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Posts tagged imaginação

7 coisas que inspiraram alguns dos mais famosos livros de ficção e fantasia

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Publicado originalmente na Revista Galileu

 

 

 

“O livro é uma extensão…”

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Imagem via Facebook

“O livro é uma extensão da memória e da imaginação.”

Jorge Luis Borges

Quando booktrailers valem a pena

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Márcia Lira, no -1 na Estante

Um belo dia eu me deparei com um trailer de livro, e achei algo muito esquisito. Como assim, trailer? Livro ganha primeiro capítulo à disposição, entrevista com o autor, frases de efeito, não trailers que pertencem a outra mídia. Depois eu descobri que eu conheci o formato um pouco atrasada, ele já era tendência.

Hoje é muito comum uma editora divulgar uma obra com um trailer. Para se ter ideia tem até um prêmio para o formato, o Moby Awards. A sensação de estranhamento, no entanto, ainda me acompanha. Demorei a decidir se gostava ou não dessa ideia, até dar uma boa pesquisada e tirar algumas conclusões.

Uma das mais fortes características de um livro é abrir espaços na narrativa para que a gente complemente com a nossa imaginação. Então se o autor escreve: “a mulher entrou na casa”, nós pegamos essas cinco palavrinhas e somamos a elas nossas referências, criando identificação. Isso me leva a ter uma ideia de “a mulher entrou na casa” bem diferente da que você absorve da mesma frase. Agora imagine expressões mais complexas e multiplique as possibilidades.

Então a meu ver, o principal problema de um booktrailer é quando ele encerra esses espaços abertos dos livros. Como? Num vídeo de três minutos, dá cara, voz e jeito aos personagens, aos lugares, aos grandes momentos da obra. Depois você vai ler com aquilo na cabeça, e a percepção será mais limitada, totalmente diferente do que você teria sem ter assistido.

Um exemplo é esse de Sangue Errante, de James Ellroy. Parece trailer de filme.

Tem também uns formatos piores que só fazem você perder tempo, pois eles colocam no vídeo o que poderia muito bem estar escrito, o famoso videopoint (vídeo de powerpoint). Conheci um desses numa, pasmen!, lista de melhores booktrailers de um blog. The Iron King, de Julie Kagawa, tem um trailer que é um colagem cafona de frases e imagens. Só consigo pensar que o livro é péssimo. No mesmo estilo, fizeram pra Angel Time, da Anne Rice. Please, economizem meu tempo.

O Sérgio, do Todo Prosa, blog que adoro, acredita que o booktrailer é um conceito ridículo. Pelos exemplos que ele pegou e pelos que coloquei até agora, eu concordaria se não tivesse me deparado com umas ótimas amostras.

O Triste Fim de Policarmo Quaresma, de Lima Barreto, ganhou uma animação simpática, que apesar de dar cara e voz aos personagens, vira um captador de atenção das crianças para a obra. O objetivo está no final: leia na biblioteca da sua escola.

Agora os formatos que me parecem ideais, e eles justificam a existência dos trailers de livros, é quando o vídeo vira uma obra à parte. Ou seja, tem uma certa autonomia em relação ao livro. Não apenas conta uns pedaços e joga umas frases, mas faz uma mini releitura assumindo que utiliza um formato diferente e explorando isso para atiçar a curiosidade do leitor.

É o que acontece no caso do Word as an Image, de Ji Lee (acima), e do I am in the air right now, de Kathryn Regina. Esse eu vi no blog do Tiago Dória, num post antigo mas ainda interessante sobre o formato. O que você assiste abaixo ganhou o Book Trailer Awards.

O de De Onde Vêm as Boas Ideias, de Steven Johnson é outro ótimo exemplo. Aí você me pergunta: só bons casos estrangeiros? Então eu lhe mostro o trailer de O Filho da Mãe, de Bernardo Carvalho, que mistura animação bem simples com depoimentos do autor. Ficou interessante.

Sabe um que me levou, não a comprar, mas pelo menos a tirar o livro da estante na hora? O booktrailer de A mulher de vermelho e branco, do Contardo Calligaris (leia resenha do livro aqui). Com cenas que não mostram rostos, deixa a curiosidade à flor da pele.

Outro simples, porém eficiente é um que achei googlando mesmo, o trailer de Assassinos S/A, uma coletânea de contos policiais. Nunca tinha ouvido falar no livro, mas o vídeo, apesar de bem simples mesclando frases e fotos dos autores, se sai bem investindo numa música sombria.

E você, simpatiza com os booktrailers? Quais você curte?

O que a leitura pode fazer por você

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No dia do escritor, Manoel de Barros dá a receita: imaginação criadora é mais importante

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Imagem Google

Evelin Araujo, no Midiamax

Cuiabano, o escritor e poeta Manoel de Barros mora em Campo Grande, lugar onde ainda recebe poucos amigos e aproveita os dias para ir à fazenda caminhar. Gentil, o escritor conversou com o Midiamax sobre o dia dedicado a quem encontrou na produção de poemas e textos um ofício para viver.

O 25 de julho foi escolhido como dia nacional do escritor por decreto governamental de 1960, após o do I Festival do Escritor Brasileiro, organizado na época pela União Brasileira de Escritores, por iniciativa de seu presidente, João Peregrino Júnior, e de seu vice-presidente, Jorge Amado.

Para Manoel de Barros, a receita para ser um bom escritor é a imaginação criadora. “É a mais importante”, afirma resoluto.

Sem fórmulas nem muitas palavras, Manoel de Barros contou com a ajuda da sua secretária para nos responder as perguntas por e-mail. E destacou o esforço do uso da tecnologia para o escritor.

“Acredito na tecnologia, mas não a uso”, brincou. Ele relata que o prazer de folhear um livro não pode superar as facilidades de acessá-lo pelo computador e diz não substituir um pelo outro.

Em relação às dificuldades de mercado para um escritor, Manoel diz não conseguir avaliar como se preocupar com isso. “Nunca tive a preocupação em aparecer muito. Sou simples e escrevo sobre o que vejo”. Para ele, não existem obstáculos, mas sim preferências. “Só sei escrever em lugar tranquilo e rodeado de livros”, finalizou.

O autor foi premiado na categoria “Poesias” no último dia 19 pelos Prêmios Literários de 2012 nos 115 anos da ABL (Associação Brasileira de Literatura) pela obra “Escritos em verbal de ave”.

Ele tem dois prêmios Jabuti de Literatura (1989 e 2002) e é o autor mais premiado da região do Pantanal. Seu livro mais popular é o “Livro sobre Nada”, de 1996.

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