A literatura ajuda crianças a superar problemas de saúde. (Foto: Susan Vidinhas/ G1)

A literatura ajuda crianças a superar problemas de saúde. (Foto: Susan Vidinhas/ G1)

Projeto acontece no Instituto Nacional da Criança e Adolescente, da Fiocruz.
‘Crianças são transportadas para um mundo sem doença’, diz coordenadora.

Susan Vidinhas, Túlio Mello e Miguel Folco, no G1

Um livro, uma história, um sorriso no rosto. É assim que a Biblioteca Viva estimula a imaginação das crianças que frequentam o Instituto Nacional da Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente, na Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. O projeto faz parte do Núcleo de Apoio a Projetos Educacionais e Culturais (NAPEC), que atualmente conta com 154 voluntários. A ideia é promover espaços de cultura e educação no ambiente hospitalar.

“As crianças são transportadas para um mundo onde não existe doença. Um mundo onde há alegria, há imaginação, há fantasia. Eles dão lugar aos procedimentos evasivos, dolorosos. Dão lugar a ruptura que eles têm com a família, com a casa, com a escola. As histórias retornam tudo isso para as crianças”, afirma a coordenadora do projeto, Maria Madalena Oliveira.

Em uma situação de internação ou atendimento laboratorial, a busca pelo lúdico se torna um ato terapêutico. Muitos pais acreditam que o gosto pela leitura ajuda a minimizar as dificuldades enfrentadas pelos jovens no decorrer do tratamento médico. Os voluntários também leem para mães e recém-nascidos

“Têm crianças que trocam o brinquedo pelo livro, que já chegam prontas para ouvir de novo uma história”, comenta Madalena.

Fabiana dos Santos se tornou voluntária após perder a filha que estava internada na unidade. “Nunca tinha ouvido falar de leitura em hospital. Conheci o NAPEC através da minha filha que ficou encantada e passou a gostar muito de livros”.

Os interessados em participar como voluntários devem procurar a coordenação do NAPEC no IFF/Fiocruz para processo de seleção. É preciso ter concluído o ensino médio e gostar de crianças e leitura.