uma economia exclusivamente regida por um comitê central ‘obedecendo a regras racionais’, sem as informações advindas do mercado. Mas a crise por que estamos passando recoloca a questão da especificidade do modo de produção capitalista, em particular a maneira pela qual esse sistema integra o trabalho na economia. O desemprego é uma questão crucial. As novas tecnologias tendem a suprir empregos. Na outra ponta, o dinheiro como capital, isto é, riqueza que parece produzir lucros por si mesma, chega à aberração quando o capital financeiro se desloca do funcionamento da economia e opera como se a comandasse. A crise atual nos obriga a reler os pensadores da crise. Como cumprir essa tarefa? Alguns simplesmente voltam a Marx como se nesses 150 anos nada de novo tivesse acontecido. Outros alinhavam as modas em curso com os textos de Marx, apimentados com conceitos do idealismo alemão, da psicanálise, da fenomenologia heideggeriana. Creio que a melhor coisa a fazer é reler os textos com cuidado, procurando seus pressupostos e sempre lembrando que a obra de Marx ficou inacabada e sua concepção de história, adulterada, por ter sido colada, sem os cuidados necessários, a um darwinismo respingado de religiosidade.”

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DELFIM NETTO, economista

“Porque Marx não é moda. É eterno!”

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LEANDRO KONDER, filósofo:

“Os grandes pensadores são grandes porque abordam problemas vastíssimos e o fazem com muita originalidade. A perspectiva burguesa, conservadora, evita discuti-los. E é isso o que caracteriza seu conservadorismo. Marx é o autor mais incômodo que surgiu até hoje na filosofia. Conceitos como materialismo histórico, ideologia, alienação, comunismo e outros são imprescindíveis ao avanço do conhecimento crítico. Por isso, mais do que nunca é preciso frequentá-los.”

caricatura: Baptistão

Feito à mão

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Frederico Tizzot (à esq.) e o encadernador Daniel Barbosa: resgate de um processo cuidadoso feito livro a livro (Marcelo Andrade / Gazeta do Povo)

Frederico Tizzot (à esq.) e o encadernador Daniel Barbosa: resgate de um processo cuidadoso feito livro a livro (Marcelo Andrade / Gazeta do Povo)

Sandro Moser, no Caderno G

Editora Arte & Letra lança coleção de livros artesanais com edição limitada, impressão em tipografia e encadernação manual

O mesmo cuidado do autor que escreveu o texto, na encadernação de cada um dos exemplares da edição. Movida por esta ideia, a editora Arte & Letra lança amanhã em Curitiba o projeto Livros Artesanais: uma coleção de livros feitos à mão, impressos em tipografia e encadernados manualmente.

Assista ao vídeo sobre produção de livros artesanais

Divulgação

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“Queremos publicar não apenas bons livros, mas livros bem feitos. Buscamos resgatar um processo de feitura do livro que se perdeu hoje em dia”, explica Frederico Tizzot, um dos sócios da editora.

Os clássicos Um Coração Singelo, de Gustave Flaubert, Assassinatos na Rue Morgue, de Edgar Allan Poe, e Luzes, conto de Anton Tchekhov, compõem a coleção de edições numeradas e de tiragem limitada a 200 exemplares cada título.

Segundo Tizzot, foram escolhidas obras cujas primeiras publicações provavelmente saíram em edições parecidas com as do projeto. “A sonoridade dos textos tem relação com o formato final dos livros”, disse.

Zelo

Todo o projeto, da ideia à arte final, durou cerca de um ano. As impressões foram feitas por um tipógrafo em São Paulo, que montou página por página dos livros com linotipos e ilustrações em xilogravura, assinadas pelo próprio Frederico Tizzot, além de Santidio Pereira e Mariana Leme.

Na segunda parte da empreitada, o encadernador Daniel Barbosa fez a montagem, livro por livro. Desde a dobra do papel e a costura à confecção da capa, em tecido.

Barbosa já detinha um savoir-faire de edição manual, em sua editora Caderno Listrado, em especial com livros de poesia. Ele disse, porém, que pode “experimentar mais” nesta coleção, pois além da quantidade maior de texto, a opção foi pelo “caminho mais difícil”, ou seja, com a utilização das técnicas da xilo e tipografia para garantir o resultado final.

“É um processo lento, eu preciso cuidar de cada livro pessoalmente. É um trabalho demorado, sujeito a alguns percalços”, contou.

Como resultado deste zelo, cada exemplar é único, com pequenas diferenças na intensidade de tinta nas letras e das poucas gravuras que conversam com os textos.

A textura do tecido que encobre a capa e o relevo das impressões também dão ao leitor uma experiência tátil com o livro, que, para Tizzot “vira uma obra de arte em si, não apenas um suporte para o texto”.

Os livros podem ser adquiridos individualmente em uma caixa com a coleção completa. Estarão à venda exclusivamente na Livraria Arte & Letra (Al. Presidente Taunay, 130 – Fundos da Casa de Pedra) no bairro Batel ou no site da editora (www.arteeletra.com.br).

A produção de livros artesanais

Com um novo projeto, a Arte & Letra lança uma tiragem limitada de livros impressos em tipografia e encadernados manualmente

dica do Jarbas Aragão

“Mudar mentalidades” é truque para conseguir emprego

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Jaqueline Silva, que decidiu escrever um livro sobre desemprego quando ficou sem trabalho, afirma que é preciso “mudar mentalidades” e que “as pessoas têm de se redefinir enquanto profissionais” para se adaptarem à realidade.

Publicado no Diário de Notícias

Jaqueline, agora com 31 anos, estudou nos Estados Unidos e em Espanha antes de concluir o mestrado em Gestão, em Lisboa. Conta que teve “o percurso ideal face aos dias de hoje”: estudou em “boas universidades”, começou por trabalhar em ‘start-ups’ e depois integrou uma multinacional nos Estados Unidos.

Nessa grande empresa esteve durante três anos, e – recorda, em entrevista à agência Lusa – “a partir de determinado ponto, já não havia mais evolução possível”, acabando por ficar desempregada.

Nos meses em que esteve desempregada, decidiu procurar livros sobre o assunto e percebeu que eram todos sobre o mesmo – “como fazer um currículo ou como ir a uma entrevista” de trabalho.

“Tudo o resto não estava enquadrado. Nenhum livro me dava as ferramentas necessárias para lidar com todo o processo: o estigma e a frustração (…) Nem com as burocracias: como é que eu lido com o centro de emprego e com o IEFP [Instituto de Emprego e Formação Profissional? É uma aventura”, disse.

Para Jaqueline Silva, que é atualmente coproprietária de uma micro empresa, “hoje em dia, a grande diferença entre o que é o trabalho e o que é o emprego é uma mudança das próprias mentalidades das pessoas”

“Estamos numa estrutura em que temos de seguir um determinado padrão e fomos educados a ter um curso e um emprego para a vida, um emprego estável, a não arriscar muito. Isso faz parte da nossa cultura. Nós não temos de deixar de ser quem somos, mas temos de nos reajustar à nova realidade”, defende a jovem.

(mais…)

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