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Afinal, Harry Potter é literatura?

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Cristine, no Cafeína Literária

Segundo Ruth Rocha, não. emoji

A autora, com mais de 120 livros infantis publicados, em entrevista ao portal iG há uma semana (27/04/2015), afirmou categoricamente:

“Não acho errado ‘Harry Potter’ fazer sucesso, mas não acho que seja literatura.”

Como assim?!

Há algum tempo, escrevi sobre uma declaração que Paulo Coelho fez a respeito de Ulisses, de James Joyce (leia aqui). Não faz diferença a opinião dele ou de outra pessoa sobre a obra, se gostou ou não gostou é algo pessoal. O que incomodou na declaração dele, entre outras coisas, foi o subtexto do tipo “não li e não gostei”. Se foi por autopromoção ou não, é difícil entender que um escritor – por mais raso que seja o que ele escreve – emita uma “não-opinião” feito essa.

Não é por gostar de Harry Potter que eu estou me pronunciando a respeito. Não li Ulisses – na verdade, já comecei três vezes – e ainda assim me senti compelida a contestar as afirmações feitas por PC. E, por mais rasos e clichês que sejam os textos dele – que me desculpem seus fãs -, eles são literatura. Não necessariamente excelente literatura mas, ainda assim, literatura. E, mesmo não gostando, não é por isso que sairei falando por aí que não é literatura.

ruth-rocha

O GLOBO (EXCLUSIVO) SÃO PAULO 02.06.2009 – PROSA E VERSO – RUTH ROCHA FOTO:SERGIO BARZAGHI/DIARIO

Voltemos a Ruth Rocha. É isso que ela parece estar dando a entender com suas declarações: que leu, não gostou e que por isso não é literatura. Em certo ponto, inclusive afirma “eu sei que não é bom.”

“Isto não é literatura, isto é uma bobagem. É moda, vai passar. Criança deve ler tudo, o que tem vontade, o que gosta, mas eu sei que não é bom.”

E continua:

“O que eu acho que é literatura é uma expressão do autor, da sua alma, das suas crenças, e cria uma coisa nova. Esta literatura com bruxas é artificial, para seguir o modismo. Acho que o Harry Potter fez sucesso e está todo mundo indo atrás.”

Percebam o quanto essas frases soam contraditórias. Ao mesmo tempo em que a autora afirma que ‘criança deve ler de tudo’, cria uma barreira a uma parte desse tudo, já que pela sua lógica Harry Potter não deve ser lido pois não é literatura.

E mais contraditória ainda é sua resposta quanto a não gostar de Harry Potter:

“Não acho errado os livros fazerem sucesso. Eu gosto porque acho que as crianças leem, mas eu não gosto de ler “Harry Potter”, não acho que é literatura.”

E aí, gosta ou não gosta? Criança pode ler tudo, mas não deve ler Harry Potter? Mas, afinal, Harry Potter é ou não é literatura?

Comecemos pela definição de literatura feita pela própria autora:

“Literatura é uma expressão do autor, da sua alma, das suas crenças, e cria uma coisa nova.”

  • Harry Potter é uma expressão do autor?
  • Harry Potter é uma expressão da alma do autor?
  • Harry Potter é uma expressão das crenças do autor?
  • No caso de J.K.Rowling, basta assistir a qualquer entrevista com a autora para saber que a resposta a essas três perguntas é “Sim!”.

  • Harry Potter cria uma coisa nova?
  • Por mais que a história do bruxinho pareça familiar, por mais que seja impossível escapar da jornada do herói, não há dúvida que a forma de contar a história e a concepção do universo de Hogwarts são uma coisa nova. “Sim” também para essa questão.

    Então, pela própria definição de Ruth Rocha, Harry Potter é, sim, literatura.

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E podemos confirmar isso não apenas tomando como base suas declarações. O conceito de Literatura já foi descrito e discutido por vários estudiosos. Vejamos o que escreve Massaud Moisés, professor titular da Universidade de São Paulo, autor de vários livros sobre Teoria Literária:

“A literatura é a expressão de conteúdos da ficção ou da imaginação por meio de palavras de sentido múltiplo e pessoal.

Vale lembrar que para ser um texto literário, deve-se preencher alguns requisitos: a questão de valor já é outra história. Desde um soneto comum escrito por um adolescente sonhador, publicado num jornal acadêmico, até a Divina Comédia, tudo é Literatura. Pode ser que o soneto necessite de valor artístico ou de qualidade, mas irá satisfazer aquelas condições implícitas ou explícitas nas considerações feitas até agora.

(…) podemos concluir que somente a poesia, o conto, a novela e o romance pertencem à Literatura, por satisfazerem àquele requisito básico: Literatura é ficção expressa por palavras polivalentes.”
MOISES, Massaud. A análise literária. 17.ed. São Paulo: Editora Cultrix, 2005

Então, a menos que eu esteja redondamente equivocada, Harry Potter encaixa-se perfeitamente no conceito de Literatura descrito acima. Além de tudo, literatura é arte. E arte não é algo estanque, imutável, binário, é ou não é. A arte transborda, trespassa, sensibiliza.

Eu poderia dar muitas outras referências e outros exemplos e todos desmentiriam a afirmação inicial de Ruth Rocha. E ela poderia simplesmente ter dado sua opinião, afinal gosto não se discute. Poderia inclusive ter exposto argumentos baseados em teoria literária que (talvez) demonstrassem que Harry Potter não é tão boa literatura quanto a maioria dos leitores considera.

É possível que ela tenha se referido ao embate antigo entre literatura de entretenimento e literatura “de verdade” e que, no seu entender, Harry Potter não se encaixa na segunda classificação. Mas existe mesmo essa distinção? Muitas obras hoje consideradas clássicos, foram literatura de entretenimento na época em que foram inicialmente publicadas. Shakespeare, por exemplo. Será que Ruth Rocha diria que Shakespeare não é literatura “de verdade”? Bom, mas isso é assunto para outro post.

Enfim, a autora de inúmeros livros que embalaram tardes de leitura durante minha infância pisou na bola. #xatiada

ruth-rocha-livros

Startup cria livro de aula com linguagem de game

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Editora aposta em conteúdo curricular em 3D para ajudar professores a darem aulas interessantes e engajar alunos

Tatiana Klix, no Último Segundo

O que é melhor para aprender: um livro ou um jogo? A startup Evobooks , que se considera uma editora de conteúdo curricular, aposta em um produto híbrido para ajudar os professores a tornarem suas aulas mais interessantes e captar a atenção de alunos de qualquer escola: um livro aplicativo com linguagem de game.

A ideia de produzir livros em 3D com lições da matriz curricular foi concebida por um engenheiro e um economista que prestavam consultoria para redes de ensino. Em 2011, Carlos Grieco e Felipe Rezende se deram conta que, apesar de muitas escolas públicas e particulares estarem recebendo tablets e lousas digitais, não existia conteúdo de qualidade para usar essas ferramentas, que muitas vezes ficavam até encostadas em um canto.

“Quem poderia fazer isso? As grandes editoras, mas elas não estavam preparadas para produzir conteúdo engajador para tablets. E nós resolvemos fazer”, conta Grieco, diretor executivo e um dos quatro sócios da Evobooks, terceira startup da série sobre negócios que envolvem educação e tecnologia publicada pelo iG desde quarta-feira.

A empresa fundada burocraticamente em dezembro de 2011, mas que só passou a ter sede em abril de 2012, começou fazendo uma vasta pesquisa em lojas de aplicativos e no meio educacional para entender que tipos de conteúdos digitais estavam disponíveis e o que funcionava ou não em sala de aula antes de definir como seriam os seus livros aplicativos. Segundo Grieco, existem vários produtores de conteúdo fragmentados, que fazem apps de qualidade e nível de interação diferentes, mas é difícil para os professores procurar e fazer a curadoria entre tantas opções.

“Na sala de aula todos têm que compartilhar a mesma tecnologia, mas as pessoas têm níveis de afinidade com os softwares distintos. O aluno, na média, está à frente dos professores, que são responsáveis pelas aulas. Se realmente quisermos ter impacto, não podemos produzir algo super complicado. É preciso respeitar a velocidade da sala de aula”, explica.

Na sala de aula todos têm que compartilhar a mesma tecnologia, mas as pessoas têm níveis de afinidade com os softwares distintos. O aluno, na média, está à frente dos professores, que são responsáveis pelas aulas. Se realmente quisermos ter impacto, não podemos produzir algo super complicado. É preciso respeitar a velocidade da sala de aula

Durante o período de confecção da plataforma, que se estendeu durante todo o ano de 2012, vários protótipos foram colocados fora e simplificados. “Chegamos a uma solução que consideramos ideal para o momento, necessariamente não é a mais inovadora tecnologicamente, mas atende o professor e deixa o aluno motivado”, diz.

Os livros aplicativos da Evobooks têm de 10 a 15 lições cronológicas, com imagens em 3D e linguagem de game, mas apenas quatro botões (para passar a aula, salvar, fazer anotação e marcar uma parte do texto ou imagem). Eles podem ser usados individualmente pelos alunos ou apresentados à turma pelos professores por meio de projetores. Além disso, têm a mesma estrutura de interação – quem usa um aplicativo consegue lidar com todos.

Imagina o professor ter que – além de ensinar, corrigir prova e se aperfeiçoar – fazer curadoria de conteúdo e aprender como se usa cada app?, provoca Grieco.

Divulgação Da direita para a esquerda, os sócios Gustavo Rahmilevitz, Felipe Rezende, Guilherme Otranto e Carlos Grieco.

Divulgação
Da direita para a esquerda, os sócios Gustavo Rahmilevitz, Felipe Rezende, Guilherme Otranto e Carlos Grieco.

Desde o início do ano, com a plataforma pronta, foram lançados 8 aplicativos das disciplinas biologia, física, química, história e geografia. Mas novos títulos estão sendo produzidos. Se tudo der certo, a ideia é mapear boa parte do conteúdo do ensino fundamental 2 e médio. O custo de cada um pela internet é de R$ 29 e para escolas de R$ 2.200 a R$ 6000 por ano, dependendo do tamanho da instituição.

Para produzir cada um deles são chamados professores, que dizem como dariam as aulas de determinados assuntos e ajudam designers e desenvolvedores de games a criar os aplicativos. Alguns deles são desenhados dentro de laboratórios, por exemplo.

Ferramenta para ensino público

Os aplicativos estão sendo usados até agora no Rio de Janeiro, no projeto Gente, uma escola inovadora de ensino médio da rede municipal que conta com parceiros como o Instituto Natura, a Microsoft e a Vivo; no Amazonas, durante aulas transmitidas via satélite para 40 mil alunos de população ribeirinhas onde não há professores locais; em São Paulo, em 10 escolas particulares; e em 4 no Nordeste. Pela loja virtual, foram feitos mais de 50 mil downloads dos produtos.

Mas a ambição da Evobooks é ganhar escala no ensino público, onde o sócio da Evobooks acredita que há maior carência e necessidade de entregar bom conteúdo didático digital. Por isso também, os aplicativos rodam offline, sem necessidade de acessar a internet. No Brasil, ainda há um grande problema de infraestrutura de banda larga nas escolas.

“Não podemos pensar no Santa Cruz (colégio particular de elite em São Paulo), que conta com infinitos recursos, temos que pensar em todos os colégios do País, se queremos criar impacto”, diz Grieco, que adiantou que a startup está em fase adiantada de negociação com um Estado brasileiro para instalar o produto em toda a rede.

Melhores universidades do mundo falam português pela internet

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Veduca oferece videoaulas de ensino superior adaptadas à realidade brasileira

Tatiana Klix, no Último Segundo

Assistir a uma aula de uma universidade top sem nunca ter chegado perto dela é possível desde 2003, quando o MIT disponibilizou seus primeiros cursos pela internet. Para 98% dos brasileiros, no entanto, o sonho de fazer cursos de instituições renomadas como Harvard e Stanford, só pode ser alcançado a partir de março do ano passado, quando foi lançado o portal Veduca, que oferece videoaulas de diversas instituições do mundo em português.

Veduca - O engenheiro Carlos Souza, autor da ideia de traduzir as lições

Veduca – O engenheiro Carlos Souza, autor da ideia de traduzir as lições

A ideia de traduzir lições, amadurecida em 2011 pelo engenheiro Carlos Souza, 32 anos, durante um ano sabático, foi um sucesso. Quatorze meses depois do lançamento, o Veduca reúne mais de 5.500 aulas, que já foram vistas por mais de 170 milhões de pessoas pelo Youtube. “Observando o movimento mundial de Open Course Ware, me dei conta que ele não tinha chegado ao Brasil por dois motivos: só 2% da população brasileira fala inglês fluentemente e as grandes universidades do País não haviam aberto seus conteúdos”, conta Souza, que deixou um emprego em uma multinacional para se tornar empreendedor.

Reprodução - Site reúne 5.500 videoaulas de universidades

Reprodução – Site reúne 5.500 videoaulas de universidades

O Veduca, segunda startup retratada no série do iG sobre novos negócios em educação, começou oferecendo vídeos de aulas de instituições estrangeiras, como Harvard, Stanford, Yale, e MIT, com legendas e de graça. No início deste mês, já chegou ao seu segundo objetivo, o de lançar cursos de universidades brasileiras. Os primeiros MOOCs do País (cursos de nível superior aberto, gratuitos e para grandes público, na sigla em inglês) são ministrados pela USP e veiculados no Veduca. Videoaulas da Unesp e da Unicamp também já estão disponíveis.

Para garantir a rentabilidade do portal, que recebeu aporte de R$ 1,5 milhão de quatro investidores, a empresa aposta em cobrar pela certificação dos cursos. Ou seja, as aulas sempre serão de graça, mas quem quiser receber certificados terá de pagar. O Veduca está negociando parcerias com instituições privadas que farão a intermediação dessas emissões. “O aluno vai assistir às aulas pela internet, mas poderá fazer uma prova posterior e receber um certificado validado pelo MEC”, diz Souza.

O empresário, que tem mais três sócios, diz que o portal não pretende competir com as universidades, mas tem como objetivo democratizar a educação de alta qualidade. Para isso, aposta em fazer parcerias com os melhores produtores de conteúdo. “Somos uma empresa de tecnologia voltada para educação, muito mais do que uma empresa de conteúdo. Acreditamos em fazer curadoria forte e queremos ter a melhor plataforma de aprendizado do mundo”, diz.

Somos uma empresa de tecnologia voltada para educação, muito mais do que uma empresa de conteúdo. Acreditamos em fazer curadoria forte e queremos ter a melhor plataforma de aprendizado do mundo.

Perseguindo esse caminho, o Veduca lançou este ano três funcionalidades tecnológicas que melhoram a experiência de quem quer aprender pelos vídeos: uma ferramenta que proporciona a interação entre estudantes do portal, outra de quiz e testes e uma que é inédita, que permite interação entre o aluno e a videoaula. “É como um caderno vivo, no qual o estudante poderá fazer anotações no vídeo. Depois de assitir à toda aula, ele poderá clicar na anotação e o vídeo começa no momento exato em que o professor está falando de determinado assunto”, explica o fundador do site.

Realidade brasileira
Além da língua, o Veduca também se diferencia de outras plataformas de cursos online que oferecem aulas de universidades, como o Coursera e o Edx (plataforma online do MIT e Harvard), por focar em formações adaptadas à realidade e necessidades do Brasil. Segundo Souza, mesmo as aulas de universidades americanas não são as mesmas oferecidas nesses sites. “Eles têm cursos muito avançados, voltados para o contexto dos Estados Unidos, como aprendizagem de máquina, inteligência artificial. Quem está pronto para essas aulas no Brasil já fala inglês e pode fazer lá”, diz. O objetivo do Veduca é oferecer aulas dos melhores professores, mas orientado à realidade do País.

Nome Veduca
Fundador e sócios Carlos Souza (idealizador), André Tachian (tecnologia), Eduardo Zancul (conteúdo) e Marcelo Mejlachowicz (financeiro)
Data de fundação Março de 2012
Produto Site de videoaulas em português de ensino superior
Impacto Aulas foram vistas por 170 milhões de pessoas no Youtube e portal teve cerca de 1,7 milhão de acessos desde o lançamento , sendo 900 mil visitantes únicos. Tem 42 mil usuários cadastrados.
Investidores Montain do Brasil, 500 Startups, Nicolas Gautier e Macmillan Digital Education
Faturamento Não divulga

Kroton e Anhanguera se unem e criam maior grupo de educação do mundo

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Juntas, empresas terão mais de 1 milhão de alunos e valor de mercado de R$ 12 bilhões

Pedro Carvalho, no IG

Greg Salibian/iG -  Rodrigo Galindo, presidente da empresa resultante da fusão: "possibilidade de sinergias relevantes"

Greg Salibian/iG –
Rodrigo Galindo, presidente da empresa resultante da fusão: “possibilidade de sinergias relevantes”

A Kroton e a Anhanguera, os dois maiores grupos de educação do País, anunciaram uma fusão nesta segunda-feira (22), numa operação que cria o maior conglomerado do setor do mundo. A companhia resultante teria faturamento bruto de R$ 4,3 bilhões, mais de um milhão de alunos e valor de mercado próximo a R$ 12 bilhões.

A Kroton terá cerca de 57,5% da empresa combinada, enquanto os acionistas da Anhanguera ficarão com 42,5%. As ações da Anhanguera serão incorporadas pela Kroton. Os atuais acionistas da Anhanguera receberão 1,364 ação da Kroton após a aprovação da fusão, que depende de análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O presidente da empresa será Rodrigo Galindo, atual presidente da Kroton, e o conselho de administração passa a ser comandado por Gabriel Mário Rodrigues, que lidera o conselho da Anhanguera. “Será uma empresa maior e mais eficiente, os dois grupos têm complementaridade geográfica e possibilidade de sinergias relevantes”, disse Ricardo Scavazza, atual presidente da Anhanguera, que fará parte do conselho da empresa resultante, em teleconferência com o mercado financeiro nesta manhã.

A Anhanguera tem forte presença em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A Kroton está mais estabelecida no Mato Grosso, Minas Gerais, Bahia, Santa Catarina e Paraná. Na empresa resultante, 73% da receita virá do ensino superior em campus, 23% do ensino superior em polos associados e 4% de educação básica. O grupo terá cerca de 800 unidades de ensino superior e 810 escolas associadas.

Além de aumentar a área de atuação, a complementaridade geográfica faz os administradores acreditarem que não haverá maiores problemas no Cade. “Nosso market share [ participação de mercado ] nacional é baixo, e os múnicipios onde há sobreposição de atuação [ ou seja, onde essa participação subiria ] são muito poucos”, diz Galindo.

“Teremos valor de mercado próximo a US$ 5,9 bilhões (R$ 12 bilhões), o dobro da segunda maior empresa do setor [ a chinesa New Oriental, que vale cerca de US$ 3 bilhões ]. O ebitda [ lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização ] será de cerca de US$ 1 bilhão, seremos uma empresa bastante relevante”, afirma Galindo.

As duas empresas são listadas no Novo Mercado da BM&F Bovespa e, segundo Galindo, existe expectativa de que agora o grupo passe a fazer parte do IBovespa, índice de referência da bolsa paulistana. O anúncio da fusão fez os papéis da companhias dispararem. A ação da Kroton saltou 8,14%, a R$ 27,19, enquanto o da Anhanguera fecharam com alta de 7,91%, a R$ 36,85. O Ibovespa subiu 0,68%.

Após a aprovação do negócio, serão emitidas 198,8 milhões de ações da Kroton. No dia 30, a empresa vota em assembleia um desdobramento de ações, que poderia alterar a relação de troca dos papéis – os acionistas da Anhanguera passariam a receber 0,45 ação da Kroton.

“Foi um negócio entre iguais, o espírito é de uma fusão”, disse Galindo. “Poderia haver emissões tanto de uma empresa quanto de outra, mas vimos vantagens jurídicas na emissão da Kroton”, afirmou.

Até a aprovação do Cade, as empresas se mantêm independentes. “Não haverá, por enquanto, troca de informações estratégicas e nenhuma integração”, afirma Galindo. “O time de integração terá representantes das duas companhias, que têm várias integrações e captações de sinergia em seus históricos”, lembra, uma vez que os grupos cresceram em parte com fusões e aquisições.

Escritor escocês Iain Banks está com câncer terminal

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Em mensagem publicada em seu site, autor afirma que romance previsto para ser lançado este ano será o último

Publicado por IG

Reprodução O escritor Iain Banks, em foto de 2009

Reprodução
O escritor Iain Banks, em foto de 2009

O escritor escocês Iain Banks, 59 anos, revelou nesta quarta-feira que está com câncer terminal e que tem poucas chances de viver mais de um ano. A notícia foi dada em mensagem publicada em seu site oficial, na qual cancelou todos os seus compromissos públicos futuros.

De acordo com o comunicado, o romance “The Quarry”, com lançamento previsto para esse ano, será o último de Banks. É possível que a publicação seja adiantada.

O escritor soube da doença após procurar um médico em janeiro, por sentir dor nas costas. No mês passado, a gravidade da doença foi descoberta. O câncer na bexiga se espalhou para os dois rins e possivelmente o pâncreas, de modo que os médicos descartaram uma cirurgia.

Também no comunicado, Banks revelou ter pedido a namorada Adele em casamento e disse que os dois estavam em uma “breve lua-de-mel”. “Queremos passar o tempo que temos juntos vendo amigos e visitando os lugares que significam muito para nós”, disse.

No Brasil, Banks é conhecido pelo livro “Uma Canção de Pedra”. Ele também é autor de “The Wasp Factory” e “The Crow Road”, bem como de uma série de obras de ficção científica que assina como Iain M. Banks.

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