Posts tagged Incentivo

10 passos para escolher um bom livro para as crianças

0

shutterstock_72415129
Publicado na Revista Crescer

Ao entrar numa livraria, você se depara com centenas de livros infantis extremamente atraentes que se distribuem nas prateleiras. E então? Como escolher um bom livro para seu filho? Como saber se ele vai se identificar com aquele que você comprar? Vai ser realmente bom para ele? Acompanhe estas dicas, arregace as mangas e boa leitura!

1. Desbrave pela literatura infantil
Sempre que tiver oportunidade, explore livros infantis – seja em bibliotecas, livrarias, salas de espera, na escola de seu filho ou na casa de amigos, não importa. Folheie, leia as histórias, observe as ilustrações e o estilo do autor. Quanto maior for seu repertório, mais elementos você terá para, nos momentos oportunos, escolher bons livros para seu filho.

2. Vá além da indicação de idade
Aqui em CRESCER você sabe que indicamos a faixa etária que pode se interessar pelo livro com o termo “a partir de”. Por isso, encare as indicações – tanto nossas como das editoras, por exemplo – com uma direção apenas. Nunca, nunca é cedo demais. Para bebês, livros de plástico e pano são a resposta certa. Até 1 ano a 2, eles vão adorar, por exemplo, os que têm alguma textura. Conforme crescem, as crianças se interessam pelos tipos cartonados, além dos que utilizam pop-ups e dobraduras. Para crianças um pouco maiores, em geral, as ilustrações também são sempre muito relevantes. Em relação às histórias, é bom prestar atenção na complexidade, tamanho do texto e vocabulário, e leve em consideração se é você ou ele quem está lendo. Para os em fase de alfabetização, os livros em letra bastão (ou letra de forma) são um estímulo e tanto à leitura. Uma criança pode gostar de um livro dirigido a crianças mais novas, ou já se interessar por algo para as mais velhas.

3. Conheça seu leitor
Seu filho já se encantou com os livros de um determinado autor, personagem, estilo ou coleção? Ele gosta de poesia ou o que mais chama a atenção são as imagens? Prefere personagens aventureiros ou mais introspectivos? Está atualmente fascinado por bruxas ou gosta de animais? Use sua sensibilidade para ler as dicas que seu próprio filho dá sobre as preferências literárias.

4. Resgate suas preferências de infância
Você se encantou com Flicts? Robinson Crusoé? Marcelo, Marmelo, Martelo? Busque na memória suas preferências literárias de infância, conte para seus filhos suas experiências com esses livros e ofereça a eles a oportunidade de experimentar essas obras (e trocar experiências com você).

5. Faça da literatura infantil um assunto
Com parentes, outros pais, com a professora da escola, com uma bibliotecária ou com o vendedor de sua livraria infantil preferida, converse sobre os livros infantis, os títulos atraentes aos olhos das crianças, os mais bem aceitos, lançamentos, etc. No boca a boca, você consegue preciosas dicas.

6. Ofereça diversidade
Contos clássicos e modernos, poesias, livros de imagens e quadrinhos: é importante a criança ter acesso à diversidade, poder explorar diferentes gêneros, estilos e linguagens. Se forem os clássicos, prefira as versões que não ocultem passagens importantes e personagens “sombrios”.

7. Test-drive literário
Uma grande vantagem dos livros infantis é a possibilidade de examiná-los na íntegra antes de comprá-los. Ao escolher um livro para seu filho, opte por obras que o encante não apenas como mãe ou pai, mas como leitor (mesmo porque, se a criança gostar muito do livro, pedirá para você ler para ela várias vezes).

8. Leia sobre a literatura infantil
Em revistas, jornais, blogs e sites que tratem de literatura infantil, procure se informar sobre sugestões de especialistas, bons lançamentos e livros premiados. Podem ser boas referências para futuras investigações em livrarias…

9. Use e abuse das bibliotecas
Não apenas as livrarias, mas também as bibliotecas são ótimos mediadores entre a criança e os livros. Elas possibilitam uma experimentação bastante ampla e diversificada, sem custos. São ótimas oportunidades para se conhecer novos autores e gêneros literários.

10. Permita que a criança faça suas escolhas
Por mais que a criança queira um livro que você não julgue excepcional, permita que, na biblioteca ou na livraria, ela também tenha a oportunidade de decidir qual levar. Em crianças mais velhas, especialmente, pode acontecer de elas só quererem ler o que escolhem (além dos indicados pela escola, claro). Indique alguns títulos, mas não faça imposição em relação às leituras.

Veja 15 dicas para incentivar leitura entre crianças

0
Creative Commons - CC BY 3.0 - Leitura deve ser incentivada em casa  Pratham Books

Creative Commons – CC BY 3.0 – Leitura deve ser incentivada em casa
Pratham Books

Publicado no EBC

O início do ano letivo é o momento ideal para planejar novos hábitos entre os estudantes. Uma boa ideia para os pais é desenvolver atividades nas próprias famílias para promover a leitura entre as crianças. Isso porque ela estimula a criatividade e a imaginação; favorece novas aprendizagens; e contribui para que a criança amplie o seu vocabulário, adquira cultura, melhore a escrita, e desenvolva a capacidade crítica. Além disso, a leitura melhora o desempenho da criança na escola, por ser fundamental em todas as disciplinas. Se uma criança não souber ler e interpretar um problema matemático, por exemplo, com certeza, enfrentará dificuldades.

“Do ponto de vista do desenvolvimento, a criança deve se alfabetizar até no máximo oito anos de idade. Esse é o momento ideal. Se não estiver alfabetizada até esse momento, ela, muito provavelmente, começará a enfrentar dificuldades na escola”, afirma a especialista do Observatório Educacional da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ana Luiza Amaral.

REALIDADE BRASILEIRA – Dados de 2012 do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), coordenado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), revelam que 49% dos estudantes brasileiros na faixa dos 15 anos apresentam baixo desempenho em leitura. Nesse mesmo sentido, estudo realizado pelo Movimento Todos pela Educação evidenciou que apenas 44,5% das crianças que concluíram o 3º ano do ensino fundamental apresentam uma aprendizagem adequada em leitura (Prova ABC, 2012). Na opinião de Ana Luiza Amaral, “o alcance da meta 5 assumida pelo Governo Brasileiro, no Plano Nacional de Educação (PNE), de garantir, nos próximos 10 anos, a alfabetização de todas as crianças, no máximo, até o final do 3º ano do ensino fundamental, é muito importante para reverter esse quadro”.

A leitura precisa se tornar um hábito e, para isso, é preciso que ela faça parte da rotina da família. Para ajudar pais, Ana Luiza Amaral, que é doutora em Educação pela Universidade de Brasília (UnB), sugere algumas estratégias que podem ser adotadas antes, durante e depois da alfabetização. Confira abaixo:

Antes da alfabetização

1. É fundamental possibilitar à criança entrar em contato com os livros desde cedo. A criança pequena precisa brincar, manusear, tocar o livro. Hoje, as editoras oferecem uma infinidade de livros diferenciados com material apropriado para essa idade, como livros de plástico, com texturas diferentes, maleáveis e coloridos. É importante que os pais levem as crianças a bibliotecas, feiras de livros, bancas de jornais, espaços onde a criança possa ter contato com os livros.
2. Perceber o interesse dos adultos em relação à leitura favorece o interesse da criança. Se os pais gostam de ler e têm esse hábito, o comportamento influencia a criança e contribui para que ela também desenvolva o gosto pela leitura.
3. É essencial ler para as crianças. O interesse pela leitura começa nesse vínculo, nessa troca. A criança entra no universo das histórias, se envolve, se encanta e começa a desenvolver o desejo de se apropriar da leitura, de se tornar um leitor.
4. Além de ler, é muito importante conversar com a criança sobre a história. Perguntar sobre o que ela entendeu, sobre qual personagem gostaria de ser, se ela daria um final diferente. Ler é muito mais do que decodificar, dar um som para letras, ler é construir sentido, é encontrar significado. Ao conversar sobre o que leu, a criança pensa, reflete, e desenvolve a sua capacidade de compreensão.
5. Os livros devem ser organizados em um local de fácil acesso para as crianças, como em baús ou estantes baixas, que possibilitem a sua busca, quando elas quiserem. Os livros devem ficar como “doces”, disponíveis para serem saboreados a qualquer momento.

Durante a alfabetização

1. Incentivar a leitura em conjunto: a criança lê uma parte e os pais, outra, até que ela tenha fluência para ler um livro inteiro sozinha.
2. No início do aprendizado da leitura, oferecer livros com muitas imagens e pouca escrita e, aos poucos, ir aumentando a quantidade de escrita conforme o desenvolvimento da criança. Quando a criança tem um desafio para além do que está preparada, pode ficar desestimulada. É importante oferecer livros de acordo com a faixa etária da criança e com seu nível de leitura.
3. Incentivar a criança a ler nos jornais temas do seu interesse. Existem cadernos especiais para as crianças.
4. Estimular a leitura para além dos livros, jornais e revistas. Chamar a atenção da criança para placas, outdoors, para tudo que está a sua volta. Mostrar a importância da leitura para a compreensão do mundo.
5. Promover atividades que envolvam a leitura. Por exemplo, a culinária. Incentivar a criança a ler a receita e fazer junto com ela algo que goste muito como brigadeiro ou bolo. É importante que a leitura seja algo prazeroso e não uma obrigação.

Depois da alfabetização

1. Mesmo depois de a criança aprender a ler, os pais devem continuar lendo para ela, pois a troca afetiva que se estabelece no contato com os livros favorece o envolvimento com a leitura.
2. É interessante estimular a criança a inventar histórias e criar os próprios livros.
3. Incentivar a troca de livros entre amiguinhos, primos, vizinhos da criança para favorecer o contato com uma diversidade maior de títulos.
4. Familiarizar a criança com diferentes gêneros literários.
5. Dosar o tempo de leitura para não sobrecarregar a criança e deixar sempre um gostinho de quero mais.

MEC institui o programa Idioma sem Fronteiras para alunos e professores

0

Objetivo é capacitar estudantes e professores em diferentes idiomas.
Portaria prevê incentivo a formações presencial e virtual.

1

Imagem: Google

Publicado por G1

O Ministério da Educação instituiu o programa Idioma sem Fronteiras com objetivo de formar e capacitar em idiomas estudantes, professores e corpo técnico-administrativo das instituições de educação superior públicas e privadas e de professores de idiomas da rede pública da educação básica. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (17).

O programa também prevê a formação e a capacitação de estrangeiros em língua portuguesa. A seleção será feita por meio de editais específicos. Haverá, segundo a portaria, incentivo a formações presencial e virtual em diferentes idiomas.

O Idioma sem Fronteiras contará com um núcleo gestor composto por integrantes designados pelo MEC à medida que os idiomas forem incluídos ao programa.

Para a execução do programa poderão ser firmados convênios, acordos de cooperação, ajustes com órgãos e entidades governo, do mesmo modo que poderão ser utilizadas parcerias já firmadas no âmbito do Programa Ciência sem Fronteiras e de outras políticas públicas de internacionalização.

Para incentivar leitura, ação ‘espalha’ livros por locais inusitados de Manaus

1

Iniciativa teve início neste sábado (30) em shopping na Zona Centro-Sul.
Obras são deixadas com marca página do projeto ‘Leve este livro para você’.

livromarina

Jamile Alves, no G1

“Leve este livro para você”. Esta é a mensagem deixada dentro de obras espalhadas por diversos pontos da capital amazonense a partir deste sábado (30). Realizado por 15 jovens da Comunidade Global Shapers Manaus, o projeto consiste em deixar livros em locais diferentes, como em bancos de praça, restaurantes e ônibus, por exemplo, com um objetivo simples, mas de grande impacto: incentivar o hábito da leitura diária nos manauenses.

O projeto foi posto em prática pela primeira vez na tarde deste sábado (30), em um shopping da Zona Centro-Sul da cidade. Ao mesmo tempo em que passeava pelo centro de compras, o grupo deixou livros espalhados por diferentes locais. Quem visitar o banheiro, lojas ou decidir descansar em um banco, por exemplo, poderá ‘ganhar’ um livro. Ao todo, 30 obras da literatura nacional e estrangeira foram colocadas a disposição, de forma gratuita, para quem os quisesse ler.

O curador do Global Shapers Manaus, iniciativa do Fórum Econômico Mundial, Glauber Gomes, de 27 anos, explica o propósito da ação. “Nós queremos transformar a cidade, tornando os manauenses um pouco mais fãs de livros. Tudo começa pelo compartilhamento. Uma pessoa deixa um livro em qualquer lugar com um ‘marca páginas’ explicando o projeto, como se fosse uma dedicatória. A ideia é que essa pessoa também use o marca páginas para doar outro livro seu, se tornando um grande movimento”, contou.

espal

O marca página deixado dentro das obras convida o leitor a prosseguir com a corrente. “Este livro foi muito importante para alguém, que decidiu compartilhar com você, deixando-o aqui. Leve-o para casa, leia e assim que acabar, compartilhe-o também!”, diz trecho da dedicatória. No verso, cada ‘dono’ do livro anota seu nome e a data em que deixou a obra em um lugar público.

Os idealizadores pensam agora em “viralizar” a brincadeira. “O bacana é encontrar lugares divertidos de compartilhar, como dentro de um táxi. Vai da criatividade de cada um”, acrescentou Glauber. Para espalhar a ideia, o grupo sugere que os “presenteados” tirem fotos das obras deixadas em um local e as publiquem nas redes sociais com a hashtag “#leveestelivro”. Quem quiser fazer parte do projeto poderá imprimir o marca páginas oficial da iniciativa disponível no Facebook do grupo.

grupo

ONG incentiva leitura por meio de livros virtuais

0

Além de ajudar as crianças a descobrir um mundo novo, o projeto Viajando com as Palavras auxilia na interpretação de texto e enriquecimento do vocabulário.

Daniel Queiroz/ND

Daniel Queiroz/ND

Alessandra Oliveira,  no Notícias do Dia

Jamile Castro tem oito anos. Até maio, ela nunca havia acessado a internet. Sua família já teve computador em casa, mas o equipamento era usado somente para joguinhos. Foi um projeto de inclusão social e digital, voltado à leitura de livros virtuais, que permitiu à moradora do bairro Capoeiras, em Florianópolis, o contato com a rede mundial de computadores.

Além de ajudar as crianças a descobrir um mundo novo, o projeto Viajando com as Palavras, da ONG CDI (Comitê para Democratização da Informática de Santa Catarina) auxilia na interpretação de texto e enriquecimento do vocabulário. Antes de começar a fazer as próprias pesquisas literárias, Jamile e outras 24 crianças que frequentam no contraturno escolar a ONG Dom Orione, em Capoeiras, estudaram o guia de segurança na navegação. “As pessoas mentem na internet”, comentou Jamile, ao ressaltar os riscos de dizer onde mora para pessoas desconhecidas na internet.

O projeto que no Dom Orione foi nomeado pelas crianças de “Aprendendo mais com as palavras”, fez de Jamile uma amante do folclore brasileiro. Tanto que ela fez downloads das histórias do curupira, boitatá, iara e boto. “Sei ler desde os meus cinco anos. Mas vejo que é bem diferente ler no computador. Parece que o mundo ali é maior”, disse a caçula de dez irmãos. As 14 máquinas do laboratório foram doadas pela CDI. O projeto tem duração de 30 horas. Começou em maio e seguirá até novembro, sempre com um encontro semanal de duas horas. Parece pouco, mas apenas um mês de ensinamentos foi necessário para que Edilei Maiander, 9, descobrisse atalhos e repassasse conhecimento aos demais colegas. “Se o texto acaba, é só apertar a flechinha do teclado que ele continua”, mostra ao amigo, que faltou ao ao ultimo encontro da turma.

Interesse surpreendeu professores

A evolução da turma é sentida pela professora Cândida da Silva. Ela lembra que além das literaturas recomendadas inicialmente pelo projeto , os estudantes descobriram outros títulos pertinentes. “Subestimamos a vontade deles. Pensávamos que leriam menos livros. Eles nos surpreenderam com um grande interesse pela cultura da leitura”, disse a educadora, sem esconder a satisfação.

Cândida ressalta ainda que as crianças, com idade entre 9 e 11 anos, aprenderam a diferença entre barra de endereço e barra de pesquisa. “Eles só conheciam jogos no computador. Agora, encontraram outras fontes de busca e de leitura, como as contadoras de histórias digital”, comemorou. Na última etapa do projeto os alunos escreverão e ilustrarão uma poesia no computador.

O projeto de inclusão digital do CDI (Comitê para Democratização da Informática de Santa Catarina) também atende 71 crianças, com entre 9 e 14 anos da Cevahumos (Centro Valorização Humana Moral e Social), no bairro Abraão. A professora Ana Cristina Kruscinski lembra que a leitura virtual atraiu mais a atenção dos estudantes. “Temos uma biblioteca, mas ela perde na competição com a ferramenta virtual.

As crianças se encantam com a oportunidade de baixar os livros que desejam ler. É como se elas mesmas criassem um acervo pessoal”, conta a professora ao salientar que os gibis e HQs também cativam a garotada. ONG (Organização Não Governamental) carioca que está em dez países, o CDI foi criado em 2001.

Go to Top