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Bienal Internacional do Livro Rio anuncia novidades para 2019

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Bienal Internacional do Livro Rio terá novidades em 2019 – Sandro Vox / Agência O Dia

Pavilhão infantil, espaço voltado à filosofia e negócios e nova área para pequenas editoras estão entre as inovações

Publicado em O Dia

Rio – A 19ª edição da Bienal Internacional do Livro Rio está cheia de novidades. Em 2019, a bienal acontecerá de 30 de agosto a 8 de setembro no Riocentro, Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, com a missão de “incentivar o hábito da leitura para mudar o país”. Entre as novidades estão novos espaços e conteúdos inéditos para seus diversos públicos.

“A Bienal é um sucesso, um momento mágico de interação entre os visitantes, as editoras e os autores. E, para mantermos esse encantamento, estamos sempre investindo em inovação, atentos às novidades e transformações tanto do mercado, quanto da sociedade. Em 2019, o objetivo é oferecer várias bienais dentro de uma, com espaços bem definidos para cada perfil de público”, afirmou Marcos da Veiga Pereira, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL).

Na próxima edição, as novidades serão percebidas logo na chegada. Em vez de entrar direto na área de exposição, como nas edições anteriores, os visitantes irão acessar o evento pelo Pavilhão das Artes, que hoje abriga a maior exposição permanente indoor de arte de rua da América Latina. “É um local inspirador, dedicado à promoção da arte e da cultura. Absolutamente conectado com o universo da Bienal”, destaca Tatiana Zaccaro, diretora da Bienal, acrescentando que priorizar a experiência do público é primordial. Por isso, haverá maior aproveitamento das áreas externas do Riocentro, como jardins e lagos.

Ao entrar na galeria de arte, os visitantes se dividirão de acordo com seus interesses, já que a planta do festival foi redesenhada para concentrar atividades, expositores e patrocinadores afins em um mesmo ambiente. Desta forma, a comunicação das marcas será ainda mais eficiente e a interação com os visitantes, mais produtiva. “Vamos trabalhar com categorias muito bem segmentadas, seguindo a lógica de criar uma bienal para cada um. Para as crianças, por exemplo, teremos o pavilhão infantil”, revela Tatiana.

Dentro desse pavilhão, com mais de 10 mil m² inteiramente dedicados às crianças, estarão editoras de livros infantis, atividades lúdicas e atrações para toda a família, além de fraldário e um ambiente de alimentação especial focado nos pequenos. A área das atividades para esse público ocupará 500m², a maior dentro da programação cultural da Bienal.

Outras novidades serão um espaço dedicado à filosofia e negócios, onde se encontrará tudo sobre a nova literatura voltada para melhorar a qualidade de vida, e uma nova área para as pequenas editoras. O já tradicional Fórum de Educação – com programação voltada para educadores e professores – será ampliado para valorizar e promover a integração entre esses profissionais e oferecer capacitação profissional, além de proporcionar novas oportunidades de relacionamento para as editoras do segmento se aproximarem do seu público-alvo.

Esse é só o começo, pois outros ambientes e ações ainda estão sendo desenvolvidos pela comissão e curadoria da Bienal Rio.

Café Literário e Arena Jovem

Em 2017, com mais de 300 autores e convidados, divididos em 360 horas de programação cultural e 190 sessões, a Bienal Internacional do Livro Rio se firmou como uma verdadeira experiência cultural para toda a família. Em sua 18ª edição, o maior evento literário do país bateu recorde de público e recebeu 640 mil visitantes, superando a estimativa inicial de 600 mil. Em pesquisa realizada no final do evento, 93% das pessoas disseram que voltariam na próxima edição.

Para 2019, a direção da Bienal garante que Café Literário e a Arena Jovem serão mantidos. Na última edição, a procura pelo local dedicado aos debates de interesse dos jovens cresceu 344%, com o aumento da capacidade de 90 para 400 lugares de 2015 para 2017. A variedade de temas das mesas propostas para o Café Literário também agradou bastante e a atividade recebeu um público 25% maior que na 17ª edição.

54% dos universitários não confiam no ensino superior, diz pesquisa

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Estudo divulgado neste mês foi feito com 7 mil brasileiros.
Jovens ainda acreditam que universidade dá habilidades específicas.

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Publicado no G1

Mais da metade dos universitários brasileiros (54%) não confia no sistema de ensino superior atual, segundo pesquisa da Laureate International Universities. A análise é uma das conclusões de um levantamento da empresa com quase sete mil alunos brasileiros. A pesquisa também aponta que dois terços dos estudantes não estão satisfeitos com o investimento de tempo e dinheiro no ensino superior.

Apesar disso, mais de 85% dos universitários acreditam que seu curso é imprescindível para lhes proporcionar habilidades profissionais específicas. Os jovens também esperam que o ensino superior lhes dê um futuro melhor, de acordo com o levantamento.

Os estudantes afirmam que inovações no ensino superior são necessárias para que eles alcancem seus objetivos profissionais, de acordo com a pesquisa. Educação orientada para a carreira, estágios remunerados e cursos ministrados pelos empregadores são algumas das mudanças apontadas pelos entrevistados que deveriam ser implantadas pelas universidades.

Na pesquisa como um todo, os entrevistados demonstraram otimismo em relação ao futuro após concluírem a universidade. Os estudantes também estão mais interessados em empreendedorismo e 96% acreditam que suas instituições deveriam dar mais incentivos nesta área.

Metodologia
A pesquisa ouviu 6289 estudantes de onze instituições Laureate. Além deles, também foram entrevistados 506 estudantes brasileiros de outras universidades. O levantamento foi conduzido em parceria com a Zogby Analytics.

Inovações na educação ‘servem de estímulo a professor’, diz OCDE

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Estudo vê ‘indícios’ de benefícios trazidos por inovações na sala de aula; relação não é ‘facilmente comprovável’.

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Inovações – de filosofia, estilo e até de recursos tecnológicos – nas escolas podem ter impacto positivo na valorização de professores e, em alguns casos, nas notas dos alunos em algumas disciplinas.

É o que sugere um estudo-piloto divulgado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o relatório Mensurando Inovação na Educação.

A análise se debruçou sobre 28 sistemas educacionais (entre países, estados americanos e territórios canadenses, Brasil não incluído) no mundo.

Segundo os especialistas da OCDE, ainda que não haja uma relação facilmente comprovável entre inovação e melhorias na educação, “em geral, países com maiores níveis de inovação veem aumento em alguns resultados educacionais, incluindo melhor performance em matemática na oitava série (13 e 14 anos), resultados de aprendizado mais igualitários e professores mais satisfeitos”.

Entre as inovações analisadas estão materiais didáticos, recursos educacionais, estilo de ensino, aplicação de conhecimento na vida real, interpretação de dados e textos, disponibilidade de computadores e sistemas de e-learning nas aulas, novas formas de organizar atividades curriculares e uso de tecnologia na comunicação com pais e alunos, entre outros.

Porém, os investimentos em tecnologia e inovação não são unanimidade entre estudiosos de educação, já que nem sempre esses investimentos se traduzem em melhor desempenho ou em benefícios mensuráveis – e muitas vezes incorrem em aumento de gastos.

Questão de confiança
O autor do relatório, Stephan Vicent-Lancrin, explica à BBC Brasil que de fato não é possível verificar com certeza a relação direta entre inovação e benefícios. Mas há “indícios” de que aquela tenham efeitos positivos na igualdade de oportunidades entre alunos, no desempenho em disciplinas como matemática e, sobretudo, no estímulo a professores.

“Não podemos afirmar com certeza que as notas melhoram graças a inovações na sala de aula. Mas vemos que inovações trazem confiança para (que agentes participantes da educação) promovam outras mudanças”, diz Vincent-Lancrin.

“A relação mais forte que observamos foi em relação à satisfação de professores. Mais inovações trouxeram mais motivação.”

As práticas foram estudadas pela OCDE entre 2000 e 2011, no ensino primário e secundário, e o país estudado que mais adotou inovações no período foi a Dinamarca (com 37 pontos no índice calculado pelo órgão), seguido por Indonésia (36), Coreia do Sul (32) e Holanda (30).

Entre as mudanças observadas na Dinamarca estão, por exemplo, aumento no uso de testes-padrão elaborados por professores, e mais intercâmbio de conhecimento entre o corpo docente.

Segundo o relatório, “os sistemas educacionais que mais inovaram são também os mais igualitários em termos de desempenho dos estudantes”. Por exemplo, os da Indonésia e da Coreia do Sul.

Sendo assim, o estudo aponta que há uma “presunção” de que mais inovação desencadeie mais igualdade de oportunidades e aprendizado entre alunos, ainda que isso não possa ser efetivamente provado.

Debate
Mas se a adoção de novas práticas na ciência e na economia produtiva é apontada como um fator importante para a competividade global, na educação essa correlação não é tão simples. O próprio estudo aponta que existem também sistemas educacionais com baixa inovação e alto desempenho.

Ao mesmo tempo, argumentos pró-inovação na educação incluem maximizar o retorno do investimento público, buscar avanços no desempenho de alunos e reduzir a desigualdade de oportunidades entre estudantes, aponta a OCDE.

O relatório diz que, “ao contrário do que se costuma pensar, há um nível razoável de inovação no setor educacional, tanto em relação a outros setores da sociedade como em termos absolutos. Setenta por cento dos formandos empregados no setor educacional consideram seus estabelecimentos como altamente inovadores, índice similar ao da média (do restante) da economia (69%)”.

Segundo Stephan Vincent-Lancrin, o setor educacional apresentou índices de inovação mais elevados do que o restante do setor público, mas são necessários mais estudos para entender exatamente seus desdobramentos no ambiente escolar.

“Estamos tentando colocar o assunto no mapa para entender seu impacto”, diz.

Fonte: G1

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