Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Inep

Brasil cumpre apenas 2 de 6 metas mundiais para a educação, diz Unesco

0

4097126_x360

Só um terço dos países atingiram objetivos para período 2000 a 2015.
Inep contesta números e diz que país avançou no acesso à educação.

Paulo Guilherme, no G1

Um relatório divulgado nesta quarta-feira (8) pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), mostra que somente um terço dos países alcançou todas as seis metas de educação estabelecidas há 15 anos para o período de 2000 a 2015. Segundo o relatório, o Brasil chegou a duas dessas metas: universalizar o acesso à educação primária (1ª ao 5 ano do ensino fundamental) e atingiu a meta da igualdade de gênero, levando meninos e meninas às aulas em grande proporção.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), autarquia do Ministério da Educação, constesta os números e vê grandes avanços no acesso à educação na pré-escola, no ensino profissionalizante e no combate ao analfabetismo.

As metas foram estabelecidas na Cúpula Mundial de Educação, em Dakar, no Senegal, com 164 países, ocorridas em 2000. O objetivo global era que todos os países pudessem chegar a 2015 tendo cumprido as seis metas abaixo:

META 1 – PRIMEIRA INFÂNCIA
Expandir a educação e os cuidados na primeira infância, especialmente para as crianças mais vulneráveis. Entre os países, 47% alcançaram o objetivo e outros 80% quase conseguiram. Segundo a Unesco, o Brasil não atingiu a meta. O Inep contesta.

META 2 – EDUCAÇÃO PRIMÁRIA
Alcançar a educação primária universal, particularmente para meninas, minorias étnicas e crianças marginalizadas. Objetivo foi alcançado por 42% dos países. O Brasil cumpriu.

META 3 – JOVENS E ADULTOS
Garantir acesso igualitário de jovens e adultos à aprendizagem e a habilidades para a vida. Unesco diz que 46% dos países atingiram. O Brasil não.

META 4 – ANALFABETISMO
Alcançar uma redução de 50% nos níveis de analfabetismo de adultos até 2015. Apenas 25% dos países atingiram. O Brasil não atingiu, segundo a Unesco.

META 5 – MENINOS E MENINAS
Alcançar a paridade e a igualdade de gênero. Unesco diz que 69% dos países atingiram meta na educação primária e 48% no ensino médio. O Brasil atingiu.

META 6 – EDUCAÇÃO DE QUALIDADE
Melhorar a qualidade de educação e garantir resultados mensuráveis de aprendizagem para todos. De acordo com o relatório, faltam 4 milhões de professores no mundo. Brasil não atingiu esta meta.

Apenas 57 países alcançaram os seis objetivos. O Brasil alcançou as metas 2 e 5. “O Brasil faz esforço grande para expandir o ensino público de educação infantil mas ainda precisa avançar mais para cumprir essa meta”, diz a coordenadora de Educação da Unesco no Brasil, Rebeca Otero, em relação à meta 1.

Unesco diz que Brasil atingiu objetivos no acesso de alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental (Foto: TV Globo/Reprodução)

Unesco diz que Brasil atingiu objetivos no acesso de alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental (Foto: TV Globo/Reprodução)

Inep contesta números

Chico Soares, presidente do Inep, contesta. “Em 2002 tínhamos 3 mil creches públicas. Hoje temos 35 mil. Nos comprometemos a expandir e melhorar. Implantamos políticas públicas e trouxemos a educação para o centro dessas políticas. De onde a Unesco tirou que não cumprimos a meta?”, questiona.

Sobre o acesso de jovens e adultos ao ensino (meta 3), a Unesco vê progressos nos programas de educação tecnológica, como o Pronatec, mas precisa ainda melhorar o índice de jovens matriculados no ensino médio. O Inep diz que o país dobrou o número de matrículas em cursos profissionalizantes de 2 milhões para 4 milhões.

A organização também vê o Brasil com um grande número de analfabetos e analfabetos funcionais (meta 4). “Avançamos em várias faixas etárias, somente para as pessoas acima de 60 anos a redução do analfabetismo foi mais discreta. O importante é que fechamos a porteira. Na faixa de 15 a 19 anos, apenas 1% dos jovens são analfabetos”, diz Soares.

Sobre a meta 6, a Unesco vê uma a necessidade de uma maior valorização do professor no Brasil. O Inep diz que apresenta à sociedade de maneira transparente os resultados das políticas de educação por meio do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). “Caminhamos muito nos anos iniciais. Caminhamos menos no ensino médio. Temos coisas para fazer, tanto que fizemos o Plano Nacional da Educação.”

Crianças fora da escola

Crianças do Paquistão têm aula em Islamabad (Foto: B.K. Bangash/AP)

Crianças do Paquistão têm aula em Islamabad (Foto: B.K. Bangash/AP)

A educação no mundo ainda não é tratada da maneira como deveria, segundo a Unesco. A organização afirma que apesar de neste período 34 milhões de crianças terem tido acesso à educação, ainda há 58 milhões de crianças fora da escola no mundo e cerca de 100 milhões de crianças que não completarão a educação primária.

A desigualdade na educação aumentou, com os mais pobres e desfavorecidos carregando o maior fardo. As crianças mais pobres do mundo têm chances quatro vezes maiores de não frequentar a escola quando comparadas às crianças mais ricas do mundo, e cinco vezes maiores de não completar a educação primária.

Uma nova reunião mundial será realizada em maio na Coreia do Sul para traçar objetivos para o período de 2015 a 2030.

Enem: MEC publica exemplo de redação nota 1.000 com erro de português

0
Trecho de redação com nota máxima no Enem 2012 tem erro de português

Trecho de redação com nota máxima no Enem 2012 tem erro de português

Publicado por UOL

O MEC (Ministério da Educação) divulgou nesta quinta-feira (5) o Guia do Participante – A Redação no Enem 2013. Entre os cinco exemplos de redações nota 1.000 (pontuação máxima), aparece um texto com falta de acento na palavra “espanhóis” – o candidato escreveu a mesma palavra três vezes, duas certas e a última errada.

Segundo o material, “o texto demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal e não apresenta problemas linguísticos, a não ser a falta de acento em ‘espanhóis’, sem reincidência em inadequações de grafia”.

Em outra redação, o candidato errou a concordância do verbo “atrair”: “Nos últimos anos, a mudança na economia e o novo espaço que o Brasil tem conquistado no cenário internacional atraiu trabalhadores e turistas (…)”. O correto seria usar o verbo no plural.

No material, o MEC diz que o texto “revela excelente domínio da modalidade escrita formal e do tipo dissertativo-argumentativo e não apresenta problemas linguísticos, a não ser um problema de concordância em ‘atraiu’, sem reincidência em inadequações linguísticas”.

Em coletiva de imprensa realizada para a apresentação do guia, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou que esse foi um erro excepcional e que o texto tem todas as características de uma boa redação, merecendo a nota. O ministro também acrescentou que a correção das redações do Enem 2013 será mais rigorosa.

Já o presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), Luiz Claudio Costa, disse que o guia tem fins pedagógicos: “O candidato vai ficar de olho nisso para não errar”.

Uma dúvida que muitos estudantes ainda apresentam sobre a redação é se ela precisa de um título ou não. De acordo com Mercadante, colocar título na redação do Enem não é obrigatório.

Mudanças na correção

Após redações apresentarem trechos com receita de macarrão e hino de time de futebol, o Enem passará por mudanças na correção dos textos a partir desse ano. Escrever frases completamente desconexas com o resto da dissertação agora dará nota zero ao estudante.

A prova também vai ter correções mais rigorosas em relação a ortografia. De acordo com o ministro Aloizio Mercadante, erros ortográficos serão aceitos como excepcionais e sem reincidência.

Outro fator que mudou foi em relação a discrepância para as redações terem uma terceira avaliação. Até o Enem 2012, era preciso ter diferença de 200 pontos entre as notas dos avaliadores. Neste ano, a diferença para uma prova ter terceira avaliação será de apenas 100 pontos.

Mercadante anunciou hoje que as redações da edição 2013 do exame serão corrigidas por 9.500 corretores. Em 2012, aproximadamente 5.600 corretores trabalharam na redação do Enem.

Grávidas
O ministro Aloizio Mercadante afirmou ainda que 517 candidatas grávidas podem “parir” nos dias de aplicação do Enem 2013. Segundo o ministro, 6,7 mil inscritas informaram estar grávidas. Destas, 3,1 mil tem previsão de dar à luz em outubro, sendo 517 no período das provas.

Mercadante disse que o MEC fez contato com todas as candidatas grávidas e lembrou o caso da estudante Pâmela de Oliveira Lescano, 17, que entrou em trabalho de parto antes do início da prova do Enem 2012. Na época, o ministro ligou para a estudante e autorizou que ela fizesse a prova em outra data.

O monitoramento é feito pelo MEC para poder auxiliar as estudantes, caso algum caso semelhante com o do ano passado aconteça.

Os imortais

0

Luiz Roberto Liza Curi, na Folha de S.Paulo

Uma estranha narrativa do argentino Jorge Luis Borges descreve um povo que conquistou a imortalidade. Tal condição resultou em tanta despretensão que a maioria das pessoas passou a evitar os movimentos mais simples, criando raízes.

O atual processo de avaliação da educação superior nos remete, também, a um tipo de esforço coletivo. Fornecendo notas e conceitos determinantes ao regular funcionamento das instituições e cursos, as ações orientadas pelo Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) se constituem em exemplo presente bem-sucedido de política pública brasileira. Auxilia-nos a refletir sobre o futuro.

Com acentuada incidência histórica na nota mínima necessária ao requisito legal de funcionamento, cursos e instituições acabam por se consolidar tendo como meta as exigências avaliativas e regulatórias.

Dados do Inep revelam que, em 2011, mais de 50% de novas instituições foram credenciadas com a nota mínima permitida. De 3.320 cursos reconhecidos, 2.887 ficaram com notas entre 2 (abaixo do mínimo) e 3. Em 2012, foram 79% a alcançar a nota mínima. Se observarmos os recredenciamentos de instituições, em 2011, foram 76% e, em 2012, 66% com a mínima nota para sobrevivência legal.

Assim, “ceteris paribus” à qualidade dos estudantes, a reprodução de modelos pedagógicos e a cobertura mínima quantitativa de docentes, bibliotecas e laboratórios possibilitam, para muitas instituições, o valor de suas raízes.

Já o desenvolvimento institucional calcado na mobilização intelectual e em conteúdos curriculares inovadores acaba por ter diminuída necessidade. Conforta saber que os critérios e padrões mínimos de qualidade estão conservados. Mas, a imortalidade tem seu preço.

A ampla aderência aos requisitos básicos das avaliações como limite demonstra que grande parte das instituições de educação superior está desarticulada das metas e objetivos de outra parte da coletividade que constrói infraestrutura, empreende negócios de alta tecnologia e busca pessoal qualificado.

O que se espera do conjunto das instituições de educação superior brasileiras, afinal, vai além da necessária condição inicial da legalidade regulatória, que a torna apta a receber matrículas.

Importa aos procedimentos de avaliação e regulação se ater, também, aos índices de evasão estudantil, à dispersão profissional de diplomados, à qualidade da produção intelectual e à consistência curricular. Instituições que se organizam tendo o mínimo como limite correm ou provocam o risco da obsolescência ou, pior, da expansão do ensino de baixa qualidade.

O combate dessas possibilidades convida a um novo modelo regulatório da educação superior, focado mais nos fins do que nos meios. Que estimule mais o desenvolvimento das instituições do que sua precária estabilidade.

Iniciativas de ampliação desse aparato pelo Ministério da Educação iluminam novos horizontes. Ao preservar o sistema nacional de avaliação, irá mais além ao atribuir à regulação proximidade com as metas de crescimento econômico e do bem-estar social, cujo alcance depende do conhecimento em grande escala.

Justiça determina que Inep explique nota de redação de candidato do RS

0

Thiago Zanoni Cardoso, 26 anos, tirou a mesma pontuação que um estudante que escreveu receita de macarrão instantâneo no texto.

1

Publicado por Terra

A Justiça Federal do Rio Grande do Sul determinou que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão do Ministério da Educação responsável pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), forneça dados detalhados da correção da redação a um estudante gaúcho que se sentiu prejudicado com a nota recebida pelo texto. Na decisão, tomada na segunda-feira, o juiz Roberto Schaan Ferreira determinou ainda que o Inep pague R$ 500 pelos honorários advocatícios do processo.

Na ação apresentada em janeiro, Thiago Zanoni Cardoso, 26 anos, disse que recebeu uma nota inferior ao esperado. Os 560 pontos obtidos pelo candidato são a mesma pontuação conferida a um estudante que usou um parágrafo do texto para descrever a receita de macarrão instantâneo e que motivou uma série de críticas ao processo de avaliação das redações pelo Inep na semana passada.

“Eu esperava receber mais de 700, 800 pontos pelo meu texto, que não foi fraco, tinha argumentos. Quando vi que uma pessoa escreveu a receita de miojo e tirou a mesma nota que eu simplesmente não acreditei”, disse o jovem, que é advogado e gostaria de usar a nota do Enem para cursar gastronomia por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

Cardoso disse ainda que teve acesso à correção pedagógica da prova, disponibilizada pelo Inep no dia 6 de fevereiro, mas argumenta que não foram apresentados dados detalhados sobre a nota recebida. “O que eles disponibilizam é só um resumo de cada uma das cinco competências e um comentário genérico sobre a nota. Com essa decisão eu vou poder conferir o que foi corrigido por cada um dos corretores”, disse o jovem.

Em sua decisão, o juiz argumentou que o candidato tem direito de conhecer os critérios usados na correção de sua prova. “Registre-se que as modificações levadas a efeito pelo Inep para aperfeiçoar a forma e os critérios de correção das redações, ainda que representem efetiva melhora em relação aos exames anteriores, não satisfazem as pretensões dos candidatos de conhecer as notas que lhe foram atribuídas para cada competência e a justificativa para tanto”, apontou o juiz.

Em nota, o Ministério da Educação (MEC) informou que o Inep analisa o mérito e que vai recorrer da decisão. Caso consiga ter acesso à correção, o jovem disse que vai apresentar um recurso para que a nota seja revista. “Se eu conseguir mudar a nota da redação, posso tentar concorrer ao Sisu no meio do ano de novo”, completou Cardoso.

Para presidente do Inep, queda do analfabetismo entre jovens é significativa

0

Imagem Google

Heloisa Cristaldo, no UOL Educação

O presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), Luiz Cláudio Costa, considerou “significativa” a redução da taxa de analfabetismo entre pessoas com 15 anos de idade ou mais, entre 2009 e 2011. Os dados são da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada hoje (21) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A média nacional de analfabetismo caiu de 9,7% para 8,6% no período. A maior proporção de analfabetos ainda é verificada na Região Nordeste, mesmo com queda na taxa de 18,8% para 16,9%. “A redução mostra que o Brasil está caminhando para alcançar a Meta de Dakar [estipulada pelo Fórum Mundial de Educação de Dakar, em 2000, e que deve ser alcançada até 2015] de reduzir para 6,5% os índices de analfabetismo no país. Temos que comemorar a redução”, disse.

“As ações do MEC [Ministério da Educação] tem surtido efeito. Outro ponto que consideramos importante é o estancamento de novos analfabetos entre os jovens, que já estão na escola e sendo alfabetizados”, completou o presidente do Inep.

Segundo Costa, a dificuldade em erradicar o analfabetismo entre a população mais velha acontece, entre outros motivos, por barreiras culturais. “Atingir pessoas com a faixa etária alta é difícil, mas essa queda mostra que os trabalhos dão resultado. Nos últimos anos, as quedas não foram como esperávamos. É uma maratona, mas estamos falando de uma redução de mais de um ponto percentual. A escuridão das letras deixou de existir para essas pessoas”, analisou.

Luiz Cláudio Costa calcula que 1,2 milhão de pessoas foram alfabetizadas no período da pesquisa e destacou que os esforços do MEC devem ser concentrados na Região Nordeste. “Os programas dos Estados e municípios vêm trabalhando de forma integrada com o governo federal, mas sabemos que para continuar com reduções significativas é necessário concentrar esforços e aumentar investimentos. É uma obrigação do governo e direito de aprender do cidadão.”

Outro dado analisado pelo presidente do Inep é o impacto do rendimento familiar na matrícula da pré-escola. Segundo a Pnad, enquanto 69,1% das crianças de 4 e 5 anos com renda familiar per capita de até um quarto do salário mínimo estavam na escola, a proporção sobe para 88,9% na faixa de renda superior a um salário mínimo. “Por esse motivo, a construção de creches é tida como prioritária pelo governo da presidente Dilma Rousseff. Precisamos oferecer as creches para todas as classes sociais. As mães precisam ter seus filhos na escola para trabalhar.”

Costa destacou ainda o investimento previsto pelo governo federal de R$ 7,6 bilhões para abertura de 6 mil creches até 2014, como forma de diminuir o impacto negativo da renda familiar na educação infantil.

Go to Top