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Ocupação Laerte reafirma a genialidade da artista

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André Seiti/Itaú Cultural/Divulgação

André Seiti/Itaú Cultural/Divulgação

Rodolfo Viana, no Brasil Post

Aos 63 anos, a cartunista e ilustradora Laerte Coutinho é senhora suprema de seu próprio labirinto. Labirinto construído por 40 anos e guardado não apenas pelo Minotauro, mas também por piratas que navegam o Tietê, por um homem chamado Hugo que sempre encontra problemas no dia a dia, e até mesmo por Deus. Quem se atreve a percorrer o labirinto jamais escapa — uma vez que caminha pela obra de Laerte, você fica preso para sempre. Preso por opção.

“Nesse labirinto que é a sua obra, existe uma criatura que ronda, tal como no mito do Minotauro. Inquietação ou angústia, um superego solto, uma entidade sem sexo, que acuada, ataca. Vive dentro do artista ou é parte dele. Exoesqueleto que o controla e o direciona. Pode ser o próprio Laerte, criatura entre nós. Ele, meu familiar pai, um monstro”, diz o texto do filho, o também quadrinista Rafael Coutinho, em uma das paredes do labirinto da Ocupação Laerte, que abre hoje ao público.

A mostra é a 20ª edição da Ocupação, projeto do Itaú Cultural que busca fomentar o diálogo da nova geração de artistas com os criadores que os influenciaram. No labirinto de Laerte, mais de 2 mil obras da artista estão expostas — peças que levantam questões políticas, filosóficas e psicológicas de nossa sociedade. A curadoria é assinada pelo filho e cenografia é de Fred Teixeira.

Leia o trecho

Durante o percurso no labirinto, o visitante testemunha os momentos-chave na construção da obra de Laerte — sua participação no movimento sindical e na luta pelas eleições diretas; sua batalha pela anistia; a parceria com Angeli, Glauco e Toninho Mendes na Circo Editorial, um dos pontos fundamentais da história da HQ brasileira; a mudança de estilo gráfico a partir de 2004 e o ativismo nas questões de gênero.

Por tudo isso, “Laerte é tão importante quanto Robert Crumb e Millôr Fernandes”, afirma André Dahmer, autor dos Malvados, no site oficial da mostra.

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Imagens: Divulgação/Laerte/Itaú Cultural

Escritora Nadime Gordimer morre aos 90 anos

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South Africa Gordimer Obit

Publicado por Valor Econômico

SÃO PAULO – A escritora sul-africana Nadime Gordimer, famosa por sua posição contra o apartheid, morreu aos 90 anos, anunciou a família dela. A escritora estava em sua casa, em Johannesburgo, acompanhada de seus filhos, Hugo e Oriane.

Nascida em Gauteng, Nadime foi a primeira sul-africana ganhadora do Nobel de Literatura, em 1991. Publicou mais de 30 obras, entre contos e romances.

Ela teve três livros proibidos durante o regime do apartheid, junto com uma antologia poética de escritores negros sul-africanos que ela organizou. A maioria de seus escritos exploram a segregação racional e as relações entre negros e brancos sul-africanos.

O livro “A Desumanização”, o mais recente de Valter Hugo Mãe, será lançado no Brasil até maio de 2014

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O livro “A Desumanização”, o mais recente de Valter Hugo Mãe, será lançado no Brasil até maio de 2014, afirmou hoje o escritor, durante a conferência de imprensa de abertura do Festival Pauliceia Literária, em São Paulo.

Publicado em Notícias ao Minuto

A Desumanização lançado em 2014 no Brasil em 2014

Título original: Valter Hugo Mãe “A Desumanização” lançado em 2014 no Brasil

O autor disse ter “altas expectativas” em relação ao livro, que chega hoje às livrarias portuguesas, e diz estar “muito vaidoso” com as boas críticas já publicadas.

A questão principal do livro, afirma Valter Hugo Mãe, é a espiritualização e a conquista da solidão. A estória passa-se na Islândia e tem como protagonista uma menina que experimenta o ato de estar só após a morte da irmã gémea.

“Queria transformar aquela ilha numa meditação lenta e profunda. A Islândia remete à pureza, ao lugar onde o mundo começa outra vez”, declarou o autor.

Valter Hugo Mãe está em São Paulo para participar do Festival Pauliceia Literária, no qual integrará uma mesa de debates sobre narrativa, linguagem, ritmo e humor, ao lado do escritor Juan Pablo Villalobos, autor de “Festa no Covil”.

“Aqui no Brasil saiu recentemente o ‘Apocalipse de Mil Homens’, está agora está a sair em Portugal meu sexto romance e eu fico numa mistura de tempos, com a cabeça dividida, entre o apocalipse e a desumanização, algo que faz sentido”, afirmou.

Questionado sobre qual dos seus livros indicaria a alguém que não conhece sua obra, o autor afirmou que cada título combina com uma personalidade diferente. Para alguém sensível, sugeriria “Filho de Mil Homens”; para uma pessoa mais calma e madura, “A máquina de fazer espanhóis”; para um assíduo frequentador de bibliotecas “Balthazar Serapião”; e para mulheres ligadas à questão de género “O apocalipse dos trabalhadores”.

Já “A Desumanização” foi indicada pelo escritor aos leitores com “inspiração estética”, atentos ao “esplendor da expressão literária”.

Valter Hugo Mãe é um dos 12 finalistas do Prémio Portugal Telecom 2013, com o “Filho de Mil Homens”. No ano passado venceu o certame com a “Máquina de fazer espanhóis”. Nesta edição, disse que acha que não vai ganhar.

“Já estou admirado por estar entre os finalistas. Acho que estarei no Uruguai e que não vou [a São Paulo, na data da entrega do prémio] para não ter aquele choque de ver ganhar uma outra pessoa”, concluiu.

 

Escola atingida por veneno agrícola é depredada, em Rio Verde, GO

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Unidade teve o portão arrancado e seis salas de aulas destruídas.
Vândalos deixaram recado no quadro: ‘Protesto veneno’.

Publicado por G1

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Uma das salas de aula destruídas por vândalos, em Rio Verde (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

A escola rural do Assentamento Pontal dos Buritis foi depredada na noite deste domingo (30). O local, a 115 quilômetros de Rio Verde, região sudoeste de Goiás, teve seis salas de aula destruídas. Os vândalos jogaram pedras em vidraças, quebraram prateleiras, bebedouro e ar-condicionado, arrancaram um portão e ainda deixaram um recado no quadro-negro de uma sala: “Protesto veneno”. Alunos da unidade foram atingidos por agrotóxico despejado de um avião agrícola no último dia 3 de maio.

O agricultor Eraldo Silva Santos, que mora perto da escola, afirma que não viu os suspeitos. “Eu até ouvi um barulho à noite, levantei e acendi a luz de casa, mas as pessoas devem ter corrido”, acredita.

Mãe de uma estudante, Maria Divina Faria conta que um filho já estudou na unidade e que foi para faculdade. “Eu batalho para minha outra filha ir também para a faculdade e aí você vê uma tristeza dessa. Dá vontade até de chorar”, desabafa.

O diretor da escola, Hugo Alves dos Santos, disse que a polícia já foi até o local e investiga o caso. Os prejuízos ainda não foram contabilizados, mas o colégio passará por uma reforma. Caso a obra não seja finalizada até o final das férias do mês de julho, 250 alunos terão de ser transferidos para outra unidade, também na zona rural.

O prédio não possui câmeras de segurança. A delegada titular do 1º Distrito Policial, Jaqueline Camargo Machado Queiroz, disse ao G1 que os suspeitos do crime ainda não foram identificados. “Acreditamos que sejam alunos. Parece que acontecia uma festa próxima e pode ser que estudantes foram até a escola para praticar vandalismo”. Ela acrescenta que não se sabe quantos eram, mas que a perícia coleta digitais para identificação.

A unidade foi atingida por agrotóxicos na manhã do dia 3 de maio, quando uma aeronave despejou o veneno em uma lavoura próximo à escola. No momento em que o agrotóxico foi despejado, 122 alunos estavam no estudando e dezenas foram intoxicadas. Na ocasião, foi constatado que o inseticida utilizado não poderia ser usado em aviões, mas apenas aplicado via terrestre.

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