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Desenhista que criou família Donald ganha antologia

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Publicada originalmente em 1949, “Perdidos nos Andes” mostra a expedição de Donald e os sobrinhos a uma cidade inca pré-colombiana - Reprodução

Publicada originalmente em 1949, “Perdidos nos Andes” mostra a expedição de Donald e os sobrinhos a uma cidade inca pré-colombiana – Reprodução

 

Livro reúne quadrinhos dos anos 1940 a 1960 e homenageia Carl Barks

Alessandro Giannini, em O Globo

RIO – Em um jogo de perguntas e respostas, uma questão sobre quem criou o Pato Donald seria considerada fácil. Walt Disney, certo? Tranquilo e favorável. Agora, quem concebeu o restante da família Pato, o Tio Patinhas, os irmãos Metralha, o professor Pardal, a Maga Patalógika e até a cidade na qual todos eles vivem, Patópolis? Uma dica: não foi Disney. Muito mais difícil, não? A resposta certa é Carl Barks (1901-2000), ilustrador e roteirista americano que trabalhou nos estúdios Disney como animador de 1935 até o fim de 1942, quando passou criar e desenhar os quadrinhos da família Pato para a Western Publishing. Até junho de 1966, quando se aposentou, Barks produziu mais de 500 histórias ou 6 mil pranchas de texto e arte. “Perdidos nos Andes” é o primeiro volume da “Coleção Barks”, que vai reunir todo esse material e que a editora Abril lança durante a Bienal do Livro de São Paulo, entre 26 de agosto e 4 de setembro.

Não é a primeira vez que o trabalho de Barks ganha uma antologia abrangente. A mesma Abril publicou, entre 2004 e 2008, a coleção “O melhor da Disney — As obras completas de Carl Barks”, que totalizou 41 volumes, organizados por personagens, temática e tipo de história. Mas a nova versão, compilada pela americana Fantagraphics, começou a ser publicada nos Estados Unidos em 2013, com algumas particularidades que a tornam especial. Os volumes, que somarão cerca de 20 ao final da publicação, são organizados por ordem cronológica, misturando aventuras longas, quadrinhos de dez páginas e historietas de uma página. Além disso, as histórias trarão as cores próximas das paleta original da época em que foram publicadas, chapadas e sem efeitos dos programas de edição. Até o letreiramento teve um tratamento especial, com a criação de uma fonte que reproduz o trabalho do autor e de sua terceira mulher, Garé Williams (1917-1993).

— É como se um clássico perdido do cinema fosse restaurado e lançado numa edição especial em blu-ray — compara Sergio Figueiredo, diretor da Redação Disney-Abril.

Para fazer essa “restauração”, a Fantagraphics resgatou fotocópias de artes originais de Barks que, acreditava-se, estavam perdidas.

— Agora, esse material volta à baila como foi criado há 50, 60 anos. E, até onde eu sei, sem censura — explica o jornalista Marcelo Alencar, colecionador e tradutor das histórias e dos textos de especialistas que compõem esse primeiro volume e os que virão em seguida.

SEM CENSURA

Alencar refere-se, por exemplo, a Be-Bop, um jazzista com quem Donald conversa logo no início da história “Donald na África”. Na versão publicada em “O melhor da Disney”, que sofreu edição, ele é branco e tem os lábios finos. Neste primeiro volume da coleção, o personagem volta ao formato como foi concebido por Barks, negro e com os lábios grossos, o que era comum nos estereótipos da época.

“Perdidos nos Andes”, história que dá título ao primeiro volume da coleção, é muito significativa da produção de Barks. Publicada originalmente em 1949, mostra a expedição de Donald e os sobrinhos a uma cidade inca pré-colombiana, Quadradópolis, onde encontram uma civilização bitolada — ou “quadrada”, como se dizia na gíria da época. “É uma sátira poderosa ao conformismo”, escreve o autor italiano Stefano Priarone, que assina um ensaio sobre o quadrinho.

— Sem Barks, talvez não tivéssemos Donald, nem o Tio Patinhas, personagens que refletiram em alguns momentos sua própria vida. O talento para desenhar, criar e redefinir traços de personagens da Disney, tornou-se referência para vários profissionais da área — diz o colecionador Fernando Donizete Claro.

E não só para os ilustradores. Em “As cidades do ouro” (1954), uma das caças ao tesouro protagonizadas e financiadas por Tio Patinhas, George Lucas e Steven Spielberg encontraram inspiração para a sequência de abertura de “Os caçadores da arca perdida” (1981), na qual Indiana Jones é perseguido por uma gigantesca bola de pedra. Uma influência e tanto.

Ficou bem mais fácil ler quadrinhos no smartphone

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Com aprendizagem de máquina, aplicativo do Google sabe dar zoom nos balões de falas

Jean Prado,no Tecnoblog

Para quem lê quadrinhos, é difícil fugir do computador: a tela do smartphone é pequena e o Kindle tira as cores das ilustrações. Mas uma atualização no Google Play Livros deixou essa atividade muito mais simples. Há algum tempo, o aplicativo já havia anunciado a função de rolagem vertical, comum em HQs, mas outro recurso divulgado nesta quinta-feira (21) promete dar zoom nas falas corretas e deixar a leitura mais confortável.

BZ_Justice_League_DC_2016-07No monitor do computador, é fácil ler quadrinhos porque provavelmente a tela já é grande e você consegue dar zoom sem muito esforço. Mas não é nada prático: se você quiser ir para outro lugar, ou ler na cama, terá que ficar com um dispositivo muito maior que um smartphone por perto. Para dar mais mobilidade às suas histórias e resolver esse problema da telinha do smartphone, o Google Play Livros agora incorpora um recurso chamado Bubble Zoom.

Por meio da aprendizagem de máquina, o Bubble Zoom consegue saber onde estão os balões de fala nos quadrinhos e, portanto, ampliá-los pra você. O pensamento é o mesmo por trás do Google Fotos, que consegue identificar rostos e coisas (como uma praia ou um cachorro). Se ele consegue identificar até um abraço (!), por que não saberia onde tem uma fala no quadrinho? O funcionamento você confere na imagem ao lado.

Para aumentar o balão, basta dar um toque na área que você quer ler e pronto. Por ora, apenas alguns volumes da DC e da Marvel serão suportados. Mas a intenção é pegar o maior número de feedbacks possível para aprimorar o recurso e torná-lo disponível em várias outras HQs e até mangás. Quem tem Android já pode usar o recurso na última versão do Play Livros. Por enquanto, não há nenhuma informação quanto a uma atualização para iOS.

Por que George R. R. Martin demora para escrever? Carta a Stan Lee ajuda a entender

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O escritor George R.R. Martin - Nick Briggs / Agência O Globo

O escritor George R.R. Martin – Nick Briggs / Agência O Globo

 

Autor de ‘Game of Thrones’ tinha 16 anos quando reclamou de furo no roteiro de HQ

Publicado em O Globo

RIO — Que George R. R. Martin não é lá um escritor muito prolífico e sofre constantemente com bloqueios criativos, já não é novidade. O autor das “Crônicas do gelo e do fogo”, saga literária que deu origem ao seriado “Game of Thrones”, inclusive já perguntou a Stephen King como o colega consegue escrever tão rápido. Agora, uma carta escrita por ele aos 16 anos para Stan Lee e Jack Kirby dá uma pista sobre o motivo pelo qual seus fãs continuam a esperar pelo aguardado “The winds of winter”.

Um usuário postou no site “Imgur” fotos de uma revista em quadrinhos dos anos 1960. Na sessão de cartas dos leitores, um Martin adolescente escreve para os criadores do Quarteto Fantástico para elogiar seu trabalho — e apontar erros de continuidade.

Depois de dizer que tinha “perdido o chão” com o “esplendor” do volume 29 da revista, o jovem George parte para a crítica:

“Entretanto, sinto informar que encontrei uma falha neste trabalho que, de outra forma, seria uma obra-prima perfeita, uma falha que, infelizmente, é comum com vocês. Quando vimos o Fantasma Vermelho pela última vez, no Quarteto Fantástico 13, ele estava preso na lua, sendo perseguido por três macacos super-poderosos lívidos de ódio que apontavam o raio paralisador do Sr. Fantástico para ele. Agora, de repente, vocês o trazem de volta com os macacos totalmente sob controle e sem uma única palavra de explicação”.

O meticuloso futuro escritor continua, apontando outro erro já cometido pela icônica dupla da Marvel:

“Não é a primeira vez que vocês trazem um vilão de volta sem explicar direito o que aconteceu. Vocês fizeram isso quando reviveram o Mestre dos Bonecos no Quarteto Fantástito 14, depois que Reed tinha dito que ele estava morto no Quarteto Fantástico 8. Que cientista! Não consegue saber se um cara está vivo ou morto, mas é inteligente o suficiente para criar um super-raio-radioativo-de-energia-cósmica-amplificada de uma hora para outra! Concluindo, desejo boa sorte a vocês nas próximas histórias, mas, Stan, não tire nenhum outro vilão do chapéu. Da próxima vez, mostre como foi que eles conseguiram se safar, ok? Ok!”.

Se Martin já tinha esse nível de atenção a detalhes quando ainda era garoto, como esperar rapidez ao lidar com um universo complexo como o de Westeros, que envolve centenas de personagens, famílias nobres, criaturas fantásticas, deuses, etc? Se, por um lado, a internet ajuda o escritor com uma série de sites que são verdadeiras enciclopédias virtuais de “Crônicas do gelo e do fogo”, por outro, são também milhões de críticos do mundo inteiro prontos a repetir o que ele mesmo fazia na adolescência, apontando cada pequena inconsistência.

Em tempo: Stan Lee e Jack Kirby não deram voltas e responderam que haviam esquecido o que tinha acontecido com o Fantasma Vermelho. Sob pressão da editora para entregar a história, eles não tiveram tempo de pesquisar os números anteriores.

007 Casino Royale vai virar QUADRINHO

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Publicado no Combo Infinito

Muitos personagens fazem história no cinema, mas poucos conseguem esse feito tantas vezes, por tanto tempo. Esse é o caso do maior espião que esse planeta já viu, o agente 007. Não apenas nas telonas, o homem que tem licença para matar, faz parte, originalmente, de um livro de Ian Flemming, bem como já protagonizou jogos memoráveis como Goldeneye para Nintendo 64.

Dito isso, a publisher Dynamite Entertainment, que iá estar na Comic Con de San Diego na semana que vem, anunciou que Casino Royale, um dos livros e filme do agente, interpretado por Daniel Craig, irá se tornar também uma HQ.

Essa nova etapa, a qual será a primeira em uma série de adaptações dos livros de Fleming, chegará escrita por Van Jensen (The Flash) e o artista será Matthew Southworth (“Stumptown”).

O CEO da Dynamite, Nick Barrucci, disse ao Hollywood Reporter – “Anunciamos que nós temos os direitos de adaptar a ideia original de 007. É incrivelmente recompensador, pois é a história que qualquer editora gostaria de ter em sua biblioteca. Nós fomos muito sortudos de conseguir os direitos desse produto.”

007 tem total cara de HQ, não apenas por ser um personagem que já faz parte de um grupo seleto, no qual a população idolatra, mas também por ter histórias intrigantes, vilões marcantes, espionagem e muita ação. Acredito que será um grande sucesso e com certeza vou prestigiar.

Ainda não há nenhuma data confirmada para a HQ.

Jessica Jones terá nova HQ

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João Paulo Carollo, no Poltrona Nerd

A nova fase editorial da Casa das Ideias, a Marvel NOW!, trará vários novos títulos e uma das felizardas, que ganhará uma nova HQ é Jessica Jones. Desde a estréia da série da personagem em 2015, muitos fãs pediam a volta de Jessica às HQs e a Marvel resolveu atender. Confira a capa do #1 com arte de David Mack:

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A nova HQ da heroína terá roteiros do criador da personagem, Brian Michael Bendis, e de Michael Gaydos com arte do próprio David Mack, que já trabalharam com a personagem na HQ Alias. A nova revista deve sair em outubro nos EUA.

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