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Aumento de transtornos mentais entre jovens preocupa universidades

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Alunas de Medicina, Karen e Anna participam de grupo que fez ciclo de palestras para tratar de saúde mental Foto: Alex Silva/Estadão

Alunas de Medicina, Karen e Anna participam de grupo que fez ciclo de palestras para tratar de saúde mental Foto: Alex Silva/Estadão

 

Casos frequentes de alunos com ansiedade e depressão têm levado instituições públicas a criar núcleos de prevenção e atendimento psicológico; estudantes também organizam grupos de apoio nas redes sociais para compartilhar relatos e oferecer ajuda

Fabiana Cambricoli e Luiz Fernando Toledo, no Estadão

A euforia sentida por Evair Canella, de 25 anos, ao entrar em Medicina na Universidade de São Paulo (USP) se transformou em angústia e tristeza. Ao encarar a pressão por boas notas, a extenuante carga horária de aulas, as dificuldades financeiras para se manter no curso e os comentários preconceituosos por ser gay, ele foi definhando. “Tinha muitas responsabilidades, com muitas horas de estudo.” Em maio, no 4.º ano do curso, foi internado no Instituto de Psiquiatria da USP, com depressão grave. Ficou lá durante um mês e segue com antidepressivos e acompanhamento psicológico.

Situação parecida viveu a estudante de Engenharia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Bárbara (nome fictício), de 21 anos, que trancou a matrícula após desenvolver um quadro de ansiedade e depressão que a levou à automutilação e a uma tentativa de suicídio no fim de 2016. Ela passou por tratamento, mudou de cidade e de faculdade, e retomou em agosto os estudos.

Relatos como esses se tornaram cada vez mais frequentes e mobilizam universidades e movimentos estudantis a estruturar grupos de prevenção e combate aos transtornos mentais. As ações, para oferecer ajuda ou prevenir problemas como depressão e suicídio, incluem a criação de núcleos de atendimento mental, palestras e até o acompanhamento de páginas dos alunos nas redes sociais.

Dados obtidos pelo Estado por meio da Lei de Acesso à Informação dão uma ideia da gravidade do problema. Apenas na UFSCar, foram 22 tentativas de suicídio nos últimos cinco anos. Nas universidades federais de São Paulo (Unifesp) e do ABC (UFABC), cinco estudantes concretizaram o ato no mesmo período. Mapeamento feito pela UFABC mostrou que 11% de seus alunos que trancaram a matrícula em 2016 o fizeram por problemas psicológicos.

A falta de compreensão de parte dos docentes é uma das principais queixas. “Alguns parecem ter orgulho em pressionar, reprovar”, conta Bárbara.

O psicólogo André Luís Masieiro, do Departamento de Atenção à Saúde da UFSCar, diz que a busca por auxílio psicológico está frequentemente ligada à exigência constante que se faz dos jovens. “Sem dúvidas há um aumento do fenômeno da depressão em universitários. A ameaça do desemprego e do fracasso profissional são fatores desencadeantes de depressão.”

A UFSCar informou ainda que, entre outras iniciativas, distribuiu cartilha de práticas de acolhimento em saúde mental para docentes e funcionários que recebem alunos em situação de sofrimento psicológico.
Aproximação

Para combater o problema, instituições tentam, aos poucos, se aproximar dos alunos. Na Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu, são estratégias a indicação de professor mentor para quem teve mudança repentina no rendimento acadêmico e a participação de grupos estudantis nas redes sociais.

Na Federal de Minas Gerais (UFMG), foram criados neste ano dois núcleos de saúde mental, após dois suicídios entre alunos. Até então, só a Medicina tinha atendimento do tipo. “Se um fato já aconteceu, é sinal de que falhamos no processo”, diz a vice-reitora Sandra Almeida.

Já a Federal da Bahia (UFBA) criou, também em 2017, programa para prevenir e ajudar alunos, principalmente os de baixa renda. “Os cotistas sofreram rejeição, até mesmo de alguns professores”, diz o psicanalista e assessor da UFBA Marcelo Veras.
Mobilização

Alunos também têm criado grupos para auxiliar colegas e sensibilizar as instituições. A principal iniciativa do tipo foi a Frente Universitária de Saúde Mental, criada em abril por alunos de instituições públicas e privadas de São Paulo.

O movimento surgiu após tentativas de suicídio na Medicina da USP. “Eram muitos alunos com esgotamento, sem acompanhamento adequado, e percebemos que isso não era particularidade da Medicina”, conta a aluna do curso Karen Maria Terra, de 23 anos, integrante da Frente. Eles organizaram, em junho, uma semana de palestras para abordar questões sobre a saúde mental. A página do grupo no Facebook tem 27 mil seguidores.

“Eu vejo meus colegas surtando, e a gente fala pouco sobre isso. A criação da Frente nos mostra que não estamos sozinhos”, comenta Anna Campos Teotonio, aluna de Medicina da Santa Casa.

Alunos da Veterinária da USP também criaram uma página no Facebook para desabafar. “Com o tempo, começaram a aparecer relatos de problemas de saúde e, este ano, o que mais tem é depressão e ansiedade”, diz Bianca Cestaro, de 30 anos. (Colaborou Isabela Palhares)

Biblioteca da Presidência da República inicia processo de descarte de mais de 4 mil obras

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Interior da Biblioteca da Presidência da República. Foto: divulgação

Interior da Biblioteca da Presidência da República. Foto: divulgação

Uma lista contendo 4026 itens foi encaminhada pela Comissão Permanente de Avaliação, Valoração e Descarte de Livros da Presidência da República para apreciação de diversas instituições

Publicado na Carta Capital

A Biblioteca da Presidência da República, vinculada à Casa Civil, deu início recentemente a um processo de descarte de milhares de obras, principalmente livros e uma coleção de leis do Brasil.

Uma lista contendo 4026 itens (clique aqui para acessá-la) foi encaminhada pela Comissão Permanente de Avaliação, Valoração e Descarte de Livros da Presidência da República para apreciação de diversas instituições, principalmente bibliotecas universitárias.

De acordo com o comunicado, os interessados devem se manifestar até manhã (11), caso contrário será entendido como desinteresse pelas obras listadas. Ainda de acordo com o informe, a retirada do material é por conta do interessado.

Procurada pela Biblioo, a Biblioteca informou que a política de desenvolvimento de coleções da instituição prevê o saneamento do acervo através do descarte de livros, com base no decreto n.º 99.658/90 e norma administrativa n.º 18/98.

A instituição informou também que entre os motivos do desfazimento do material, que representa 10% do acervo, estão a desatualização, a danificação e as duplicatas da coleção de leis do Brasil. A Biblioteca não soube informar a estimativa do valor do material descartado.

Na lista enviada às instituições estão obras datadas dos séculos XVIII e XIX, como o Codigo de processo civil, datado de 1792, Dizionario universale di economia politica e commercio del professore Gerolamo Boccardo, de 1875 e Constituiçao da Republica dos Estados Unidos do Brasil, publicado em 1891.

A Biblioteca da Presidência da República

Fundada no governo do presidente Wenceslau Brás (1914-1918), a Biblioteca da Presidência da República foi reorganizada a partir de 1951, no governo do então presidente Getúlio Vargas, passando a ser especializada nas áreas de legislação, direito administrativo, direito constitucional e ciência política.

Em 1961, com a mudança da capital para o Distrito Federal, a Biblioteca foi instalada no Palácio do Planalto. A partir de 1979, o Serviço de Documentação, ao qual a Biblioteca estava subordinada, passou a fazer parte da estrutura e competência do Gabinete Civil, o que levou a Biblioteca a incorporar parte do acervo bibliográfico da Secretaria do Conselho de Segurança Nacional. Nesse mesmo ano, a Biblioteca foi transferida para o anexo I do Palácio do Planalto, onde se encontra até hoje.

De acordo com informações disponíveis no site da própria Biblioteca, por volta da metade da década de 80 foram acrescentados aos assuntos principais do acervo da biblioteca as áreas de Economia e Administração, o que foi uma clara demonstração da evolução dos trabalhos realizados pelos servidores da Presidência da República, que buscavam se especializar cada vez mais nas áreas de atuação do governo federal.

“Ainda nesse período, para atender a crescente demanda por diversas áreas do conhecimento e também alcançar a excelência na prestação de serviços, a Biblioteca iniciou o trabalho de conversão e atualização retrospectiva de sua coleção, assim como a automação dos serviços, produtos e rotinas”, diz o site.

Em novembro de 2005, a Biblioteca considerando o Decreto 3.505, de 13/06/2002, que institui uma política de segurança da informação nos órgãos e entidades da Administração Pública Federal, certificou seus funcionários que interagem com o público, para que os mesmos recebessem a sua assinatura digital.

“Com o lançamento do novo portal da Presidência da República, a Biblioteca iniciou uma nova fase, com mais ênfase em tecnologias da informação para o melhor atendimento dos seus usuários. Prova disso é a digitalização de todos os discursos presidenciais em OCR (Optical Character Recognition) – legado que pertence ao povo, no qual estão documentados as grandes diretrizes e pensamentos que marcaram a evolução da história do Brasil”, informa o site.

dica do Marcos Vichi

Pesquisa mostra que alunos pobres estão em escolas menos preparadas

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Escolas não têm sido capazes de reduzir desigualdades - Marcos Alves / Agência O Globo

Escolas não têm sido capazes de reduzir desigualdades – Marcos Alves / Agência O Globo

 

Análise da Fundação Lemann revela que instituições têm diretores inexperientes e oferecem menos recursos

Paula Ferreira em O Globo

RIO- Um levantamento feito pela Fundação Lemann divulgado hoje revela um aspecto curioso e ao mesmo tempo preocupante da educação pública brasileira: alunos com menor nível socioeconômico (NSE), que dependeriam ainda mais de um ensino de qualidade para reduzir desigualdades, são aqueles que estão em escolas menos preparadas. De acordo com a análise “As desigualdades na educação no Brasil: o que apontam os diretores das escolas”, que traz respostas de 51.136 gestores escolares ao questionário da Prova Brasil, 10% dos diretores que comandam escolas que atendem alunos com NSE muito baixo dizem não ter concluído os estudos no ensino superior. O índice é de 5,6% entre os gestores de escolas onde o nível socieconômico dos alunos é baixo — já naquelas onde os estudantes têm perfil mais abastado, o índice é de 0%.

Mesmo quando os diretores de escolas com perfil socieconômico muito baixo têm o ensino superior, falta experiência. Entre os que dirigiram instituições nesse perfil, 56,4% têm, no máximo, sete anos de formados. A inexperiência também é grande entre os gestores que trabalham em colégios onde os alunos têm nível socioeconômico baixo: 47,1% se formaram nos últimos sete anos. A taxa cai bastante quando analisadas escolas que atendem estudantes com características opostas. Naquelas onde o NSE é alto, 10,1% dos diretores se formaram há sete anos ou menos. Nas de nível muito alto, gestores com esse perfil são apenas 4%.

Para mensurar as diferenças socioeconômicas dos estudantes, o Ministério da Educação (MEC) leva em consideração a posse de bens domésticos, renda e contratação de serviços pela família dos alunos, além do nível de escolaridade de seus pais. Os alunos podem ser distribuídos em seis estratos: muito baixo, baixo, médio baixo, médio, médio alto, alto, muito alto.

O estudo também revela que boa parte dos diretores de escolas mais carentes recebem baixos salários, o índice de docentes com vínculo com essas instituições é menor, entre outros aspectos que demonstram que o padrão de qualidade necessário para minimizar as diferenças entre esses alunos e jovens com melhor condição social não existe.

— As condições das escolas que atendem alunos de baixo nível socieconômico são muito piores. As instituições não estão conseguindo contribuir para reduzir a desigualdade. A infraestrutura é pior, há mais carência em aspectos pedagógicos. É um cenário inadmissível. Os alunos que mais precisam são os de baixa renda, que necessitam que a escola compense as poucas oportunidades que eles têm fora dali, e vemos que está acontecendo o contrário — afirma Ernesto Faria, autor da análise e gerente da Fundação Lemann.

PROFESSORES SEM VÍNCULO

O vínculo de professores com as instituições de ensino que atendem alunos mais carentes também costuma ser mais raro. Segundo a pesquisa, entre as escolas com NSE muito baixo, 30% delas têm no máximo um quarto do corpo docente estável. Entre as instituições com NSE muito alto o índice é de 3,9%. A rotatividade de professores e o fato de muitos diretores estarem no início da carreira demonstram que, quando podem escolher, os educadores costumam ir para escolas com contexto mais favorável.

—Há mais professores temporários nas escolas que atendem alunos de baixa renda. Os professores mais bem formados, os diretores que podem escolher as escolas que vão coordenar não estão indo para aquelas que atendem alunos carentes. Os mais inexperientes, que muitas vezes não têm opção, é que vão. Muitas vezes as instituições com esse perfil ficam em regiões mais violentas, têm um ambiente pior, não são bem vistas pela comunidade, e aí quando o professor e o diretor tem a possibilidade de escolher, ele evita essa escola — explica Faria.

Para contornar a questão, Cesar Callegari, membro do Conselho Nacional de Educação (CNE) defende que os governos definam estratégias para conduzir os bons profissionais até essas escolas.

— O quadro é preocupante, porque reforça a desigualdade social a partir da desigualdade educacional. Todos sabemos que equipes escolares estáveis tendem a produzir um resultado educacional muito melhor, mesmo em condições socioeconômicas mais precárias— afirmou Callegari. — Pelo processo de gestão, é possível criar mecanismos para recrutar equipes mais preparadas para enfrentar problemas mais complexos. É possível dar aos professores e diretores incentivos de carreira e remuneração que atraiam os melhores para lidar com os desafios.

Nas escolas onde as deficiências educacionais dos alunos são mais evidentes paradoxalmente é onde os estudantes encontram menor apoio acadêmico. A análise mostra que entre as instituições com NSE muito baixo, 19% afirmaram não realizar atividades de reforço escolar, como monitorias, aulas extras ou recuperação. Nos colégio de nível socieconômico baixo, o percentual foi de 16%. A falta mecanismos de apoio ao estudo chegou a 10% e 11% nas escolas de NSE alto e muito alto, respectivamente. Todo o contexto, segundo especialistas, explica outro dado da análise: em mais de 80% das escolas mais carentes sobram vagas após a matrícula. Na visão dos educadores, o motivo é simples: as pessoas não querem estudar lá.

O que podemos aprender com as ocupações das escolas de São Paulo

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É necessário mostrar as atuais condições das instituições de ensino e exigir melhores estruturas e tratamento

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publicado na Galileu

Quem passava pela rua Pires da Mota, no bairro paulistano da Aclimação, via faixas e cartazes colados nos muros do Colégio Caetano de Campos indicando que aquela era uma das escolas ocupadas por estudantes paulistas em protesto contra a reorganização do ensino no estado. Na porta, dois alunos faziam a triagem de quem queria entrar. Eu disse que estava ali para dar uma aula de escrita criativa e me deixaram seguir.

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Lá dentro, fui recebida por um professor que explicou que ele e outros colegas estavam fazendo um rodízio para que sempre houvesse pelo menos dois adultos ali com os estudantes. A intenção era orientá-los caso a Polícia Militar tentasse entrar na marra. O professor pediu que eu ficasse à vontade. Como cheguei antes da hora marcada, decidi andar pela escola, e uma professora me acompanhou. Enquanto caminhávamos, ela me explicava como as coisas estavam funcionando ali durante a ocupação.

Soube que havia reuniões diárias para decidir quem ficaria com a limpeza, quem seria responsável por fazer almoço e jantar, quem cuidaria de tentar conseguir aulas e oficinas gratuitas etc. Soube também que muitos pais, preocupados com seus filhos, iam regularmente até a escola ver como as coisas estavam. Quase todos, ela me disse, entravam receosos e saíam orgulhosos. A escola estava mais limpa do que o usual e havia entre os jovens um clima de camaradagem que antes não era tão facilmente percebido. No dia a dia, antes da ocupação, a limpeza do Caetano de Campos era feita por quatro funcionárias, que se dividiam em dois turnos. Como se trata de um espaço bem grande, pareceu-me evidente que quatro faxineiras jamais dariam conta de limpar tudo, mas talvez a falta de limpeza adequada não seja o maior problema nem dessa e nem de outras escolas estaduais de São Paulo e do Brasil.

Há no Caetano de Campos um laboratório de química que está fechado há anos (embora pareça bastante utilizável), há um museu trancado que virou depósito de entulhos, há salas de aula vazias e lacradas há muito tempo, há material escolar novo empilhado e esquecido, há um teatro e uma quadra coberta que foram cedidos pelo governo do estado à Secretaria de Cultura — que, por sua vez, terceirizou a administração para uma organização chamada Pensarte —, há uma horta cheia de mato, há um espaço onde funcionava o pré-primário e que hoje está abandonado (antigamente, um aluno entrava no Caetano de Campos no pré-primário e saía apenas para a faculdade). Hoje não é mais assim, e com a reorganização que a administração de Geraldo Alckmin tentou impor aos estudantes das escolas públicas de São Paulo o cenário seria ainda mais fragmentado.

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Assim que a notícia da reorganização — que, entre outras coisas, fecharia 93 escolas públicas — chegou aos estudantes eles decidiram pelas ocupações, numa tentativa a princípio desesperada de evitar o que consideravam ser ruim para eles. Muitos falavam em não ter como pagar por condução para se deslocar para uma nova escola, outros explicavam que os pais, que tinham empregos com horários fixos, não poderiam levá-los para uma escola em outro município e que não haveria como lidar com o fato de agora cada filho estar em uma escola diferente.

Por meio das redes sociais e da comunicação imediata, os estudantes de várias escolas ocupadas conseguiram arquitetar estratégias de protestos e novas ocupações. No começo, eles pediam que a reorganização não fosse imposta e que pudessem participar de grupos capazes de avaliar a melhor forma de estruturar o sistema de ensino; os estudantes acreditam que podem ajudar com ideias e informações e, assim, colaborar para a melhoria do ensino público no estado. Pediam tempo para participar do processo. Com o passar dos dias, e diante da violência da polícia sempre que tentavam protestar, entenderam que deviam fazer mais: não era suficiente apenas lutar para que a reorganização deixasse de ser imposta goela abaixo. Era necessário mostrar as atuais condições das escolas e exigir melhores estruturas e tratamento.

No Caetano de Campos, por exemplo, como existem salas vazias trancadas há anos, as abertas funcionam com 50 alunos por aula. Nesse ambiente é impossível educar com qualidade, e fica ainda mais estranho que o partido que gerencia o estado de São Paulo há 20 anos, o PSDB, fale tanto em meritocracia. Como achar que uma criança que estudou a vida toda amontoada com outras dúzias de almas numa sala em escola pública pode ter as mesmas oportunidades na vida que outra cujos pais foram capazes de pagar por ensino privado, proporcionando estudo em ambiente climatizado com, no máximo, outros 19 alunos em sala?

Soa mais descabido alegar que a reorganização do ensino em São Paulo é necessária porque existem escolas ociosas. Como pode estar ocioso um sistema que aglomera alunos em salas de aula, tem menos professores do que o ideal e faz pouco caso de espaços públicos?

Unicamp é melhor universidade do Brasil, segundo MEC

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Em ranking de avaliação das instituições de ensino superior, Unicamp ocupa primeiro lugar da lista

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Publicado em Universia Brasil

Segundo o Índice Geral de Cursos (IGC), que é calculado pelo Ministério da Educação (MEC) para avaliar a qualidade das instituições de ensino superior brasileiras, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) é a melhor universidade do País.

O último resultado do IGC divulgado pelo MEC é referente aos anos de 2012, 2013 e 2014. O índice é baseado no cálculo de outros marcadores, como a nota do Conceito Preliminar de Curso (CPC), responsável por avaliar a qualidade dos cursos superiores. Também é levada em conta a avaliação feita pela CAPES dos programas de pós-graduação oferecidos pela instituição.

Ao todo, foram avaliados 9.963 cursos de 43 áreas de conhecimento, oferecidos por 2.042 instituições de ensino superior. Suas notas vão de 1 a 5, sendo que as universidades, faculdades e centros universitários que não atingirem a nota mínima de 3 passam a ser considerados “insatisfatórios” pelo MEC.

Com nota máxima em 43 cursos avaliados, a Unicamp ocupa a primeira posição de ranking de melhores universidades brasileiras. Em seguida estão, também com pontuação na faixa da nota máxima, aparece a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Federal de Viçosa (UFV), a Universidade Federal do ABC (UFABC) e a Universidade Federal de Lavras (UFLA).

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