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Os livros preferidos dos CEOs de 7 startups brasileiras

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É fundamental ler para qualquer empreendedor, para aprender sobre novos assuntos ou para se aprofundar em temas que já sabe

Publicado no InfoMoney

SÃO PAULO – Empreender é o sonho de muitos profissionais, mas está longe de ser uma tarefa fácil. Não existe uma receita do sucesso, mas há certos hábitos, como a leitura de bons livros, que podem ajudar.

Se você pretende começar a ler, mas não sabe por onde começar, a recomendação de pessoas que já chegaram lá pode facilitar sua vida.  Diego Gomes, CEO da startup 12 minutos, conversou com outros 7 CEOs de startups do Brasil, que recomendaram os livros que mais gostam. Confira:

João Pedro Resende, CEO e cofundador da Hotmart, startup de distribuição e venda de conteúdo digital.

1. Blink, de Malcom Gladwell: entenda como funciona a intuição humana sob a luz da psicologia e neurociência para tomar decisões melhores.
2. Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas, de Dale Carnagie: para aumentar seu desenvolvimento pessoal aprendendo a se relacionar melhor com as pessoas.
3. Atravessando o Abismo, de Geoffrey Moore: aprenda a lidar com mercados diferentes e fomentar a sua inovação.

Tallis Gomes, criador da Easy Taxi, mas hoje em dia se dedica à startup Singu, um app que funciona como um salão de beleza, como CEO e fundador

1. How to Castrate a Bull, de Dave Hitz: entenda como Dave se tornou bilionário do Vale do Silício sem exatamente desejar isso.
2. Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes, de Stephen R. Covey: trabalhe seu desenvolvimento pessoal para crescer na carreira e na vida.
3. Como o Google funciona, de Eric Shmidt e Jonathan Rosenberg: lições da maior companhia de tecnologia do mundo, vindas de dentro.

Guilherme Junqueira, CEO da Gama Academy, startup que conecta talentos nas áreas de design, marketing, programação e vendas a oportunidades no mercado de trabalho

1. The Hard Thing about Hard Things, de Ben Horowitz: conselhos essenciais de quem empreendeu com tecnologia quando isso ainda não era comum.
2.Manual do CEO – Um Verdadeiro MBA Para o Gestor do Século XXI, de Josh Kaufman: manual para quem quer aprender com os erros dos outros e não cometer os mesmos.
3. High Output Management, de Andy Grove: aprenda a tornar seus colaboradores parte da equipe e a trabalhar junto deles para gerar resultados.

Gustavo Caetano, CEO da Samba Tech, startup de soluções para vídeos online

1. Inteligência Emocional, de Daniel Goleman: aprenda a ter jogo de cintura e enfrentar o que for preciso para executar um bom trabalho.
2. Drive, de Daniel Pink: descubra quais são as raízes do que nos move na vida e saiba como lidar melhor com isso para ser mais produtivo.
3. Pense como um freak, de Steven D. Levitt & Stephen J. Dubner: manual subversivo sobre como resolver problemas dos mesmos autores de Freaknomics.

Edmar Ferreira, CEO da Rock Content, startup de conteúdo no Brasil

1. Sales Acceleration Formula, de Mark Roberge: saiba como a Hubspot foi de zero a 100 milhões de dólares de faturamento.
2. Leaders Eat Last, de Simon Sinek: o autor explora o papel dos líderes na história do mundo e mostra como aprender a ser um.
3. Hipercrescimento, de Aaron Ross & Jason M. Lemkin: saiba como chegar ao hipercrescimento com fórmulas aplicáveis.

Tomás Duarte, CEO e fundador da Tracksale, startup que oferece serviços de informações sobre satisfação de clientes

1. A Pergunta Definitiva 2.0, de Fred Reichheld: tudo o que você precisa saber sobre o Net Promoter Score.
2. Satisfação Garantida, de Tony Hsieh: como cuidar da satisfação dos seus colaboradores e consequentemente dos clientes.
3. Experiência Inesquecível Para o Cliente, de Ken Blanchard e Kathy Cuff: aprenda com uma história fictícia uma lição real sobre atendimento lendário.

Rodrigo Moreira, CEO da Smartalk, startup especialista na criação de apresentações, vídeos e construção de discurso

1. Paixão por Vencer, de Jack Welch: tudo sobre o trabalho histórico que Jack desenvolveu na GE, aumentando o faturamento de 12 para 400 bilhões de dólares.
2. Ideias que colam, de Chip Heath e Dan Heath: entenda porque algumas ideias são inesquecíveis e outras apenas não colam.
3. Pitch Anything, de Oren Klaff: aprenda o método inovador criado pelo autor para apresentar ideias de forma sucinta e encantadora.

Projeto francês revoluciona o conceito de biblioteca. Conheça

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Nova biblioteca de Thionville é abrigo para o acervo da cidade, mas também ambiente de estar e de criação para toda a comunidade

Publicado na Gazeta do Povo

O conceito de biblioteca foi redefinido. Esqueça aquele lugar antigo com móveis de meia idade e prateleiras gigantes abarrotadas de livros. Para o escritório francês Dominique Coulon & Associés, que projetou a nova biblioteca de Thionville, na França, o lugar precisa abrigar todo o acervo bibliográfico e de mídia, mas também precisa ser um ambiente de permanência, que acomode as pessoas com conforto e incentive a criação.

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O projeto conta ainda com áreas de exposição, espaços para criação, estúdios de música e restaurante.

O edifício foi todo concebido em linhas sinuosas, que lembrar as curvas de uma fita. Nas laterais, cortinas de vidro para aproveitar ao máximo a luz natural, e algumas ilhotas abertas com mesas e cadeiras que são abraçadas pela arquitetura da biblioteca.

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Dessa forma, fica menos clara a definição do que é um espaço público e do que é espaço privado, unindo as diferentes áreas.

O telhado virou terraço e virou mais uma alternativa de escape do tradicional, com visão para a copa das árvores que cercam a região. As pessoas podem tirar uma soneca, ler, fazer um piquenique e até reuniões.

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O “pulo do gato” é que os espaços foram criados com base no princípio de independência e de irregularidade das seções. Assim, com vocações bem específicas, o local agrada a todos os perfis, que podem escolher ficar isolados nas áreas de seus interesses.

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As cores protagonistas são variantes de tons bastante encontrados na natureza, como o verde, o azul e o branco. As áreas de passagem imitam as formas orgânicas e oferecem diferentes opções aos visitantes.

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Escola de São Paulo derruba paredes e provas

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Alunos sentados em plena sala de aula: paredes foram derrubadas, assim como provas; escola do bairro do Butantã chama a atenção de educadores - Marcos Alves Agência O Globo

Alunos sentados em plena sala de aula: paredes foram derrubadas, assim como provas; escola do bairro do Butantã chama a atenção de educadores – Marcos Alves Agência O Globo

Novidades não alteram desempenho da unidade em avaliações de ensino, mas empolga alunos e pais

Stella Borges, em O Globo

SÃO PAULO — Uma escola onde alunos de diferentes séries dividem o mesmo espaço, não se sentam enfileirados, não estudam para provas e dificilmente assistem à aulas expositivas. O que parece ser um exemplo distante da realidade já acontece há 12 anos em uma instituição da rede pública de ensino em São Paulo. Na escola municipal de ensino fundamental Desembargador Amorim Lima, localizada no bairro do Butantã, na zona oeste da cidade, os principais lemas são a autonomia dos alunos e o desenvolvimento de trabalho coletivo.

— Foram anos em que desenvolvi autonomia, não só como aluna, mas como cidadã. Já na 5ª série eu era membro da assembleia, onde debatíamos os problemas da escola — afirma Naíma D’auria, 21 anos, que cursou todo o ensino fundamental na Amorim Lima.

Mas nem sempre foi assim. Antes da mudança, que começou no final de 2003, a escola apresentava problemas como indisciplina e altos índices de faltas de professores e alunos. O processo de transformação radical foi encabeçado pela diretora Ana Elisa Siqueira que decidiu organizar reuniões com os pais dos estudantes para que, juntos, encontrassem uma saída.

— Começamos a discutir que escola tínhamos e que escola queríamos. E daí fomos vendo coisas que a gente não queria de jeito nenhum e como a gente podia moldar aquela realidade que tínhamos na época – afirma Ana Elisa.

Foi ainda em 2003 que uma comissão formada pela diretora, pais de alunos e professores convidou a psicóloga e consultora educacional Rosely Sayão para examinar o cenário e propor medidas que ajudassem a escola. Rosely apresentou a eles o exemplo da Escola da Ponte, instituição pública portuguesa que prioriza valores como autonomia moral e intelectual dos alunos. O projeto educativo chamou a atenção da comunidade escolar da Amorim Lima.

— Quando nos deparamos com a experiência da Escola da Ponte nos encantamos com o modelo e achamos que podíamos nos inspirar nessa experiência. Nos aprofundamos em conhecê-la e conseguimos conversar com o governo – relembra a diretora.

A Secretaria Municipal da Educação aprovou a proposta sem obstáculos. A assessoria da pasta afirma que o projeto apresentado foi aceito porque as instituições de ensino tem autonomia para desenvolver seu projeto político pedagógico da maneira que julgarem mais conveniente desde que respeitem as diretrizes dadas pelo Ministério da Educação.

Já em 2004 as paredes das tradicionais salas de aula foram derrubadas para dar lugar a dois grandes salões: um para alunos do Ciclo I, que hoje abriga alunos do 3º ao 5º ano, e outro para alunos do Ciclo II, do 6º ao 9º. Alunos dos 1º e 2º anos, ainda em processo de alfabetização, ocupam um espaço separado, apelidado de salãozinho.

Nos salões, os alunos passaram a se organizar não mais em fileiras, mas em grupos de até cinco para realizarem as suas pesquisas e responderem, individualmente, seus roteiros, que substituem as provas. A turma de Naíma passou a fazer parte do projeto a partir da 5ª série, em 2005. Ela conta que, passada a fase de adaptação, gostou “muito” da iniciativa.

— No início foi uma adaptação grande porque estávamos acostumados com uma rotina diferente, mas depois foi muito bom porque desenvolvíamos atividades em grupo. Estudei por quatro anos com as mesmas quatro pessoas e isso contribuiu para que desenvolvêssemos uma relação muito próxima. A ideia era que a gente se ajudasse primeiro e só recorresse ao professor depois.

Os roteiros de pesquisa, que costumam ser interdisciplinares, são distribuídos ao longo do ano. Eles contém tarefas que devem ser desenvolvidas pelo aluno na ordem em que ele achar melhor, em acordo com o tutor. Quando acaba de preencher o roteiro, o estudante escreve um portfólio sobre o que aprendeu e, com base nele, é avaliado se está apto a receber a próxima apostila. Não há provas. O progresso do aluno é avaliado pela qualidade do que é produzido e por sua participação nas atividades escolares.

O professor é um tutor que orienta e avalia uma vez por semana durante cinco horas as atividades realizadas por seus alunos. Nos demais dias, os professores circulam pelo salão para ajudar os estudantes em eventuais dúvidas. Não há aulas expositivas, exceto quando os educadores julgam necessário.

Apesar da metodologia diferente da usada nas demais escolas da rede de ensino, Ana Elisa afirma que a Amorim Lima não destoa das demais instituições de ensino na Prova Brasil, exame que avalia o desempenho de alunos do ensino fundamental.

— No geral, ficamos na média das demais escolas municipais da rede pública de São Paulo.

No site do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), no que se refere aos anos finais do ensino fundamental, em 2013 a escola teve uma nota de 4.6, dois décimos abaixo da meta estabelecida pelo órgão, mas dois décimos acima da média das escolas paulistanas, de 4.4. Já nos anos iniciais, nem a média da Amorim Lima, nem a das demais escolas de São Paulo estão disponíveis no site do órgão por uma solicitação de não divulgação, conforme indica o IDEB.

Luka Franca queria que a filha Rosa, de 6 anos, estudasse em uma escola pública a partir do 1º ano do ensino fundamental. Pesquisou colégios disponíveis na região onde mora e, depois de ouvir falar sobre a escola, resolveu matricular a filha.

— Quando li sobre a Amorim, percebi que ela estava em consonância com as coisas que ela já tinha na outra escola e que eu achava importante pra ela. Uma das coisas mais legais do projeto é o respeito ao tempo, ao ritmo de cada criança.

Luka, assim como grande parte dos pais dos estudantes da Amorim Lima, participa ativamente da vida escolar. Ela também destaca a importância da democracia dentro da instituição.

— Participo do conselho escolar, dos debates de escolas do bairro. Não existe escola perfeita, mas o esforço de fazer uma escola democrática, que faça sentido na vida da comunidade, é muito mais difícil.

Os estudantes da Amorim Lima também contam com uma série de oficinas extracurriculares como capoeira, artesanato e cinema. A escola desenvolve rodas de conversa que promovem discussões sobre temas variados trazidos pelos estudantes e por professores, além dos grupos de responsabilidade, nos quais os alunos se inscrevem para desenvolver ideias cujo objetivo é preservar os espaços da escola.

— Uma outra coisa interessante da Amorim é que os alunos apresentam a escola pra quem vai conhecer e eu fiz isso várias vezes, o que me ajudou muito a desenvolver meu lado comunicativo. Aliás, eu vim para a área de educação e da comunicação por causa da escola, porque me identifico muito com o projeto – conta Naíma, que estuda Educomunicação na USP.

* Com supervisão de Mariana Timóteo da Costa

10 escolas onde você não iria querer cabular aula

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Publicado por Hypeness

O ambiente é um dos fatores que mais afetam o aprendizado em uma escola ou faculdade. Sabendo disso, muitos arquitetos e designers têm se esforçado para recriar ambientes de aprendizagem, transformando as chatas e convencionais salas de aula em incríveis ambientes onde a criatividade e a inovação são estimulados. Utilizando cores, formas e propostas de ensino diferenciadas, estas são algumas das escolas que têm revolucionado, no mundo, o conceito de estudar.

1. Makoko Floating School – Lagos, Nigéria

Contra as constantes enchentes da região de Makoko, na Nigéria, foi projetada uma escola flutuante, que garante segurança aos alunos independentemente das chuvas. Cada escola pode abrigar até 100 crianças e funciona de forma autônoma, com o auxílio de paineis solares para captar energia e um sistema que filtra água da chuva para usar no banheiro e torneiras. Clique aqui e saiba mais sobre as escolas flutuantes de Makoko:

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Todas as imagens © NLE

2. Fuji Yochien – Tóquio, Japão

A parte mais incrível da Fuji Yochien, uma escola em Tóquio, no Japão, é uma estrutura baseada em metal, vidro e madeira que foi construída pelo Tezuka Architects em volta de uma grande árvore. Utilizada tanto como sala de aula como espaço para brincadeiras e ponto de ônibus, a construção é fechada com vidro em sua metade, garantindo às crianças um divertido e criativo espaço para brincadeiras ao ar livre. Veja algumas imagens:

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Fotos © Katsuhisa Kida /FOTOTECA

3. Macquarie University – Sydney, Austrália

Acredita-se que o espaço pode, sim, interferir na forma com que o aluno aprende. Portanto, na Macquarie University, em Syndey, na Austrália, um longo e complexo estudo levou à alteração das salas de aula. Centenas de mesas de madeira antigas foram transformadas em quadro-divisórias, criando ambientes de estudo mais flexíveis e convidativos.

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Fotos © Bennett Trimble

4. Xiaquon Elementary School – Xiaquon, China

A Xiaquon Elementary School foi criada para se parecer com uma mini cidade. Na composição do urbano, crianças têm a chance de experimentar e aprender de uma forma diferente. Até mesmo um labirinto, com passagens e ruelas, foi criado para provocar a curiosidade e a imaginação dos alunos. A escola foi construída pela própria comunidade em 2008, após um terremoto destruir o prédio original.

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Fotos © Yao Li

5. Loop Kindergarten – Tóquio, Japão

Na Loop Kindergarten, localizada em Tóquio, no Japão, não há uma quina: todo o prédio é feito com base em círculos. Desenvolvida pelo SAKO Architects, a incrível estrutura é colorida por 18 tons diferentes, que indicam às crianças a separação de áreas. A escola foi pensada para as crianças e oferece um ambiente belíssimo e mais do que propício para o aprendizado. Veja algumas imagens:

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Fotos © Misae Hiromatsu

6. Green School – Bali, Indonesia

Todas as estruturas deste câmpus são feitas de bambu. Além disso, a maior parte da energia utilizada é limpa, coletada por meio de painéis solares ou por meio de um gerador hídrico. A Green School, em Bali, na Indonésia, tem como objetivo estimular a sustentabilidade e o faz adotando práticas ecológicas em todos os seus setores: das salas de aula aos ginásios e cantinas.

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Fotos © Iwan Baan

7. Container Classroom – Cape Town, África do Sul

No subúrbio de Cape Town, na África do Sul, filhos de trabalhadores rurais conseguiram a chance de frequentar a escola graças à transformação de contêineres. Cada um deles é transformado em uma sala de aula que, embora pequena, traz tudo o que uma criança precisa para aprender. No modelo, cada escola-contêiner traz ainda uma pequena horta e um playground. O modelo pode permitir que mais escolas sejam criadas em regiões pobres do planeta.

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Fotos © Tsai Design Studio

8. Vittra Telefonplan – Estocolmo, Suécia

Preparar as crianças para o mundo vai muito além de decorar tópicos e aprender equações. Para a escola Vittra Telefonplan, localizada em Estocolmo, na Suécia, formar um ser humano e sua personalidade exige experimentar, arriscar na tentativa e erro e descobrir-se. Por isso, a escola criou, em parceria com o arquiteto Rosan Bosch, alguns ambientes de aprendizado pra lá de incríveis. Espaços para estudo, trabalhos práticos e brincadeiras foram construídos para ampliar as oportunidades de desenvolvimento dos alunos. Leia mais sobre a proposta da escola aqui.

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Fotos © Vittra Telefonplan

9. Orchard Gardens – Boston, EUA

Sabe o que tirou a Orchard Gardens, uma escola localizada em Boston, nos EUA, da lista das piores e mais violentas do estado? Aulas de arte. O diretor decidiu demitir funcionários da segurança e, com o dinheiro, investiu em aulas de arte, música e teatro. Além de passarem mais tempo na escola, os alunos tiveram a chance de estimular sua expressão criativa e empreendedora. A escola não só saiu da lista das piores como emplacou no ranking das melhores escolas do estado cerca de 2 anos após as mudanças. Saiba mais sobre essa incrível história clicando aqui.

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Fotos © Orchard Gardens

10. IslandWood – Seattle, EUA

Em grandes centros urbanos como Seattle, nos EUA, cada vez menos as crianças têm a chance de estar em contato e aprender com a natureza. Com isso em mente, foi criada a escola IslandWood, um centro de aprendizagem ao ar livre localizado em um espaço de 255 hectares. O objetivo é inspirar a aplicação de ciências e artes à natureza, incentivando práticas sustentáveis. Saiba mais sobre a IslandWood clicando aqui.

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Fotos © IslandWood

A escola deveria parecer um parque de diversões, diz educador

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Marcelle Souza, UOL

Tião Rocha descobriu há 30 anos que era possível fazer educação debaixo do pé de manga, em roda, sem currículo fixo, sala de aula e hierarquia. Para ele, o segredo é pensar a educação como algo plural, que leva em conta “os saberes, os fazeres e os quereres” de todas as pessoas envolvidas no processo. Uma educação que não exclua nem selecione, mas que respeite o tempo de aprendizado de cada um.

“Infelizmente a escola não é uma coisa prazerosa. Esse é o grande desafio. A escola deveria se assemelhar muito mais a um parque de diversões, um lugar prazeroso. A escola hoje se parece muito mais com uma fábrica, que tem sino para entrar, sino para sair, a cada 50 minutos muda a matéria, tem uma hierarquização danada, aí deixa de ser fábrica e vira uma cadeira, um quartel, e às vezes chega ao ponto de parecer um hospício”, afirma.

Rocha é fundador do Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento, organização não-governamental que atua nas áreas de educação popular e desenvolvimento comunitário sustentável. Ele participa na próxima quinta-feira (6) de um dos debates do Wise (World Innovation Summit for Education), um dos principais eventos internacionais de educação, realizado nesta semana em Doha, no Catar.

Boa educação exige bons educadores

Ele defende que a boa educação só é possível com bons educadores –aqueles que não se posicionam como detentores da toda a sabedoria e que são capazes de compreender que todo mundo tem algo a ensinar. “O bom educador é aquele que se propõe a ser um aprendiz, tem que aprender o outro, que é perceber a potencialidade do outro e dar as oportunidades para crescer”, afirma.

Na sua opinião, o bom educador “não fica citando autores, não é um repetidor de ideias”, mas é aquele que constrói a sua própria pedagogia. “A educação só existe no plural, tem que ter no mínimo duas pessoas (o eu e o outro). Se o professor e o aluno são pessoas diferentes, a relação entre eles tem que ser de iguais. Ou seja, não tem o que sabe mais ou o que sabe menos, não existe isso, são experiências distintas, pessoas distintas”.

Isso só é possível, afirma o educador, quando cada um se sente acolhido dentro do processo educativo. Para pensar uma educação onde todos são ouvidos e ajudam a construir os saberes, ele criou a pedagogia da roda. Ela surgiu quando ele juntou pessoas debaixo de um pé de manga, e percebeu que ali não havia hierarquia e que em círculo todas as pessoas conseguiam se alhar nos olhos.

A partir daí, novas ferramentas foram construídas, como o cafuné pedagógico. “É uma coisa simples: só dá cafuné para o outro quem aprendeu a ter cafuné na vida. É criar acolhimento para aqueles que ainda não tiveram isso. Todos nós precisamos de colo”.

E justifica a adoção do método: “Quanto mais produzir afetos, generosidade, mais as pessoas vêm. Eu não conheço nenhuma criança que possa ter aprendido e se desenvolvido plenamente na base do castigo. Agora, eu conheço centenas de milhares que aprenderam e cresceram cidadãos plenos à base do afeto”, afirma.

Quebrar as paredes

Mas o que seria essa escola do futuro? Para Viana, uma escola bem diferente da que temos hoje. “Se a gente não mudar o jeito de ensinar, não adianta. Não é questão de verba, é questão de mudar efetivamente, romper, quebrar com essa grade curricular, quebrar as paredes que estão dentro escola”, afirma.

“Hoje as crianças têm um currículo que metade das informações são inúteis. Ou então ele aprende um monte de gramática, mas não aprende a gostar de ler. O aluno fingindo que aprendeu, o professor finge que ensinou, a escola finge que existe, o Estado finge que paga e nós estamos pensando que essa educação forma. Ela finge que forma”, diz.

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