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Posts tagged incentivo à leitura

Menina de 7 anos lê 4 livros por semana e incentiva a leitura em site

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Mariana tem 7 anos e está na segunda série do ensino (Foto: Alan Schneider/G1)

Mariana tem 7 anos e está na segunda série do ensino (Foto: Alan Schneider/G1)

Mariana de Campos tem uma página própria com temas de educação.
Pais lembram que já contavam histórias ainda durante a gestação.

Alan Schneider, no G1

A paixão pelos livros da Mariana Arques de Campos, de 7 anos, começou mesmo antes dela nascer, com o incentivo dos pais ainda na gestação. “Ela já escutava histórias na barriga da mãe. Gostou tanto que depois que nasceu não parou mais. E lê bastante”, conta o pai Nelson Campos.

Mariana lê pelo menos quatro obras infantis por semana. Mas, a leitura é apenas uma das paixões da menina, que também toca teclado e violão e tem o próprio site na internet. Aluna da segunda série do ensino fundamental em uma escola municipal, a menina tomou gosto pela leitura e não pretende parar nunca mais.

Mariana lê junto com os pais, Liete e Nelson (Foto: Alan Schneider/G1)

Mariana lê junto com os pais, Liete e Nelson
(Foto: Alan Schneider/G1)

O pai, que é web designer, desenvolveu a página virtual para a filha interagir com os amigos e poder compartilhar essa paixão pelas obras literárias. No site, ela disponibiliza brincadeiras de colorir, músicas, jogos, vídeos, histórias, além de um canal direto para envio de desenhos. Tudo com conteúdo educativo. A menina usa o conhecimento das “velhas páginas” dos livros para promover a leitura e a educação com auxílio da tecnologia.

A mãe lembra que a filha aprendeu a identificar imagens em uma enciclopédia aos 3 anos de idade. Já a leitura veio aos 5 anos. De lá para cá, a menina virou frequentadora assídua da biblioteca. “A Mariana achou em casa e sempre manuseou o Atlas. Depois começou a ler livros de histórias. Só neste ano ela já tem muitos livros retirados da biblioteca para ler em casa. Ela fica brava quando a biblioteca está fechada”, conta Liete.

O gosto de Mariana pelas páginas literárias também é uma herança do pai. “Sou um autodidata. É importante para ir adiante na vida. Eu mesmo estou lendo um e tem mais dois já na sequência. Ela vai pedindo mais, como o teclado, o violão”, afirmou Nelson Campos.

Dia das crianças
No Dia das Crianças, comemorado neste domingo (12), ela quer se divertir. Além disso, Mariana usou o violão para mandar parabéns a todas as crianças (veja vídeo ao lado).

Mariana também toca teclado na sala de casa (Foto: Alan Schneider/G1)

Mariana também toca teclado na sala de casa
(Foto: Alan Schneider/G1)

“Quero que o Dia das Crianças seja legal. Tem que ter diversão, jogos, músicas, vídeos. Além disso, também pode falar comigo. Você colocar o seu email com nome, idade e escreve o que quer falar comigo. Também dá para mandar desenhos para eu publicar no meu site”, disse Mariana.

Mas, quem pensa que ela quer mais livros de presente no Dia das Crianças se engana. “Não quero livro. Eu tenho um monte guardado. Quero um patins e quero começar a academia de natação.”

No dia a dia, a pequena leitora faz de tudo um pouco. “Primeiro faço a tarefa da escola em casa, depois brinco no computador, brinco no quarto, assisto televisão. Tenho uma rotina normal.”

A mãe da menina também conta que Mariana é boa no xadrez, mas graças à leitura. “Ela aprendeu a jogar xadrez lendo o manual com o meu marido. Se não tivesse a leitura, a interpretação, ela também não conseguiria jogar xadrez”.

Cartão preenchido de retirada de livro da biblioteca (Foto: Alan Schneider/G1)

Cartão preenchido de retirada de livro da biblioteca
(Foto: Alan Schneider/G1)

Bem atenta
Com uma facilidade de comunicação impressionante para a idade, Mariana já enviou um email para uma editora alertando sobre um erro de digitação em um livro. “Estava lendo e no quarto parágrafo apareceu ‘mavioso’ em vez de maravilhoso. Mandei um email para lá avisando”, conta.

Sobre um futuro como escritora, a menina ainda tem dúvidas, o que é natural da idade. No entanto, um pensamento dela é ajudar por um mundo melhor. “Penso em ser artista, mas também quero inventar robôs para deixar a cidade mais limpa.”

A capacidade de aprendizado de Mariana é evidente. Mas, além da vontade de aprender, a supervisão dos pais é fundamental para obter um resultado positivo sem perder o jeito de criança. “É um investimento nela. Esse fascínio dela pela leitura, começar a ler e a escrever cedo também. Mas, claro, sem perder o que é mais importante: viver a infância sem deixar de ser criança”, enfatizou o pai.

Menina disponibiliza conteúdo educativo com ajuda dos pais (Foto: Alan Schneider/G1)

Menina disponibiliza conteúdo educativo com ajuda dos pais (Foto: Alan Schneider/G1)

Para incentivar leitura, ação ‘espalha’ livros por locais inusitados de Manaus

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Iniciativa teve início neste sábado (30) em shopping na Zona Centro-Sul.
Obras são deixadas com marca página do projeto ‘Leve este livro para você’.

livromarina

Jamile Alves, no G1

“Leve este livro para você”. Esta é a mensagem deixada dentro de obras espalhadas por diversos pontos da capital amazonense a partir deste sábado (30). Realizado por 15 jovens da Comunidade Global Shapers Manaus, o projeto consiste em deixar livros em locais diferentes, como em bancos de praça, restaurantes e ônibus, por exemplo, com um objetivo simples, mas de grande impacto: incentivar o hábito da leitura diária nos manauenses.

O projeto foi posto em prática pela primeira vez na tarde deste sábado (30), em um shopping da Zona Centro-Sul da cidade. Ao mesmo tempo em que passeava pelo centro de compras, o grupo deixou livros espalhados por diferentes locais. Quem visitar o banheiro, lojas ou decidir descansar em um banco, por exemplo, poderá ‘ganhar’ um livro. Ao todo, 30 obras da literatura nacional e estrangeira foram colocadas a disposição, de forma gratuita, para quem os quisesse ler.

O curador do Global Shapers Manaus, iniciativa do Fórum Econômico Mundial, Glauber Gomes, de 27 anos, explica o propósito da ação. “Nós queremos transformar a cidade, tornando os manauenses um pouco mais fãs de livros. Tudo começa pelo compartilhamento. Uma pessoa deixa um livro em qualquer lugar com um ‘marca páginas’ explicando o projeto, como se fosse uma dedicatória. A ideia é que essa pessoa também use o marca páginas para doar outro livro seu, se tornando um grande movimento”, contou.

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O marca página deixado dentro das obras convida o leitor a prosseguir com a corrente. “Este livro foi muito importante para alguém, que decidiu compartilhar com você, deixando-o aqui. Leve-o para casa, leia e assim que acabar, compartilhe-o também!”, diz trecho da dedicatória. No verso, cada ‘dono’ do livro anota seu nome e a data em que deixou a obra em um lugar público.

Os idealizadores pensam agora em “viralizar” a brincadeira. “O bacana é encontrar lugares divertidos de compartilhar, como dentro de um táxi. Vai da criatividade de cada um”, acrescentou Glauber. Para espalhar a ideia, o grupo sugere que os “presenteados” tirem fotos das obras deixadas em um local e as publiquem nas redes sociais com a hashtag “#leveestelivro”. Quem quiser fazer parte do projeto poderá imprimir o marca páginas oficial da iniciativa disponível no Facebook do grupo.

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Formando leitores desde o berço

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Publicado por Tribuna do Norte

O primeiro contato com a literatura deve se dar ainda no útero, e ler para um bebê no berço, mesmo que ele nem saiba falar, traz acolhimento, afeto e calor humano. Essas duas máximas foram defendidas por Ninfa Parreiras, professora de Letras, escritora e psicóloga, durante palestra proferida na manhã de ontem, derradeiro dia do Seminário Potiguar Prazer em Ler que chegou em sua 8ª edição este ano e reuniu educadores de todo o Rio Grande do Norte durante os dias 25 e 26 de agosto no Hotel Praiamar, em Ponta Negra, para tratar de ações de incentivo à leitura.

Ninfa Parreiras, escritora e professora / Argemiro Lima

Ninfa Parreiras, escritora e professora / Argemiro Lima

Mineira radicada no Rio de Janeiro, Ninfa Parreiras já publicou quase uma dezena de livros de contos e poesia (prosa e versos) para crianças de 0 a 14 anos, e títulos ensaísticos para adultos onde destaca a importância do contato precoce com o mundo das letras. Sua publicação “Do ventre ao colo, do som à literatura – Livros para bebês e crianças”, serviu de mote para conduzir o debate em Natal. “Neste livro falo da necessidade de semear a literatura já nos primeiros anos de vida”, disse Ninfa por telefone ao VIVER.

Autora de “Com a maré e o sonho”; “A velha dos cocos”; “Um mar de gente”; “Coisas que chegam, coisas que partem”; “Um teto de céu” e “O morro encantado”, Ninfa Parreira é Mestre em Literatura Comparada pela USP, onde defendeu a dissertação “A Psicanálise do Brinquedo na Literatura para Crianças”, e faz parte do grupo de estudiosos da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ).

Qual a influência da leitura para um bebê que ainda está aprendendo a falar?
A leitura traz acolhimento, calor humano, e quando ele escuta, mesmo que não entenda o significado das palavras, o bebê entende como um momento de afeto e presença.

Então posso ler uma tese de Física Quântica que o bebê vai prestar atenção da mesma maneira do que se fosse uma historinha infantil?
É por aí. Enquanto a criança não entende, o importante é a sonoridade, o ritmo, a forma de olhar e tomar o bebê no colo, o tom e a serenidade da voz. São partes de um conjunto de técnicas que despertam a atenção de futuros leitores. As famílias acham que os bebês não entendem nada, mas pesquisas registram que bebês hospitalizados reagem melhor quando incluem a leitura no tratamento.

E como incentivar a leitura extracurricular?
Essa é uma questão importante: geralmente a leitura entra na vida das crianças através da escola, do uso temático e didático, mas não há o entendimento de ler pelo simples prazer da leitura. Para isso é importante a adoção, por exemplo, de cantigas na formação dessa criança leitora. A dimensão continental do Brasil dificulta a distribuição de livros, por isso é fundamental que as cidades tenham bibliotecas públicas para incentivar e tornar o livro mais acessível como objeto cultural.

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