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Posts tagged Impresso

Um marcador inteligente que tuíta para lembrá-lo de voltar a ler

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Se você deixar a leitura de lado por mais de uma semana, o perfil do escritor aparece no seu Twitter para convidá-lo a retornar para as páginas do impresso

Jacqueline Lafloufa, no B9

Ainda que eu goste muito de ler, conseguir parar com um livro na mão e ler por horas a fio tem se tornado uma tarefa cada vez mais difícil. No meio da leitura, pisca o celular com uma mensagem, toca um app social, apita uma novidade e eu acabo sendo levada para fora da minha leitura. Meus momentos de microtédio em filas e salas de espera, ao invés de serem preenchidos com algumas boas páginas de leitura, acabaram sendo sugados por uma rolagem infinita de postagens das minhas timelines sociais.

Provavelmente observando esse comportamento, a Penguin Companhia das Letras lançou o Tweet for a Read, um marcador inteligente que é capaz de perceber quando você deixou seu livro de lado por muito tempo, e que te avisa via Twitter, te convidando a voltar onde você tinha parado naquela leitura.

A criação da agência Mood inseriu nesse marcador um sensor de luz, um timer e um nano computador com Wi-Fi, permitindo que ele detecte se você passar mais de uma semana sem abrir o livro. Se isso acontecer, o autor da obra te envia um tuíte dando aquele puxão de orelha incentivo para você retomar a história.

Para mim, parece a associação perfeita para trazer leitores do digital para o mundo de papel, e certamente funciona como um bom ‘alarme’ para se delongar demais para encerrar uma história. Até eu preciso de um desses com urgência, para me lembrar de deixar as redes sociais de lado um tantinho e me perder nas páginas de bons livros.

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Modelo colaborativo cria novo cenário no mercado literário

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Publicado por Observatório da Imprensa

Alguma coisa está muito fora do padrão quando a maior livraria online do mundo abraça uma causa que há mais de uma década cresce às margens do mercado e à revelia de alguns de seus autores mais vendidos. Isso aconteceu duas semanas atrás, quando a Amazon estreou a plataforma Kindle Words, pela qual fãs que gostam de criar histórias baseadas em best-sellers – a chamada fan fiction, que reaproveita cenários e personagens de outros escritores – podem não só fazer isso legalmente como vender suas criações.

Para criar a plataforma, a Amazon obteve licenças de séries como Gossip Girl, de Cecily Von Ziegesar, e Pretty Little Liars, de Sara Shepard. Com isso, tramas que chegavam a ser vistas como plágio agora podem render frutos ao fã, ao escritor que o inspirou e, é claro, à livraria. Nesse cenário, o autor da história original deixa de ganhar especificamente pela venda de livros e sua obra vira uma marca, licenciada e multiplicada pelas mãos de vários outros escritores.

Esse é o recorte de um momento que o editor americano Richard Nash retrata no provocativo ensaio “Qual o negócio da literatura?”, no mais recente número da Serrote, revista do Instituto Moreira Salles, que será lançado em São Paulo neste domingo. É um cenário em que autor e editor vão além dos livros para virar produtores de cultura. “A cultura do livro não é fetichismo com o texto impresso; é o movimento da ideia e do estilo na expressão de histórias”, escreve Nash.

O texto põe em cheque o direito autoral – justo o que hoje garante a sobrevivência do mercado. Defende que esse direito não foi criado para proteger o autor, mas “nasceu de um interesse meramente corporativo”. O editor explica à Folha: “Uma parcela mínima de escritores faz dinheiro. O direito autoral existe para facilitar ao editor o retorno sobre seu investimento e impedir cópias do seu produto.” Isso num mundo analógico. No digital, defende Nash, “a receita não virá de fazer cópias, virá de serviços, palestras, produtos associados. São formas de gerar receita que independem do faturamento com vendas de livros”.

Nesse contexto, entram iniciativas como a plataforma de fan fiction da Amazon, festivais literários como a Flip e romances colaborativos, como The Silent History, um aplicativo lançado há pouco no iTunes e que permite aos leitores expandir a história.

Nash, que ganhou em 2005 um prêmio de criatividade da Associação de Editores Americanos pela editora independente Soft Skull, criou em 2011 um site que explora essas alternativas no que diz respeito ao mercado.

Com 10 mil títulos à venda, o Small Demons é uma enciclopédia de referências literárias: você acha desde uma lista de livros que abordam Bob Dylan até todos os famosos citados em Infinite Jest, de David Foster Wallace.

Fora da curva

No que diz respeito ao autor, o engenheiro de software brasileiro Silvio Meira enxerga ainda mais possibilidades.

Autor de palestra que, no Congresso do Livro Digital, em junho, lhe rendeu uma emboscada de bibliotecários (insatisfeitos com seu questionamento sobre a importância de bibliotecas físicas no futuro), Meira diz que o escritor já vive cenário multifacetado. “Conheço dezenas de escritores, mas não conheço nenhum que viva dos livros que escreve. Alguns são colunistas, outros fazem roteiros, outros atuam em editoras”, diz. Apesar disso, no centro de tudo está o livro. “Se alguém pirateia meu livro e o lê inteiro, posso acreditar que estará interessado o suficiente para ir a alguma palestra que eu vá ministrar”, exemplifica.

Para ele, os direitos autorais serão vistos no futuro como um ponto fora da curva na história da literatura.

“O autor foi criado pela prensa. Antes de Gutenberg, não existia copyright. As histórias pertenciam às comunidades. Vemos agora uma volta ao coletivo, com mixagem, apropriação de textos. O conceito de autor fica difuso.”

É uma visão que editores de grandes casas ainda entendem como algo distante.

Confiança

“O livro digital ainda está na margem de 2% a 2,5% no faturamento de editoras no Brasil. Pode ser que aconteçam mudanças radicais envolvendo direitos autorais, mas só quando esse mercado for suficientemente grande”, diz Pascoal Soto, da LeYa.

Tomas Pereira, da Sextante, estranha a visão de que o direito autoral interesse mais às editoras que aos autores. “Nossa atividade nasce da confiança do autor. O que pagamos a ele representa nosso maior custo de produção.”

Ele concorda que quase nenhum autor vive da venda de livros, mas não vê nisso justificativa para o abandono do valor que o leitor se dispõe a pagar pelo livro. Saber por quanto tempo, no modelo que se impõe, haverá disposição para pagar por algo que se pode ter de graça, como lembra Nash, é o mistério.

Biblioteca Digital Mundial reúne acervo histórico em sete idiomas

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Publicado no Agrosoft Brasil

O primeiro texto impresso da história, trabalhos científicos árabes sobre o universo da álgebra, a Bíblia de Gutemberg e fotos antigas da América Latina. Esses são apenas alguns dos mais de mil documentos divulgados na Biblioteca Digital Mundial, um projeto da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e outras 32 instituições.

Através da página virtual, os internautas têm acesso a textos, fotos, mapas e gravuras em sete línguas: árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português. O acervo não tem publicações atuais. “Nosso acervo tem valor patrimonial, para ajudar a compreender melhor as culturas do mundo”, afirma o coordenador da ação, Abdelaziz Abid.

Clique aqui para acessar a página. O acesso é gratuito.

Entre os filtros disponíveis, é possível pesquisar por períodos, zonas geográficas, instituições e tipo de documento.

FONTE

Portal EBC
Allan Walbert

Com informações da Agência ONU

O futuro não é o fim, ainda

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Javier Celaya, vice-presidente da Associação Espanhola de Revistas Digitais: “A grande pergunta de todo mundo é onde está o dinheiro na internet”

Javier Celaya, vice-presidente da Associação Espanhola de Revistas Digitais: “A grande pergunta de todo mundo é onde está o dinheiro na internet”

João Luiz Rosa, no Valor Econômico

Há dois anos, parecia que o livro impresso começava a tomar o caminho da extinção. Em abril de 2011, a Amazon anunciou que a venda de livros eletrônicos superara pela primeira vez a de papel – 105 volumes digitais para cada 100 tradicionais – e a Borders, uma das maiores cadeias de livrarias dos Estados Unidos, baixou as portas, em setembro, apenas sete meses depois de entrar com um pedido de recuperação judicial. Das 511 lojas que tinha um ano antes restavam 399.

Agora, os sinais são diferentes. As vendas dos aparelhos eletrônicos para leitura de livros, ou e-readers, que pareciam os substitutos naturais do livro em papel, vão cair dos 5,8 milhões de unidades projetadas para este ano para 2,3 milhões em 2017, prevê a consultoria Forrester. O interesse do público parece tão morno que nesta semana a Barnes & Noble, outra gigante americana das livrarias, anunciou que vai abandonar parte da produção do seu e-reader, o Nook, depois de a receita com o negócio cair 34% no trimestre, duplicando as perdas na área.

Ainda mais significativo é que as próprias vendas dos livros digitais não seguiram o ritmo espetacular que se esperava a princípio. Em uma década, entre 2002 e 2012, os e-books saíram de invisíveis 0,05% da receita do mercado editorial americano, o mais avançado na área digital, para 20% das vendas. Em outros países, permanece longe desse patamar – 10% na Espanha, 3% na Itália, pouco mais de 2,5% no Brasil.

Contra as probabilidades, os números parecem indicar que o livro é mais resistente ao tsunami digital que a música. Segundo a IFPI, principal organização mundial da indústria fonográfica, o segmento digital representou 37% da receita total do setor no ano passado, mas os números só levam em consideração as vendas legais. O que é obtido por meio da pirataria fica fora do levantamento, o que distorce o cenário. Foram as vendas ilegais, afinal, que destroçaram as regras estabelecidas no setor, cujos personagens ainda estão em busca de novos formatos comerciais viáveis. No mercado editorial, talvez por não ter ocorrido o mesmo efeito devastador, fica a impressão de que a maré digital está fraca, mas muitos especialistas acham que a grande onda ainda está por vir.

“Há 500 anos, desde a invenção da imprensa por Gutenberg, não se via uma revolução da mesma ordem e magnitude na indústria da informação”, disse o professor Silvio Meira, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na abertura do IV Congresso do Livro Digital, ocorrido neste mês em São Paulo. Meira, que também é cientista-chefe do Cesar, centro de inovação com sede no Recife, contou que algum tempo atrás um executivo perguntou se as mudanças viriam antes de sua aposentadoria, daqui a dez anos. “Dez anos? Ih, pode ter certeza de que você vai enfrentar turbulência”, respondeu o professor.

Tempo, portanto, ocupa um papel especial na digitalização do livro. “Eu não diria que o ritmo [de vendas dos livros digitais] está lento ou abaixo das expectativas”, afirma Karine Pansa, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e sócia-diretora da Girassol Brasil Edições. Embora o assunto esteja em discussão há anos, as vendas de e-books no país só começaram para valer no fim do ano passado, com uma resposta positiva tanto da indústria quanto do consumidor, avalia Karine. Pelas contas da CBL, o número de títulos em formato digital triplicou no Brasil em um ano, passando de 5 mil em 2011 para 15 mil no ano passado.

A expectativa é que a redução dos preços dos tablets dê um forte impulso aos livros digitais. Enquanto os e-readers, voltados basicamente para leitura, sofrem uma redução prematura das vendas, os tablets – que também permitem navegar na internet, ver filmes, ouvir música etc. – ficam mais baratos e ganham consumidores de mais classes sociais. A previsão da consultoria IDC é que as vendas mundiais de tablets vão chegar a 229,3 milhões de unidades neste ano, superando pela primeira vez a de notebooks, de 187,4 milhões de unidades. O preço médio vai ficar quase 11% mais baixo, em US$ 381. É por isso que, apesar do desinteresse pelos e-readers, os livros digitais teriam espaço para crescer. Em vez de aparelhos exclusivos para leitura, o consumidor estaria preferindo os tablets na hora de ler.

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A competição acirrada pode contribuir para a adoção mais rápida dos e-books. Companhias como a Amazon, dona do Kindle, estão lançando equipamentos básicos a preços reduzidos, com margens baixíssimas de lucro, na expectativa de vender livros digitais e recuperar o investimento mais tarde. É uma manobra que tomou emprestada do setor de tecnologia da informação: fabricantes de impressoras, por exemplo, também vendem máquinas com margens apertadas para ganhar dinheiro com tinta e papel. (mais…)

Biblioteca australiana diz que livro de Armstrong na seção de ficção foi trote

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Aviso colocado na biblioteca de Manly, em Sydney,na Austrália (Foto: Reprodução / Daily Mail)

Aviso colocado na biblioteca de Manly, em Sydney,
na Austrália (Foto: Reprodução / Daily Mail)

Publicado no Globo Esporte

A notícia de que uma biblioteca em Sydney, na Austrália, mudou todos os livros sobre o ex-ciclista Lance Armstrong para a seção de ficção, depois que o americano confessou ter se dopado e, assim, não teria vencido a Volta da França sete vezes seguidas, virou assunto pelo mundo. Mas nesta segunda-feira, a biblioteca de Manly revelou que sofreu um trote e que uma investigação interna será instaurada.

– Bibliotecas não podem arbitrariamente reclassificar as categorias dos livros, porque isso depende do número ISBN que é emitido pela Biblioteca Nacional – disse um porta-voz do Conselho de Manly, que administra a biblioteca, à agência de notícias Reuters.

Um aviso impresso, com uma proteção plástica, foi colocado em uma das prateleiras do local informando que os livros “Lance Armstrong: Imagens de um Campeão”, “O Programa de Treinamento de Lance Armstrong” e “Lance Armstrong, O Maior Campeão do Mundo” seriam movidas da parte de “autobiografias recomendadas” para o setor de ficção da biblioteca.

Dica do João Marcos

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