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Idoso de 84 anos cola grau em direito e chega à 3ª formação e diz: ‘O céu é o limite’

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Idoso

Publicado no Amo Direito

Dentre cerca de 200 universitários, um senhor de cabelos brancos chama a atenção na formatura de 13 cursos de uma faculdade em Goiânia. Aos 84 anos, Leon Delane Nolasco não deixa a idade influenciar na sua sede de conhecimento. Na noite de terça-feira (19), ele colou grau em direito, seu terceiro curso superior concluído, uma vez que já possui formação em ciências contábeis e matemática. “O céu é o limite”, disse ao G1.

Acompanhado de boa parte da família, composta por quatro filhos e sete netos, Leon vestiu a beca e posou para fotos. No palco, fez a outorga de grau de seu curso e comemorou bastante com o “canudo” nas mãos.

“É um momento esplêndido, estou nas alturas. Fiz o curso para ter mais conhecimento e quero prestar o exame da Ordem dos Advogados do Brasil para poder advogar”, destaca.

Natural de Buriti Alegre, no sul de Goiás, Leon conta que viveu muitos anos em Pontalina, até mudar para Goiânia, onde já está há cerca de 40 anos. De família humilde, ele diz que não imaginava que iria tão longe nos estudos.

A história do idoso com o mundo universitário começou na década de 1970, quando sua esposa morreu. Na época, ele já era formado em matemática e atuava como professor. Somente 40 anos depois, quando tinha 80 anos, ingressou no curso de contábeis.

Após as duas formações, ele decidiu que queria fazer direito e ingressou como portador de diploma na Faculdade Cambury. “Sabia que os conhecimentos em direito previdenciário, tributário e empresarial iriam ajudar na minha atuação”, explica.

Sonhos e apoio da família
O terceiro curso concluído não é o fim da linha nos sonhos de Leon. No segundo semestre deste ano, além de fazer uma pós-graduação na área jurídica, ele vislumbra cursar simultaneamente agronegócio e história, que é sua “grande paixão”.

O cansaço não é problema para quem esbanja motivação. “Sou forte. Faço 6km de caminhada diariamente. Deixo muito ‘jovenzinho’ para trás. Isso sem contar o apoio da minha família”, salienta.

Leon Nolasco durante as aulas do curso de direto (Foto: Fernanda Borges/G1)

Leon Nolasco durante as aulas do curso de direto (Foto: Fernanda Borges/G1)

 

Parentes do idoso o veem como uma grande inspiração. “Meu avô é um grande exemplo para todos nós. Nos mostrou que o estudo é importante e prazeroso independente da idade. Ficamos meio receosos quando ele começou por causa da idade, mas ele mostrou que deu conta, passou confiança e conseguiu”, elogia a neta mais velha, a estudante de arquitetura Stefany Nolasco, de 22 anos.

Único dos quatro filhos ainda sem ensino superior, o vendedor Stéfano Nolasco de Sousa, de 46 anos, vê no pai o incentivo para começar o tão sonhado curso de educação física: “Ele mostrou que ninguém deve desistir dos seus sonhos”.

Só elogios
Dentro da faculdade, Leon é praticamente uma unanimidade. Os elogios vêm de todos os lados. Para a coordenadora do curso, Sara Cristina Rocha, o experiente aluno é um “referencial”.

“Como coordenadora, tenho conhecimento do desenvolvimento dele em sala de aula. Sempre um aluno exemplar, estudioso e animado. É uma felicidade vê-lo concluindo o curso. Ele motiva tantos os colegas como os professores. Vai nos deixar saudade, é um referencial”, pontua.

Concluindo o curso junto com o idoso, Andrea Borba diz que ele tem um dom “mágico” de passar o vigor para os mais novos, além de ser sempre muito dedicado e solidário.

A amiga revela que ele também é um “galanteador à moda antiga”. “Ele adora discutir como é a abordagem dos rapazes atualmente e como era na época dele. É muito prazeroso estar com ele. Vou levá-lo para sempre em meu coração”, diz.

Por Sílvio Túlio
Fonte: G1

Idoso estuda ciências jurídicas com livros doados e grava DVD de aulas

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Aposentado de 72 anos foi pela primeira vez em uma faculdade de Direito.
‘Eu nunca imaginava que estaria aqui’, diz Severino Costa em Caruaru, PE.

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Publicado em G1
É sentado na calçada da rua onde mora em Caruaru, Agreste pernambucano, que o aposentado Severino Costa faz o que mais gosta. Com os livros de direito que ganhou de amigos, ele se dedica a aprender cada vez mais sobre uma paixão de infância. “Desde que eu era criança e tinha dez anos de idade, toda vez que tinha julgamento na cidade que eu nasci, em Vertentes, eu ia assistir”.

O irmão mais velho de Severino se formou em direito, mas como ele teve que trabalhar desde cedo e não estudou por muito tempo, recorreu exclusivamente aos livros para ficar por dentro das leis. “Eu sei de cor e decorado”, diz. Nem todo mundo acreditava no que ele dizia, então veio a ideia de gravar um DVD com lições jurídicas. A história dele foi exibida no ABTV 1ª Edição desta quinta-feira (29), Dia Nacional do Livro.

Agora, aos 74 anos, Severino está terminando de escrever um livro sobre direito e espera publicá-lo. A família se orgulha do idoso. “Para a gente é um orgulho meu pai gostar, se apaixonar pelo direito. Ele foi autodidata, não teve professor para ensinar. As pessoas viam que ele gostava do Direito, tinha colega que trazia livros e doava para ele. E a gente via que ele se destacava. É um orgulho nosso”, conta o policial militar Wilson Costa, um dos filhos do aposentado.

Um dos sonhos que Severino sempre guardou com ele foi de cursar uma faculdade de direito. Pelas dificuldades que teve durante a vida, ele nunca conseguiu fazer isso. A equipe de reportagem do ABTV 1ª Edição levou ele para conhecer o ambiente e encontrar outras pessoas que assim como ele são apaixonadas pelas leis.

O idoso foi recebido pelo coordenador do curso de direito e, logo de cara, fez questão de apresentar o que sabe. O coordenador do curso o levou para conhecer a faculdade. Em uma das salas, ele conversou com estudantes e professores que estavam no intervalo.

Mas o momento mais esperado da visita estava por vir: sala lotada de alunos do sexto período. O tema da aula era direito Penal, assunto preferido de Severino. Aos poucos ele foi se familiarizando com a turma. O conhecimento da lei e as histórias de vida contadas por ele despertaram a curiosidade dos alunos. O jeito espontâneo do aposentado diverte os estudantes.

Os alunos interajem. Quando fala na paixão pelo direito, que no caso dele independe de um diploma para existir, as palavras dão espaço à emoção. “Não tem igual ao direito, entendeu?”, declara.

As lições inspiraram os universitários. “Para a gente já é difícil estar aqui, imagina para o senhor, conseguir sozinho. De ser realmente reconhecido e aplaudido. Não só por a gente, mas por toda a sociedade, porque não é fácil chegar onde o senhor chegou, meus parabéns”, afirma uma das estudantes.

Outra universitária fala do exemplo do idoso. “Um exemplo de persistência, de coragem, de pessoa mesmo, de cidadão. Nós precisamos de pessoas assim para ter um país melhor, para ter um futuro melhor. Nós precisamos de seus Severinos na Terra”, destaca Sabrina Beatriz da Silva Torres.

Severino pontua o estímulo aos alunos. “Eu tinha certeza exorbitante que eu vindo aqui à faculdade ia estimular cada vez mais vocês, jovens”. Sobre a experência, diz nunca ter vivenciado algo parecido. “Foi um negócio fantástico para mim. Foi fora de série. Eu nunca imaginava que estaria aqui diante da faculdade de direito”.

Aos 61 anos, porteiro realiza sonho de cursar Direito e diz: ‘Nunca é tarde’

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Antenor José Vieira, de Barra Mansa, ganhou bolsa para cursar faculdade.
Como ele, Margareth de 50 anos, voltou a estudar e está no 1° período.

Cristiane Mendes, no G1

No intervalo dos empregos, porteiro tira tempo para estudar (Foto: Cristiane Mendes/G1)

No intervalo dos empregos, porteiro tira tempo para
estudar (Foto: Cristiane Mendes/G1)

A rotina do porteiro Antenor José Vieira, de Barra Mansa (RJ), começa cedo, às 4h30 da manhã. Tudo para realizar seu maior sonho: voltar a estudar.

Aos 61 anos, o idoso voltou a ter contato com lápis, caderno e livros e está cursando o 6º período do curso de Direito no Centro Universitário de Barra Mansa (UBM). A vontade de voltar para sala de aula era um desejo antigo. Apaixonado por direito, a escolha do curso veio com a oportunidade de uma bolsa de estudos.

“Trabalho como porteiro da faculdade desde 2013. Prestei o vestibular e na época a universidade me ofereceu a bolsa integral. Foi uma alegria imensa, porque Direito sempre foi meu sonho. Cheguei até me matricular no curso em 2003, mas por conta da despesa, eu não consegui concluir”, contou.

Além do trabalho na faculdade, Antenor conta que ainda se divide em outro emprego. “Minha rotina é bem puxada. Trabalho como porteiro em dois empregos e ainda faço faculdade à noite, só chego em casa por volta de meia-noite. Fiquei 30 anos sem estudar, tinha só o ensino fundamental, mas sempre quis ser alguém na vida, por isso fiz supletivo para concluir o ensino médio e agora estou realizando o meu maior sonho que é concluir o ensino superior”, disse.

Apesar de ser uma das pessoas mais velhas da turma, ele garante que não é tratado com diferença. “Não sou diferente dos outros porque sou um dos mais velhos. Pelo contrário, acho que eles enxergam em mim até um exemplo de determinação”, afirmou.

Os planos de Antenor são concluir a faculdade e trabalhar como advogado. Para isso, entre o intervalo de um serviço e outro ele está sempre com algum livro nas mãos.

“A profissão requer muita dedicação e principalmente muito estudo, por isso, eu estou sempre estudando. Os livros são meus companheiros. Eles ficam aqui, junto comigo no trabalho. Em uma folguinha eu pego para ler e estudar. Tenho certeza que ainda vou ser um advogado. Apesar da minha idade, nunca é tarde para realizar um sonho”, garantiu.

Aos 50 anos, universitária cursa 1° período de Direito (Foto: Cristiane Mendes/G1)

Aos 50 anos, universitária cursa 1° período de
Direito (Foto: Cristiane Mendes/G1)

“A mente não envelhece, a idade é só um mero fator”
Direito também foi a escolha da dona de casa Margareth de Souza Santos, que também mora em Barra Mansa. “Resolvi retomar os estudos depois que passei por um processo jurídico. Me interessei muito pela área porque percebi que às vezes nós não sabemos muito dos nossos direitos. Então, incentivada pelos meus advogados eu me matriculei no curso e estou muito feliz com a minha escolha”, disse.

Mãe de dois filhos adultos e avó de quatro netos, ela conta que eles foram grandes incentivadores. “Meus filhos e minha família me apoiaram muito. Sou muito comunicativa, adoro lidar com jovens e adoro ganhar mais conhecimento. Então, acho que não vou encontrar dificuldade por ser mais velha que a maioria dos alunos. A questão é dedicação”, explicou.

A nova universitária dá a dica para quem quer voltar a estudar e tem algum receio por causa da idade. “A mente não envelhece, a idade é só um mero fator. Por isso, corra atrás do seu sonho, se dedique que você será bom em tudo que for fazer. Eu tenho um sonho, ser uma advogada criminalista e eu tenho certeza que ainda vou chegar lá”, disse, otimista.

No Brasil
De acordo com o Ministério da Educação (MEC), o número de idosos que entrou em uma faculdade aumentou 40% nos últimos dois anos. Só em 2014, por exemplo, mais de 15 mil pessoas com mais de 50 anos se inscreveram no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Idoso de 76 anos realiza sonho do 1º curso superior: ‘Chegou minha vez’

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Pai de 9 filhos, ele diz que só depois da aposentadoria pôde cursar direito.
Colega de sala de uma das filhas, o homem quer ser ‘um exemplo’, em GO.

Brasil é colega de sala da filha, Maria Aparecida, que faz o terceiro curso superior (Foto: Fernanda Borges/G1)

Brasil é colega de sala da filha, Maria Aparecida, que faz o terceiro curso superior (Foto: Fernanda Borges/G1)

Fernanda Borges, no G1

Logo após se aposentar, há quatro anos, o eletricista Brasil Sales percebeu que era a hora de investir em um curso superior. Nascido e criado em uma fazenda de Caldas Novas, no sul de Goiás, ele conta que nunca teve chance de estudar após o ensino médio. “Eu sempre sonhei em ter uma formação acadêmica, mas fui criado sem pai e enfrentei muitas dificuldades. Mas agora chegou a minha vez”, disse ao G1.

Atualmente, aos 76 anos, ele cursa o quarto ano de direito na Faculdade Cambury, em Goiânia. “Eu parei de trabalhar em dezembro e, logo após alguns dias, vi que não podia ficar parado, pois iria enlouquecer. Aí prestei o vestibular e, no começo do ano seguinte, eu já estava estudando para realizar meu sonho antigo, que estava guardado na gaveta”, conta.

Pai de nove filhos, Brasil afirma que sua pretensão vai além de atuar como advogado, pois ele quer ser um exemplo a ser seguido. “Sempre fui um homem que trabalhou muito, mas faltava algo. Por isso que, quando surgiu a oportunidade de estudar, mesmo já com a minha idade, vi que eu seria um orgulho para meus filhos, netos e bisnetos”.

O aposentado revela que outro fator foi importante para que ele tivesse coragem de estudar já na terceira idade: a companhia de sua filha, Maria Aparecida Sales de Barros, de 55 anos. Formada em ciências contábeis e fonoaudiologia, ela também decidiu voltar ao mundo acadêmico e é colega de sala do pai.

“Para mim é um privilégio, pois, além de poder desfrutar da companhia, ele ainda é meu parceiro de estudos, de trabalho. Meu pai é, de fato, um exemplo de vida”, disse Maria.

Dificuldades e sonhos
Apesar de estar “com a vida estabilizada”, Brasil conta que nem sempre conseguiu tudo o que queria com facilidade. Separado do primeiro casamento quando tinha 39 anos e sete filhos, sendo que o mais novo estava com oito anos, ele mudou com a família para Cuiabá (MT).

“Eu já tinha aprendido o ofício de eletricista com um conhecido e tinha uma pequena oficina em Caldas Novas, mas depois da separação eu tive que mudar de ares e fui para Cuiabá. Lá, a gente tinha onde morar, mas eu estava desempregado com sete filhos. Aí, fui até as oficinas da cidade, com meus meninos mais velhos, e nos oferecemos para trabalhar de graça. Três dias depois nós estávamos empregados”, lembra.

Nesse meio tempo, Brasil disse que a prioridade era o estudo dos filhos. Em 1979, durante um passeio em Goiânia, ele conheceu a atual esposa, Silvânia, com quem teve mais duas crianças. “Ela é o amor da minha vida, foi quem me ajudou a dar uma estrutura para a minha família e quem nunca deixou de me incentivar. Ela é tudo para mim”.

Após alguns anos no Mato Grosso, Brasil voltou para Goiânia, onde permanece até os dias atuais. Ele conta que o esforço feito durante todos esses anos valeu a pena, pois todos os filhos e netos têm formação superior. São engenheiros, médicos, advogados, economistas, fonoaudiólogos, contadores. “Minha família tem profissionais de todas as áreas”, se diverte.

Apesar de ter orgulho de ver os filhos com futuros promissores, o aposentado conta que faltava a sua realização pessoal. “Se eu pudesse, iria estudar muito até virar promotor de Justiça, pois sempre gostei daquilo que é certo. Meus colegas até me incentivam a prestar o exame da OAB [Ordem dos Advogados do Brasil]. Já enfrentei o desafio de ser um idoso na sala de aula, então quem sabe eu até possa exercer a profissão. Nunca é tarde para correr atrás dos sonhos ”, concluiu.

Idoso de 94 anos termina faculdade depois de começá-la 75 anos atrás

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idoso

Publicado no UOL

Um senhor de 94 anos será um dos mais velhos graduados na história da Universidade de West Virginia (EUA) quando receber seu diploma no domingo (17), segundo a agência de notícias Associated Press.

A instituição informou que Anthony Brutto, que estudou indo e voltando por um total de 75 anos, será agraciado com o título de bacharel em Regência de Artes durante a cerimônia.

Brutto entrou na universidade, pela primeira vez, em 1939, quando a mensalidade era US$ 50. Ele foi forçado a se afastar em 1942, quando serviu no Corpo Aéreo do Exército até o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945.

Em 1946, ele se rematriculou, mas não conseguiu terminar porque teve que cuidar de sua mulher doente.

Maquinista de profissão, Brutto disse que se formar na faculdade sempre foi importante para ele. Brincando, afirmou que vai fazer uma pausa antes de partir para o mestrado.

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