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Inspirada por mudança do pai, escritora cria livro infantil de ursinho transgênero

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Publicado em UOL

Certo dia, o ursinho Thomas confessa ao seu melhor amigo que não quer mais brincar porque está triste. Ele sempre soube que no fundo é uma ursinha que gostaria de ser chamada de Tilly.

O amiguinho Errol fica aliviado, porque “está tudo bem” e lhe promete amizade eterna.

Assim começa Introducing Teddy – Apresentando Teddy, em tradução literal -, o livro infantil que a australiana Jessica Walton está perto de financiar através do site Kickstarter.com.

A obra foi inspirada na história do pai de Walton, que há alguns anos assumiu que, por dentro, sempre se sentiu mulher.

Durante a transformação do pai, Walton – que é casada com uma mulher – teve um filho. Para ele, Errol, o pai de Walton é, desde sempre, a avó Tina.

“Em muitos aspectos, a minha família é das mais normais e desinteressantes. A minha companheira e eu somos gays, o meu pai é transgênero – mas nós vivemos o dia a dia como todo mundo. Podemos até parecer estranhos para quem nunca foi exposto a coisas assim, mas estamos apenas tentando ser felizes e vivendo as nossas vidas”, afirmou Walton à BBC.

Ilustrador

A australiana diz que a transição do pai também lhe chamou atenção para o fato de que não existem livros infantis com personagens transgênero.

“Quando o meu filho nasceu, a minha companheira e eu procuramos por todos os cantos livros com pais gays, para que o nosso garoto pudesse crescer lendo livros que refletem a sua vida e a sua família. Achamos alguns excelentes livros com personagens que são pais gays”, diz Walton no Kickstarter. “No entanto, a única coisa que ainda está faltando na estante do Errol é um livro ilustrado com personagens transgênero e de gênero fluidos.”

Para ilustrar a obra, Walton convenceu o artista Dougal MacPherson, criador dos “desenhos de 15 minutos”.

Até o momento, as ofertas já ultrapassaram o valor mínimo, mesmo faltando 20 dias para a conclusão do leilão de crowdfunding.

A funcionária pública australiana, que já foi professora, levantou quase 16 mil dólares australianos (mais de R$ 40 mil) no site até agora.

Para Walton, a publicação do livro, até dezembro, deve marcar o início de uma série de histórias sobre minorias.

Ela própria, além de homossexual, é também amputada – ela perdeu uma perna em consequência de uma doença na infância.

“Gostaria de continuar escrevendo livros com personagens diversos e famílias. Acho que existe uma necessidade de mais livros ilustrados com personagens transgêneros, gêneros fluidos, gays, lésbicas e bissexuais”, escreveu Walton.

A tiragem inicial deve sair com 400 livros. Se todos forem vendidos, a escritora já planeja uma segunda edição.

Para quem está curioso sobre o fim do livro, Tilly e Errol aparecem fazendo as mesmas brincadeiras que sempre fizeram. Mas a agora ursinha está feliz.

Mauricio de Sousa e filha anunciam comemoração de 50 anos da Mônica

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Rodrigo Ortega, no Pop & Arte

Revista, livro e bonecos ‘retrô’ de Mônica e Sansão saem em 2013.
Personagem inspirada na filha surgiu em 1963 em tira do Cebolinha; veja.

Maurício de Sousa, sua filha Mônica e atriz vestida como a personagem cortam bolo de aniversário em entrevista em SP (Foto: G1)

Maurício de Sousa, sua filha Mônica e atriz
vestida como a personagem cortam bolo de
aniversário em entrevista em SP (Foto: G1)

Mauricio de Sousa e sua filha, Mônica, participaram nesta terça-feira (26), em São Paulo, de uma entrevista coletiva para anunciar uma série de eventos e produtos comemorativos dos 50 anos da Mônica. A personagem surgiu em 3 de março de 1963, em uma tira do Cebolinha (veja abaixo imagem da tirinha), antes de tornar a figura principal da série de quadrinhos.

Publicações especiais, exposições, espetáculos e novos produtos como versões “retrô” de bonecos da Mônica e do seu coelhinho, Sansão, saem em 2013.

Primeira aparição da personagem Mônica, em tira do Cebolinha de 3 de março de 1963 (Foto: Divulgação / Mauricio de Sousa Produções)

Primeira aparição da personagem Mônica, em tira do Cebolinha de 3 de março de 1963 (Foto: Divulgação / Mauricio de Sousa Produções)

“Vamos depender também bastante do público [na comemoração]. O pessoal das redes sociais pode sugerir novas ideias e novas comemorações”, disse Mauricio de Sousa, criador dos quadrinhos, durante a entrevista coletiva.

Mônica, inspiradora da personagem, que hoje trabalha na Mauricio de Sousa Produções, falou sobre a sua relação com a figura dos quadrinhos. “Quando entrei na escola, meu pai chegava e pediam para desenhar, principalmente a Mônica, e eu percebi a importância da personagem. Na pré-adolescência eu não gostava de ser a Mônica. Eu queria ser bonitinha, mas era baixinha, gordinha, dentuça. Depois eu assumi a personagem e amo ter sido a inspiradora dela.”

Foto de Mônica, filha de Mauricio de Sousa, quando criança, e os primeiros esboços da personagem (Foto: Divulgação / Mauricio de Sousa Produções)

Foto de Mônica, filha de Mauricio de Sousa, quando criança, e os primeiros esboços da personagem (Foto: Divulgação / Mauricio de Sousa Produções)

Uma revista especial de aniversário está prevista para chegar às bancas no dia 1º de março. Um livro com todas as capas da Mônica também será lançado em 2013.

Um espetáculo teatral de 1978, “Mônica e Cebolinha no mundo de Romeu e Julieta”, será remontado e lançado em abril no Teatro Geo, em São Paulo. As roupas da peça são assinadas pelo estilista Fause Haten.

Também serão comemorados os 50 anos do Sansão, coelho de pelúcia da personagem Mônica. Artistas foram convidados para recriar a imagem de Sansão, com imagens em exposição no Memorial da América Latina, em São Paulo. A exposição já está aberta e fica em cartaz até o final de abril. Será lançado um Sansão de pelúcia amarelo – cor original do coelhinho nos primeiros quadrinhos coloridos.

Boneco de pelúcia do Sansão, o coelhinho da Mônica, em versão amarela, como era desenhado nos primeiros quadrinhos, será lançada em edição especial em 2013. Ao lado, a versão azul do coelho, das histórias atuais (Foto: Divulgação / Mauricio de Sousa Produções)

Boneco de pelúcia do Sansão, o coelhinho da Mônica, em versão amarela, como era desenhado nos primeiros quadrinhos, será lançada em edição especial em 2013. Ao lado, a versão azul do coelho, das histórias atuais (Foto: Divulgação / Mauricio de Sousa Produções)

Uma grande exposição interativa, com originais das histórias, que vai contar toda a história da personagem, também será realizada até o fim do ano, em um grande museu de São Paulo, segundo a empresa, que ainda não revelou as datas e o local.

Selos postais da Mônica serão lançados em parceria com os Correios, além de outros produtos especiais, como a boneca “retrô” inspirada nos primeiros desenhos, e aplicativos para redes sociais.

Boneca da Mônica 'retrô', um dos produtos comemorativos de 50 anos da personagens a ser lançado em 2013 (Foto: Divulgação / Mauricio de Sousa Produções)

Boneca da Mônica ‘retrô’, um dos produtos comemorativos de 50 anos da personagens a ser lançado em 2013 (Foto: Divulgação / Mauricio de Sousa Produções)

Na TV, será realizado o “mês da Mônica” no canal Cartoon Network, em março, com programa especial e pílulas de conteúdo comemorativo. Também será lançamento do deesenho Turma da Mônica Toy, com personagens repaginados e sem diálogos.

Os bastidores de um gênero em ascensão: os livros inspirados em games

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Renata Honorato, na Veja

Criação das obras em papel segue um roteiro bem definido pelas produtoras dos jogos eletrônicos. As vendas mostram que a fórmula é correta

Jaina Proudmoore, personagem principal do livro 'World of Warcraft - Marés da Guerra' (Divulgação/Blizzard)

Jaina Proudmoore, personagem principal do livro ‘World of Warcraft – Marés da Guerra’ (Divulgação/Blizzard)

Jaina Proudmoore é uma feiticeira renomada de Theramore, uma cidade de Azeroth, o mundo fictício do jogo World of Warcraft. Embora a personagem seja uma presença constante no universo do game desde seu lançamento, em 1994, sua história parece nunca ter sido esgotada nos jogos — a complexidade do personagem e da trama sugerem algo mais. A Blizzard, produtora do título, percebeu isso e decidiu recorrer a um formato mais antigo para ampliar a vida de Jaina: o livro. Assim nasceu World of Warcraft — Marés da Guerra, uma história inspirada na personagem do jogo. Assim nasceu também mais de uma dezena de obras relacionadas às diversões eletrônicas e que agora ganham espaços nas livrarias brasileiras. E também nas mãos de leitores.

Na maioria dos casos, os livros não repetem a história do game, mas exploram um universo temático relacionado a ele. Contam detalhes de um personagem que passou despercebido, desvendam segredos sobre a criação de um mundo, explicam uma expansão futura ou ainda esclarecem a origem de uma série. Uma coisa contudo deve ficar clara: o processo de criação do livro é todo controlado pela produtora do game. São essas empresas que decidem o roteiro da obra e escolhem a dedo o autor que receberá a incumbência de colocar no papel histórias e personagens que ficaram famosos no mundo eletrônico.

A escolha de Jaina Proudmoore como protagonista do livro, por exemplo, foi calculada: deu-se após uma longa análise da equipe que responde por publicações dentro da Blizzard. “Primeiro, traçamos o objetivo do livro. Se a decisão for criar uma ponte entre duas expansões, já temos ideia de quais serão os potenciais protagonistas. Há ainda a possibilidade de explorarmos a origem de um jogo ou mesmo de um personagem específico”, diz Micky Neilson, roteirista da Blizzard.

Depois, vem o escritor. Para escrever sobre um jogo com propriedade, os autores precisam estar familiarizados com o universo do game. Em alguns casos, como em World of Warcraft, Diablo e EVE, é imprescindível que o escritor seja também um jogador nato da franquia. Por isso, a escolha da autora de World of Warcraft — Marés da Guerra, por exemplo, seguiu um roteiro, não o acaso. Christie Golden não só é aficionada pelo título como já havia escrito livros de ficção científica baseados nas séries Star Trek e Star Wars. Acabou escolhida. Antes de começar a escrever, recebeu dos roteiristas do jogo um guia com todas as diretrizes que deveriam ser seguidas ao longo da jornada literária no mundo de WoW.

1World of Warcraft — Marés da Guerra

Jaina Proudmoore

Feiticeira e líder da cidade de Theramore

“Jaina surpreendeu-se com a franqueza e melancolia das próprias palavras. De onde viriam tais sentimentos? A grã-senhora se deu conta de que não havia ninguém com quem pudesse conversar e expressar suas dúvidas. Anduin a tinha como um modelo, portanto Jaina não podia lhe confessar como se sentia abatida tantas e tantas vezes” — trecho do livro

A mecânica é muito similar em outras companhias do setor que também levam games para os livros. Na Ubisoft, desenvolvedora da franquia Assassin’s Creed, os roteiristas mantêm uma relação muito próxima com o autor durante a redação do livro — no caso, Anton Gill, renomado escritor britânico. Escrevendo sob o pseudônimo Oliver Bowden, o especialista em história desenvolve uma narrativa fluida sobre os conflitos entre a seita dos Assassinos e os membros da Ordem dos Templários. O uso de nome fictício nas obras é uma estratégia acordada entre Ubisoft, editora e autor que dá à desenvolvedora do game todo o controle sobre o conteúdo do livro. (mais…)

Projeto distribui livros gratuitamente em SP

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Josilene Rocha, no Metrópolis

‘De mão em mão’ é inspirado em iniciativa colombiana de incentivo à leitura

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Todos os dias milhões de pessoas utilizam o transporte público na cidade de São Paulo. Para incentivá-las a aproveitarem parte do tempo gasto no transporte lendo, a Secretaria Municipal de Cultura, a Editora Unesp e a Imprensa Oficial fizeram uma parceria e lançaram a coleção ‘De Mão em Mão’, no início do ano passado. Agora ela já conta com oito títulos, dentre os quais coletâneas de contos de nomes como Machado de Assis e Antônio de Alcântara Machado.

A iniciativa é inspirada na colombiana ‘Libros al Viento’ e segundo José Castilho, presidente da Editora Unesp, ela já distribuiu cerca de 90 mil exemplares.

“A nossa metodologia é simplesmente oferecer o livro. A pessoa pega o livro com o compromisso de passar, depois de lido, para alguém. E esse alguém deve passar para outro alguém. Ou seja, é literalmente de mão em mão”, explica Castilho. Para adquirir um volume não é necessário dar nenhum dado, basta comparecer a um dos quatro postos de entrega, que ficam em terminais de ônibus da capital.

Caso a pessoa não queira dar o livro diretamente para alguém, há também a possibilidade de devolvê-lo em um dos postos. Mas a maioria opta pela primeira opção: “É muito bonito ver a pessoa pegar o livro e assumir o compromisso de passar. Porque não é com a gente que ela assume o compromisso: ela assume com a comunidade de leitores”.

Na hora de selecionar os títulos, alguns dos cuidados são: ter livros curtos, de fácil entendimento e com temas de interesse geral. “Não precisa ser intelectual para ler”, garante Jézio Hernane, editor-executivo da Editora Unesp. Outro critério para a maioria dos volumes é que o espaço da narrativa seja a própria cidade de São Paulo.

Pontos de retirada:

Terminal Mercado
Avenida do Estado, 3350 – Centro

Terminal Pirituba
Avenida Dr. Luís Felipe Pinel, 60 – Pirituba

Terminal Santo Amaro
Avenida Padre José Maria, 400 – Santo Amaro

Terminal Vila Carrão
Avenida Dezenove de Janeiro 884 – Vila Carrão

De segunda a sexta-feira, das 10h às 20h, e aos sábados das 10 às 18h.

Profeta Gentileza pode se tornar ‘patrimônio afetivo’ no Rio

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Profeta Gentileza, José Datrino, conhecido pela frase: “gentileza gera gentileza”.
Divulgação

Heloisa Aruth Sturm, no Estadão.com

Talvez poucos conheçam José Datrino. Mas não há, no Rio, quem já não tenha ouvido falar, ao menos uma vez, no profeta Gentileza. Ele já foi tema de filme, livro, música. Agora, recebe homenagem da Companhia Crescer e Viver de Circo, que transformou sua história em show circense. Se “existe amor em São Paulo”, no Rio o que estampa camisetas e adesivos é “Gentileza gera Gentileza”.

Passados mais de 15 anos de sua morte, a figura de túnica branca e longas barbas e cabelos continua no imaginário carioca. Para que não se perca, organizadores de Universo Gentileza querem que ele vire “patrimônio afetivo do Rio”. Na pré-estreia do espetáculo, no início do mês, fizeram o pedido a Washington Fajardo, presidente do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade.

Fajardo disse que essa categoria de patrimônio ainda não consta na lei municipal e prometeu estudar o assunto. A peça mostra a trajetória do homem nascido em Cafelândia, interior paulista, que se mudou ainda jovem para o Rio e teve a vida transformada em 1961, após o incêndio criminoso no Gran Circus Norte-Americano, em Niterói, que deixou centenas de mortos. Datrino abandonou empresa, mulher e filhos e foi montar um jardim sobre cinzas do circo. Considerado louco por uns e poeta por outros, viveu anos como andarilho, fazendo pregações pela cidade, distribuindo flores e deixando mensagens de amor e solidariedade nas pilastras do Viaduto do Gasômetro, no centro do Rio. Apesar de o governo planejar a remodelação da área, com o fim da Perimetral, todas as pilastras com escritos serão preservadas.

Segundo um dos coordenadores da companhia circense, Vinícius Daumas, a ideia da montagem foi inspirada na leitura do livro UNIVVVERRSSO GENTILEZA, de Leonardo Guelman. “A gente hoje faz com o circo aquilo que ele fez durante muitos anos sozinho, tentando passar mensagem de gentileza, de amor. Parece um ciclo que se fecha, é a volta do profeta ao circo, mas não um circo queimado, e sim vivo”, disse Daumas. Trata-se da segunda montagem da peça, encenada pela primeira vez em 2008.

Vida. No palco, 15 artistas fazem referência a esses e outros episódios do “profeta”, como internação em hospitais psiquiátricos e restauro de seus escritos após a Companhia de Limpeza Urbana “limpar” o viaduto em 1997. Muitos dos jovens artistas são provenientes de comunidades carentes da capital e litoral fluminense que participam do Programa de Formação do Artista de Circo, da Crescer e Viver.

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