Contando e Cantando (Volume 2)

Posts tagged inspiração

8 obras literárias recriadas com LEGO

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Maria Luciana Rincon, no Mega Curioso

O que você acha dos bibliófilos — aquelas pessoas que amam “devorar” livros — incorrigíveis? E da turminha que adora LEGO, o que você pensa a respeito deles? Você diria que eles são nerds? Então, imagine o que acontece quando esses dois prazeres se juntam! O resultado, como você já deve ter deduzido, são criações pra lá de inspiradas e geniais, como as que selecionamos a partir de um artigo postado pelo pessoal do mental_floss. Confira a seguir:

1 – Casamento Vermelho

Se você é fã da serie Game of Thrones, provavelmente concorda que uma das passagens mais infames é o famoso Casamento Vermelho, do livro A Tormenta de Espadas. E para marcar o lançamento do filme “Uma Aventura LEGO”, a livraria britânica Waterstones resolveu recriar essa cena com bloquinhos de plástico. Confira:

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Por certo, a livraria não se limitou em recriar apenas uma passagem com pecinhas de LEGO. Veja a seguir outras três cenas que também saíram de páginas de livros famosos:

2 – Drácula

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Você percebeu que o pessoal da Waterstones inclusive incluiu um pequeno Batman na passagem tirada do famoso livro de Bram Stoker?

3 – A Morte de Artur

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A criação acima foi inspirada em uma passagem da obra de Sir Thomas Malory que conta a história de Rei Artur e os Cavaleiros da Távola Redonda.

4 – Romeu e Julieta

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E para finalizar com a nossa seleção de criações da Waterstones, uma cena de “Romeu e Julieta”, de William Shakespeare.

5 – Hogwarts

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Criada por Alice Finch, a peça acima — inspirada nos livros de Harry Potter, evidentemente — foi construída com aproximadamente 400 mil bloquinhos de plástico e levou 12 meses de trabalho para ficar pronta. E além de montar uma obra gigante, Alice incluiu vários detalhes, como o Salão Principal cheio de estudantes, o Campo de Quadribol, a sala de aula onde o Professor Lupin ensina Defesa Contra as Artes das Trevas e muito mais.

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6 – Moby Dick

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A cena que você acabou de ver — tirada do livro “Moby Dick”, de Herman Melville — foi criada pelo pessoal do Aquário de Sydney e do Sydney Wildlife World e conta com 365.420 blocos duplos de LEGO. Aliás, a baleia fez parte de uma exposição com um total de 25 esculturas incríveis que não incluímos aqui por não recriarem passagens de livros. Contudo, não deixe de conferir as outras criações através deste link.

7 – Eneida

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Como você deve ter deduzido só de olhar para a imagem acima, a peça — construída por Jared Chan — recria a passagem da “Eneida” (poema épico do século I a.C. de autoria de Virgílio) na qual Eneias, o protagonista da história, descreve o memorável episódio relacionado com o Cavalo de Troia. Caso você tenha interesse de ver mais detalhes sobre a escultura, acesse este link.

8 – Rivendell

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Você se lembra de Alice Finch, a moça que recriou Hogwarts no item 5? Pois ela também construiu uma Rivendell de LEGO, o paraíso habitado pelos elfos da Terra Média, de “O Senhor dos Anéis”. Para isso ela contou com a ajuda de David Frank — outro “mestre” em blocos de plástico — e precisou de 200 mil peças para concluir sua incrível e superdetalhada réplica. Não deixe de acessar este link para ver mais fotos da escultura.

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E você, caro leitor, se tivesse que recriar uma passagem do seu livro favorito com pecinhas de LEGO, qual seria ela? Não deixe de compartilhar conosco nos comentários!

Autora do livro que inspirou ‘Orange is the new black’ diz que terceiro ano da série vai explorar a fé

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Piper Kerman se diz ansiosa para ler as memórias da ex-namorada

Jason Biggs, Piper Kerman e Danielle Brooks posam durante visita a São Paulo, em 2013 - Terceiro / Alex Azevedo/ Fabio Pugliesi/DIVULGAÇÃO

Jason Biggs, Piper Kerman e Danielle Brooks posam durante visita a São Paulo, em 2013 – Terceiro / Alex Azevedo/ Fabio Pugliesi/DIVULGAÇÃO

Publicado em O Globo

LOWELL, Massachusetts — A mulher cujas memórias dos tempos de prisão deram origem à série “Orange is the new black”, da Netflix, dividiu suas apostas para o terceiro ano da série. Consultora da trama, Piper Kerman disse que “muitas histórias incríveis e reviravoltas”.

Segundo a inspiradora da personagem Piper Chapman, de Taylor Schilling, a próxima leva de episódios contará as histórias por trás de alguns personagens, além de apresentar novos nomes aos espectadores.

A série, criada por Jenji Kohan, acompanha uma mulher cumprindo pena numa prisão federal por carregar uma mala cheio de dinheiro de traficantes para sua então namorada, envolvida com um poderoso cartel. A Piper da vida real revelou que as filmagens da terceira temporada já passaram de metade, mas ela não quis dar nenhum spoiler ou mesmo confirmar a data de estreia, prevista para meados de 2015.

Como consultora, Piper lê os roteiros e aconselha a equipe sobre como manter a história o mais próximo possível da realidade. Quando perguntada se Vee (vivida por Lorraine Troussaint), uma das maiores antagonistas da segunda temporada, ainda está viva, Piper apenas riu.

“Uma das coisas que Jenji Kohan pôde revelar sobre a terceira temporada é que a exploração da fé é uma parte importante e o que eles já escreveram até agora”, disse Piper a uma turma de 400 estudantes e fãs em uma palestra na Universidade de Massachusetts.

Piper também comentou o contrato que sua ex-namorada, interpretada da ficção por Laura Prepon, assinou para também escrever um livro. Catherine Cleary Wolters acabou sendo presa por seu envolvimento com o tráfico de drogas.

“Espero que o livro da minha ex seja uma leitura fascinante”, disse. “Ela teve uma vida muito diferente, e a história dela na cadeia é muito diferente da minha. Por um lado, ela esteve muito mais envolvida com o tráfico de narcóticos, e por outro, ela passou muito mais tempo na prisão”.

Sem glamour: Taylor Schilling em cena de ‘Orange is the new black’ - JOJO WHILDEN /

Sem glamour: Taylor Schilling em cena de ‘Orange is the new black’ – JOJO WHILDEN /

Apesar de ter conquistado fama e fortuna graças ao seu livro de memórias e a adaptação dele para uma série de sucesso, Piper disse que mudaria sua história em um piscar de olhos se pudesse voltar para 1993, quando tudo começou. Ela tinha apenas 22 anos.

“Eu me arrependo muito do crime que cometi”, afirmou Piper, uma ativista pela reforma do sistema de Justiça criminal. Por mais que eu seja grata por ter encontrado leitores e feliz com a série na Netflix, a verdade é que a prisão é uma experiência muito traumática.

Piper passou 13 meses em uma prisão federal de segurança mínima em Danbury, Connecticut, há mais de dez anos, por sua participação em um esquema de lavagem de dinheiro de um cartel de drogas.

“O que eu causei à minha família e às pessoas que me amam foi dor e preocupação. Outra verdade fundamental é que minhas ações causaram outros danos em outras pessoas em termos de abuso de substâncias”.

Saudade, cafuné e outras palavras intraduzíveis viram livro ilustrado

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A história é simples e inspiradora.

Eduardo Rodrigues em O Globo

Ella Frances Sanders era estagiária na Maptia.com quando recebeu a missão de ilustrar 11 palavras intraduzíveis para o inglês — um trabalho bem mais divertido que boa parte das funções que sobram para os pobres estagiários. Ella fez as 11 ilustrações, publicou no blog da Maptia e aí veio a surpresa.

A lista acabou republicada no Huffington Post e chamou a atenção de um editor, que acreditava no potencial daquele material para se tornar um livro. O editor entrou em contato com Ella pelo Twitter (olha que moderno) e um ano depois o post de 11 itens se transformou num livro com mais de 50 palavras de vários idiomas.

Entre elas, não poderia faltar a nossa “saudade”, mas Ella ainda fez um carinho especial com o Brasil, incluindo também “cafuné”. Saudade, ela define como “Um desejo vago e constante por algo que não existe e provavelmente não pode existir, sentimento de nostalgia por algo ou alguém amado e depois perdido.”

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No Aurélio, a definição é a seguinte: “Lembrança nostáliga e, ao memso tempo, suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las” ou simplesmente “pesar pela ausência de alguém que nos é querido”.

“Muitas vezes essas palavras revelam detalhes das culturas de onde vieram, como a palavra em português do Brasil para “correr os dedos pelo cabelo da pessoa amada”, a em italiano para “cair em lágrimas por causa de uma história”, ou a sueca para um “terceiro copo de café”, descreve o release do livro.

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“Lost in translation” terá três edições diferentes, uma americana, uma britânica e uma francesa. Por enquanto apenas a americana está disponível. Mais informações no site oficial.

Veja mais algumas das palavras incluídas no livro.

Tretår, sueco, subtantivo: “Separado, ‘tår’ significa um copo de café e ‘patår’ é o refil desse café. Um ‘tretår’ é, portanto, um segundo refil, ou uma terceira dose.

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Ákihi, substantivo, havaiano: “Ouvir direções, então sair andando e imediatamente esquecendo o signficado das instruções e ficar aakihi'”

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Commuovere, italiano, verbo: Se sentir emocionado, normalmente em relação a uma história que te levou às lágrimas.

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Glas wen, galês, substantivo: “Significa literalmente ‘sorriso azul’, um que seja sarcástico ou irônico”

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Kilig, tagalog, substantivo: “A sensação de ter borboletas no estômago, normalmente quando acontece algo romântico”

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Komorebi, japonês, verbo: “A luz do sol filtrada pelas folhas das árvores”

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Luftmensch, íidiche, substantivo: “Se refere a uma pessoa sonhadora e significa literalmente ‘pessoa aérea'”

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Mangata, sueco, substantivo: “O reflexo da luz da luz na água que parece uma estrada”

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Tsundoko, japonês, substantivo: “Deixar um livro sem ler depois de comprá-lo, normalmente numa pilha de livros não lidos”

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Wabi-sabi, japonês, substantivo: “Encontrar beleza nas imperfeições, uma aceitação do ciclo de vida e morte”

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A supervalorização da inspiração

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Nicole Ayres Luz, no Homo Literatus

Afinal, será que escritores são realmente tão reféns da inspiração como muitos pensam?

escritor datilografando

O Romantismo foi um movimento literário importantíssimo para o estabelecimento de certas ideias modernas sobre a própria Literatura. Conceitos como originalidade e autoria, reconhecidos até hoje, foram doutrinados por essa época. Outra ideia romântica ainda contemporânea é a do gênio criador. O artista, muitas vezes, é visto como uma entidade superior, quase divina, que vive em estado permanente de inspiração. Isso não só é uma idealização impossível, mas também certa desvalorização do trabalho artístico. Os livros não se escrevem sozinhos, por simples fruto de inspiração celestial. Eles exigem esforço humano, por vezes sobrehumano, em sua composição. Normalmente, demandam anos de estudo, leitura, muita prática e tentativas frustradas.

A verdade é que a inspiração é supervalorizada. Os gênios existem, mas não são escravos da inspiração. Alguns amadurecem cedo e/ou possuem um ritmo de escrita frenético, o que não significa que seu trabalho seja fácil, natural. Escrever ficção é um exercício mental pesado, desgastante, que demanda tempo, dedicação, concentração. Por trás de toda magia que se criou em volta da figura do escritor, nos bastidores a história é outra. O drama psicológico que faz parte de qualquer produção ficcional é pouco comentado. É mais bonito acreditar que o artista é atingido por uma súbita inspiração e consegue passar suas ideias para o papel de uma vez só, como se possuído pelo espírito da criação.

Isso não significa que a inspiração não exista ou que não seja útil. A inspiração é o pontapé inicial, a ponta do iceberg. O resto é transpiração. Nesse momento, alguém pode se perguntar: então o que motiva a escrita? Se é um trabalho tão difícil, se a inspiração ajuda, mas não é tudo, se todo esforço por trás da criação é tão pouco valorizado, por que esses malucos continuam escrevendo? Pois é. Na literatura, não se pode ser totalmente racional nem totalmente emocional. Todo escritor é um tanto quanto insano e um tanto quanto sábio. O escritor é aquele ser sempre em busca do equilíbrio entre a inspiração e a concentração, que mergulha no mundo das palavras para que sua alma e sua mente não transbordem de ideias. Se não há poesia nesse ato de brava persistência, eu não sei mais de nada.

Artista brasileiro cria tirinhas que geram debate e inspiração

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Publicado por Hypeness

Se no Facebook as pessoas costumam apenas jogar opiniões sobre a vida, a política, o universo e tudo mais, Matheu Ribs faz diferente: ele usa ilustrações para dar belos tapas na cara de quem o segue e atentar para tópicos que vão do racismo à religião distorcida.

Ribs, que estuda Ciências Políticas no Rio de Janeiro, não mede palavras ou imagens na hora de expor o que pensa, gerando tirinhas (se é que podemos chamar sua arte dessa forma) pra lá de instigantes. Amor, frustrações, machismo e até mesmo questões políticas entram na roda, para sair dela de uma forma totalmente diferente.

O ilustrador não titubeia ao se assumir militante e muitas de suas artes trazem ideias tidas como “de esquerda”. Mas tudo bem, mesmo que você não concorde com algumas delas, sempre é tempo de pensar o diferente e refletir.

Em último caso, fique com as poesias de Ribs sobre sentimentos. Afinal, na hora de amar e sofrer, todo mundo faz igual.

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Todas as imagens © Matheu Ribs

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