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E se os clássicos do cinema dos anos 80 e 90 virassem livros infantis?

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Publicado no Hypeness

Se você nasceu no fim da década de 70 ou no início dos anos 80 e tem uma criança na família, há uma nova maneira de apresentar clássicos da sua infância para os pequenos de hoje: são os livros ilustrados da Coleção Pipoquinha.

Trazida para o Brasil pela Editora Intrínseca, a coleção, criada pela ilustradora Kim Smith, transforma os inesquecíveis clássicos E.T. – O Extraterrestre, Esqueceram de Mim e De Volta Para o Futuro em uma viagem no tempo que promete entreter tanto as crianças quanto os adultos – talvez principalmente os adultos.

As histórias ilustradas são contadas em 48 páginas, e os três livros estão disponíveis tanto em versão física (R$49,90) como em e-book (R$34,90). A venda é feita através de diferentes lojas on-line, e os links podem ser encontrados através do site da editora. Boa nostalgia!

 

Procura por livros infantis para o Dia das Crianças aumenta

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imagem: Pixabay

Francielly Azevedo, no Paraná Portal

Os brinquedos ainda estão no topo da preferência de quem vai comprar um presente para o Dia das Crianças, mas, neste ano, um outro item chama a atenção nas intenções de compra: o livro. Uma pesquisa do instituto Data Censo, encomendada pela Associação Comercial do Paraná (ACP), aponta que os livros representam 26% as intenções de compra dos consumidores. No ano passado, o índice ficou em 1%.

“É uma grande surpresa, porque pela primeira vez o livro aparece como presente para o dia das crianças, isso quer dizer que estamos evoluindo na cultura”, disse o presidente da ACP, Glaucio Geara.

A pesquisa ainda mostra uma expectativa de crescimento de 0,8% nas vendas para a data. Saldo positivo, já que ano passado o comércio teve uma queda real de 4%.

Com o crescimento na expectativa de vendas, a espera é de pelo menos manter a mesma média de gastos do ano passado. Em 2017, o valor médio de compra no dia das crianças foi de R$ 117,00, para esse ano a expectativa de gasto é de R$ 135,00, valor este que praticamente estabelece a mesma média, se corrigida a inflação acumulada dos últimos 12 meses, que foi de 4,19%.

Segundo o DataCenso, o comerciante curitibano está esperançoso com relação aos próprios negócios, com um crescimento de 10% no índice de expectativa, no comparativo de julho a setembro. Os fatores que explicam isso, de acordo com a pesquisa, é a proximidade do pagamento da primeira parcela do 13º, o leve aumento do PIB e da taxa de emprego.

A pesquisa também mostrou que 70% dos comerciantes consultados declararam que vão fazer algum tipo de promoção, visando as vendas para o Dia das Crianças, sendo a maioria delas em descontos para pagamentos à vista.

China mira em novo inimigo: os livros infantis estrangeiros

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Foto: Maria João Gala/Global Imagens

Foto: Maria João Gala/Global Imagens

Publicado no Terra

O governo da China quer proteger as crianças das influências de outros países e, para isso, mirou em um novo inimigo: os livros infantis que vêm do exterior, que começarão a ser eliminados, de acordo com um grupo de livreiros.

As autoridades de Pequim preparam uma ordem que reduzirá drasticamente o número de contos infantis estrangeiros publicados no país, conforme disseram várias fontes do setor editorial ao jornal independente de Hong Kong “South China Morning Post”.

A medida faz parte de uma campanha para enfraquecer a influência de ideias estrangeiras e melhorar o controle ideológico deste coletivo, embora esses textos tenham pouco ou nenhum envolvimento político.

As fontes afirmam que o governo pretende impor um sistema de cotas, como já existe no mundo cinematográfico, que limite o número de contos estrangeiros publicados a cada ano na China.

Esta norma, que por enquanto só foi transmitida de forma verbal aos livreiros, exigirá que as editoras publiquem mais contos escritos e ilustrados por autores chineses.

Outro dos editores entrevistados argumentou que os livros de Coreia do Sul e Japão terão agora “poucas possibilidades” de serem publicados na China e que a permissão para livros de outros países será “muito limitada”.

O “South China Morning Post” informou que tentou entrar em contato com as autoridades de Pequim para confirmar a notícia, mas não obteve resposta.

A China é um dos mercados mais atrativos para a literatura infantil. Os livros ilustrados estrangeiros ficaram cada vez mais populares entre os 220 milhões de jovens leitores menores de 14 anos e são muito mais lidos que as publicações chinesas.

Personagens como a porquinha “Peppa Pig”, um dos contos mais vendidos na China, são uma referência entre os pequenos chineses e podem ser afetados por esta medida protecionista governamental.

Os livros infantis se tornaram o segmento mais lucrativo do mercado de livros da China e no ano passado, segundo dados proporcionados pelo jornal, foram publicados mais de 40 mil títulos entre importados e locais.

Embora poucos veículos de imprensa chineses tenham repercutido esta polêmica, o jornal oficial “Global Times” publicou há poucos dias que vários pais se queixavam da possível norma e diziam que muitos estão se preparando e comprando os livros favoritos dos filhos para caso não consigam encontrá-los depois.

O jornal reproduz outras opiniões que asseguram que a nova medida pode ser uma estratégia das livrarias para aumentar as vendas. De acordo com Chen Shaofeng, subdiretor do Instituto de Indústrias Culturais da Universidade de Pequim, a informação ainda tem que ser divulgada por fontes “confiáveis” e as acusações por enquanto são “infundadas”.

No entanto, em outra entrevista ao mesmo meio oficial, o responsável por uma editora infantil de Pequim declarou que agora leva muito mais tempo para conseguir a permissão oficial para publicar novas obras. Enquanto antes demorava só três semanas para ter o “sim” das autoridades, agora demora mais de dois meses.

Há um ano, o governo chinês lançou uma campanha contra as universidades e, ao mesmo tempo, o Ministério da Educação pedia às instituições de ensino que eliminassem os livros didáticos que promovem valores ocidentais ou difamem o Partido Comunista.

Os melhores livros infantis de 2015

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No livro Roupa de Brincar, a importância de ressignificar ausências e dar cor aos espaços vazios

No livro Roupa de Brincar, a importância de ressignificar ausências e dar cor aos espaços vazios

 

Confira uma lista elaborada por especialistas dos melhores títulos publicados no último ano

Publicado no Carta Educação

Quais foram os grandes destaques dentre os livros para crianças lançados em 2015? Denise Guilherme Viotto, mestre em Educação e curadora do A Taba, plataforma que auxilia pais e professores a escolherem as próximas leituras das crianças, respondeu à esta pergunta com a pequena lista que você confere abaixo.

Malala, a menina que queria ir para a escola, de Adriana Carranca. Ilustrações de Bruna Assis Brasil. Companhia das Letrinhas

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Esse livro, com certeza, merece ser mencionado. Especialmente porque inaugura um novo gênero para crianças – o livro reportagem. Com linguagem acessível, a autora nos convida a fazer uma viagem ao Paquistão, descobrindo a diversidade da vida e a cultura de um povo que ainda é um mistério para o Ocidente.

As ilustrações de Bruna Assis Brasil misturam desenhos, colagens e fotografias, criando cenas que representam diferentes momentos da história. Se por um lado, os desenhos e as colagens se aproximam daquelas realizadas por crianças, as fotografias trazem realismo à narrativa, fazendo-nos conhecer melhor a paisagem na qual vive Malala.

Histórias como a de Malala precisam ser contadas. Os valores que ela busca defender com sua vida ainda não são garantidos em muitos lugares do mundo. Há milhares de meninas e meninos fora da escola e que não têm seus direitos básicos assegurados, sendo vítimas de todo tipo de violência. Conhecer a trajetória dessa garota – agora com 18 anos – pode nos inspirar a olhar muito além do nosso mundo e nos tornar, quem sabe, mais próximos de pessoas nas quais, a princípio, só enxergamos a diferença.

O sonho de Lu Shzu, de Ricardo Gómez. Ilustrações de Tesa González. Mov Palavras

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Somos convidados a conhecer duas histórias que se entrelaçam: a de uma boneca muito desejada e a de uma menina que sonha com algo que não pode possuir. O texto sensível do espanhol Ricardo Gómez nos torna cúmplices nessa aventura, aproximando-nos de uma realidade dura que está por trás de objetos que consumimos e que, muitas vezes, não queremos enxergar.

As ilustrações belíssimas de Tesa González, cheias texturas e nuances, escondem detalhes que serão descobertos apenas pelos leitores mais atentos. O texto e a ilustração conversam o tempo todo, um completando e ampliando o sentido do outro.

De maneira delicada e tocante, Ricardo Gómez utiliza a voz de uma boneca para nos fazer conhecer uma menina que trabalha em uma fábrica por muitos anos sem sequer conhecer o que produz. Em paralelo, o leitor também descobre que o brinquedo que se tornou o mais querido não foi feito em uma fábrica, mas surgiu das mãos de uma avó que soube acolher e aceitar os sonhos de sua neta.

Roupa de brincar, de Eliandro Rocha. Ilustrações de Elma. Pulo do Gato

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Capa Roupa de BrincarNesse livro, uma menina conta sua relação com uma tia muito especial e seu divertido guarda-roupas. É nesse espaço inusitado que as duas se encontram e brincam de se vestir com cores e estampas variadas.

Porém, algo acontece na vida da tia e o guarda-roupas que convidava à alegria torna-se um lugar vazio e monocromático. O livro fala das ausências e dos espaços vazios que, às vezes, precisam ser ressignificados.

Chama a atenção a escolha do tema e a unidade do projeto editorial. Texto e imagem dialogam de maneira sensível em todas as páginas. Ao escolherem contar a história a partir da voz da menina e de sua relação com a tia, Eliandro e Elma construíram uma narrativa em que o amor e aceitação guardam espaço para o luto e também para trazer as cores de volta à vida.

Como escrever livros infantis? Conheça 5 ganchos literários

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Isabel Furini, no BondeNews

O que chama a atenção de uma criança? Por que ela fala para os pais, avós ou tios de seu desejo de ler um determinado livro? Pois bem, muitos fatores interferem na leitura de um livro infantil, entre eles, a capa, a história, a habilidade do escritor.

1º) CAPA: Um dos ganchos para chamar a atenção das crianças depende da capacidade do ilustrador, pois é a capa. O livro infantil precisa de ilustrações que chamem a atenção das crianças. E até adultos gostam de ilustrações, desenhos e lindas capas. Para comprovar isso é suficiente olhar as capas da lista dos mais vendidos, a maioria são muito bem elaboradas.
As editoras enfatizam que para um livro infantil é necessário tanto um bom escritor quanto um bom ilustrador.

2º) TÍTULO: Outro gancho importe é o título. Títulos bem escolhidos aumentam as chances de venda. Por exemplo, quem não amou títulos como: Diário de um Banana de Jeff Kinney, Bisa Bia, Bisa Bel de Ana Maria Machado? Por que só as Princesas se Dão Bem? De Thalita Rebouças, O Coelhinho que Não Era de Páscoa de Ruth Rocha,.

3º) ENREDO: E não podemos esquecer de um gancho importantíssimo: um bom enredo. Um enredo que desperte o interesse da criança. Um bom livro infantil tem diversão e emoção.

4º) LINGUAGEM. Um livro escrito com a linguagem que as crianças gostam tem chances de agradar. Linguagem sofisticada é bom para livros de adultos, mas para livros infantis a linguagem precisa ser clara, familiar, divertida.

5º) PERSONAGENS MARCANTES: Quem não lembra da “Turma da Mónica”? Do Harry Potter? Do Pinóquio? Da Cinderela? Personagens marcantes conseguem leitores cativos. É tanto o interesse que o personagem desperta que os pequenos leitores se sentem parte da história.

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