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Falar outra língua deixa você frio

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publicado na Super

Você desviaria um trem, fazendo-o atropelar um homem, se isso fosse salvar a vida de várias outras pessoas? Durante uma experiência* feita pela Universidade de Chicago, dois em cada dez entrevistados responderam “sim” para esse dilema moral. Em seguida, os psicólogos reuniram um segundo grupo e refizeram a pergunta. Só que, desta vez, utilizando um idioma que não era o nativo dos voluntários. Houve testes em inglês, espanhol, francês e hebraico. Resultado: a quantidade de pessoas que aceitaria matar o homem subiu 65%.

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“Quando usam uma língua estrangeira, as pessoas tendem a pensar de modo mais frio”, explica a psicóloga Sayuri Hayakawa, líder do estudo. Segundo ela, isso pode resultar em decisões menos emocionais e mais racionais – como, no exemplo proposto pelo teste, sacrificar uma vida para salvar várias outras. Os pesquisadores não sabem ao certo por que essa mudança acontece. Uma possível explicação é que, quando pensamos e falamos na nossa própria língua, o cérebro age de forma intuitiva, porque já está familiarizado com aquilo (você é capaz de falar sem pensar).

Já quando temos de nos expressar em outro idioma, é diferente. O cérebro é forçado a trabalhar mais, porque tem de raciocinar sobre as palavras que irá usar e como irá arranjá-las para construir frases. De acordo com o estudo, esse esforço intelectual atrapalha a chamada “ressonância emocional”, ou seja, a capacidade de se identificar com as emoções dos outros, o que resultaria em escolhas mais frias. Em outro idioma, todos nós ficamos mais propensos a matar o homem.

Ensino bilíngue na prática

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Corolina Ropero, em Estadão

O domínio da língua inglesa é cada vez mais indispensável a qualquer pessoa. Nesse contexto, a criança que recebe o ensino bilíngue na escola consegue assimilar a nova língua com mais naturalidade e rapidez. “Quanto antes ela frequentar um ambiente que estimule o segundo idioma, mais fácil será seu aprendizado sem precisar de tradução”, afirma a coordenadora Érica Cardoso, responsável pelo PEC (Programa Educacional Complementar).

O ensino e a prática do inglês precisam ir além da sala de aula. A introdução do idioma nas atividades do cotidiano é uma maneira natural e eficaz de expandir o vocabulário da criança. “A cognição depende fundamentalmente de experiências concretas e de percepção direta, proporcionadas pelo uso natural de uma segunda língua. Por isso, reproduzir as ações diárias dos alunos usando o vocabulário em inglês, ajuda a concretizar essa experiência”, explica a educadora.

DSC_0272-300x199Na hora de escovar os dentes, por exemplo, os alunos do Ábaco utilizam a expressão “brushing teeth”. Essa ampliação do vocabulário ocorre também no momento da refeição, ao repetir o nome dos alimentos em inglês. Diariamente, a equipe pedagógica escolhe um ingrediente nutritivo, entre vegetais, legumes e grãos, para ensinar a nova língua e incentivar a alimentação saudável.

Aqueles que participam da atividade recebem um adesivo para colar em uma tabela e, quando conseguem completá-la, são considerados Super Healthy! A brincadeira estimula a aprendizagem e torna o momento mais divertido.

Brasil fica em 38º em ranking mundial de ensino de inglês

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Levantamento foi feito com 750.000 pessoas em 63 nações que não têm o inglês como idioma nativo. No ranking nacional, São Paulo ficou em 1º lugar

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Publicado na Veja

O Brasil ficou na 38º posição no ranking de proficiência em inglês divulgado nesta quarta-feira pela rede de escolas de idiomas EF Education First. O levantamento foi feito em 63 países e territórios que não têm o inglês como língua nativa e considera as habilidades de 750.000 pessoas com o idioma. O ranking é realizado anualmente desde 2011. No ano passado, o Brasil obteve a mesma pontuação deste ano. Já em 2012, ficou na 46ª colocação entre 54 países.

Os níveis de domínio da língua foram definidos por testes de gramática, vocabulário, leitura e compreensão, com pontuação que varia de 0 a 100 pontos. A partir do resultado médio dos participantes, os países foram divididos em cinco grupos: proficiência muito baixa; baixa; moderada; alta e muito alta. O Brasil obteve 49,96 pontos e ficou no grupo de países com baixa proficiência, que tem ainda outras doze nações, entre elas Peru, Equador, Rússia, China, México e Uruguai.

Os dez países com melhor pontuação são europeus, sendo que os países nórdicos se destacam na lista (confira a lista ao lado). A Dinamarca ficou em primeiro lugar no ranking com 69.30 pontos, seguida da Holanda (68,99) e Suécia (67,89). Na última posição, está o Iraque, com 38,02 pontos.

Ainda segundo o levantamento, as mulheres falam inglês melhor do que os homens em quase todos os países pesquisados. De acordo com os organizadores do estudo, a proficiência em inglês é um indicador-chave de competitividade econômica de uma nação. “O inglês é uma plataforma poderosa para o intercâmbio profissional, cultural e econômico”, afirmou em nota Beata Schmid, porta-voz EF Education First.

No âmbito nacional, o sudeste foi a região que teve melhor proficiência na língua. São Paulo, que teve pontuação média de 52,89 pontos, ficou no nível de proficiência moderada, seguido pelo Rio de Janeiro (52.65) e Paraná (52.35). O Mato Grosso teve a menor pontuação: 45,68 pontos.

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