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Apenas 33% dos professores de inglês das escolas públicas têm proficiência

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Com 1350 entrevistas realizadas, estudo relata desafios e oportunidades para a melhoria do ensino da língua inglesa nas escolas públicas brasileiras

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O Instituto Plano CDE, especializado em pesquisa com foco no universo das classes C, D e E, desenvolveu um estudo encomendado pelo British Council para analisar os principais desafios do ensino do inglês na educação básica da rede pública brasileira. Segundo o levantamento, a proporção de professores que não possuem proficiência é expressiva, apenas 33%. Os dados quantitativos e análises qualitativas relacionadas ao dia a dia do professor de inglês no Brasil sinalizam que a exigência sobre o nível de proficiência na língua ainda é muito baixa, pois, no País, os certificados não são necessários para o cotidiano do educador.

Para o estudo, que tem o objetivo de colaborar para a melhoria no ensino de inglês no Brasil, foram entrevistados 1350 professores de inglês de todas as regiões do País. Foi visto também que, apesar da estabilidade, os profissionais são mal remunerados. Neste sentido, a rede privada concorre (e ganha) da rede pública. Aproximadamente 38% dos professores dão mais do que 30 aulas por semana.

“O principal desafio mencionado pelos professores é o acesso escasso a recursos tecnológicos e livros didáticos para o ensino de inglês. O estudo mostrou que a aula de inglês tem alto potencial de ser lúdica, envolvente e tratar de assuntos da atualidade. Porém, para isso os professores precisam de equipamentos audiovisuais, que muitas vezes não estão disponíveis. O objetivo do estudo é contribuir com novos projetos e soluções que aprimorem o processo pedagógico no Brasil”, comenta o sócio-diretor do Plano CDE, Maurício de Almeida Prado.

Segundo Prado, um outro aspecto importante levantado é que este professor sente falta de outros profissionais para discutir o plano de aulas. “Em grande parte das escolas, os coordenadores pedagógicos não dominam o idioma e o professor fica sem ter com quem fazer uma discussão aprofundada de sua matéria”, finaliza.

A receita do fracasso do brasileiro ao falar inglês

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Gestores de empresa: algumas palavras podem desmotivar funcionários, ao invés de ajudá-los

Gestores de empresa: algumas palavras podem desmotivar funcionários, ao invés de ajudá-los

Camila Pati, na Exame

São Paulo – Os brasileiros, de forma geral, não falam bem inglês. Em ranking global de proficiência no idioma realizado pela empresa de educação EF Education First mostra os brasileiros em 38º lugar entre 63 países.

O baixo índice de domínio do inglês por parte da população brasileira é uma realidade construída desde a educação pública básica e dados mostram isto de forma explícita.

Estudo do Instituto Plano CDE, encomendado pelo British Council, mostra que apenas 33% dos professores de escolas públicas têm certificação de proficiência em inglês. Ou seja, se nem os professores têm, o que esperar dos alunos.

“Existe uma falta de padronização, não se exige dos professores exame de proficiência. Os testes de admissão são simples”, diz o sócio-diretor do Plano CDE, Maurício de Almeida Prado.

De acordo com ele, a pesquisa, que contou com respostas de 1.350 professores de inglês de todas as regiões do país, mostra que impera a cultura do “quebra-galho” no ensino de inglês na rede pública do Brasil.

“A maioria dos professores que lecionam inglês dá aulas também de outras matérias. Não são especialistas em inglês e muitos relataram que o ensino da disciplina não é levado a sério pela direção da escola”, diz.

Segundo o levantamento, 38% dos professores dão mais do que 30 aulas por semana. Apesar da estabilidade, os profissionais são mal remunerados. Neste sentido, a rede privada concorre (e ganha) da rede pública em atratividade de profissionais.

“Não vá repetir o aluno por causa do inglês”

Há casos em que professores disseram ter sido desestimulados a reprovar alunos por conta do mau desempenho em inglês.“Muitos relataram que o ensino de inglês nas escolas públicas não tem a importância dada a matemática ou português.

A falta de valorização do aprendizado de inglês está na lei brasileira. “O ensino específico de inglês não é obrigatório, apenas o de uma língua estrangeira e não há definição de grade horária mínima”, diz Prado.

Também está na gestão do ensino, segundo a pesquisa da Plano CDE. “O professor de inglês é o mais solitário, não tem com quem praticar ou discutir o plano de aula, porque muitas vezes nem o coordenador pedagógico da escola fala o idioma. Não há troca, como ocorre entre os professores de outras disciplinas”, diz Prado.

A desvalorização da disciplina de inglês também está nas avaliações oficiais do Ministério da Educação (MEC). “De 180 questões no Enem, apenas 5 são de inglês”, afirma o diretor do Instituto Plano CDE.

Segundo Prado fica clara a má gestão dos recursos empregados para o ensino de inglês na rede pública. “ É um dinheiro que já é gasto com isso, mas é mal gasto”, diz.

Enquanto isso… no mercado de trabalho

Se por um lado, não se dá importância ao aprendizado de inglês na rede pública de ensino, o domínio do idioma é essencial aos olhos do mercado de trabalho. Profissionais em nível de coordenadoria fluentes no idioma conquistam salários até 62% mais altos do que colegas que não falam inglês, segundo pesquisa divulgada pela Catho.

“A questão da importância do inglês no mercado de trabalho é óbvia. Mas há ainda outro fator que é o fato de o falante de inglês tem mais acesso a conteúdos qualificados não traduzidos de cursos e textos na internet, por exemplo”, diz ele, lembrando também que a falta de domínio do inglês por parte dos brasileiros tem sido um entrave para o sucesso do programa Ciência Sem Fronteiras. Houve casos de bolsistas que tiveram de voltar ao Brasil justamente porque foram reprovados em testes de proficiência no idioma.

Pesquisador brasileiro ‘desvenda’ história em músicas do Iron Maiden

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O professor Lauro Meller analisou músicas do Iron Maiden que tratam de momentos históricos

O professor Lauro Meller analisou músicas do Iron Maiden que tratam de momentos históricos

 

No cockpit de um avião da Força Aérea Real, em alucinante perseguição pelos ares durante a Segunda Guerra, o piloto inglês mira o inimigo nazista e aperta o gatilho.

Fernanda Portugal, na BBC Brasil

Num campo de batalha na Crimeia, em 1854, em meio ao cheiro de pólvora e à respiração dos cavalos, o soldado britânico cai paralisado e com a garganta seca ao ser baleado pelos russos. Dentro de uma fria cela medieval, o condenado à morte pela Inquisição descreve seus últimos momentos, enquanto aguarda pelo carrasco.

A presença de cenas da história mundial em músicas da lendária banda de heavy metal britânica Iron Maiden ­– que acaba de lançar um novo álbum e fará shows em vários países do mundo a partir de fevereiro – tornou-se alvo de pesquisa acadêmica no Brasil.

Nos artigos técnicos Temas Históricos em Canções do Iron Maiden, partes 1 e 2, Lauro Meller, doutor em Letras pela PUC de Minas Gerais e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), traça uma linha cronológica da Pré-História à Segunda Guerra Mundial com a análise minuciosa de sete músicas do grupo.

“O Maiden presta uma grande contribuição ao despertar a curiosidade do seu público, principalmente o mais jovem: as canções se tornam portas de entrada para outros conhecimentos”, afirma o paraibano de 41 anos, que na UFRN coordena o Grupo de Estudos Interdisciplinares em Música Popular.

Ele ressalta que, desta forma, o sexteto britânico se distingue de boa parte das outras bandas de heavy metal, cujas letras abordam “violência, drogas ou mulheres, num ponto de vista quase sempre machista”.

A análise de Meller não se restringe às letras. Guitarrista, violonista e baixista afiliado à Ordem dos Músicos do Brasil, ele destrincha linhas melódicas, arranjos, registros vocais, riffs e solos de guitarra – e como estes ingredientes musicais potencializam a mensagem de cada canção.

Bruce Dickinson (o único de cabelo curto) e seus colegas de Iron Maiden lançaram novo disco

Bruce Dickinson (o único de cabelo curto) e seus colegas de Iron Maiden lançaram novo disco

 

“O Maiden associa às letras o instrumental grandioso, próprio do heavy metal. É possível estabelecer paralelo entre o heavy metal e a música erudita, principalmente a do século 19 no sentido do volume sonoro ‘poderoso’ e dos temas de guerras”, descreve o pesquisador, citando a Sinfonia 1812, escrita por Tchaikovsky em 1880, que retrata batalha travada entre França e Rússia, e ainda composições de Richard Wagner para orquestras com mais componentes do que era o padrão – aumentando, portanto, o “volume sonoro”.

No álbum recém-lançado (The Book of Souls), chamou atenção do público e da crítica a faixa Empire of the Clouds, que mais uma vez narra um episódio histórico: desta vez, o acidente com o dirigível britânico R101, que caiu na França em sua viagem inaugural, em outubro de 1930.

Com 18 minutos, é a canção mais longa de toda a discografia do Iron Maiden, grupo com quase 40 anos de estrada. Além disso, de maneira inusitada para os fãs, mescla piano, violino e violoncelo às três guitarras, à dupla baixo/bateria e à potente voz do cantor Bruce Dickinson, autor da obra.

A canção inspirou Meller a decidir mergulhar, em 2016, na produção de um livro que incluirá análises desta e de outras músicas, além das sete que integram os artigos já produzidos e divulgados na íntegra na publicação técnica Revista Brasileira de Estudos da Canção.

“Vou ampliar os textos, de modo a publicar um trabalho de grande fôlego. O título seria Temas Históricos e Literários nas Canções do Iron Maiden, incluindo também faixas inspiradas na literatura”, revela o estudioso, citando como um dos objetos do trabalho a antológica The Rime of the Ancient Mariner, lançada pelo Maiden em 1984 e baseada em obra do poeta romântico inglês Samuel Taylor Coleridge.

The Rime, com seus 13 minutos, era a mais longa faixa da banda até Empire of the Clouds.

“Será um projeto desafiador e importante, pois ainda não encontrei, principalmente em português, trabalhos de cunho acadêmico e analítico sobre a obra dessa singular banda, apenas biografias”, explica o professor, que vai aliar o novo projeto ao pós-doutorado em música popular, a partir de janeiro, na Universidade de Liverpool, berço dos Beatles.

Acidente com dirigível R101 (na foto em voo teste sobre Londres, em 1929) é tema de nova música

Acidente com dirigível R101 (na foto em voo teste sobre Londres, em 1929) é tema de nova música. Aerofilms l A History of Britain from Above

Faixas analisadas

Sete canções foram escolhidas por Meller para os artigos já publicados, entre as inúmeras composições do Maiden com alusões históricas. Ficou de fora, por exemplo, Paschendale (2003), sobre uma batalha entre britânicos e alemães na Primeira Guerra Mundial.

Alguns episódios são contados em terceira pessoa. Outros, na “voz” de anônimos, o que “contribui para maior dramaticidade e faz o ouvinte sentir-se ‘na pele’ do personagem”, observa o professor. Confira:

Quest for Fire (Busca pelo Fogo), 1983: narra como a fonte de luz e calor foi pivô de sangrentas batalhas pelas tribos pré-históricas.

Alexander the Great (Alexandre, o Grande), 1986: percorre a biografia do soberano da Macedônia, nos anos 300 a.C.

Invaders (Invasores), 1982: fala sobre as invasões dos vikings à Europa, entre os séculos 8 e 9.

Hallowed be Thy Name (Santificado Seja o Vosso Nome), 1982: trata das horas anteriores (mais…)

Vovô italiano completa Ensino Fundamental aos 91 anos

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Nicola Torello ‘gabaritou’ provas de matemática, inglês e redação; ele agora quer aprender a usar computador.

italiano

Publicado no G1

Aos 91 anos, um vovô italiano acaba de conseguir um feito extraordinário: concluir o Ensino Fundamental – e com distinção.

Nicola Torello frequentou a escola todos os dias nos últimos meses para se preparar para os exames finais, segundo o site de notícias Chieti Today.

Ele ‘gabaritou’ as provas de matemática, inglês e redação ─ esta última com uma dissertação sobre Alessandro Manzoni, um dos escritores mais famosos da Itália.

Torello passou a vida trabalhando como alfaiate, mas diz ter passado experiências inesquecíveis quando voltou aos bancos escolares: em uma de suas redações, ele relembrou com emoção quando lutou pela Grécia durante a 2ª Guerra Mundial com apenas 19 anos.

Pelo feito, o italiano ganhou uma grande festa, organizada por seus quatro filhos, seis netos e professores. Até o prefeito da cidade de Chieti, na região central de Abruzzo, participou do evento para parabenizá-lo, segundo a imprensa local.

Torello, que completará 92 anos em outubro, parece estar empolgado com a conquista. Ele agora quer aprofundar seus conhecimentos em tecnologia.

“Quero aprender a usar o computador”, disse ele.

“Quero continuar a aprender, porque gosto de ter a agenda cheia”, acrescentou.

MilkShake de Inglês

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MilkShake de Inglês: aulas divertidas e acesso democrático podem facilitar o ensino da língua

Mirela Mazzola, no Projeto Draft

Camila

Camila uniu seus conhecimentos para criar um curso de inglês acessível e que prenda a atenção do público.

Entre os principais desafios para aprender inglês sem sair do Brasil estão os preços, por vezes inacessíveis, e a dificuldade em comprovar a eficácia do curso antes de se matricular. Somado a isso, em alguns casos, o número de alunos em sala e o ritmo pouco atrativo das aulas também podem ser agravantes.

Com a ajuda da internet, o intuito da mineira de Belo Horizonte Camila Cohen é amenizar esses entraves por meio de videoaulas divertidas. Ao lado do marido, o dublador Alexandre Moreno, conhecido por emprestar a voz ao ator Adam Sandler e ao leão Alex, da animação Madagascar, ela criou o projeto MilkShake de Inglês.

“Queremos trazer entretenimento às aulas e democratizar o ensino da língua”, diz Camila, que é professora de inglês e atriz formada pela Fundação Clóvis Salgado, na capital mineira. O casal assina o roteiro e atua no vídeo de apresentação do projeto e na primeira de treze aulas do módulo básico 1. Ela interpreta a Teacher Camila e Alexandre dá vida ao fantoche Dedé. A terceira personagem, um cachorro chamado Tobias, também tem uma voz familiar: seu intérprete, Guilherme Briggs, é dublador dos atores norte-americanos Denzel Washington e Owen Wilson. “Aulas on-line e cursos a distância precisam chamar atenção de um jeito inusitado”, defende Camila.

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Teacher Camila e o boneco Dedé em ação. Ela aposta no financiamento coletivo para dar continuidade ao projeto.

Para financiar o curso, gravado com equipamento e produção profissionais, ela e o marido optaram pelo financiamento coletivo, em que o montante necessário é arrecadado via internet por qualquer interessado em colaborar. Uma vez que contribui, o “investidor” recebe recompensas. No caso no MilkShake de Inglês, os valores variam a partir de R$ 30,00. Essa quantia dá direito a uma senha, que permite assistir às treze aulas do primeiro módulo. Com R$ 50,00, por exemplo, é possível acessar uma lista de exercícios e tirar dúvidas com a Teacher Camila e com R$ 1 500,00, escolas e empresas podem distribuir senhas de acesso a até 50 pessoas.

Para que o primeiro módulo seja finalizado, a equipe busca arrecadar R$ 80 mil. “Se o valor for alcançado, o objetivo é continuar e gravar o módulo básico 2, intermediário e assim por diante”, diz Camila. Ela vive no Rio de Janeiro há 11 anos, depois de morar na Holanda com o primeiro marido, holandês, e com quem só se comunicava em inglês. A primeira etapa de arrecadação, prorrogável, se encerra em meados de julho. No caso de o valor total não ser atingido, o dinheiro será devolvido a quem já contribuiu, como geralmente acontece nas plataformas crowdfunding.

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