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Em entrevista, Dilma afirma que quer escrever romance policial

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EM CASA – Dilma planeja escrever romance policial. Os planos para escrever um livro sobre seus dias na presidência ainda não foram definidos (Adriano Machado/Reuters)

EM CASA – Dilma planeja escrever romance policial. Os planos para escrever um livro sobre seus dias na presidência ainda não foram definidos (Adriano Machado/Reuters)

 

A ex-presidente da República afirmou que gosta do gênero. Dilma Rousseff vive no bairro Tristeza, em Porto Alegre, em um apartamento de 70 metros quadrados

Publicado na Veja

A ex-presidente da República Dilma Rousseff afirmou, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo publicada na edição desta terça-feira, que deseja escrever um romance policial. A petista, que vive em um apartamento de 70 metros quadrados localizado no bairro Tristeza, em Porto Alegre, tem uma coleção de livros do gênero.

Ao ser questionada sobre a publicação de um livro sobre seus anos ocupando a Presidência da República, Dilma diz que deve ficar para depois. A ex-presidente não falou sobre projetos futuros nem se aprofundou em questões políticas, mas mostrou-se ressentida com o “ódio ao lulopetismo”.

O prédio de classe média onde Dilma vive não tem porteiro nem garagem subterrânea. Num dos cômodos há duas estantes com livros e um local reservado para exercícios físicos. Ela ainda cultiva o hábito desenvolvido durante a Presidência e pedala todos os dias acompanhada de seus dois seguranças pelas ruas do bairro da capital gaúcha.

Sem frequentar locais públicos desde o impeachment, Dilma não fala sobre o assunto, mas afirma que não ficaria traumatizada caso fosse hostilizada em aeroportos. Ela não cita a Lava Jato ao longo de sua entrevista, mas pergunta: “Será que eles podem ler livros lá na prisão?”, referindo-se aos políticos presos.

Professores veem como protestos no país podem cair no vestibular

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Manifestações podem ser ligadas a Revolta do Vintém, caras-pintadas e privamera árabe no Enem 2013 ou Uerj
Movimentos em épocas e países distintos têm elementos em comum com atual, mas é preciso observar diferenças também

Nas ruas. Manifestação contra o aumento da passagem de ônibus, em São Paulo Eliária Andrade

Nas ruas. Manifestação contra o aumento da passagem de ônibus, em São Paulo Eliária Andrade

Mariana Moreira, em O Globo

RIO — Um grupo de manifestantes se reúne em São Cristóvão para protestar contra o preço do transporte público e do alto custo de vida no Rio. A frase anterior poderia se referir aos protestos que começaram na semana passada. No entanto, é o resumo da “revolta do vintém”, de 1878, um dos assuntos que podem vir a ser abordados do 2º exame de Qualificação da Uerj e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2013), como avalia Cezar Menezes, professor de História do Colégio e Curso GPI. Assim como a revolta, temas como a primavera árabe, a passeata dos cem mil, o impeachment de Fernando Collor, em 1993, e a participação dos jovens na política pela redes sociais podem ser abordados tanto em questões como em temas de redação, apontam professores.

Na revolta do vintém, um grupo de revoltosos se reuniu próximo ao Palácio de São Cristóvão para exigir a dimuição da taxa de vinte réis dos bondes.

— Embora a gente saiba que o movimento em si não esteja ligado ao aumento das passagens, é bem possível que relacionem um evento ao outro. Ambos são movimentos espontâneos das massas e os dois expõe uma repulsa à associação aos partidos políticos. No final do século XIX, o partido republicano tentou liderar o movimento – explicou o professor.

Márcio Branco, professor de História do Colégio e Curso Pensi, observou que o Enem não tem uma banca fixa, o que dificulta traçar um panorama sobre a possível abordagem da temática na prova de ciências humanas. Ao contrário da banca da Uerj, formada por cinco professores que moram no Rio de Janeiro, explica ele.
Branco aponta que há grandes chances de ter uma questão que trace um paralelo entre as manifestações que estão ocorrendo no país com a primavera árabe, iniciada em 2010 na Tunísia. Ele diz, no entanto, que as semelhanças não vão muito além do caráter de organização dos jovens por meio das redes sociais e da ausência de líderes políticos.

— Os movimentos somente porque surgiram nas redes sociais. No mundo árabe as manifestações tinham um alvo que eram um governos ditatorais. O movimento que vemos hoje nas ruas tem questões pontuais que afetam diretamente o cotidiano como a corrupção, as tarifas de impostos e o gasto com os grandes eventos – avaliou o professor ao comentar também que a participação dos jovens “caras pintadas” do impeachment contra o presidente do Collor também pode ser lembrado, mas aponta as diferenças — Aqui não há nenhuma reivindicação de destituição de poder. E na época, estudantes da União Nacional dos Estudantes estavam articulados com o Partidos dos Trabalhadores (PT), hoje não há articulação política.

Além das possíveis abordagens em questões, os professores também apontaram aspectos das manifestações que valem ser criticados e refletidos pelos estudantes porque podem ser tema de redação. Menezes avalia que o eixo central da discussão é a difusão das lideranças e a falta de partido político.

— Acho que o mais importante, embora ainda estejamos vivendo ainda o movimento, é prestarmos atenção ao comportamento dos jovens, que tem mostrado demandas reprimidas, cansados da apatia política. Gerações anteriores, bem ou mal, tiveram o apoio do PT. Essa perda de referência política e como governos de diversos países vem lidando com isso pode ser tema de redação.

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