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Contos e poemas inéditos de Truman Capote são descobertos

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Textos foram escritos durante os anos de 1935 e 1943, época em que o autor ainda estava no ensino médio

Publicado no Último Segundo

Truman CapoteSegundo informações do jornal alemão “Die Zeit” nesta segunda-feira (6), foram descobertos 30 contos e 12 poemas inéditos escritos pelo norte-americano Truman Capote.

Os textos foram escritos na época em que Capote ainda era adolescente, entre os anos de 1935 e 1943. Ainda de acordo com o jornal, quatro histórias curtas devem ser publicada na próxima quinta-feira (9) na revista “ZEITmagazine”.

Os textos foram encontrados por Peter Haag, diretor da editora alemã Kein & Aber, e pela editora da obra de Truman Capote, Anuschka Roshani.

Em 2015, os textos serão compilados em um livro, em inglês, que terá seu lançamento feito pelas editoras Random House e Kein & Aber.

John Updike muda de editora, que lançará volumes inéditos

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John_Upd

Maria Fernanda Rodrigues, em O Estado de S.Paulo

O escritor e crítico literário norte-americano John Updike (1932-2009) é o mais novo autor da Biblioteca Azul, selo da Globo Livros.

Nesta primeira fase de publicação, serão editados nove livros, a começar, em 2014, pela tetralogia Rabbit, que faz um retrato da vida norte-americana nas últimas décadas e deu fama, e prêmios, ao seu autor.

O primeiro volume, Coelho Corre, foi lançado em 1960. Depois, vieram Coelho em Crise (1971), Coelho Cresce (1981) e Coelho Cai (1990). Esses foram os títulos escolhidos pela Companhia das Letras, que editava, até a Globo entrar na jogada, a obra de Updike.

O pacote de livros da Biblioteca Azul inclui, ainda, dois volumes – nunca editados no Brasil – com todos os contos do autor, Couples, Marry Me e Seek My Face. As demais obras já lançadas no País irão, aos poucos, para sua nova editora.

Livro reúne 81 textos inéditos de Graciliano Ramos

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O escritor Graciliano Ramos, em foto de 1972, e a capa do livro “Garrancho –
Achados inéditos de Graciliano Ramos”
(Foto: Acervo Editora Globo e divulgação/Editora Record)


Publicado originalmente na Revista Época

Pesquisar textos desconhecidos de autores consagrados em revistas antigas e arquivos virou uma atividade reconhecida – e em plena moda. As efemérides dão a deixa para buscar novidades. Neste anos, saíram inéditos de contos e diários de Lúcio Cardoso e crônicas de Nelson Rodrigues, autores cujos centenários foram comemorados recentemente. Os 120 anos do escritor alagoano Graciliano Ramos (1892-1953), bem como os 60 anos de sua morte ano que vem, servem como ocasião para lançamento do livro Garrancho – Achados inéditos de Graciliano Ramos (editora Record, 378 páginas, R$ 49,90). O volume é o resultado de uma longa pesquisa de Thiago Mio Salla, doutorando em Letras pela Universidade de São Paulo.

Salla reuniu 81 textos de todas as fases da carreira de Ramos, desde os três primeiros artigos no jornal Parayba do Sul, em 1915, um conto juvenil do mesmo ano, “O ladrão”, até panfletos e ensaios no fim da carreira, depois de sua entrada no Partido Comunista Brasileiro. Isso passando pela coluna Garranchos nos ano 1920, que ele assinou no jornal Palmeiras dos Índios, que editava em sua cidade natal, o período de militância jornalística em Maceió nos anos 1930 e os textos escritos durante sua prisão em Ilha Grande.

Segundo Salla, o volume, apesar de heterogênero, ajuda a conhecer melhor Graciliano, em cada fase de sua vida. “Cada uma, a seu modo, permite iluminar facetas pouco conhecidas ou, até então, obscuras do autor de Vidas secas, fornecendo mais subsídios para a fundamentação, pelo leitor, de certos elementos concernentes a sua poética, além de ampliar as possibilidades de leitura e compreensão do papel desempenhado tanto pelo homem quanto pelo artista Graciliano Ramos”, afirma Salla.

Graciliano foi um dos maiores estilistas do português brasileiro moderno. Seu estilo conciso, tão presente em sua ficção, se faz presente nos textos de ocasião. Mesmo nos textos de formação, como o conto “O ladrão” é claro e cheio de ação, o verbo suplantando os adjetivos, como demonstra esta passagem: “O homem chegou sorrateiramente à esquina, olhou desconfiado os arredores e entrou na única loja que por ali havia aberto àquela hora da noite”. A descoberta de Garranchos é um momento histórico na literatura brasileira.

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