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Mãe de gêmeos cria projeto inovador para melhorar escola pública

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queronaescola

Publicado em Mães de Peito

O que aluno que estuda em uma escola pública gostaria de aprender no ambiente escolar e que fosse além do currículo obrigatório? Aulas de fotografia, música, artesanato, enfim, a ideia é que o aluno sugira o que deseja e o projeto Quero na Escola ajuda a encontrar os voluntários dispostos em tornar aquele sonho da turma em realidade.

A proposta foi idealizada pela jornalista Cinthia Rodrigues, 34, que é mãe de gêmeos de três anos que frequentam uma creche municipal de São Paulo. Ela, que é especializada na área de educação, optou em colocar os filhos na rede pública por acreditar que a educação é a base de tudo e que a sociedade deve participar e exigir uma boa educação sem pagar uma mensalidade, afinal, já pagamos impostos altos para ter esse direito.

A ideia é bem simples: o aluno entra no site do Quero na Escola, pede o que quer e o projeto cria página com os pedidos que ficam à espera do voluntário. “Depois fazemos o processo de agendamento”, comenta.

Cinthia conta que o Quero na Escola pretender dar uma chance para os alunos, principalmente dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio de ter protagonismo sobre seu aprendizado e fazer um mapa de pedidos para quem quer contribuir com a mão na massa. “A ideia é chamar à atenção das pessoas que se sentem de mãos atadas diante da educação pública que temos atualmente. Assim, podem colaborar com o que sabem e gostam”, comenta a jornalista.

Ela diz que a iniciativa surgiu pois estava cada vez mais incomodada ao ver os resultados insatisfatórios nas avaliações das escolas todos os anos, principalmente, no ensino médio. A jornalista destaca que quase metade dos adolescentes abandona a escola e, dos que não abandonam, poucos aprendem de fato pois se interessam pouco pelo que é ensinado. O objetivo é fazer a escola ser um local prazeroso ao aluno, que haja engajamento dele e de seus pais.

Antes de criar o Quero na Escola, a jornalista tinha ideia de fazer algo voltado para os professores. “Mas, conforme fui na raiz dos problemas, percebi que, em não sendo governo, o melhor que podia fazer era ajudar a tornar o aluno mais interessado”, comenta Cinthia, que teve a ajuda de outras três jornalistas.

Inicialmente o projeto é voltado para as escolas públicas de todo o país. “O aluno deve tomar a iniciativa”, ressalta. “Estamos com 10 escolas atualmente, oito em São Paulo, uma em Minas e uma em Florianópolis. Temos pedidos isolados no Rio e em Tocantins, mas ainda não conseguimos confirmar os dados e conversar com todas as partes”, comenta.

“Descobrimos que eles tinham sim vários interesses e a falta de atendimento a eles, de voz, acabava os frustrando e resultando na postura de ‘desinteressados’”, diz a jornalista, que inscreveu seu trabalho no laboratório de inovação social, Social Good Brasil Lab, sem grandes pretensões, mas é uma das seis finalistas entre os 270 inscritos.

Em dois meses, o Quero na Escola já gerou oito visitas de voluntários às escolas para falar sobre artesanato, fotografia, cerâmica, grafite, contração de história e até uma palestra contra o machismo. “A contação de histórias já foi feita três vezes (três voluntárias diferentes) e a palestra contra racismo e machismo acabou sendo para todos os alunos do período noturno da Escola Estadual Joaquim Alvarez Cruz, em Barragem, na extrema zona sul de São Paulo”, comenta. Em dois meses, mais de 300 alunos já participaram.

Cinthia comenta que ainda não há um ‘modelo de negócio’ para que a ideia siga adiante e seja economicamente viável. “Fizemos tudo nos horários vagos entre os nossos trabalhos remunerados e os cuidados com os filhos”, diz.

Nesta quinta-feira (12) como finalista do Social Good Brasil Lab o projeto concorre a um prêmio financeiro para que possa crescer e atender mais escolas e alunos. “Se ganharmos, vamos melhorar a ferramenta para ficar mais inteligente e automatizada. Se a gente só mantiver o atual índice de crescimento, no ano que vem estaremos com milhares de atendidos e muitas escolas e pessoas serão ‘apresentada’”, planeja.
O projeto vencedor poderá ser voltado por qualquer internauta entre às 17h e 19h. Cada pessoa pode votar apenas uma vez.

5 originais que serão recusados por editoras

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Augusto Assis, no Cabine Literária

Uma editora provavelmente vai levar meses para conseguir avaliar o original que você mandou. Se já é complicado competir com outros tantos originais que eles recebem diariamente, você não vai querer cometer uma besteira que te desclassifiqueantes de ser lido, não é?

Imagem: Photl.com

Imagem: Photl.com

Pensando nisso, trouxe hoje alguns tipos de originais — e de autores —, que não muito bem vistos pelas casas editoriais. Gostaria de agradecer ao Walter Tierno (editor da Giz Editorial) que me contou um pouco sobre a arte de avaliar originais.

O intrigante
Quem manda esse tipo de original quer deixar o editor com um gostinho de quero mais. O problema é que não deixa. Tem olhos de ressaca e é todo trabalhado no mistério. Esse autor quer causar angústia ao editor, quer que ele sofra pedindo por mais e que ele vá até sua casa (nada de e-mail) e implore pelo final da história.

Bem, agora falando sério:seria uma perda de tempo para o autor e para o profissional que leria o original mandar um texto incompleto achando que vai abalar. Frases como “O resto é surpresa” não são nada recomendáveis. Ninguém vai te procurar desse jeito.

O pavão
Ele não precisa de editora nem de marketing nem de qualquer coisa que não ele próprio. Os grandes nomes da literatura já podem abrir um espaço para a sua genialidade. Vem aí o queridinho da critica, o amadopelo povão, o consagrado pelos acadêmicos: o anônimo!

O anônimo é um talento a ser descoberto, e ele sabe disso. Por isso, sua obra (não diga original: é quase ofensivo) chegará às mãos do editor com uma frase de apresentação do tipo: “Esta é a melhor obra que você já recebeu e será o novo grande sucesso da literatura mundial”. Pois é, então. Não tenho tanta certeza que seu possível editor vai te dar sequer uma chance de convencê-lo.

O inovador
Quem disse que precisa seguir as regras da língua? Balela! Você é escritor e usa as palavras do jeito que você bem entender. Assim chega o inovador, não se importando com a gramática, que é para a ralé.

Calma, você não precisa dominar tudo.Não é como se um pequeno deslize fosse comprometer sua carreira, seu futuro e suas futuras gerações, mas cuidado faz bem. Dê uma revisada, peça para alguém (um professor ou outro que domine bem a língua) dar uma corrigida. Erros de português não são imperdoáveis, mas “agente tamos” é sacanagem.

O atirador
“É editora? Então toma um original!” Não é assim que funciona. Faça uma filtragem de editoras que publicam o gênero da sua história. Não adianta mandar um romance água-com-açúcar para uma editora que só publica literatura fantástica. Editora nenhuma vai abrir uma exceção pra você, só porque você quer. Enviar uma história que não segue a linha editorial da casa é pedir pra nem ser lido.

E uma vez escolhida a editora, tente resistir à tentação de enviar para outras antes de receber uma resposta. Editoras conversam entre si e trocam informações. Você não quer ser aquele autor que atirou para todos os lados e ficou com fama de desesperado.

O rebelde
Essa é bem básica, mas é sempre bom prestar atenção. Se a editora que você vai tentar pede tudo em Arial tamanho 11, não mande em Georgia tamanho 12. Obedeça às normas de espaçamento, margem e o que mais a editora pedir.

Lembre-se de é você quem está submetendo o original para a avaliação. Às vezes, você nem prestou atenção ao fato de que deveria seguir um padrão.Simplesmente mandou. Agora que eu já avisei, não tem mais desculpa: sempre confira antes de mandar. Geralmente as editoras têm isso no próprio site.

O espertalhão
Entregar um original para autor da casa na esperança de que o cara leve até as mãos do editor e dê aquela forcinha é no mínimo deselegante. É pedir não só pra não ser lido, mas para ficar queimado no meio. Você não quer ser esse cara ou essa garota,acredite. Não, não falo por experiência própria.

Outra característica do espertalhão é ter a síndrome de PC Siqueira. O que seria isso? Ele arranja vários seguidores para suas redes sociais. Comprados (sim, tem gente que faz isso!), ou vários perfis que ele próprio criou para seguir a si mesmo e outros tipos de trapaça,só para parecer mais “popular”.

Gente, quando uma pessoa é popular (nível PC Siqueira, daí o nome), a gente sabe. Todo mundo conhece ou ouviu falar. Não adianta chegar falando que você é o famoso Rodela, sendo que ninguém conhece o famoso Rodela.

O penetra
Esse é o autor vai aos eventos só pra tentar entregar aquele original para um editor. Claro, ninguém pediu nada, mas ele entrega mesmo assim, porque ele é o chato. Gente, isso é feio. Completamente fora de hora, completamente contraproducente. Não tente isso. Começar a falar descontroladamente sobre o livro, sem que o editor tenha dito: “Me fale sobre o seu livro”, é encrenca.É a mais pura tradução daquele meme (que eu adoro): não li e nem lerei.

E aí, anotou tudo? Pronto para não fazer besteira? Então tudo certo. Faça suas escolhas sabiamente e boa sorte!

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