Contando e Cantando (Volume 2)

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Outsider, novo livro de Stephen King chega as livrarias em junho

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Editora Suma vai lançar ainda Gweendy’s Button Box, inédito no país e uma nova edição de Celular

Fernando Rhenius, no Vavel

A editora Suma revelou por meio da suas redes sociais que, Outsider, novo livro de Stephen King com lançamento marcado para 22 de maio nos Estados Unidos, chega as livrarias em Junho.

O corpo de uma criança de 11 anos é encontrado no parque de Flint City, mutilado. A investigação aponta que Terry Maitland, conhecido treinador da liga infantil de beisebol, professor, pai de família, acima de qualquer suspeita.

Cabe ao detetive Ralph Anderson coordenar a prisão, que acabou se transformando em um evento público. Mesmo com um álibi convincente, amostras de DNA, não deixam dúvidas que Maitland é o culpado pelo brutal assassinato. As investigação botam em cheque a índole do treinador, que não parece ser tão sólida, como as pessoas acreditavam.

Com tradução de Regiane Winarski, Outsider é o segundo livro de Stephen King lançado pela editora Suma em 2018, A Incendiária foi o primeiro. Celular terá uma nova edição e Gweendy’s Buttom Box em parceria com o escritor Richard Chizmar, estes dois sem data de lançamento.

História de Aventura: Conto INÉDITO de Neil Gaiman é divulgado. Leia na íntegra!

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Luiz Antonio Ribeiro, no Notaterapia

O site Ilustríssima da Folha acaba de divulgar um conto inédito de Neil Gaiman. O conto, integrante da coletânea “Alerta de Risco”, será lançado pela editora Intrínseca no fim do mês. Em nota introdutória ao livro, o autor destaca que “História de Aventura” foi escrito para o programa de rádio “This American Life” e foi recusado, sendo depois publicado na revista literária “McSweeney’s Quarterly”.

Confira o conto na íntegra:

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Na minha família, “aventura” tende a ser usada para se referir a “qualquer pequeno desastre ao qual tenhamos sobrevivido” ou mesmo “qualquer quebra de rotina”. Exceto por minha mãe, que ainda emprega a expressão com o sentido de “o que ela fez hoje de manhã”. Entrar na parte errada do estacionamento de um supermercado e, enquanto procura o carro, iniciar uma conversa com alguém cuja irmã ela conheceu na década de 1970 seria, para minha mãe, uma aventura e tanto.

Ela está ficando velha. Não sai mais de casa com tanta frequência. Desde que papai morreu.

Na minha visita mais recente, fizemos uma limpa de alguns dos pertences dele. Mamãe me deu uma caixa de couro preto com abotoaduras desgastadas e me convidou para escolher como recordação qualquer um dos velhos suéteres e cardigãs de papai. Eu amava meu pai, mas não consigo me imaginar usando um de seus suéteres. Ele sempre foi muito maior que eu, a vida toda. Nada dele serviria em mim.

– O que é aquilo? – perguntei à minha mãe.

– Ah. É algo da época do exército, de quando seu pai voltou da Alemanha.

A figura tinha sido esculpida numa pedra vermelha do tamanho do meu polegar, cheia de pintas. Era uma pessoa, um herói ou talvez um deus, com uma expressão de dor no rosto entalhado grosseiramente.

– Não parece muito alemão – falei.

– Não é, querido. Acho que veio de”¦ Bem, hoje em dia é o Cazaquistão. Não sei ao certo qual era o nome naquela época.

– O que papai estava fazendo pelo exército no Cazaquistão?

Teria sido mais ou menos na década de 1950. Meu pai chefiava o clube dos oficiais na Alemanha durante o período em que serviu e, em nenhuma das histórias que ele contava no jantar sobre os tempos de exército no pós-guerra, jamais relatou nenhum feito digno de nota, nada além de pegar um caminhão emprestado sem permissão ou aceitar uma garrafa de uísque que talvez não tenha sido endereçada a ele.

– Oh! – exclamou, com a expressão de quem falou demais. – Nada, querido. Ele não gostava de tocar no assunto.

Coloquei a estatueta junto às abotoaduras e à pequena pilha de fotos em preto e branco, curvadas pelo tempo, que decidira levar para casa e digitalizar.

Dormi no quarto de hóspedes no final do corredor, na cama estreita.

Na manhã seguinte, fui até o cômodo que tinha sido o escritório do meu pai, para dar uma última olhada. Então, caminhei pelo corredor até a sala, onde mamãe já tinha posto o café da manhã.

– O que houve com aquela estatuazinha de pedra?

– Guardei, querido.

Os lábios dela estavam retesados.

– Por quê?

– Bem, seu pai sempre dizia que não deveria ter trazido aquilo.

– Por que não?

Ela despejou o chá com a mesma chaleira de porcelana que a vi usar por toda a minha vida.

– Havia gente à procura da pedra. No fim, a aeronave deles explodiu. No vale. Por causa daquelas coisas voadoras batendo contra as hélices.

– Coisas voadoras?

Ela pensou por um momento.

– Pterodátilos, querido. Foi o que seu pai contou. É claro, ele disse que as pessoas na aeronave mereceram tudo o que aconteceu a elas, depois do que fizeram aos astecas em 1942.

– Mãe, os astecas morreram séculos atrás. Muito antes de 1942.

– Ah, sim, querido. Os da América. Não os daquele vale. Esses outros, os que estavam na aeronave, bem, seu pai disse que não eram pessoas de verdade. Mas se pareciam com pessoas, embora viessem de um lugar com um nome bem engraçado. Como era mesmo? – Ela pensou um pouco. – É melhor beber seu chá, querido.

– Sim. Não. Espere aí. Como eram essas pessoas? E os pterodátilos estão extintos há cinquenta milhões de anos.

– Se você diz, querido. Seu pai nunca falava nisso. – Ela fez uma pausa. – Havia uma garota. Isso foi no mínimo cinco anos antes do seu pai e eu começarmos a namorar. Ele era muito bonito na época. Bem, sempre o achei bonitão. Ele a conheceu na Alemanha. Ela estava se escondendo de pessoas que procuravam a estatueta. Era a rainha ou princesa deles, ou xamã, ou coisa assim. Eles a sequestraram, e, como ele estava junto, o levaram também. Não eram alienígenas, na verdade. Pareciam mais aquela gente que vira lobo na televisão”¦

– Lobisomens?

– Imagino que sim, querido. – Ela parecia em dúvida. – A estátua era um oráculo, e quem a possuísse, mesmo que momentaneamente, era considerado o governante dessa gente. – Ela mexeu o chá. – O que seu pai disse mesmo? A entrada do vale era por uma pequena trilha a pé e, depois da garota alemã, bem, ela não era alemã, é claro, mas eles explodiram a trilha usando uma”¦ máquina de raios, para interromper o caminho para o outro mundo. Desse modo, seu pai teve que encontrar o caminho de casa sozinho. Teria se metido em muita encrenca, mas o homem que escapou com ele, Barry Anscome, era do setor de espionagem do exército e”¦

– Espere aí. Barry Anscome? Aquele que vinha passar o fim de semana aqui quando eu era criança? Sempre me dava uma moedinha de cinquenta pence. Fazia péssimos truques com moedas. Roncava. Tinha um bigode bobo.

– Sim, querido. Barry. Foi para a América do Sul quando se aposentou. Equador, acho. Foi assim que eles se conheceram. Quando seu pai estava no exército.

Meu pai dissera certa vez que mamãe nunca tinha gostado de Barry Anscome, que era muito chegado ao meu pai.

– E? – insisti para que continuasse.

Ela serviu outra xícara de chá.

– Faz tanto tempo, querido. Seu pai me falou sobre isso só uma vez. Mas não me contou a história assim que a gente se conheceu. Só quando já estávamos casados. Disse que eu precisava saber. Estávamos na lua de mel. Fomos a um pequeno vilarejo de pescadores espanhóis. Hoje em dia é uma grande cidade turística, mas, na época, ninguém conhecia o lugar. Como era o nome? Ah, sim. Torremolinos.

– Posso ver de novo? A estátua?

– Não, querido.

– Já a guardou?

– Joguei fora – disse minha mãe, fria. Então, como se quisesse me impedir de revirar o lixo, acrescentou: – Os lixeiros passaram de manhã.

Ela bebericou seu chá.Não falamos mais nada.

– Você nunca vai adivinhar quem eu encontrei na semana passada. Sua antiga professora, a sra. Brooks, lembra? Esbarrei com ela no supermercado. Saímos para tomar café na livraria porque eu queria conversar a respeito da possibilidade de entrar para a comissão organizadora da feira da cidade. Mas a livraria estava fechada. Em vez disso, fomos na casa de chá. Foi uma aventura e tanto.

NEIL GAIMAN, 55, escritor britânico, autor de livros e romances gráficos, como “Sandman”

AUGUSTO CALIL, 35, é jornalista e tradutor.

JULIA DEBASSE, 31, é artista plástica.

Fonte:
http://m.folha.uol.com.br/ilustrissima/2016/08/1801878-leia-historia-de-aventura-conto-inedito-de-neil-gaiman.shtml?cmpid=compfb

Brasil ganha pela primeira vez o ‘Nobel’ da matemática

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Publicado no Terra

 

 Ávila recebe o maior prêmio da matemática aos 35 anos Foto: Katrin Breithaupt / Wikimedia

Ávila recebe o maior prêmio da matemática aos 35 anos
Foto: Katrin Breithaupt / Wikimedia

O carioca Artur Ávila é o primeiro brasileiro a receber a medalha Fields, considerada o “Nobel” da matemática. Ávila, que era tido como um dos favoritos desde a edição anterior da premiação, levou neste ano a láurea concedida pela União Internacional de Matemática.

O carioca fez o mestrado logo após terminar o ensino médio. Aos 18 anos, começou o doutorado, aos 22, o pós-doutorado. Como o Ministério da Educação (MEC) exige a graduação para conceder os títulos de mestre e doutor, ele fez a graduação na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) ao mesmo tempo que o mestrado.

Em entrevista anterior ao Terra, Ávila diz não se considerar um gênio. O segredo, segundo ele, está em fazer o que se gosta. “Eu vou conhecendo tão bem os problemas, que me sinto muito motivado em resolver aquilo que não consigo entender, em quebrar essa barreira. Eu acho isso muito importante, estar motivado. Acho que é isso que faz a gente se dar bem no trabalho, a ter reconhecimento e até ganhar prêmios. Se você não se interessar realmente pelos objetos com os quais trabalha, não vai a lugar algum”, completa.

A medalha Fields é concedida a cada quatro anos a quatro matemáticos com contribuições reconhecidas à área. Como não existe um Nobel de matemática, o prêmio é considerado o mais importante para esse campo da ciência. A presidente Dilma Rousseff parabenizou o carioca através de seu perfil no Twitter:

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