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Dicas para mandar bem no primeiro ano na universidade

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Entrar na universidade marca a chegada de necessidades da vida adulta - Fotolia

Entrar na universidade marca a chegada de necessidades da vida adulta – Fotolia

Gerenciar o tempo com inteligência e ter postura independente estão entre as recomendações dos calouros de 2017

Publicado em O Globo

A vida universitária é bem diferente do dia a dia no Ensino Médio. É ninguém melhor do que os calouros de 2017 para apontar essas diferenças. A partir da própria experiência, eles dão o caminho das pedras aos que vão encarar o primeiro ano de faculdade em 2018.

Cursando Nutrição na Universidade Veiga de Almeida (UVA), Rodrigo Bernardo entende que a chegada à universidade é também uma entrada definitiva na vida adulta.

— Dos educadores à faculdade em si, tem sido uma experiência incrível. É importante os alunos começarem focados e com vontade de estudar, já que são muitas matérias, disciplinas pesadas e cobranças dos professores. Há também a descoberta de um novo mundo profissional. No entanto, as maiores mudanças são mesmo as pessoais, porque finalmente passamos a caminhar com as próprias pernas.

Daniel Pereira Aragão, que faz licenciatura em Física na UFRJ, concorda com Rodrigo sobre a necessidade de gerenciar o tempo com inteligência. Para o ex-aluno do colégio CEL, trocar informações com os novos colegas é fundamental.

— Vale a pena participar da semana de integração. É quando você conhece pessoas e faz novos amigos. Muitos calouros não participam e depois têm dificuldade de fazer conexões na universidade. Quanto às disciplinas, não deixe o aprendizado das matérias acumular e corra atrás dos conteúdos. Busque ajuda de professores e livros por conta própria. A universidade diz muito sobre a administração da própria vida — compara Daniel.

Com a facilidade de usar a nota do Enem em universidades fora do próprio estado, muitos estudantes vivem uma mudança não só da rotina, mas também geográfica. Com auxílio do Sisu, Fies ou Prouni, eles atravessam o país em busca de uma faculdade que atenda às suas necessidades.

Esse é o caso de Luiza Nogueira. Depois de completar o Ensino Médio no Colégio Poliedro, em São José dos Campos (SP), ela arrumou as malas para cursar Design na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

— O principal conselho é ir de mente aberta, principalmente se for longe da cidade natal e do círculo de amizades. Você vai conhecer pessoas diferentes, com outros gostos e costumes variados. É importante estar disposta a novas experiências e a uma variedade imensa de caminhos para seguir — pontua Luiza.

Seja fora ou dentro do estado de origem, a necessidade de uma postura independente é apontada pelos calouros de 2017 como a maior marca do primeiro ano na universidade. Pedro Luiz Nascimento, aluno de Direito na PUC-Rio, acredita que essa característica fez inclusive que ele mudasse sua visão do mundo.

— A faculdade exige que você seja independente, ao mesmo tempo em que ajuda a moldar nossa personalidade. Tenho agora uma visão de mundo mais política, mais madura. Eu imaginava tudo bem diferente, talvez um ambiente mais fechado. Entretanto, percebi que é até meio parecido com a escola – reconhece o universitário.

Por fim, Pedro recomenda que os futuros calouros não se empolguem demais com a sedutora e agitada vida social dos anos na universidade:

— Dá para ter uma relação próxima com as pessoas e aproveitar todos os eventos. Mas isso pede maturidade na conciliação com os estudos, pois sempre vai ter alguém convidando você para algo, como os jogos universitários, por exemplo.

O bem que faz ler um livro, em 7 razões comprovadas pela ciência

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Publicado na Revista Prosa Verso e Arte

O primeiro livro impresso data do séc. XV, mas antes de Cristo já o Homem começara a escrever em folhas de papiro, no Egito. Desde então quase todo o conhecimento ficou gravado em páginas de livros e, nas últimas décadas, as obras publicadas cresceram ainda mais em número, assim como foram surgindo investigações sobre os benefícios da leitura.

De fomentar a inteligência a prolongar a esperança média de vida, a leitura só traz benefícios

Os sete benefícios de ler um livro, segundo a ciência:

Alarga o vocabulário
Nenhuma atividade expõe uma pessoa a maior e mais diversificada quantidade de palavras. Mais do que assistir a programas televisivos de conversas, vulgo talk shows, ou infantis, como a “Rua Sésamo”, e mais do que uma conversa de amigos, mesmo que sejam todos licenciados, é a leitura que aporta um vocabulário mais alargado, indica um estudo da Universidade da Califórnia.

Desperta a inteligência
A ciência já mostrou que a genética e a educação são fatores que influenciam a inteligência, sendo que ler é uma das principais fontes de conhecimento. Um estudo de 2014 com crianças, realizado por investigadores da Universidade de Edimburgo, na Escócia, e da King’s College of London, em Inglaterra, concluiu que a evolução das capacidades de leitura “pode resultar em melhorias nas habilidades cognitivas verbais e não verbais”, que “são de vital importância ao longo da vida”. E quanto mais cedo se começar, melhor.

Previne doenças
Correr e ir ao ginásio são atividades físicas na moda porque o exercício fortalece o corpo e promove o bem-estar. Mas, por mais variado que seja o treino, nem todos os músculos são trabalhados. Para garantir que nenhum fica para trás, ler um livro é um bom remédio: inúmeros estudos indicam que a leitura estimula os músculos do cérebro e torna-os mais fortes, podendo atuar como fator preventivo em doenças degenerativas como o Alzheimer. Está também provado que pessoas com profissões intelectualmente mais exigentes têm menor propensão para desenvolver patologias ligadas à deterioração do cérebro.

Reduz o stresse
Nem caminhar, nem ouvir música, nem beber um chá. Nada resultou melhor do que ler um livro para acalmar um coração acelerado, segundo uma pesquisa liderada pelo neuropsicólogo britânico David Lewis, da Universidade de Sussex. Bastaram seis minutos de leitura para os níveis de stresse das pessoas que aceitaram participar diminuírem até 68%, contra um máximo de 61% quando tentaram acalmar através da música. Um chá (54%) ou uma caminhada (42%), outras alternativas avaliadas, mostraram-se menos eficazes.

Promove a empatia
Ainda que um livro seja encarado como uma companhia, ler é em si mesmo um ato solitário. Mas entre os seus benefícios encontra-se também a tendência para causar melhor impressão nos outros. Um estudo de dois investigadores holandeses mostrou que a leitura de narrativas ficcionadas influencia características própria da condição humana como a capacidade de criar empatia. E esse é um trunfo importante em qualquer relação, seja pessoal ou profissional.

Combate o envelhecimento do cérebro
Há uma relação direta entre a atividade cognitiva realizada ao longo dos anos e a perda das capacidades cognitivas associadas ao envelhecimento natural, como a memória, o raciocínio ou a perceção. Quanto maior atenção se dedicar à primeira, por exemplo através da leitura de livros, mais lenta se torna a segunda, concluiu um estudo de 2013 publicado no jornal científico Neurology, da Academia Americana de Neurologia.

Aumenta a esperança média de vida
Mais dois anos. Em rigor, 23 meses. Conforme um estudo da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, revelou que, em média, é esse o tempo que vivem a mais as pessoas que leem um livro 30 minutos por dia, quando comparadas com as que não o fazem. Os investigadores chegaram a esta conclusão ao fim de 12 anos de estudo, publicado no jornal Social Science and Medicine.

Fonte: Revista Visão

Genética não é destino: ambiente e educação têm peso maior quando se trata de inteligência

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inteligencia

Publicado no Hypescience

A inteligência é uma das características mais estudadas na genética comportamental. Ela se relaciona com outras características como fonte de renda, expectativa de vida e até felicidade.

Pesquisas sugerem que o desempenho acadêmico, habilidades de leitura e QI têm bases genéticas. Isso reforça a noção popular de que a inteligência “está em nossos genes”. Esse tipo de pensamento, porém, pode fazer com que comunidades rejeitem medidas educacionais com base no argumento de que investir no ambiente não vai afetar significativamente capacidades inatas. Isso aconteceu na década de 1960, nos Estados Unidos, em um caso que será explicado abaixo.

Os genes, porém, não são destino. Há boas evidências de que o ambiente em que a criança cresce interfere diretamente em sua inteligência.

Genética e inteligência

Genes podem atuar em uma variedade de formas para produzir seus efeitos. Alguns genes podem alterar a química cerebral, fazendo com que uma pessoa aprenda com maior facilidade. Outros genes podem causar diferenças comportamentais, fazendo com que a pessoa prefira frequentar ambientes mais estimulantes para os estudos.

É possível que a inteligência seja mais influenciada pelo segundo tipo de genes, os comportamentais, do que pelos primeiros. Isso significa que a criação de uma pessoa e o ambiente que em ela está inserida importa tanto quando os genes da inteligência.
O que torna uma pessoa mais inteligente?

Ao tentar analisar a inteligência, pesquisadores se depararam com um problema metodológico: como saber se os melhores resultados em testes são causados por um gene que atua diretamente na inteligência ou se há outro fator indireto envolvido?

Por exemplo: e se a criança que mostra melhores resultados em uma prova de leitura faz isso porque gosta mais do cheiro de livros do que a outra? Neste caso, o gene faria com que a criança gostasse do cheiro de livros, enquanto a outra o detestaria. A primeira criança viveria rodeada por livros, enquanto a segunda fugiria deles. Consequentemente, tiraria maior nota no teste de leitura.

Este exemplo pode parecer bobo, mas é apenas uma forma de mostrar que há muitos outros fatores envolvidos na habilidade de leitura além da própria inteligência. Neste caso, o gene envolvido na habilidade de leitura nem era o da inteligência em si, mas sim o do gosto olfativo, e isso causou diferenças no ambiente frequentado pelas duas crianças.

Natureza x ambiente

A personalidade e temperamento de uma pessoa fazem com que ela prefira frequentar um tipo específico de ambiente.

Uma criança confiante, por exemplo, tem mais chances de procurar uma atividade educativa extracurricular, enquanto outra mais insegura pode preferir evitar esse tipo de desafio. Crianças mais extrovertidas podem passar menos tempo em um ambiente que estimule o estudo do que aquelas que gostam de passar tempo sozinhas.

Por isso, os pesquisadores devem levar em consideração essas características no estudo da inteligência. Se os resultados são interpretados de forma prematura ou incorreta, eles podem trazer consequências desastrosas para o planejamento educacional de uma sociedade.

Programa Head Start

Uma dessas situações aconteceu na década de 1960, quando o geneticista Arthur Jensen criticou o programa educacional norte-americano Head Start (“vantagem inicial”, em tradução livre). No programa, crianças de famílias em situação de risco começavam o ensino fundamental com algumas semanas de antecedência, ainda durante as férias, para que recebessem atenção especial em preparação para a primeira série.

Jensen dizia que intervenções desse tipo nunca trariam bons resultados no desempenho das crianças, já que a inteligência seria apenas genética, sem relação com o ambiente. Para ele, o programa era um grande desperdício de dinheiro público.

Essa afirmação trouxe grandes discussões sobre o racismo e preconceito, já que a maioria das crianças inscritas no programa eram afrodescendentes. Por fim, o Head Start foi mantido até hoje, sendo que até 2005, 22 milhões de crianças participaram dele.

A verdade é que ainda há muito a ser estudado sobre a inteligência, e determinar que uma pessoa tem ou não tem possibilidades intelectuais com base apenas no seu histórico familiar ou genético seria injusto. [Medical Express]

5 tipos de livros que aumentam sua inteligência

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Fonte: Shutterstock

Fonte: Shutterstock

 

Veja quais tipos de livro não podem faltar na sua coleção para que você aprenda mais

Publicado no Universia Brasil

A leitura é uma das maneiras mais eficazes de adquirir conhecimentos e melhorar o desenvolvimento pessoal, profissional e acadêmico. Na era da internet, milhões de livros e materiais de leitura estão disponíveis na rede, muitos de forma totalmente gratuita, o que facilita o acesso às obras e aos mais diferentes tipos de textos.

Para garantir um aprendizado mais completo por meio da leitura, a dica é aproveitar o tempo livre para devorar as páginas de livros de diferentes assuntos. Além de conhecer novos temas, você poderá experimentar linguagens e abordagens que nunca antes teve contato.

A seguir, confira 5 tipos de livros para aumentar sua inteligência e que não podem ficar de fora da sua coleção:

1. Livros de Ciência

Quando falamos em livros de ciência, não nos referimos apenas a materiais científicos, escritos com linguagem específica e repleta de termos técnicos, mas àqueles que ofereçam ensinamentos sobre o mundo em que vivemos. Isso inclui livros sobre a evolução da sociedade, que expliquem grandes eventos naturais, como o Big Bang, entre outros assuntos.
A vantagem desse tipo de leitura é que aprendemos como um fato deve ser investigado, para que as evidências sejam comprovadas com relevância. Esse tipo de conhecimento pode ser aplicado no seu dia a dia, seja no trabalho ou na universidade.

2. Livros de Filosofia

No passado, a ciência e a filosofia são ambas fruto do pensamento analítico. Se a ciência nos ensina como entender o mundo e seus acontecimentos, a filosofia ajuda a compreender o que se passa dentro de nós mesmos. Dentro da categoria de livros de filosofia podem estar diversos tipos de obras, que vão de religião a política, sempre analisando as necessidades, desejos e o comportamento humano.

3. Livros de Ficção

As obras de ficção são muito mais do que histórias inventadas. Os grandes livros de ficção ajudam o leitor a experimentar uma realidade completamente diferente da sua e criar experiências que aumentam seu nível de consciência sobre o mundo. Além disso, muitos delas contêm diversas informações reais sobre ciência, história, filosofia e outros temas. O escritor norte-americano Truman Capote, famoso pelas obras A Sangue Frio e Bonequinha de Luxo, costumava dizer que um bom romance pode valer mais que um estudo científico.

4. Livros de História

Os livros de história podem parecer massantes, mas narram os fatos mais interessantes e emblemáticos que já aconteceram com a humanidade. Quando lemos uma obra histórica, além de aprender sobre o passado, também fazemos conexões com o presente e conseguimos entender como a nossa sociedade se tornou o que é hoje. Com eles, percebemos que pensamentos e ideias são imortais.

5. Livros de Poesia

Ler livros de poesia pode ser um grande desafio para aqueles que não estão acostumados, por conta da escrita mais rebuscada e da enorme presença de figuras de linguagem. Mas são justamente essas duas características que toram os textos poéticos tão interessantes e importantes para o nosso aprendizado. Por meio dessas obras conseguimos desenvolver a admiração pelo poder da palavra, além de exercitar nossa mente para desvendar os mistérios e mensagens por trás das rimas e das metáforas.

Jogar videogame melhora a inteligência e o desempenho escolar de crianças

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Apesar dos efeitos positivos, moderação e limites continuam sendo necessários

Apesar dos efeitos positivos, moderação e limites continuam sendo necessários

 

Publicado no UOL

Ao contrário do que prega o senso comum, jogar videogame pode ser muito benéfico para as crianças, segundo estudo da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.

A pesquisa, publicada no periódico científico “Social Psychiatry and Psychiatric Epidemiology”, foi feita com base na análise dos dados de 3.195 crianças europeias entre seis e 11 anos, coletados pelo centro “School Children Mental Health Europe”.

A análise contemplou o desempenho escolar, o uso de videogames e o comportamento do ponto de vista dos pais, professores e dos próprios alunos.

O resultado apontou que as crianças que faziam uso de jogos eletrônicos tinham duas vezes mais chances de terem alto desempenho na escola e melhor função intelectual.

Estudos anteriores já haviam demonstrado que o uso moderado dos jogos, em torno de uma hora por dia, poderia influenciar positivamente as crianças em seus estudos.

Outras pesquisas, entretanto, apontaram que as crianças aprendem comportamentos agressivos e violentos por meio dos jogos eletrônicos.

Dessa vez, os cientistas acreditam que esse tipo de diversão também pode contribuir para que as crianças fiquem mais sociáveis e integradas à comunidade escolar. No entanto, moderação e limites continuam sendo indicados pelos especialistas.

Dentre as crianças analisadas, 20% faziam uso dos jogos durante mais de cinco horas por semana.

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