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Posts tagged Índia

Leitura: em ranking de 30 países, Brasil ocupa 27ª posição

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Brasil: 27ª posição posição no ranking de leitura.

Brasil: 27ª posição posição no ranking de leitura.

Pesquisa de “hábitos de mídia” mostra que brasileiro gosta mesmo é de televisão, rádio e internet – nesta ordem!

Cícero Nogueira, no Blasting News

Em maio deste ano, o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) surpreendeu ao admitir que os livros de colorir estavam salvando o mercado editorial brasileiro – até então, haviam movimentado R$ 25,18 milhões.

Agora, uma possível explicação para isso chegou de Londres: de acordo com o NOP World Culture Score Index, um estudo realizado pela agência NOP World para medir “hábitos de mídia” em 30 países, o Brasil se classificou na 27ª posição no ranking de leitura, à frente apenas de Tawian, Japão e Coréia.

A pesquisa mostrou que o brasileiro dedica, em média, apenas 5 horas e doze minutos por semana para a leitura de livros.

Ao que parece, a preferência nacional é mesmo ver televisão (18 horas e quinze minutos) – neste quesito nos classificamos na oitava posição – e ouvir rádio (17 horas semanais).

Também surpreende o apetite do brasileiro para a internet: por aqui se gasta em média 10 horas e trinta minutos semanais navegando com fins não profissionais, o que nos coloca na nona posição do ranking.

Venezuelanos e argentinos são os melhores classificados na América do Sul

Entre os trinta países, destacam-se na América do Sul a Venezuela (14ª no ranking) e a Argentina (18ª), com 6 horas e vinte e quatro minutos e 5 horas e cinquenta minutos de leitura semanal, respectivamente.

Nas duas posições imediatas à frente do Brasil encontram-se o Reino Unido e o México. Os súditos da rainha Elizabeth II reservam semanalmente 5 horas e dezoito minutos para a literatura; os hispanohablantes mais desenvolvidos das Américas, 5 horas e trinta minutos.

E o troféu vai para… a Índia!

Tudo o que conhecemos da Índia pode se resumir ao folhetim de Glória Perez, ao premiado filme ‘Quem quer ser um milionário’ e às reportagens de Glória Maria no Globo Repórter? Arebaguandi! Acrescente na sua lista de conhecimentos o fato de os indianos serem os que mais dedicam horas semanais para a leitura de livros, de acordo a NOP World.

O tempo médio semanal de leitura na Índia é 1 hora e trinta minutos maior do que a segunda colocada do ranking, a Tailândia. Os indianos utilizam 10 horas e quarenta e dois minutos de seu tempo semanal para a leitura de livros; os tailandeses, 9 horas e vinte e quatro minutos.

E você? Dedica mais ou menos tempo que a média nacional para a leitura de livros?

Polícia detém mais de mil pessoas por escândalo da cola na Índia

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Publicado no UOL

A polícia deteve mais de mil pessoas no leste da Índia por envolvimento em um escândalo no qual familiares de estudantes escalaram o muro de um centro de exames para ajudar os alunos a colar, informou uma autoridade neste domingo (22).

Na semana passada, imagens de vídeo mostraram dezenas de adultos pendurando-se nas janelas de um prédio de quatro andares para passar papéis com cola a jovens estudantes no prédio do Estado de Bihar, onde mais de 1,4 milhão de adolescentes faziam seus exames de fim de curso.

Outra imagem, difundida por uma emissora de TV local, mostrou funcionários da escola e oficiais da polícia de pé, enquanto as pessoas passavam a cola para os estudantes que faziam a prova dentro de centros de exames.

O diretor-geral adjunto da polícia de Bihar, Gupteshwar Pandey, disse que mais de mil pessoas foram apanhadas e detidas, mas não foram denunciadas formalmente por nenhum crime.

No entanto, tiveram que pagar multas que variaram entre 2.000 rúpias (US$ 32) até dezenas de milhares de rúpias, dependendo de seu envolvimento na trapaça, para garantir sua soltura.

Pandey disse que pais e professores estavam entre os principais responsáveis “que foram encontrados passando ou facilitando a cola em exames escolares em todo o estado”.

“Mais de mil pessoas foram detidas, a metade delas era de pais e professores, enquanto a outra metade era de amigos e parentes”, contou Pandey à AFP.

“Cinquenta por cento foram soltos, mas eu acredito que provavelmente os outros ainda estejam na prisão”, acrescentou.

“Nós não os tratamos como criminosos profissionais. Foi por isso que os libertamos. Nosso propósito é fazer com que saibam que eles cometeram uma séria transgressão”, afirmou Pandey.

O oficial disse, ainda, que dois policiais foram presos e que outros dez foram desligados da tropa por ligações com o escândalo.

As imagens se tornaram virais no Twitter e dominaram as manchetes em todo o país na semana passada, forçando o ministro chefe de Bihar, Nitish Kumar, e seu governo a agir.

Esta não foi a primeira vez que estudantes são flagrados colando em Bihar. Em 2014, mais de 1.600 estudantes foram desqualificados depois que vídeos similares vieram a público.

Indianos criam super-heroína dos quadrinhos que foi vítima de estupro

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Um novo livro de quadrinhos que tem como superheroína uma vítima de estupro foi lançado na Índia para chamar a atenção sobre o problema da violência sexual no país.

Cineasta criou heroína depois de ter contato com protestos contra a violência sexual na Índia

Cineasta criou heroína depois de ter contato com protestos contra a violência sexual na Índia

Geeta Pandey, na BBC

O Priya’s Shakti, inspirado por histórias motológicas hindus, conta a história de Priya, uma jovem que sobreviveu ao ataque de uma gangue de estupradores, e da deusa Parvati. As duas lutam juntas contra os crimes de gênero na Índia.

O cineasta indiano-americano Ram Devineni, um dos criadores da obra, disse à BBC que teve a ideia de fazer a história em quadrinhos em 2012, quando uma onda de protestos se espalhou pelo país após o estupro e o assassinato brutal de uma estudante de 23 anos em um ônibus de Nova Déli.

“Eu estava em Déli quando os protestos começaram e me envolvi em alguns deles. Eu conversei com um policial e ele disse uma coisa que me surpreendeu. Disse que garotas sérias não andam sozinhas à noite”, afirmou Devineni.

“A ideia começou desse jeito. Eu percebi que o estupro e a violência sexual na Índia eram culturais e que se sustentavam pelo patriarcalismo, pela misoginia e pela percepção popular”.

Projeto de livro em quadrinhos quer mudar mentalidade da população sobre violência sexual

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Heronína é expulsa de casa por familiares ao revelar que foi vítima de estupro

Heronína é expulsa de casa por familiares ao revelar que foi vítima de estupro

Na sociedade indiana, muitas vezes é a vítima do estupro – e não o agressor – que é tratada com ceticismo e acaba sendo submetida ao ridículo e à exclusão social.

“Eu conversei com sobreviventes de ataques de gangues de estupradores e elas disseram que foram desencorajadas por familiares e pela comunidade a procurar justiça. Elas também foram ameaçadas pelos estupradores e suas famílias. Nem a polícia as levou à sério”, disse Devineni.

Os quadrinhos refletem uma realidade dura: quando Priya conta a seus pais sobre o estupro, ela é culpada por ele e expulsa de casa.

Heroína indiana tem ajuda de deuses da mitologia hindu para superar trauma e vencer adversários

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A personagem representa uma mulher indiana genérica e suas aspirações. “Ela é como todos os rapazes e moças que querem viver seus próprios sonhos. Mas esses sonhos foram destruídos após o estupro”, disse Devineni.

No livro, com a ajuda de Shiva e Parvati – o casal de deuses mais poderoso na cultura hindu – Priya consegue transformar sua tragédia em uma oportunidade.

No final ela volta à cidade montada em um tigre e derrota seus adversários.

Devineni disse que escolheu usar elementos da mitologia poque o hinduísmo é a religião majoritária do país – 80% da população, ou 1,2 bilhão de pessoas, são hindus – e seus mitos e histórias estão enraizados em sua vida cultural.

Ele convenceu artistas de rua e criadores de pôsteres de filmes de Bollywood a pintar murais inspirados na história em quadrinhos na favela de Dharavi, em Mumbai, considerada a maior da Ásia.

As pinturas têm “recursos de realidade aumentada”, que permitem às pessoas ver figuras “saltarem” da parede quando são vistas por meio das câmeras de smartphones.

É possível baixar da internet cópias do livro em hindi e em inglês. O trabalho será exibido em uma feira de quadrinhos em Mumbai em dezembro.

“Nosso público alvo vai desde crianças entre 10 e 12 anos a jovens adultos. É uma idade crítica nas vidas deles e por isso estamos fazendo uma tentativa de conversar com eles.”

Ativistas tentam mudar mentalidade indiana de que a mulher é quem tem culpa pelo estupro

Ativistas tentam mudar mentalidade indiana de que a mulher é quem tem culpa pelo estupro

Na Índia, onde em média um estupro é comunicado a cada 21 minutos, o crime ocorrido em Déli no ano de 2012 foi um divisor de águas. A brutalidade dos seis agressores deflagrou uma série de protestos e forçou o governo a criar leis antiestupro, prevendo inclusive a pena de morte para violência sexual muito grave.

Mas analistas dizem que as leis mais duras resolvem apenas parte do problema. Ele seria resolvido apenas com a criação de consciência e mudança de atitudes sociais.

Davineni diz que esse é o objetivo do livro.

Urvashi Butalia, líder da editora feminista Zubaan Books, diz que o sucesso ou fracasso dependerá “muito da história” e de “quantas pessoas ela atinge”. Segundo ela, tudo que gera algum diálogo ajuda.

Versão em inglês de livro em quadrinhos poderá ser baixado pela internet

Versão em inglês de livro em quadrinhos poderá ser baixado pela internet

“Muitas das mudanças do mundo começaram como ideias. E essa é uma ideia interessante – não há muitas super heroínas”, disse ela.

Jasmeen Patheja é fundadora do Projeto Blank Noise, que realiza uma campanha chamada “eu nunca pedi por isso” referindo-se a agressões sexuais.

O projeto cria instalações urbanas e galerias de imagens na internet com as roupas que as vítimas estavam usando quando foram abusadas em uma campanha para “rejeitar a culpa”.

A maior mudança, segundo ela, será quando “as pessoas entenderem que não há desculpa que justifique a violência sexual, como as roupas que as vítimas estavam usando, a hora ou o lugar em que estavam”.

“Romances, quadrinhos, livros de histórias, filmes – todos têm grande potencial para ajudar”, disse Patheja.

Atriz Freida Pinto faz campanha pela educação de meninas na Índia

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Musa fez ‘Quem quer ser um milionário’, Oscar de melhor filme em 2009.
Campanha quer reduzir evasão feminina de adolescentes indianas.

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Publicado no G1

freida

A atriz Freida Pinto, que fez sua estréia no cinema com o filme vencedor do Oscar “Slumdog Millionaire”, promove uma campanha de promoção da educação para meninas na Índia chamada Girl Rising, que inclui um documentário com a participação dela e de outras atrizes de Bollywood, entre elas a cantora e ex-miss Mundo Priyanka Chopra. O objetivo da campanha é aumentar a taxa de conclusão do ensino secundário para meninas e reduzir a discriminação de gênero na Índia.

“Chegou o momento em que, em vez de questionar por que devemos educar as meninas, a gente deveria estar se perguntando por que não? Quando sabemos que educar menina pode mudar o mundo, por que esperar? Vamos mudar isso “, disse Freida.

Além do aspecto social, os organizadores da campanha destacam a importância econômica em se promover a educação das meninas na Índia. “Educar as meninas não é apenas essencial para a prosperidade e estabilidade da Índia, mas também representa uma oportunidade econômica sem precedentes”, afirma Holly Gordon, diretora da ONG Girl Rising.

“As mulheres são o maior mercado emergente que eu já vi. Elas influenciam 65% do mundo gastos do consumidor e anual, agora estima-se que existam 270 milhões de mulheres e meninas menores de 25 anos na Índia”!, diz Gordon. “Além disso, por não educar as meninas da mesma forma, estima-se que a Índia perde-se o potencial de crescimento econômico de US$ 33 bilhões por ano.”

A Índia é também um dos piores lugares no mundo com relação ao trabalho infantil. Mas também é de lá Kailash Satyarthi, que este ano ganhou o prêmio Nobel da Paz, justamente porque luta contra isso e já salvou 80 mil crianças do trabalho forçado.

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McDonald’s da Índia substitui brinquedos por livros de ciência no McLanche Feliz

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 McDonald’s da Índia substitui brinquedos por livros de ciência no McLanche Feliz

Marcus Vinicius Brasil, na Info Online
A rede de fast-food McDonald’s está realizando uma nova experiência com seus tradicionais brindes do McLanche Feliz — o combo direcionado às crianças. Em vez de entregar brinquedos, como costuma fazer, os restaurantes estão dando livros infantis, com temas científicos e educacionais.

O experimento começou em agosto, e vai durar dois meses.

Ao todo, são 16 livros com histórias sobre o corpo humano, espaço, história, animais e fatos científicos. As informações são do DNA India.

“Foco no consumidor é o centro de tudo o que fazemos”, diz o McDonald’s em comunicado. “Brinquedos foram por muito tempo parte da experiência do McLanche Feliz, e continuam sendo. Mas buscamos constantemente oportunidades para as famílias e crianças, com ofertas que agreguem valor e que sejam empolgantes, divertidas e educacionais também.”

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