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5 livros para entender o Brasil de 2017

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Líderes do PCC que deram início a rebelião no Rio Grande do Norte (Josemar Goncalves/Reuters)

Líderes do PCC que deram início a rebelião no Rio Grande do Norte (Josemar Goncalves/Reuters)

 

Especialistas em direito, sociologia e ciência política indicaram obras para explicar as consequências do ano de 2016 para o país neste ano

Clara Cerioni, na Exame

São Paulo – Após um 2016 cheio de reviravoltas, o que esperar de 2017? No ano passado, vimos a conclusão do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e as novas propostas para educação e saúde do novo presidente Michel Temer. Além disso, o final do ano foi marcado pela explosão de rebeliões nos presídios.

Para que você não seja pego de surpresa em 2017, EXAME.com conversou com professores de ciência política, direito e sociologia para saber quais livros explicam o Brasil atual.

Veja abaixo a lista completa:
Junto e misturado: uma etnografia do PCC

 

Nesta obra, indicada por Paulo de Tarso, pesquisador sobre o sistema carcerário do país, no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, o leitor é apresentado ao universo do Primeiro Comando da Capital, o PCC. A leitura é necessária para entender o que acontece dentro dos presídios brasileiros, que nas últimas semanas têm sido palco de diversas rebeliões e massacres.

De acordo com o pesquisador, o livro esclarece a incapacidade do Estado em controlar os presídios brasileiros e explica o desenvolvimento histórico da maior organização criminosa do Brasil.

“Essas organizações, ao perceberem o afastamento do Estado de suas responsabilidades, passaram a se organizar e se articular como substitutos. Em simples palavras, fenômenos como o PCC são consequências da falta do governo de suas funções básicas no sistema carcerário”, diz o pesquisador.

Autor: Karina Blondi / Editora: Terceiro Nome
A miséria governada através do sistema penal

 

Outra indicação do pesquisador Paulo de Tarso é o livro “A miséria governada através do sistema penal”. Nesta obra, o especialista destaca a produção teórica do Instituto Carioca de Criminologia, sobre questões básicas do sistema carcerário brasileiro. De acordo com Tarso, essa obra permite entender a evolução dos problemas causados pela ausência de uma política pública nas prisões. Além disso, o livro apresenta o quadro da criminalização da pobreza.

“O Estado idealizou que bastaria a população ter mais acesso econômico para resolver todas as questões sociais e criminais do país, mas não foi isso que aconteceu.”

Autor: Alessandro de Giorgi / Editora: Revan
Juventude e Ensino Médio

 

O governo Temer apresentou em setembro uma proposta para reformar o Ensino Médio no Brasil, que deve ser votada pelo Senado no começo de fevereiro. Para entender quais podem ser as consequências dessas mudanças na educação, o professor Marcos Villela Pereira, da Escola de Humanidades da PUCRS indicou o livro “Juventude e Ensino Médio”.

De acordo com o especialista, essa obra pode auxiliar a comunicação entre professores e estudantes por apresentar um panorama dos jovens do país e questionar por que se deve repensar o Ensino Médio nos dias de hoje.

Autores: Juarez Dayrell; Paulo Carrano; Carla Linhares Maia / Editora: UFMG
Impeachment: instrumento da democracia

 

Esta obra, indicada pelo professor de direito da PUCRS José Carlos M. da Silva Filho explica o processo do impeachment, pela visão de diversos advogados e juristas do Brasil. O livro esclarece os mecanismos e os conceitos judiciais usados para embasar o pedido e o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Autor: Instituto dos Advogados de São Paulo / Editora: IASP
A difícil democracia – reinventar as esquerdas

 

O processo de impeachment que se arrastou pelo ano de 2016 foi decisivo para consolidar o enfraquecimento do Partido dos Trabalhadores (PT) e auxiliar a ascensão de figuras políticas alinhadas com a direita. Por isso, para este ano, de acordo com o professor de direito da PUCRS, o desafio de partidos de esquerda é “reinventar o conceito e os posicionamentos desta política”.

A obra indicada pelo especialista aborda este tema pela visão de um cientista político, que propõe uma reflexão sobre experiências sociais e políticas atualmente.

A primeira máquina de escrever

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Essa é uma imagem da primeira máquina de escrever a ser produzida em série. Foi fabricada na Dinamarca em 1870 e ficou conhecida como “Skrivekugle” ou “Malling Hansen”

Em 1865 foi produzido o primeiro modelo por Ramus Malling Hansen, e se destacava por uma semi-esfera, onde as barras de tipo eram colocadas de forma radial, a tecla em uma ponta e o tipo na outra, todos convergindo para um único ponto onde ocorria a impressão.

A ação de imprimir era direta e livre, sem nenhuma das ligações e conexões que tanto atrapalharam as máquinas rivais.
Após diversos aprimoramentos, chegou-se ao modelo da ilustração acima; é uma máquina maravilhosa, precisa e infinitamente superior a muitas das máquinas que a sucederam.

Já naquela época apresentava uma série de características que só viriam surgir muito depois nas outras máquinas: retorno do carro automático, avanço de linha automático, barra de espaço e índice para parágrafos, campainha para sinalizar fim da linha, reversão da fita e escrita semi-visível, bastando levantar-se o carro.

Os tipos e símbolos eram esculpidos individualmente na extremidade das barras pelos artesãos da época.

Algumas centenas dessas fascinantes máquinas foram produzidas, e conhece-se aproximadamente 30 exemplares que sobreviveram, a maioria em museus. Estima-se que aproximadamente 6 ou 7 estejam em coleções particulares.

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