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Posts tagged incêndio

Criança de 3 anos troca presentes por livros para doação em festa de aniversário

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Criança faz festa de aniversário sobre livros (Foto: Arquivo Pessoal/Francisca Del Duca)

Eles serão entregues para a Escola Municipal Idelena Menezes Carvalho, na zona norte de São José, que foi atingida por um incêndio em janeiro.

Publicado no G1

Livros’ foi o tema escolhido por Valentina Del Luca para sua festa de aniversário de 3 anos, celebrada no último sábado (17) em São José dos Campos (SP). Em vez de presentes, ela pediu livros para doar à Escola Municipal Idelena Menezes Carvalho, que foi alvo de um incêndio em janeiro.

A família conta que Valentina convive com livros desde que nasceu por influência da mãe, Francisca Del Luca. Ela ainda não é alfabetizada, mas se interessa pelas ilustrações e figuras.

Criança troca presentes por livros para doar (Foto: Arquivo Pessoal/Francisca Del Duca)

A ideia da festa surgiu quando Francisca ficou sabendo que um colega da filha estudaria no colégio atingido pelo incêndio. Ao saber, Valentina se solidarizou e quis doar os próprios livros para o amigo “Ela me disse ‘mamãe, quero levar meus livros para a escola dele porque as crianças estão tristes'”, contou a mãe.

Criança troca presentes por livros para doar (Foto: Arquivo Pessoal/Francisca Del Duca)

Como sugestão, a mãe propôs um aniversário solidário, em que os convidados levariam livros para doar para a escola, em vez de presentes para Valentina. “Ela aceitou a ideia e ficou muito feliz no dia”, disse.

A família conseguiu arrecadar 106 unidades na festa e elas serão entregues para o colégio na próxima sexta-feira (13).

*Colaborou Luiza Veneziani

Incêndio destrói cinco mil livros de projeto de inclusão literária em Cuiabá

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Fogo consumiu obras no depósito do projeto itinerante Inclusão Literária.
Coordenador do projeto já começa a receber doações de novos livros.

Publicado no G1

Biblioteca móvel faz parte do projeto Inclusão Literária (Foto: Marcelo Ferraz/G1)

Biblioteca móvel faz parte do projeto
Inclusão Literária (Foto: Marcelo Ferraz/G1)

Um incêndio atingiu o depósito do projeto itinerante Inclusão Literária, em Cuiabá, e destruiu cerca de cinco mil livros na manhã desta quarta-feira (30). De acordo com o coordenador do projeto, o historiador Clóvis Matos, o depósito, localizado no bairro Bosque da Saúde, contava com um acerco entre sete e oito mil livros, dos quais apenas uma pequena parte poderá ser recuperada. Cerca de outros mil livros estavam fora do depósito e estão intactos.

A casa que serve de depósito para os livros, na Rua da Saudade, estava vazia na manhã desta quarta-feira, motivo pelo qual o coordenador acredita que a causa do incêndio tenha sido algum curto-circuito na rede elétrica do imóvel.

“Foi destruidor, foi terrível. A estrutura da casa está bem, o prejuízo foi literário. São cinco mil livros que vão deixar de ir para as mãos das pessoas”, contou Clóvis Matos. Ele já está aceitando doações para recuperar parte da estrutura e do mobiliário do depósito e do acervo de livros, revistas, jornais e outros materiais de leitura usados que podem ser utilizados no projeto. Mais informações sobre doações podem ser obtidas pelo telefone (65) 8135 1176.

Iniciado em 2005, o projeto Inclusão Literária – Leitura e Cidadania percorre ruas de Cuiabá e municípios de Mato Grosso promovendo o contato gratuito e contínuo da população com a literatura, com revistas, jornais e atividades lúdicas de estímulo intelectual e educativas.

Todo o acervo utilizado é fruto de doações ou adquirido pelo coordenador do projeto. Além de montar bibliotecas em praças e estar presente em eventos onde os livros podem ser manuseados, o projeto distribui parte do material gratuitamente.

O idealizador Clóvis Matos também atua como Papai Noel há dez anos e, no último Natal, percorreu comunidades ribeirinhas da região do Pantanal para distribuir brinquedos e livros infantis para as crianças.

Cinco bibliotecas no mundo incendiadas por tiranos

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Publicado em O Globo

Foto: Wikimedia Commons

Foto: Wikimedia Commons

Alexandria, 48 a.C.

O incêndio na Grande Biblioteca de Alexandria ocorreu durante a invasão romana e é considerado até hoje um exemplo mítico da destruição de livros. Estima-se que foram queimados entre 40 mil e um milhão de documentos.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Granada, em 1501

Durante os primeiros conflitos com os muçulmanos, o cardeal Cisnero, inquisidor de Castilha, ordenou a queima de milhares de livros islâmicos. No dia 12 de outubro do mesmo ano, foi criada uma lei que obrigava a queima de todos os livros islâmicos na região.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Louvain, em 1914

Soldados alemães queimaram a Biblioteca da Universidade Católica de Louvain pela primeira vez durante a Primeira Guerra. Depois de reconstruída, a biblioteca foi atacada pelos alemães novamente em 1940, durante a Segunda Guerra.

Foto: CIA Freedom of Information Act / Wikimedia Commons

Foto: CIA Freedom of Information Act / Wikimedia Commons

Chile, 1973

Depois do golpe militar, vários livros considerados subversivos foram queimados com o objetivo de acabar com as ideologias marxistas no país.

Foto: AFP

Foto: AFP

Mossul, 2015

Militantes do Estado Islâmico colocaram fogo na biblioteca pública de Mossul e queimaram pelo menos 8 mil livros e manuscritos raros no último domingo. Segundo testemunhas, eles fizeram uma foqueira com livros culturais e científicos e levaram embora livros infantis e religiosos.

Incêndio devastador em biblioteca russa é “Chernobil” cultural

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O incêndio deflagrou na sexta-feira à noite e passou o dia de sábado activo ALEXANDER UTKIN/AFP

O incêndio deflagrou na sexta-feira à noite e passou o dia de sábado activo
ALEXANDER UTKIN/AFP

Cerca de dois milhões de documentos terão sido destruídos, de registros parlamentares dos EUA, Reino Unido e Itália a documentos da ONU e coleções eslavas

Joana Amaral Cardoso, no Público
Perto de dois milhões de documentos potencialmente destruídos em cerca de 24 horas de chamas. Um incêndio devastou dois mil metros quadrados do Instituto Académico de Informação Científica de Ciências Sociais em Moscou, que abriga mais de dez milhões de documentos únicos coligidos desde o século XVI, originários da Rússia, mas também do Reino Unido, Itália e EUA. A destruição numa das maiores bibliotecas universitárias do país é como “Chernobil”, disse o presidente da Academia de Ciências Russa.

“É uma grande perda para a ciência”, disse Vladimir Fortov às agências de notícias russas, citado pela AFP. “Esta é a maior colecção do seu género no mundo, provavelmente equivalente à [da] Biblioteca do Congresso” norte-americano, lamentou. “Há aqui documentos que são impossíveis de encontrar em qualquer outra parte, todas as ciências sociais usam esta biblioteca. O que aconteceu aqui faz lembrar Chernobil.”

Criada em 1918, a biblioteca alberga uma das mais completas coleções de obras em línguas eslavas e, de acordo com o Wall Street Journal, também inclui importantes documentos históricos relacionados com as Nações Unidas. Há ainda documentos da Liga das Nações e UNESCO, bem como textos parlamentares norte-americanos, britânicos e italianos que remontam aos séculos XVIII e XIX. Diferentes fontes citam a coleção como tendo entre dez e 14,2 milhões de documentos.

Vladimir Fortov, presidente da Academia de Ciências Russa, estima que 15% da coleção da biblioteca académica tenha sido destruída no incêndio que deflagrou cerca das 22h de sexta-feira no terceiro andar do INION (na sigla original) e, de acordo com o Ministério de Emergências, citado pelo canal de televisão estatal Russia Today (RT), foi declarado extinto pelas 23h24 de sábado. Não há feridos.

Terá sido a água usada pelos cerca de 200 bombeiros que combateram as chamas a principal causadora dos danos e destruição de documentos, e na manhã deste domingo continuava a ser despejada sobre os escombros para evitar reacendimentos.

O director do INION, Yuri Pivovarov, que esteve no local com Fortov para avaliar os danos, não hesitou em classificar o sucedido como uma “tragédia”, visto que, como cita a RT, a maior parte dos documentos ali guardados não tinha sido digitalizada. Ainda assim, muitos livros e documentos salvaram-se por estarem sobretudo arquivados na cave e no primeiro andar do edifício. Apesar de danificados pela água. “Graças à tecnologia moderna, é possível salvar os livros” que tenham sido molhados, acredita Pivarov.

O responsável pelo instituto disse ainda, citado pela RT, que a comunidade científica internacional já o abordou para apoiar a recuperação, embora estime que sejam necessários anos para as necessidades de “reconstrução total” do INION – ali trabalham 330 pessoas e estão inscritos 49 mil leitores.

A investigação para apurar as causas do incêndio ainda decorre, mas os media russos indicam que as primeiras suspeitas apontam para um curto-circuito, de acordo com a AFP. A RT menciona ainda a possibilidade de fogo posto e acrescenta que uma inspeção recente à biblioteca tinha, segundo o Ministério de Emergências, sete violações de segurança que teriam de ser reparadas até 30 de Janeiro.

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