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Os melhores livros de 2017 para revolucionar sua carreira em 2018

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Livros (MaskaRad/Thinkstock)

Livros (MaskaRad/Thinkstock)

Se você adora ler e pretende dar um impulso na sua vida profissional no ano que vem, esta lista é para você

Claudia Gasparini, na Exame

São Paulo — Além de trazer mudanças profundas para o mercado de trabalho, o ano de 2017 foi marcado por bons lançamentos editoriais sobre produtividade, gestão de pessoas e outros assuntos ligados ao universo da carreira.

A pedido do site EXAME, a coach Marie-Josette Brauer, fundadora do Innovation Coaching Center, fez uma seleção dos melhores livros sobre o assunto lançados em 2017. A lista é eclética: vai da obra de um filósofo norueguês sobre o papel do silêncio para a vida moderna até um guia de liderança para millennials.

O que eles têm em comum? A promessa de inspirar a sua vida profissional em 2018 a partir de novas perspectivas sobre o significado do sucesso.

Alguns títulos já estavam disponíveis nas livrarias em seus idiomas originais, mas foram traduzidos para o português apenas neste ano. Confira a seguir as indicações e boa leitura:

“Primeiro o mais importante”

Autor: Stephen R. Covey
Editora: Sextante
Resumo: A partir de exercícios práticos, o livro ensina o leitor a reconhecer sua missão, definir metas para ter mais qualidade de vida, aperfeiçoar sua tomada de decisão e aumentar a produtividade na rotina.
Como pode inspirar a sua carreira em 2018: “O autor faz pensar sobre como dar prioridade às prioridades, distinguir o que o urgente do que é importante, dando preferência ao que é importante”, diz a coach Marie-Josette Brauer, fundadora do Innovation Coaching Center.

“O livro das pequenas revoluções”

Autora: Elsa Punset
Editora: Academia
Resumo: O livro oferece pequenos treinamentos para superar a timidez, a angústia, a solidão e outras fontes de sofrimento na vida profissional e pessoal. As “pequenas revoluções” do título fazem referência à conquista de novas formas de lidar com emoções negativas na rotina.
Como pode inspirar a sua carreira em 2018: De acordo com Brauer, o livro pode ser visto como uma pequena caixa de ferramentas cheia de recursos para evitar incômodos que atrapalham o seu sucesso profissional. A partir de rituais que ajudam a dominar pensamentos, emoções e gestos cotidianos, a autora mostra como pequenas ações podem desencadear grandes mudanças.

“Tempo, talento, energia”

Autores: Michael Mankins e Eric Garton
Editora: Figurati
Resumo: Escrito por dois consultores da Bain & Company, o livro ensina a otimizar o tempo de trabalho da sua equipe, explorar os talentos de cada indivúduo e manter a energia do time sempre constante.

Como pode inspirar a sua carreira em 2018: Por meio de exemplos práticos, a obra serve como guia para líderes que desejam extrair o melhor de suas equipes no ano que vem. A principal lição do livro — a de que a gestão do capital humano precisa ser disciplinada — pode ser um ponto de partida para repensar a relação com o seus liderados em 2018.

“Silêncio”

Autor: Erling Kagge
Editora: Objetiva
Resumo: O excesso de ruídos, informações e estímulos está empobrecendo nossa vida interior. A partir dessa premissa, o autor norueguês fala sobre a importância de cultivar o silêncio e o autoconhecimento.

Como pode inspirar a sua carreira em 2018:“É impressionante a necessidade que temos do silêncio em um cotidiano tão barulhento”, afirma a coach Marie-Josette Brauer. Segundo ela, o livro tem a capacidade de fazer o leitor enxergar sua vida pessoal e profissional com mais clareza, sensibilidade e perspectiva.

“O novo líder”

Autora: Lindsey Pollak
Editora: Cultrix
Resumo: Escrito por uma especialista na vida profissional da geração Y, o livro apresenta um guia de liderança para millennials, com testes, aplicativos e sites que ajudam os jovens profissionais na rotina. Por outro lado, também ajuda quem já tem cabelos brancos a entender melhor seus colegas mais novos.
Como pode inspirar a sua carreira em 2018: Segundo Brauer, o livro é uma ótima fonte de ideias para criar o seu próprio estilo de liderança, independentemente da sua idade. Além disso, o leitor é convidado a refletir sobre diversas formas de se comunicar de forma eficaz com clientes, chefes, subordinados e clientes de qualquer geração.

“Cultura de excelência”

Autor: David Cohen
Editora: Primeira Pessoa
Resumo: O livro conta a trajetória da Fundação Estudar, que divulga os valores de Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira. A Fundação já contabiliza 617 ex-bolsistas, 25 mil jovens beneficiados por cursos e 15 milhões de pessoas alcançadas pelos seus canais na internet. A obra aborda os valores, métodos e princípios da instituição, além de acompanhar as histórias de jovens que tiveram sua vida transformada pelo contato com a iniciativa.
Como pode inspirar a sua carreira em 2018: O livro conta histórias de superação, meritocracia e, claro, muito sucesso. A inspiração advinda desses exemplos é ainda mais potente por vir de personagens brasileiros.

“1 kg de cultura geral”

Autores: Florence Braunstein e Jean-François Pépin
Editora: Blucher
Resumo: Em mais de 1300 páginas, os autores deste livro colossal apresentam temas como o Big Bang, o helenismo, a arte merovíngia, Maria Antonieta, Simone de Beauvoir e diversos outros assuntos da pré-história à época contemporânea.
Como pode inspirar a sua carreira em 2018: “O livro ajuda a pensar sobre a complexidade do nosso mundo com mais liberdade, notar os preconceitos e compreender a origem das ideias que estão na moda”, diz Brauer. “Embora não fale exatamente sobre carreira, é uma obra essencial para o sucesso sob todos os pontos de vista”.

“Dinheiro – Domine esse jogo”

Autor: Tony Robbins
Editora: Best Seller
Resumo: A partir de fundamentos de PNL (Programação Neurolinguística), o famoso coach Tony Robbins mostra ferramentas acessíveis para organizar as suas finanças pessoais e conquistar independência e estabilidade.
Como pode inspirar a sua carreira em 2018: O sucesso profissional e o êxito financeiro nem sempre caminham de mãos dadas, mas a estabilidade material é um projeto perfeitamente viável. “O livro é um excelente investimento, porque o autor nos oferece os segredos para chegar à verdadeira liberdade do ponto de vista material”, resume Brauer.

Partiu! 5 livros que podem inspirar uma viagem

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publicado na Exame

Meus melhores companheiros de viagem são sempre os livros. Tanto faz se eles vão armazenados no e-reader ou se dividem o espaço da mochila com os resto dos meus pertences de viagem.

Um bom livro traz aquela inspiração para as horas intermináveis dentro do ônibus ou esperando conexão no aeroporto, aqueles momentos de pernas pro ar na praia ou para quando você não está a fim de ver um filme dentro do avião.

E o que pode ser melhor do que quando os próprios livros tem como tema viajar? Veja minha seleção de cinco livros preferidos (e inspiradores!).

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A volta ao mundo em 72 dias

Antes que você se confunda com a obra de Julio Verne, já vou adiantando que a autora dessa façanha foi uma mulher. E em 1888, época em que não era muito comum encontrar mulheres fazendo a volta ao mundo por aí.

Nelly Bly era o pseudônimo da jornalista americana que decidiu provar para os editores do New York World, jornal onde trabalhava, que ela era capaz de quebrar o recorde de Julio Verne.

Nelly conta no livro suas impressões sobre inúmeros países e como foi desafiador viajar sem a companhia de um homem, uma aventura tida como impossível na época. Uma verdadeira inspiração para mulheres viajantes como nós, não é mesmo?

Livre

Ainda dentro dessa temática de mulheres que viajam sozinhas, há a obra de Cheryl Strayed, que inspirou um filme produzido em 2014, com a atriz Reese Whiterspoon como protagonista.

No livro, Cheryl conta sobre sua extasiante jornada de autoconhecimento. Ela percorreu uma trilha que cruza a costa oeste dos Estados Unidos totalmente sozinha e sem ter tido qualquer experiência com longas caminhadas antes.

Durante a leitura, temos a sensação de que estamos evoluindo e amadurecendo junto com a autora, que fica mais forte a cada obstáculo. A mescla entre a descrição da viagem em si, com lembranças e percepções de Cheryl a respeito da própria vida, é bem enriquecedora.

O Grande Bazar Ferroviário

Quem já passou pela experiência maravilhosa de viajar de trem precisa incluir essa obra na lista de leitura. Paul Theroux compartilha com a gente o seu amor pelos trilhos e conta como foi fazer uma grande viagem de trem pela Ásia em 1975.

Na obra, ao mesmo tempo em que ele admite o próprio choque que teve ao se deparar com culturas totalmente diferentes da sua, ele também fala em detalhes sobre os próprios passageiros do trem.

E na minha opinião, o mais interessante do livro é justamente isso: mostrar como os encontros com desconhecidos fazem uma viagem ficar ainda mais especial.

Comer, Rezar e Amar

Sempre que gosto muito de um filme, vou atrás do livro. Com essa obra de Elizabeth Gilbert, que inspirou o filme com Julia Roberts, não foi diferente. O livro é aquela inspiração extra que você precisa nas horas em que está meio indecisa.

A experiência da autora de passar um ano em 3 países diferentes mostra como, em algumas situações, a única coisa que a gente precisa na vida é encarar o novo de peito aberto.

Além de ser uma leitura leve, a obra também traz uma boa dose de otimismo, bom humor – e um poquinho de romance, vai – para a nossa vida.

Sidarta

Essa obra mereceria um texto só para ela. O texto do alemão Herman Hesse é bem profundo e ganhou o Nobel de Literatura em 1946. Na verdade, não acredito que seja um livro de viagens, mas sim um livro sobre transformação.

Sidarta é um jovem que nasceu na Índia no século VI a.C e parte em peregrinação pelo país em busca da paz espiritual. Ele passa por experiências extremas e descreve sensações de um jeito tão detalhado que impressiona.

Definitivamente, uma boa dica para quem adora obras que questionam o sentido da vida, mas sem entrar na temática de autoajuda.

Esses 5 livros falam mais do que apenas sobre homens e mulheres que se arriscam a viajar sozinhos: eles falam sobre como uma jornada pode ser transformadora para qualquer pessoa. Faltou alguma obra na lista? Compartilhe com a gente!

Como a vida de Freud pode inspirar a sua

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publicado na Super

Não deve ter sido fácil ser neurocientista no fim do século 19. Freud bem que tentou, mas logo viu que não poderia obter resultados muito satisfatórios naquelas circunstâncias. O que não o impediu, contudo, de buscar verdades maiores sobre o maior dos mistérios: a mente humana.

A busca inicial pela rota científica mais concreta possível para compreender os estados mentais fazia sentido para ele. Embora se considerasse judeu, Freud jamais se viu atraído pela religião. Curiosamente, mais tarde, ele fundou uma linha de pensamento que beirava o dogmatismo.

Sigismund Schlomo Freud, ou Sigmund, como acabou adotando, nasceu em 6 de maio de 1856, na cidade de Freiberg, então parte do Império Austro-Húngaro (hoje parte da República Tcheca). Foi o primeiro de 8 filhos do terceiro casamento de Jakob Freud, um comerciante de lã. A mãe, Amalia Nathansohn, era 20 anos mais nova, e engravidou de Sigmund praticamente na mesma época em que se casara. Embora criado no judaísmo ortodoxo, Jakob acabou se afastando das tradições, embora fosse reconhecido por seu estudo da Torá (a ?bíblia? judaica). A grana era bem curta. O casal vivia num quarto alugado na casa de um serralheiro quando Sigmund nasceu.

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A trajetória de Freud é uma importante história de alerta. Ela mostra como a intuição pode revelar alguns dos mais profundos segredos do âmago humano, mas também como temos de tomar um cuidado extremo para não ficarmos enamorados com ela a ponto de não enxergarmos outros sinais que nos permitam avançar.

Não resta dúvida de que o desenvolvimento da psicanálise ? com seus acertos e erros ? foi importante para o desenvolvimento do pensamento acerca do funcionamento intrínseco da mente. E Freud teve pontos de partida científicos sólidos. Tanto que, de início, buscou na neurologia ? e não na psicologia ? as respostas sobre o tema. Somente depois de constatar que o campo das neurociências então era insipiente demais para destravar os segredos da nossa própria vida mental, ele partiu para o campo da investigação por meio da terapia pela fala e, daí, formulou hipóteses válidas.

O problema foi o que ele fez delas a seguir. Em ciência, hipóteses são proposições extraídas da observação da realidade que precisam posteriormente ser corroboradas por experimentos. No caso de Freud, seus testes eram feitos por meio das histórias de vida de seus pacientes submetidos à psicanálise. Em alguns desses testes, suas ideias pareciam ser corroboradas; em outros, parcialmente; em mais alguns, ele acochambrava; e no restante, simplesmente o mais completo malabarismo era exigido. Em resumo, as hipóteses não justificavam o tanto de confiança que Freud depositava nelas.

No entanto, sua retórica era tão hábil que, a despeito das falhas, a assim chamada teoria psicanalítica ganhou rapidamente um sem-número de adeptos. Há quem diga que a principal contribuição de Freud ao pensamento humano tenha sido na literatura, e não na psicologia! De toda forma, alguns de seus seguidores, dentre eles notoriamente Carl Jung, não tardariam a enxergar rachaduras na torre de marfim de Freud.

Sua resposta foi criar um grupo politizado em defesa da psicanálise. Que reação mais anticientífica? Imagine se, diante da teoria da relatividade geral de Einstein, um grupo de físicos conservadores tentasse criar um comitê para manter os rumos da pesquisa firmemente norteados pelos conceitos newtonianos de espaço e tempo? Seria uma ação no mínimo retrógrada, para não dizer desonesta.

Então Freud foi completamente desonesto para proteger sua teoria? Não, não foi. Note que, no exemplo de Einstein e Newton, de fato apareceu uma nova teoria capaz de explicar mais fatos e abarcar mais fenômenos. No caso da psicanálise, nunca houve uma tese claramente superior capaz de ?engoli-la?. Não por acaso, apesar de suas falhas (que hoje são reconhecidas e contornadas por uma parcela significativa dos profissionais de psicologia a seguir a linha freudiana), a psicanálise continua a prosperar ? embora encontre resistências entre muitos neurocientistas.

O importante dessa história é: Freud, a exemplo de todos os gênios de todos os tempos, teve boas ideias e más ideias. Nem sempre a intuição leva ao destino certo, mas em muitos casos isso acontece. Ao apontar um novo caminho de investigação da mente, o pai da psicanálise já merece um lugar no panteão dos grandes. Seu problema foi não ter aceito que talvez parte de suas ideias merecessem mais reflexão. E ter tentado impor isso a outros, provavelmente numa batalha de egos com colegas que ele preferia ter como meros seguidores.

O brilhantismo tem um enorme valor, mas não nos torna imunes ao erro. É preciso acima de tudo humildade e flexibilidade para reconhecermos rapidamente quando estamos errados. Freud poderia ter ido ainda mais longe se exercitasse mais essas qualidades.

Austera e falante, professora Marina dispensava lousa

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Ex-alunas de Marina Silva relembram perfil da atual candidata à Presidência na época em que foi docente de colégio particular de Rio Branco

Registro profissional de Marina Silva como professora de História do Colégio Meta (AC) (Foto: Evaristo de Lucca/Arquivo pessoal/VEJA)

Registro profissional de Marina Silva como professora de História do Colégio Meta (AC) (Foto: Evaristo de Lucca/Arquivo pessoal/VEJA)

Luís Lima, na Veja on-line

A professora Marina Silva chegava sempre no horário. Não costumava usar a lousa, já que se garantia no gogó: tinha muita propriedade sobre o que falava, e falava e falava – não muito diferente de hoje em dia. “Dava uma aula cheia”, afirmou uma aluna. No look, marcas registradas como as saias compridas e colares já se faziam presentes. Também já era “magrinha” e cheia de ideais que inspiravam os estudantes. De 1985 para cá, talvez a principal diferença seja o salário da ex-professora de história e atual candidata à Presidência pelo PSB. Se antes ela ganhava cerca de 1 milhão de cruzeiros por mês (cerca de 1.080 reais, corrigidos pela inflação), atualmente, só com palestras, esta cifra saltou para 41.000 reais mensais nos últimos três anos.

A postura séria e comprometida como professora é o que marcou a ex-aluna do Colégio Meta e analista judiciária Mauricília Rodrigues. “Ela tinha muita segurança no que falava e transmitia o saber com muita tranquilidade”, afirmou ao site de VEJA. “Desde essa época ela já tinha o poder de convencimento. A presença dela em sala de aula aspirava a muito respeito”, disse.

O dono da instituição de ensino particular de Rio Branco (AC) em que Marina lecionou por apenas um ano, Evaristo de Lucca, diz que ela era uma docente exemplar. Ele já havia sido professor dela na Universidade Federal do Acre (Ufac), onde Marina se formou em história, e foi o primeiro empregador dela após a conclusão do curso. Ele conta que Marina o procurou porque tinha dois filhos e precisava trabalhar. “Marina era do tipo de professora que falava mais do que escrevia na lousa, porque tinha boa oratória e empolgava os alunos por aí”, definiu. No ano seguinte, 1986, Marina deixou o colégio Meta para se dedicar à vida política. “Quando ela me perguntou o que achava de sair da instituição, respondi que o futuro dela era promissor e que as portas estariam sempre abertas”, disse.

A médica e também ex-aluna Sirleide Uchoa disse que se identificava com Marina porque sempre gostou de história. Segundo ela, Marina era uma excelente professora, “competente, segura e preparada”. “A grande lição que ela deixou foi a história de humildade e superação. Já sabíamos que ela era uma pessoa vinda da floresta, batalhadora. Nós, como alunos, já víamos nela a figura de uma vencedora”, complementou Mauricília.

A chance de ter tido como professora uma possível futura presidente do Brasil emociona as ex-alunas. “Eu fico lisonjeada e muito orgulhosa. O Acre é uma terra que só agora está aparecendo na mídia. Lá não tem só onça, e índio não”, exaltou Sirleide. “É um misto de orgulho e alegria”, disse Mauricília. “Foi a mão da providência divina que fez ela passar de coadjuvante a protagonista do cenário eleitoral. A vida dela deu uma volta muito grande de uma forma que ninguém esperava”, complementou.

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