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Conheça Luana Génot, a ativista que luta pela igualdade racial por meio da escrita

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Em seu livro de estreia “Sim à Igualdade Racial – Raça e Mercado de Trabalho” ela faz um raio x da influência da cor da pele na trajetória profissional e aponta caminhos para a mudança

Leonne Gabriel, na Vogue

Há quem diga que escrever um livro é como gerar um filho. Se pensarmos assim, Luana Génot teve gêmeos. Porque foi durante a gravidez da pequena Alice, hoje com 1 ano, que a publicitária carioca encarou a tarefa de concluir Sim à Igualdade Racial – Raça e Mercado de Trabalho (Pallas Editora, R$ 54,90), recém-chegado às livrarias.

Foram nove meses intensos, se revezando entre finalizar sua primeira obra, os preparativos para a maternidade e sua saída da equipe do ID_BR (Instituto Identidades do Brasil), órgão criado e dirigido por ela, cujo objetivo é produzir oportunidades a partir de ações inovadoras e mudança de culturas corporativas – com a missão de acelerar a igualdade racial no mercado de trabalho.

Uma das principais vozes no debate sobre o assunto, a autora questiona as vantagens e desvantagens raciais na realidade brasileira e propõe mudanças nessa lógica. No livro, ela faz um raio X da influência da cor da pele na trajetória profissional e convida os leitores a abraçar e entender essa causa – independentemente de sua origem. “A função de cada pessoa é essencial na luta por igualdade. O branco que entende seu papel no mundo sabe que uma sociedade mais inclusiva é algo bom para todos”, justifica.

Resultado da sua dissertação de mestrado em relações étnico-raciais no Cefet-RJ, a publicação traz 16 depoimentos inéditos de pessoas de diferentes etnias e profissões, além das falas da própria autora, seus pais e CEOs de grandes empresas brasileiras, a quem aplica o conceito de raça em diferentes contextos.

Entre os entrevistados também estão o ator Bruno Gagliasso e a atriz Maria Gal e, a partir das suas trajetórias, Luana sinaliza a raça e o gênero como diferencial competitivo. “São atores com a mesma faixa de idade, mas não com as mesmas oportunidades, sobretudo no recorte publicitário. A branquitude do Bruno dá a ele benefícios de conseguir mais papéis em campanhas. Já ter a pele preta como a de Maria Gal ainda é motivo de recusa”, explica.

Nascida no Rio de Janeiro, Luana passou sua infância na Penha, Zona Norte da cidade. Na adolescência, sonhava em ser modelo e subiu à passarela pela primeira vez no Fashion Rio, em 2008. Em seguida, começou a desenhar uma carreira de modelo internacional, trabalhando em países como Bélgica, África do Sul, Inglaterra e França, onde desfilou para Paco Rabanne e Saint Laurent. De volta ao Brasil, percebeu que a oferta de trabalho como modelo era muito limitada e acabou desistindo da profissão para ingressar no curso de publicidade e propaganda na PUC-Rio. Depois, como bolsista do programa Ciência Sem Fronteiras, cruzou novamente o oceano e foi estudar na Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos. Na época, atuou ainda como voluntária na campanha de Barack Obama à presidência do país.

Apesar de todas essas experiências terem contribuído para sua formação, Luana conta que a maternidade a fez entender ainda mais seu papel. “A dádiva de ser mãe é poder mostrar que trilhei um caminho movido por um propósito”, defende. “Pari quase dentro do escritório, levei minha filha para reuniões e dessa forma acho que ela vai ter uma compreensão maior do mundo desde cedo.”

Sobre o futuro, a ativista tem uma certeza: “Não quero ter de falar de igualdade racial daqui a 50 anos. Falar sobre o mercado de trabalho delegando aos algoritmos o papel de ser inclusivo é a extensão da incapacidade de se colocar no lugar do outro”, desabafa. “O futuro não está nas máquinas, deve estar nas mãos de pessoas de todas as raças, gêneros e sexualidades.”

Livro em homenagem a Manoel de Barros traz 101 releituras sobre obra do escritor

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Influência que Manoel de Barros exerce sobre a escrita no Brasil motivou projeto que prevê mais duas obras sobre a linguagem do poeta (foto: Canal Futura/Divulgação )

Influência que Manoel de Barros exerce sobre a escrita no Brasil motivou projeto que prevê mais duas obras sobre a linguagem do poeta (foto: Canal Futura/Divulgação )

Estudo mostra a influência da linguagem do poeta sobre a criação literária no Mato Grosso do Sul

Bosco Martins, no UAI

Manoel de Barros, “o grande poeta de pequenas coisas”, que faria 101 anos em 19 de dezembro, é homenageado com o livro 101 reinvenções para Manoel – Um estudo sobre a influência da linguagem do poeta sobre a criação literária no Mato Grosso do Sul. A primeira edição da obra conta com 1,5 mil exemplares e foi organizada pelos poetas e professores Fábio Gondim e Ana Maria Bernardelli.

A antologia traz 101 releituras e pontos de vista de consagrados e jovens autores sobre o poeta. “Parafrasear o estilo manoelino de escrever é uma tarefa impossível, mas orientamos os autores a se reinventarem para homenagear Manoel de Barros”, destaca Fábio Godim.

Segundo ele, a antologia vai surpreender. “O poeta prima pela simplicidade, pela originalidade e por possíveis empregos de neologismos, enfim, pela herança da força mágica de suas palavras”, lembra. O lançamento ocorreu simultaneamente em livrarias nas três maiores cidades do estado: Campo Grande, Dourados e Corumbá.

A seleção da antologia recebeu textos de quase 200 autores de Mato Grosso do Sul, que foram submetidos à avaliação de uma banca especializada. Cada escritor enviou de dois a cinco textos para serem submetidos à banca, que, entre outros critérios, selecionou os textos em formato de poesia e prosa.

A primeira edição foi publicada em sistema cooperativo, com recursos dos próprios autores selecionados com a edição. A produção final coube à Editora LeYa. “Decidimos investir nesse projeto em conjunto com o professor Fábio Gondim e demais autores ao perceber a influência que Manoel de Barros exerce sobre a escrita do Mato Grosso do Sul e do Brasil”, explica Ana Maria Bernardelli.

TRILOGIA 101 reinvenções… é o primeiro volume da trilogia. ‘‘102 reinvenções de Manoel terá, além de escritores do Mato Grosso do Sul, a presença de autores de outros estados. Com 103 reinvenções de Manoel, pretendemos englobar autores de todos os países que têm o português como língua oficial”, conclui Ana Maria Bernardelli.

Genética não é destino: ambiente e educação têm peso maior quando se trata de inteligência

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inteligencia

Publicado no Hypescience

A inteligência é uma das características mais estudadas na genética comportamental. Ela se relaciona com outras características como fonte de renda, expectativa de vida e até felicidade.

Pesquisas sugerem que o desempenho acadêmico, habilidades de leitura e QI têm bases genéticas. Isso reforça a noção popular de que a inteligência “está em nossos genes”. Esse tipo de pensamento, porém, pode fazer com que comunidades rejeitem medidas educacionais com base no argumento de que investir no ambiente não vai afetar significativamente capacidades inatas. Isso aconteceu na década de 1960, nos Estados Unidos, em um caso que será explicado abaixo.

Os genes, porém, não são destino. Há boas evidências de que o ambiente em que a criança cresce interfere diretamente em sua inteligência.

Genética e inteligência

Genes podem atuar em uma variedade de formas para produzir seus efeitos. Alguns genes podem alterar a química cerebral, fazendo com que uma pessoa aprenda com maior facilidade. Outros genes podem causar diferenças comportamentais, fazendo com que a pessoa prefira frequentar ambientes mais estimulantes para os estudos.

É possível que a inteligência seja mais influenciada pelo segundo tipo de genes, os comportamentais, do que pelos primeiros. Isso significa que a criação de uma pessoa e o ambiente que em ela está inserida importa tanto quando os genes da inteligência.
O que torna uma pessoa mais inteligente?

Ao tentar analisar a inteligência, pesquisadores se depararam com um problema metodológico: como saber se os melhores resultados em testes são causados por um gene que atua diretamente na inteligência ou se há outro fator indireto envolvido?

Por exemplo: e se a criança que mostra melhores resultados em uma prova de leitura faz isso porque gosta mais do cheiro de livros do que a outra? Neste caso, o gene faria com que a criança gostasse do cheiro de livros, enquanto a outra o detestaria. A primeira criança viveria rodeada por livros, enquanto a segunda fugiria deles. Consequentemente, tiraria maior nota no teste de leitura.

Este exemplo pode parecer bobo, mas é apenas uma forma de mostrar que há muitos outros fatores envolvidos na habilidade de leitura além da própria inteligência. Neste caso, o gene envolvido na habilidade de leitura nem era o da inteligência em si, mas sim o do gosto olfativo, e isso causou diferenças no ambiente frequentado pelas duas crianças.

Natureza x ambiente

A personalidade e temperamento de uma pessoa fazem com que ela prefira frequentar um tipo específico de ambiente.

Uma criança confiante, por exemplo, tem mais chances de procurar uma atividade educativa extracurricular, enquanto outra mais insegura pode preferir evitar esse tipo de desafio. Crianças mais extrovertidas podem passar menos tempo em um ambiente que estimule o estudo do que aquelas que gostam de passar tempo sozinhas.

Por isso, os pesquisadores devem levar em consideração essas características no estudo da inteligência. Se os resultados são interpretados de forma prematura ou incorreta, eles podem trazer consequências desastrosas para o planejamento educacional de uma sociedade.

Programa Head Start

Uma dessas situações aconteceu na década de 1960, quando o geneticista Arthur Jensen criticou o programa educacional norte-americano Head Start (“vantagem inicial”, em tradução livre). No programa, crianças de famílias em situação de risco começavam o ensino fundamental com algumas semanas de antecedência, ainda durante as férias, para que recebessem atenção especial em preparação para a primeira série.

Jensen dizia que intervenções desse tipo nunca trariam bons resultados no desempenho das crianças, já que a inteligência seria apenas genética, sem relação com o ambiente. Para ele, o programa era um grande desperdício de dinheiro público.

Essa afirmação trouxe grandes discussões sobre o racismo e preconceito, já que a maioria das crianças inscritas no programa eram afrodescendentes. Por fim, o Head Start foi mantido até hoje, sendo que até 2005, 22 milhões de crianças participaram dele.

A verdade é que ainda há muito a ser estudado sobre a inteligência, e determinar que uma pessoa tem ou não tem possibilidades intelectuais com base apenas no seu histórico familiar ou genético seria injusto. [Medical Express]

Conheça 10 Livros prediletos de estrelas do rock

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Douglas Eralldo, no Listas Literárias [via Literatortura]

Todos sabem que muitos músicos acabam se inspirando na literatura ao compor novas canções.

Talvez, uma boa dose de leitura seja uma das principais fontes de inspiração na composição de uma bela canção.

E é claro, muito além destas composições, muitos músicos tem seus livros de cabeceira que, muito além do trabalho, influenciam suas vidas e seu cotidiano.

Nesta lista você verá alguns livros que inspiram e que não saem da cabeceira de alguns grandes nomes da música!

01 – Vagabundos Iluminados, de Jack Kerouac

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O autor era um dos prediletos do astro Kurt Cobain, sendo que este livro acabou produzindo efeitos interessantes ao longo da vida do roqueiro, inclusive servindo de base para a canção “beans”;

2 – O Livro dos Porquês

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Diz-se que Raul Seixas era fascinado por este livro quando jovem, e vivia trancando lendo-o na biblioteca. Bem, parece ter influenciado bastante o músico, tanto que se tornou um dos maiores questionadores que conhecemos;

03 – O Apanhador no Campo de Centeio, de J.D. Salinger

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O livro é um dos mais influentes de todos os tempos, e é um dos preferidos do vocalista do Green Day, Billie Joe Armstrong. Em 1992 a banda inclusive lançou uma música chamada “Who Wrote Holden Caufield?”

4 – Neuromancer, de William Gibson

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O músico Billy Idol curtiu tanto este clássico da Ficção Científica que chegou a declarar que sequer precisaria ter lido o livro, pois o teria absorvido por osmose;

5 – O Mestre e Margarida, de Mikhail Bulgakov

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O livro seria o predileto de ninguém mais, ninguém menos que Mick Jagger comprovando que para suas escolhas literárias ela não dá tanto azar como no futebol. O livro teria inclusive servido de inspiração para “Sympathy For The Devil”;

6 – Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley

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Te dou um doce se vocês descobrirem qual roqueira brasileira tem entre suas leituras preferidas este clássico da Ficção Científica? Moleza essa, não é? O livro é um dos queridinhos da baiana Pitty;

7 – O Estrangeiro, de Albert Camus

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Guitarrista e compositor do The Cure tem neste livro um de seus prediletos, que inspirou a banda inclusive a compor a polêmica música “Killing an arab”

08 – Dia D: A Batalha pela Normandia, de Anthony Beevor

dinho

Nem só de ficção vivem nossos roqueiros. Dinho Ouro Preto, vocalista do Capital Inicial declarou estar entre suas leituras prediletas este livro que fala dos horrores da segunda guerra;

9 – O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway

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Este clássico da literatura está entre os livros prediletos do vocalista do Cold Play Chris Martin, conforme declarado à revista Billboard;

10 – As Vantagens de Ser Invisível, de Stephen Chbosky

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Um livro contemporâneo nesta lista repleta de clássicos. A dica aqui é de Hayley Williams, vocalista da Paramore:

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