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Bolsistas do Ciência Sem Fronteiras viram ‘embaixadores’ culturais do Brasil

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O estudante de engenharia mecânica Daniel Leite Oliveira, de 22 anos, veio fazer um intercâmbio de graduação nos Estados Unidos com o objetivo de aproveitá-lo ao máximo.

Bolsistas do Ciência sem Fronteiras reuniram-se em Washington para avaliar programa

Bolsistas do Ciência sem Fronteiras reuniram-se em Washington para avaliar programa

Pablo Uchoa, na BBC

A poucos meses do fim de sua estadia, ele diz ter conseguido deixar uma boa impressão nos americanos, que conheceram um pouco sobre a cultura brasileira durante um Brazilian Day que organizou com seus colegas em uma universidade do Estado de Indiana.

Oliveira foi um dos bolsistas contemplados na primeira chamada do Ciência Sem Fronteiras, programa do governo federal que financia o intercâmbio de estudantes brasileiros em países ao redor do mundo.

O brasileiro teve a oportunidade de estudar em uma escola prestigiada na sua área, a Universidade Rose-Hulman, em Terre-Haute, a cerca de uma hora de Indianápolis, no meio oeste americano.

Antes de voltar ao Brasil, Oliveira ainda fará um estágio na multinacional de papel e celulose International Paper, no estado de Kentucky.

“Daqui, eu vejo o Brasil de uma forma muito diferente”, conta o jovem. “Vou levando muitas coisas (para casa), principalmente a sensação de poder fazer do meu país um lugar melhor.”

“Depois que você vem para cá, você observa os defeitos do Brasil, mas percebe também a capacidade de mudá-los.”

O estudante está entre os que, nos próximos meses, começarão a regressar para casa após concluir o primeiro ano do programa.

Eles levam de volta ao Brasil experiências que podem ter impacto não somente nas suas vidas pessoais e profissionais, mas também no futuro da iniciativa que é a menina dos olhos da presidente Dilma Rousseff para impulsionar a mobilidade e a qualificação da mão de obra científica nacional.

Segundo números oficiais do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), o programa Ciência Sem Fronteiras concedeu até maio 22,3 mil bolsas de estudo para brasileiros interessados em fazer intercâmbios em 35 países.

Os EUA lideram a lista como país receptor, com 5,4 mil bolsistas – 69% deles, de graduação, e o restante, em diferentes modalidades de pós.

As universidades americanas receberam mais alunos que as instituições no segundo e terceiro países que mais acolheram brasileiros, Canadá e Portugal.

Atualmente, estão abertas as inscrições para mais 13,5 mil bolsas de estudos em nove países e destas, 2 mil serão destinadas aos EUA, o que colocará o país dentro da estimativa de receber cerca de um quinto dos 101 mil bolsistas que o programa pretende custear até 2015.

‘Embaixadores’

O estudante de engenharia mecânica Daniel Oliveira diz que vê o Brasil 'com outros olhos'

O estudante de engenharia mecânica Daniel Oliveira diz que vê o Brasil ‘com outros olhos’

Em uma reunião de avaliação do primeiro ano do programa na Embaixada brasileira em Washington, na quarta-feira, um grupo de 17 estudantes compartilhou suas impressões com representantes do governo brasileiro e parceiros americanos.

Eles apontaram problemas pontuais no programa atual e contaram como a experiência serviu para que eles “abrissem a cabeça” e dessem o pontapé em uma rede de contatos internacionais que pode ser valiosa no futuro.

A reunião também indicou que os 5 mil brasileiros espalhados por quase 300 universidades americanas estão servindo de “embaixadores” culturais do país, através de eventos estudantis, atividades culturais e jornadas dedicadas ao Brasil.

“O resultado é que muitos estudantes americanos nos campi começaram a entender melhor quão vasto e diverso é o Brasil e o seu corpo discente”, disse Allan Goodman, presidente do Instituto de Educação Internacional (IIE, na sigla em inglês), órgão que atua como intermediário entre os estudantes brasileiros e as universidades americanas.

“Eles estão criando laços culturais, que acho que vão resultar em mais estudantes americanos interessados em estudar no Brasil e trabalhar com colegas brasileiros.”

Daniel, que estuda engenharia mecânica na UFMG, participou de um Brazilian Day em fevereiro passado.
“De manhã fizemos um workshop e teve até uma minifeira de carreiras, que inclusive ajudou alguns estudantes brasileiros a arrumar emprego”, contou. “À tarde, fizemos um evento para a comunidade e atraímos 600 pessoas. Os americanos ficaram muito impressionados.”

Segundo o IIE, Indiana é o sétimo Estado que mais recebeu estudantes brasileiros até meados de maio. Nova York, Califórnia, Michigan e Illinois lideram a lista.

De acordo com informações repassadas à Embaixada brasileira, as instituições que mais receberam estudantes brasileiros foram a Universidade da Califórnia em Davis, e da Flórida, ambas com 126 bolsistas.
As áreas mais procuradas pelos brasileiros são engenharia (mecânica, elétrica e industrial no topo da lista) e ciências da computação.

Allan Goodman diz que, apesar dos desafios de “aclimatação”, como adaptar-se a uma nova cultura, a climas em geral mais frios e ao estudo uma língua estrangeira, os brasileiros têm demonstrado “uma excelente ética de trabalho”.

“Eles dão muito duro, querem aprender a língua, querem ser embaixadores culturais do Brasil e querem aproveitar ao máximo a sua experiência aqui”, avalia.

Volta para casa

A oceanógrafa Ana Krelling afirma ter medo de não conseguir emprego quando voltar ao Brasil

A oceanógrafa Ana Krelling afirma ter medo de não conseguir emprego quando voltar ao Brasil

A partir de agora, o programa e os seus primeiros bolsistas começam a passar para a próxima fase, de voltar para casa e aplicar os conhecimentos e a experiência adquiridos no exterior.

Mas só daqui a alguns meses, ou anos, será possível avaliar os resultados concretos do programa, disse o chefe do setor educacional da Embaixada brasileira em Washington, Pedro Saldanha.

A maioria dos estudantes retorna para casa para finalizar seus estudos de graduação ou pós, e os que receberam bolsas integrais de doutorado no exterior ainda estão fazendo as suas pesquisas, ele observou.

Mas Ana Paula Morais Krelling, 27 anos, graduada em Oceanografia pela Universidade Federal do Pará, com mestrado em engenharia oceânica pela Federal do Rio (UFRJ), e atualmente fazendo doutorado com titulação dupla no Instituto Oceanográfico da USP e na Universidade de Massachusetts, já sente que uma das dificuldades será encontrar um emprego para aplicar tanto conhecimento.

“As empresas no Brasil estão reticentes em contratar doutores, principalmente em razão do custo”, diz. “Para mim, as oportunidades são institutos de pesquisa e universidades, e isso é um problema, porque estamos formando mais doutores do que as universidades estão absorvendo.”

Mas ela insiste que fazer o doutorado foi uma boa opção. “A gente ganha na língua, em networking, e ao conhecer outras maneiras de pensar a pesquisa e até as relações humanas”, opina.

“Quando você for um pesquisador mais experiente, e for lidar com um projeto internacional, vai conseguir ver como a diferença cultural vai interferir na maneira como sua mensagem será interpretada.”

Como Daniel, Ana Paula diz que a experiência mudou sua percepção sobre o Brasil. Para ela, trata-se de um país com defeitos e qualidades.

“A gente vê que temos conhecimento, tecnologia, e que só estamos um pouco engessados”, diz. “Avançar da teoria para a prática é difícil, tem muita burocracia. Mas tem muita gente boa no Brasil que quer fazer pesquisa. A gente não precisa importar tudo.”

Blogueiros resenhistas dizem que chegam a ler 70 livros em um só ano

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Danilo Leonardi, do vlog Cabine Literária.

Danilo Leonardi, do vlog Cabine Literária.

Fernanda Ezabella e Raquel Cozer, na Folha de S.Paulo

Não é fácil medir o impacto que resenhas da internet têm sobre a venda de livros, mas um exemplo permite entender por que editoras têm investido nesse cenário.

O juvenil “A Seleção”, de Kiera Cass, lançado há sete meses pelo selo Seguinte, da Companhia das Letras, vendeu 16 mil cópias quase sem aparecer na imprensa. Mas foi resenhado por blogs como o Garota It e o Literalmente Falando, que recebem uns 100 mil acessos por mês cada um.

Enquanto críticas feitas por especialistas em jornais fazem livreiros dar destaque aos títulos nas lojas, blogueiros atraem leitores de gosto similar e alimentam o boca a boca.

“É bem pessoal. Eles deixam claro que é o canto deles”, diz a gerente de marketing da Intrínseca, Heloiza Daou.

“O discurso não é ‘esse livro é ruim’, é ‘não gostei desse livro'”, diz Diana Passy, gerente de mídias sociais da Companhia das Letras. “E não basta escrever bem, tem que ser bom blogueiro, interagir com leitores, o que dá trabalho. É isso o que traz audiência.”

Os livros avaliados tendem a diferir daqueles que frequentam cadernos de cultura. Embora blogs como o Posfácio priorizem não ficção e literatura adulta, predominam entre parceiros de editoras os juvenis, femininos e de fantasia.

“Costumamos dizer ‘esse livro funciona para blog’ e ‘esse funciona para a imprensa'”, diz Tatiany Leite, 20, analista de comunicação na LeYa e fruto desse cenário -foi trabalhar na editora após se destacar com o blog Vá Ler um Livro.

A proximidade dos blogs também serve para as editoras conhecerem seu público, com estatísticas. Segundo a Instrínseca, 82% de seus blogueiros são mulheres e 63% moram na região Sudeste.

Dos 779 que disputaram vagas em janeiro na Companhia das Letras, a maioria tem de 20 a 24 anos (30%) e diz ler de 51 a 70 livros ao ano (22%). Isso num país em que a média anual é de quatro livros incompletos, segundo a pesquisa Retratos da Leitura de 2012.

INDEPENDÊNCIA

Um ponto delicado diz respeito à independência de blogueiros que fecham acordos com editoras ou daqueles que fazem resenhas pagas.

O paulista Danilo Leonardi, 26, que desde 2010 comanda no YouTube o Cabine Literária, com resenhas em vídeo, diz não ficar constrangido de avaliar negativamente obras de editoras de quem é parceiro.

“A partir do momento em que dediquei meu tempo ao livro, me sinto no direito de falar o que achei. Mas já aconteceu de eu desistir de resenhar um livro que achei ruim de uma editora menor, para evitar prejudicá-la.”

Cobrar por críticas seria antiético, considera ele, que fatura só com vídeos não opinativos –recebe até R$ 700 por entrevistas com autores independentes. A meta de Danilo, servidor da Caixa Econômica Federal, é fazer do Cabine seu ganha-pão.

A tradutora carioca Ana Grilo, 37, que mora na Inglaterra, assina com uma amiga o blog The Book Smugglers (os contrabandistas de livros), escrito em inglês, e colabora como resenhista para o Kirkus Review, que cobra até R$ 1.000 por resenha.

Diz que o pagamento não altera resultados. “Temos controle sobre o que escrevemos. Raramente damos nota acima de oito para os livros.”

Já em seu próprio blog, Ana resenha por hobby, sem cobrar. Aceita anúncios, que rendem até R$ 2.200 ao mês.

Os 110 mil acessos mensais do Book Smugglers a fazem receber, a cada mês, cem livros de autores e editoras, dos quais ela diz ler uns quatro por semana. “Lemos muita coisa ruim, mas também verdadeiros tesouros.”

AMAZON E GOODREADS

Perder tempo com má literatura é algo que o empresário Donald Mitchell, 66, diz se recusar a fazer. Integrante do “hall da fama” de resenhistas da Amazon, ranking dos usuários que mais avaliaram livros no site, já publicou mais de 4.200 avaliações positivas.

A proficuidade e a benevolência lhe rendem um assédio de 40 pedidos diários de resenhas. “Digo aos autores que não vou resenhar se não gostar”, diz ele, que lê até três livros por semana e os resenha, por gosto, desde 1999.

Por anos, Mitchell pediu doações para a ONG cristã Habitat for Humanity em troca das resenhas. Chegou a levantar R$ 70 mil. “Nunca toquei no dinheiro, mas a Amazon reclamou e eu parei.”

Ele se refere a uma mudança de regras da loja, em 2012. Ao perceber que o comércio de avaliações tirava a credibilidade desse espaço no site, deletou várias delas. Uma pesquisa da Universidade de Illinois constatara que 80% das resenhas na loja davam aos livros quatro ou cinco estrelas, as duas maiores cotações.

Outra prova de que a loja valoriza resenhas on-line foi a compra, em março, do GoodReads, rede de indicações de livros com 17 milhões de membros. Suzanne Skyvara, vice-presidente de comunicação do GoodReads, diz que a transparência é o segredo. “Mostramos quanta resenhas cada usuário faz e sua média de cotações.”

Encontro do GLOBO debate tecnologia e educação

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Para professor Klaus Denecke-Rabello, Isadora Faber é exemplo de como transformar a realidade utilizando as redes sociais

William Helal, editor da Formou!, Isadora Faber e o professor Klaus Denecke- Rabello Ana Branco / Agência O Globo

William Helal, editor da Formou!, Isadora Faber e o professor Klaus Denecke- Rabello Ana Branco / Agência O Globo

Marina Morena Costa, em O Globo

O primeiro evento da série “Encontros O GLOBO nas universidades” promoveu um debate entre Isadora Faber, criadora do “Diário de classe” no Facebook para denunciar problemas em sua escola, e Klaus Denecke-Rabello, professor da ESPM e especialista em comunicação digital há 12 anos. Com mediação do jornalista William Helal Filho, editor de Educação do GLOBO e da “Formou!”, o evento realizado nesta quarta-feira discutiu as influências da era digital na vida dos estudantes.

Uma entrevista com Isadora abriu o evento. Ela falou sobre a trajetória da sua página, que com menos de um ano contabiliza mais de 600 mil curtidas no Facebook. A estudante da Escola Básica Municipal Maria Tomazia Coelho, em Florianópolis, contou que a instituição passou por reformas e melhorias após suas denúncias. Mas nem tudo foi fácil. A direção da escola e professores ficaram contra a aluna, que passou a sofrer ameaças de outros estudantes.

— Acho que nem todo mundo gosta de ouvir a verdade. Os professores registram queixas contra mim na delegacia. Fico meio insegura, mas meus pais estão sempre junto, me apoiando — disse a estudante, que já foi acusada de calúnia e difamação por uma professora.

O professor Klaus disse que Isadora é um ótimo exemplo do uso das redes sociais em prol da educação. Em uma apresentação em que abordou o impacto da era digital nas escolas e universidade, o especialista destacou a importância dos valores éticos nos tempos atuais.

— Podemos levar excelência, aulas ministradas por professores de ponta, para os quatro cantos do mundo. Tempo e espaço ficam suspensos. Tecnologia é meio, nunca fim — destacou o professor. — A melhora da educação parte de pontos como a Isadora, que estimulam a rede a falar e pensar.

Laura Tardin, 21 anos, estudante de Administração da ESPM, participou do debate e acredita que a tecnologia exige muito mais disciplina e concentração dos alunos.

— A tecnologia facilita, deixa tudo mais rápido e mais fácil. Mas pode comprometer a formação, se o estudante não valorizar a pesquisa e a própria aula — opina.

Louise Marins, 21 anos, estudante de jornalismo da ESPM, acha que é necessário que as escolas acompanhem as mudanças tecnológicas.

— O professor é fundamental, mas essas facilidades tecnológicas são um incremento importante e ajudam na formação dos alunos.

Este foi o primeiro de uma sequência de eventos que vão reunir estudantes e especialistas para debater os temas abordados pela “Formou!”. A primeira edição da revista foi inteira sobre a Tecnologia e pode ser conferida na página da revista na internet.

O “Encontros O GLOBO nas universidades” integra uma série de medidas do jornal voltadas para a educação. Além da revista, publicada sempre na primeira segunda-feira de cada mês, a página de Educação do site do GLOBO ganhou diversas ferramentas, como a seção de jornalismo participativo “Eu-Estudante”, um espaço com vídeos exclusivos e uma janela com ofertas de estágio do LinkedIn.

STF diz que lei do piso de professores só vale a partir de 2011

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Publicado por Terra

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira mudar a vigência da lei do piso nacional dos professores da rede pública. Embora tenha sido editada em 2008, ficou definido que a lei só pode ser considerada a partir da data na qual o Supremo confirmou sua legalidade, em abril de 2011. Haverá impacto direto na programação orçamentária dos Estados e da União.

Os ministros atenderam a recursos do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Ceará, que alegaram dificuldades para adaptar as finanças às novas regras. As unidades da federação lembraram que o STF deu liminar em 2008 suspendendo os efeitos da lei. Os Estados passaram a aguardar posicionamento definitivo da Corte antes de alterar os orçamentos. A decisão liminar caiu quando o julgamento foi concluído pelo plenário do STF, três anos depois.

O julgamento de hoje começou com o voto do relator do processo e presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa. Ao negar os recursos, ele entendeu que os Estados estavam usando de artifícios processuais para atrasar a conclusão do julgamento e, consequentemente, não cumprir a lei. Ele alegou que a lei tinha um escalonamento que permitiria a adaptação financeira dos estados ao longo do tempo.

Seguido apenas pelo ministro Luiz Fux, Barbosa acabou mudando de ideia quando a maioria dos ministros acompanhou a divergência aberta pelo ministro Teori Zavascki. Segundo Zavascki, a preocupação trazida pelos Estados faz sentido, uma vez que a lei deixou de produzir efeitos entre 2008 e 2011 e não houve adaptação neste meio tempo.

“As informações que se tem é que os gastos são muito elevados, e em alguns Estados, comprometem seriamente a previsão orçamentária e o atendimento de outras necessidades”, observou Zavascki. O ministro Antonio Dias Toffoli não votou porque se declarou impedido. Ele atuava como advogado-geral da União na época do fato e defendia a aplicação imediata da lei nacional.

76% das livrarias do país vendem livros religiosos

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DIAGNÓSTICO DO SETOR LIVREIRO: Concentração de lojas no Sudeste cresceu

Título original: Redes crescem e livrarias médias encolhem no país

Publicado na Folha de S.Paulo

As livrarias do país estão cada vez mais concentradas em redes e na região Sudeste, segundo o Diagnóstico do Setor Livreiro, divulgado ontem pela Associação Nacional de Livrarias (AN L).

O levantamento trianual, realizado desta vez pela empresa de pesquisa GFK, mostra que o número de lojas pertencentes a redes com mais de 20 filiais passou de 14% para 20 % do total -destaque para as que têm mais de cem lojas, que representavam 6% em 2009 e, agora, 15%.

As livrarias independentes, com uma ou duas lojas, representam 62% do total, patamar similar ao de 2009. O impacto maior foi nas livrarias com três a 20 filiais, que tinham 23% de participação e hoje correspondem a 17%.

“O lema hoje é ser gigante ou encolher e ser excelente”, disse Ednilson Xavier, presidente da ANL, se referindo à grande porcentagem de livrarias especializadas em algum segmento: 61% do total.

Entre as livrarias que se dizem especializadas, se destacam as religiosas, que correspondem a 19%, sendo 15% católicas e 4% evangélicas. Outras 18% informaram ser especializadas em literatura.

Houve aumento da concentração de lojas na região Sudeste, a mais populosa do país. Em 2006, na primeira edição do Diagnóstico do Setor Livreiro, a região abrangia 53% das livrarias. Hoje, esse número é de 60%.

Já o Norte caiu de 5% para 2% no período, e o Centro-Oeste se manteve em 4%. O Nordeste, depois de cair de de 20% em 2006 para 12% em 2009, mostra sinais de recuperação, chegando a 15%.

O levantamento foi realizado a partir de questionários respondidos por 716 lojas (há 3.481 livrarias no país) de julho a outubro deste ano.

A ANL aproveitou para ressaltar, numa época em que Kobo, Google e Amazon chegam ao Brasil, a carta enviada a editores e ao governo sugerindo medidas para evitar que o livro digital prejudique livrarias. Entre as sugestões, a de que haja um intervalo de 120 dias entre o lançamento do livro físico e do digital.

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