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10 práticas que vão deixar você mais inteligente

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Você sabia que é possível dar um empurrãozinho no funcionamento do seu cérebro para ter um melhor rendimento nos estudos e no trabalho?

Publicado no Boa Informação

A revista Time fez uma lista com pequenas atitudes que podem ajudar você a ser uma pessoa mais inteligente. Confira as dicas e veja se você já pratica alguma delas.

1. Administração do seu tempo online

Este é definitivamente um mal dos tempos atuais, mas isso não significa que você deve abdicar da internet. A ideia é selecionar melhor o que você vê quando está online, ou seja, trocar aquelas horas nas redes sociais por boas leituras, vídeos de palestras e se dedicar a aprender novas coisas.

2. Tome nota!

Todos os dias, somos bombardeados com uma grande quantidade de informações. Por isso a dica é: anote o que é mais importante. Seja conteúdo de uma aula, um livro que você gostaria de ler ou uma dica de filme. Coloque tudo no papel para ajudar sua memória mais tarde.

3. Faça uma lista das coisas que você já fez

Lembrar-se das coisas que você já conquistou ao longo do tempo pode tornar você mais confiante e satisfeito. Anote os trabalhos entregues, a academia que você finalmente começou e aquela viagem incrível que fez. Isso vai deixar você mais motivado para conquistar ainda mais!

4. Jogue mais!

Jogos de planejamento estratégico e memória são uma ótima forma de treinar seu cérebro. Os mais indicados são xadrez, jogos de cartas e palavras cruzadas(vírgula) e o ideal é que você jogue sozinho, sem a ajuda de livros e dicas.

5. Selecione melhor os seus amigos

Pesquisas indicam que o seu QI é uma média do QI das cinco pessoas mais próximas de você. Sendo assim, escolha estar por perto de pessoas inteligentes e isso vai influenciar positivamente seus hábitos e decisões.

6. Leia muito

Este é um conselho um pouco batido, mas inevitável. A leitura é um ótimo exercício para a criatividade, bastando encontrar o tipo de conteúdo de que você mais gosta, seja o jornal de toda a manhã ou um bom livro. O importante é ler muito e sempre.

7. Explique coisas para as pessoas

Segundo Einstein, “Se você não consegue explicar de uma maneira simples, você não entende o assunto bem o suficiente”. Por isso, falar sobre as coisas que você aprendeu pode ajudar você a dominar ainda mais o conteúdo.

8. Coisas novas aleatórias

Seu cérebro não é muito fã da rotina, por isso, novas atividades podem deixá-lo ainda mais afiado. Aulas de assuntos e estilos variados, por exemplo, são uma ótima forma de criar novas memórias e deixar a mente sempre renovada.

9. Aprenda um novo idioma

Um novo idioma é importante para se destacar no meio de trabalho, mas o estudo também pode deixar seu cérebro mais esperto e treinado. Se os cursos com professores não cabem no orçamento, a internet está cheia de bons recursos para ajudar você nessa tarefa.

10. Relaxe!

De nada adianta seguir todas as nove dicas anteriores se você não tirar um tempo do seu dia para descansar. Relaxe, respire fundo e fique um tempo em silêncio, sem fazer mais nada. Esse tempo vai servir para que seu cérebro assimile tudo o que você fez e para que o corpo recomponha as energias.

Fonte: Mega Curioso

A Faixa de Gaza e os escritores egoístas do nosso tempo

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Ao conviver em sociedade, a humanidade desenvolveu as muitas formas de enfrentar coletivamente inumeráveis desafios, dando respostas inteligentes a cada um deles, aprendendo também a dominar as linguagens para expressar tudo aquilo que desejava, como a literatura ou a linguagem escrita.

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Marcelo Vinicius, no Homo Literatus

Sei que a literatura não tem maiores pretensões, mas vale lembrarmo-nos de uma coisa: Paulo Leminski, com seu extenso reconhecimento como escritor, crítico literário, tradutor e professor, no ensaio Arte in-útil, arte livre?, nos disse que a curiosa ideia de que a arte não está a serviço de nada a não ser de si mesma é relativamente recente. Embora se possa afirmar que a ideia da autonomia da arte radica, em última análise, na Poética de Aristóteles, é a partir dos finais do séc. XVIII que ela surge plenamente consciencializada. É melhor evidenciada, de fato, no romantismo europeu do século XIX, apogeu da 1ª Revolução Industrial e da hegemonia burguesa, momento em que a indústria veio para “substituir” a arte e o artesanato.

Mas, na Rússia, nos meados do século XIX, a literatura estava ainda no centro da arena dos grandes temas, da condição humana daquela época, daquele tempo. Fala-se muito da literatura ser amoral, mas, segundo Leminski, na grande Mãe Rússia, a extraordinária literatura do século XIX, com escritores como Gogol, Tolstói, Dostoiévski, Turguiênev e Tchékov, é uma literatura, sobretudo, moral. E a consciência social do povo russo é uma literatura de acusação e denúncia, de resistência e responsabilidade coletiva.

Se já lemos os grandes clássicos da literatura mundial, principalmente os russos como Tolstói e Dostoiévski, que por sinal, este é meu projeto de estudo na Universidade, o que Leminski nos aponta não é novidade.

Sim, a censura czarista estava de acordo com os artistas no que tange a arte com uma moral. Nisso, os poderes e a oposição estavam de acordo. Mas, os significados estavam trocados. Ao forçoso e forçado moralismo da censura czarista, os escritores russos reagiram com um moralismo oposto.

O grande momento reflexivo dessa afirmação russa do caráter moral da literatura é O que é Arte, do clássico escritor Tolstói (de 1898). Nesse ensaio implacável, o autor de Guerra e Paz denuncia a “degenerescência” da arte moderna, em particular, a doutrina da “arte pela arte”, à luz de critérios éticos e “humanos”. Para Tolstói, toda a arte e a literatura de sua época lhe parecem manifestações patológicas de sensibilidades decadentes e “desumanas”. Repugna-lhe também na literatura o seu “ocultismo”, sua tendência à “panelinhas” fechadas.

Chegamos ao revolucionário Plekhânov e a A Arte e a Vida Social, que são suas conferências de 1912. Plekhânov tem também a mesma postura anti-arte pela arte. O que em Tolstói era moral, em Plekhânov era político.

De certo que o mundo não é de responsabilidade só dos artistas, é claro, mas não nos esquecemos de suas forças na sociedade. É só nos lembrarmos de um fenômeno conhecido no mundo da literatura: o Copycat Effect, que é um ato que é modelado ou inspirado por um ato anterior descrita em ficção. Já o sociólogo David Phillips, chama isso de Werther Effect, se referindo ao romance do escritor Goethe que provocou uma onda de suicídios no século XVIII. No mais, é só para não nos esquecermos do século XIX e a sua arte.

Cena “Os Sofrimentos do Jovem Werther”

Cena “Os Sofrimentos do Jovem Werther”

E mesmo que abordássemos filósofos e críticos de artes mais atuais, como Arthur Danto, de certo que até ele também não negaria essa visão descrita aqui. Para Danto, houve o início de uma nova era de pluralismo artístico, o que encontrou eco na diversidade da arte pós-moderna. Nisso, a arte, no que tange suas pretensões, não nega o século XIX e a moral artística. É uma questão de se utilizar delas também, quando necessário, e não de negá-las em detrimento de qualquer outra coisa.

Arthur Danto, em sua obra A Transfiguração do Lugar-Comum, diferente do que muitos pensam sobre, afirma que a arte tem ainda seu papel social. Ela faz o que toda obra de arte sempre fez: exteriorizar uma maneira de ver o mundo, expressar o interior de um período cultural, oferecendo-se como espelho para flagrar a consciência dos nossos reis.

Danto, ainda nessa obra, afirma que, além de questionar o conceito de Arte, artistas como Duchamp e principalmente Andy Warhol contestaram o consumo desenfreado e todas as hipocrisias que contornavam a sociedade norte-americana da época. Utilizava elementos, figuras e a própria estética popular em seus trabalhos, de maneira a fazer uma crítica direta e irônica da sociedade consumista que se formava. Mas não nos prenderemos em discutir esse caso em especifico da Pop Art e Arthur Danto, pois isso é só para demonstrar o quanto a arte sempre teve seu valor crítico social na nossa história, independente do sistema de crença da “Arte pela Arte” existir.

Arthur Danto

Arthur Danto

O que se percebe é que “Arte pela Arte” sendo um sistema de crenças que defende a autonomia da arte, desligando-a de razões funcionais, pedagógicas ou morais e privilegiando apenas a Estética não viveu sozinha, mesmo no seu auge. Alguns artistas não acreditavam na verdade desse conceito célebre. É certo que alguns deles fizeram a sua arte em função da humanidade e da realidade. Shakespeare, por exemplo, foi um descortinador de toda a vida da Inglaterra de seu tempo. Então não passou ele de um teatrólogo vulgar, amado pelas massas, não aceito pelas elites? Não necessariamente.

Esses artistas que tiveram o senso político, que olharam para a humanidade das ruas, dos botequins, das tavernas, dos campos, não tiveram o aplauso dos homens intelectuais de seu tempo, muitas vezes, porque não cabiam dentro do conceito de “Arte pela Arte”.

Essa desumanização da literatura acima da vida, de colocar o artista à margem dos acontecimentos, dominou muito tempo o conceito de arte e ainda hoje gritam por ele todos os que querem combater a literatura interessada, como se hoje houvesse alguma literatura que não fosse interessada.

Como visto, se quisermos ir mais adiante, chegaremos com facilidade a negar por completo este conceito que colocava o artista acima do bem e do mal. A Literatura nunca deixou de servir a uma classe. O conceito que era fruto da vaidade dos intelectuais, que os colocava acima das competições humanas, foi sempre de uma falsidade desoladora. Os artistas, e em particular o escritor, nunca deixaram de servir a uma classe.

Deixando claro também que não estamos aqui definindo o que é arte ou o que é arte boa ou ruim e, de acordo com pensamento do filósofo Sartre, não defendemos um engajamento. Isso é impossível. O engajamento ocorre, queiramos ou não. Nossa ação nos define; nossa inação também. Calar-se diante da injustiça é endossá-la. Daí que a diferença não seja entre o político e o apolítico: este é uma impossibilidade. Tudo é de algum modo político. “Arte pela Arte” é também política.

No pluralismo artístico, dito por Danto, a “Arte pela Arte” não pode existir em detrimento da arte que questiona o social, a arte moral. O intelectual fora da humanidade, fora dos anseios, dos desejos, das lutas dos homens, não existiu absolutamente, porque a literatura existiu em função da humanidade.

Como disse o famoso escritor Jack Kerouac:

“Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os pinos redondos nos buracos quadrados. Aqueles que vêem as coisas de forma diferente. Eles não curtem regras. E não respeitam o status quo. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou caluniá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Empurram a raça humana para a frente. E, enquanto alguns os vêem como loucos, nós os vemos como geniais. Porque as pessoas loucas o bastante para acreditar que podem mudar o mundo, são as que o mudam”.

Não muito diferente, o escritor Monteiro Lobato indaga sobre a escrita e a nossa posição em relação a ela. Para ele, há dois modos de escrever: um, é escrever com a ideia de não desagradar ou chocar ninguém; outro modo é dizer desassombradamente o que se pensa, dê onde der, haja o que houver – cadeia, forca, exílio.

O que esses pensadores querem dizer é que a “Arte pela Arte” não é uma verdade absoluta na história e única, e que podemos e devemos sair do comodismo, pois os governos suspeitam da literatura, porque é uma força que lhes escapa. A arte não pode ser censurada. Outrora, artistas usavam a própria arte para protestar contra a censura. Dizer que a arte não tem maiores pretensões, é, segundo o filósofo, o sociólogo e o compositor alemão Theodor W. Adorno, uma pretensão histórica ética de querer transformar a obra em mercadoria. É a industrial cultural em detrimento da arte do pensar, como disse a Escola de Frankfurt.

Para Adorno, a grandeza da arte está em sua capacidade de resistir ao estatuto de mercadoria, em situar-se no mundo como um “objeto não identificado”. Em sua recusa de assumir a forma universal da mercadoria, a arte, a obra de arte é a manifestação, em seus momentos mais puros e radicais, de uma “negatividade”. Ela é “a antítese da sociedade”. A antítese social da sociedade.

Porém, hoje tiraram da literatura aquela importância, que se confundia com a filosofia, a sociologia, com grandes visões de mundo. Reforçaram uma espécie de “Arte pela Arte”. E isso nos vem levando à uma implicação tão séria.

Que angústia que me dá esse silêncio internacional sobre crimes de guerra em Gaza, por exemplo. No máximo um repúdio aqui e outro ali. Como se a Europa, tão vizinha, e os EUA não tivessem forças. Como se o mundo todo fosse impotente. Tanta politicagem em prejuízo da vida.

“Vemos derramar o sangue de nossos irmãos da Palestina nas matanças coletivas que não poupam ninguém, e nos crimes de guerra contra a humanidade que acontecem à vista de toda a comunidade internacional, que permanece indiferente aos acontecimentos da região”, afirmou o rei Abdullah, da Arábia Saudita.

Faixa de Gaza – mãe segurando o seu bebê a procura de abrigo

Faixa de Gaza – mãe segurando o seu bebê a procura de abrigo

Atualmente, o mundo se acaba em guerras e os nossos escritores vivem como se nada acontecesse. E não se trata de uma visão pessoal e generalista, há exceções como há pesquisas que apontam isso.

André Forastieri, jornalista e crítico de cinema, afirma, por exemplo, que o assunto da literatura brasileira é o escritor brasileiro e seu mundinho. É um coroa diletante e seu tema é a própria juventude e a meia-idade, reimaginadas dramaticamente. Mas, André Forastieri não assegura isso à toa, já que o que é dito aqui é o resumo curto e grosso da pesquisa feita pela professora Drª. Regina Dalcastagnè, da UNB.

A sua crítica continua ao dizer que não queremos saber dos problemas dos senhores letrados de classe média e meia-idade, suas neurinhas, fantasias e infidelidades. Simplesmente não é tão interessante assim. Em todo lugar o gênero “problemas sexuais-existenciais da classe média intelectualizada” tem longa tradição. É um gênero, como livros de vampiro ou histórias de detetive.

O que se percebe é que escrever sobre a realidade não é escrever sobre a minha vida. A pesquisadora Drª. Regina Dalcastagnè explicita que o assunto central da ficção brasileira é o umbigo do seu autor. Não é um problema localizado. Em todo lugar, cada vez mais os escritores estão caraminholando sobre seu mundinho particular, reciclando fantasias de aventura e consumo, revisitando seus livros e filmes e ícones culturais prediletos. A possibilidade de celebridade propiciada pelas redes sociais acentua a tendência. Vivemos escrevendo e lendo devaneios narcisistas.

Ironicamente, André Forastieri exprime que boa parte do que passa por literatura é tão verdadeira quanto essas fotos supostamente displicentes, mas cuidadosamente planejadas e retocadas, que colocamos em nossos perfis no Facebook.

A ambição da ficção, e da ficção brasileira, pode e deve ser maior. Hammett estava errado, já que a literatura que importa não é sobre o autor, é sobre o leitor; se quer, se exige, um livro que nos hipnotize e nos leve para outro lugar, e para dentro de nós mesmos. O que importa em ficção é fitar o desconhecido. E não conseguir desviar o olhar, como bem disse André Forastieri.

Como proferia o grande escritor Ernesto Sabato, vencedor do Prêmio Cervantes de Literatura e um dos maiores autores argentinos do século XX: “É característico de um bom romance que nos arraste para seu mundo, que nele mergulhemos, que nos afastemos a ponto de esquecer a realidade. E, não obstante, ele é uma revelação sobre a mesma realidade que nos rodeia”.

Usando-se do pensamento do clássico escritor Kafka, se o livro que estamos lendo não nos desperta como um soco no crânio, por que perder tempo lendo-o? Para que ele nos torne felizes, como você diz? Oh Deus, nós seríamos felizes do mesmo modo se esses livros não existissem. Livros que nos fazem felizes poderíamos escrever nós mesmos num piscar de olhos.

O mundo depende muito dos verdadeiros artistas, não só deles, mas dos subversivos em geral, como disse Jack Kerouac. Felizmente, como pronunciou o grande escritor Ernesto Sabato, o verdadeiro artista continua lá e graças a sua incapacidade de adaptação, a sua loucura, conservou contraditoriamente os atributos mais preciosos do ser humano.

Estas 10 práticas vão deixar você mais inteligente

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Seu cérebro é capaz de realizar muitas peripécias, mas você pode dar uma ajudinha

Fonte da imagem: Shutterstock

Fonte da imagem: Shutterstock

Daiana Geremias, no Megacurioso

Quer ficar mais esperto, ter um rendimento melhor nos estudos e no trabalho? Sabia que é possível dar um empurrãozinho no funcionamento do seu cérebro? A revista Time fez uma lista com pequenas atitudes que podem ajudar você a ser uma pessoa mais inteligente. Confira quais são essas atitudes a seguir e depois nos conte se já pratica alguma delas:

1 – Administração do seu tempo online

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Você provavelmente já reparou que, de vez em quando, faz seu login no Facebook “só para dar uma olhadinha” e, de repente, lá se foram algumas horas diante da tela azul e branca. Não que você não possa se divertir com as redes sociais, mas aprender a administrar seu tempo na internet é uma grande coisa.

Você pode usar “o lado bom” da internet e se dedicar a aprender coisas novas, ver palestras do TED, tentar aprender uma nova língua, conhecer um novo país, aprender mais a respeito do corpo humano e por aí vai.

2 – Tome nota!

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Você tem acesso a um número muito grande de informações todos os dias, por isso não adianta pensar que vai conseguir lembrar sempre o conteúdo daquela matéria do Mega Curioso que você acabou de ler e que achou incrível. Quando alguma coisa for realmente importante para você – por exemplo: se for algo que possa cair em uma prova –, o ideal é que você faça anotações para poder lembrar depois.

3 – Faça uma lista das coisas que você já fez

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Ser confiante e feliz é sinal de inteligência, e uma boa forma de você se tornar confiante e satisfeito é se lembrar das coisas que já conquistou. Se sua meta era fazer academia e se você já está fazendo aulas de musculação há duas semanas, lembre-se disso. Idem para aquela conquista no trabalho, na faculdade, na escola. Isso vai fazer de você uma pessoa mais motivada.

4 – Jogue mais!

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Os jogos mais recomendados para treinar seu cérebro são o xadrez, alguns jogos de baralho e, claro, as famosas palavras cruzadas. Tudo que envolve planejamento estratégico e memória é uma boa ideia. Melhor ainda se você jogar sozinho, sem ajuda de livros e dicas.

5 – Selecione melhor seus amigos

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Não é novidade que as pessoas com as quais você se relaciona podem influenciar seus hábitos e suas decisões. Por isso, é sempre bom manter por perto aquele amigo que gosta de ler, que vai bem nos estudos, que tem um bom relacionamento social, que sabe tomar boas decisões e que tem boas conversas. Esse conselho serve para a vida inteira: é sempre bom ter por perto uma pessoa inteligente tanto na questão racional da coisa quanto na emocional também.

De acordo com Saurabh Shah, o seu QI é uma média do QI das cinco pessoas mais próximas de você. Isso só comprova o que falamos no parágrafo anterior: ficar perto de gente esperta faz de você uma pessoa esperta.

6 – Leia muito

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Esse é um conselho muito batido e, para alguns, um pouco chato. Ainda assim, é preciso reforçar o poder da leitura, principalmente em tempos de redes sociais, quando passamos mais tempo em contato com conteúdos rasos do que com uma boa narrativa literária, por exemplo.

Cientificamente falando, a leitura tem o poder de dar aquele impulso que seu cérebro precisa de vez em quando, sem falar que é um ótimo exercício para a criatividade também. Você não precisa começar lendo a obra completa de Dostoiévski, mas pode criar o hábito de ler jornal e, quem sabe, aquele livro que faz mais o seu estilo. O importante é ler bastante e sempre. (mais…)

Primeira na UnB passou 4 vezes em engenharia e 9 em medicina

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‘Não me julgo inteligente. Julgo-me esforçada’, diz jovem.
Aos 18 anos, Isadora escolheu área de saúde, na USP.

Isadora Santos Bittar, primeira colocada no PAS da UnB e aprovada nove vezes em medicina e quatro vezes em engenharia (Foto: Isadora Bittar/Arquivo pessoal)

Isadora Santos Bittar, primeira colocada no PAS da UnB e aprovada nove vezes em medicina e quatro vezes em engenharia (Foto: Isadora Bittar/Arquivo pessoal)

Raquel Morais, no G1

Primeira colocada no Programa de Avaliação Seriada (PAS) da Universidade de Brasília, Isadora Santos Bittar, de 18 anos, chama a atenção pela humildade: ela afirma não se julgar inteligente e diz que se sentiu aliviada com o bom resultado. Mas a lista de conquistas da menina, que começaram ainda no 1º ano do ensino médio, não para por aí: são quatro aprovações para engenharia e nove para medicina em diversas universidades públicas.

Eu sonhava com os bons resultados, mas não tinha certeza de que iria consegui-los. Senti-me feliz e aliviada com eles. Eu não me julgo inteligente, conheço pessoas tanto mais quanto menos inteligentes do que eu, então vejo como algo relativo. Julgo-me esforçada”
Isadora Santos Bittar, estudante de 18 anos aprovada nove vezes em medicina e quatro vezes em engenharia

A primeira delas ocorreu no final do 1º ano do ensino médio, quando ela ficou em primeiro lugar em engenharia no campus de Catalão da Universidade Federal de Goiás, pelo Sisu. No ano seguinte, ela foi aprovada para o mesmo curso na UFG (no meio do ano) e na Universidade Federal de Ouro Preto e para medicina na Universidade Federal do Ceará, na UniRio e na UFG (final de 2012).

Já no 3º ano, Isadora conquistou o primeiro lugar em engenharia na UFG e o terceiro em medicina na Universidade Federal Fluminense na metade do ano, e o quarto lugar em medicina na Universidade Federal de Minas Gerais, o quarto lugar em medicina na Universidade Estadual de São Paulo, o terceiro na Universidade de São Paulo, o primeiro na UnB e uma vaga na Universidade Federal de São Paulo no final do ano.

Ciente de que obteve desempenhos admiráveis, a menina não se deixa impressionar. “Eu sonhava com os bons resultados, mas não tinha certeza de que iria consegui-los. Senti-me feliz e aliviada com eles”, afirma.

“Eu não me julgo inteligente, conheço pessoas tanto mais quanto menos inteligentes do que eu, então vejo como algo relativo. Julgo-me esforçada. Acho que os bons resultados vieram do esforço; do hábito de leitura que tenho desde criança – ajudou na interpretação dos enunciados, assimilação do conteúdo e elaboração de respostas. Além disso, o contato com professores e amigos críticos, conscientes”, completou a jovem.

A preparação, segundo Isadora, aconteceu ao longo de todo o ensino médio. Ela estudava entre três e quatro horas por dia no primeiro ano, fazendo listas de exercícios e revisando a matéria do dia. Na série seguinte, a jovem passou a resolver provas de vestibular de anos anteriores e a ler sobre as matérias em que tinha dificuldade. Na última etapa, ela incluiu ainda leituras sobre assuntos diversos nas tardes e noites em que não tinha aula.

Meu tempo de estudo variou muito. Em um domingo conseguia estudar mais de sete horas, mas durante a semana às vezes eram menos de quatro. Fazia mais exercícios do que lia. Para mim exercitar é o mais importante na preparação”
Isadora Santos Bittar, estudante de 18 anos aprovada nove vezes para medicina e quatro para engenharia

“Nessa fase meu tempo de estudo variou muito. Em um domingo conseguia estudar mais de sete horas, mas durante a semana às vezes eram menos de quatro. Fazia mais exercícios do que lia. Para mim exercitar é o mais importante na preparação. No primeiro e segundo anos sobrava muito tempo para o lazer, no terceiro reduziu bastante, mas eu continuei reservando um tempo para ler, ver um filme ou conversar com os amigos, pois o estresse é um dos piores inimigos”, lembra.

Além disso, a jovem fazia caminhada e corrida para controlar a ansiedade e conversava com o namorado, amigos e professores para se sentir mais confiante. E, para as provas, levava suco, bolacha e chocolate.

Ansiosa em relação à nova etapa, a garota, que se prepara para deixar Goiânia, se diz feliz. “A partir de agora eu espero ter mais tempo para atividades extracurriculares. Creio que a rotina será um pouco pesada, pois a grade do meu curso é bem densa, mas menos cansativa do que no ensino médio, pois há menor pressão e vou estudar coisas pelas quais me interesso bastante.”

Escolha

Motivada pelos incentivos à pesquisa e intercâmbio, qualidade do corpo docente, infraestrutura e tradição, Isadora optou por cursar medicina na USP. Ela afirma que ainda não se decidiu em relação à especialidade, mas garante já ter cogitado cirurgia-geral, obstetrícia, genética e saúde da família.

Já a escolha do curso aconteceu no 2º ano, depois de ela se ver inclinada para jornalismo, direito, química, física médica, engenharias civil e elétrica e biotecnologia. “Sempre gostei muito de biológicas e exatas, mas percebi que não queria me aprofundar em matemática e física (estudando cálculo, por exemplo). Já sobre biologia eu queria conhecer cada vez mais, principalmente nas áreas de citologia, genética e fisiologia. Além disso, comecei a me interessar pela atuação médica na cura, no alívio da dor, pela medicina humanizada. Então optei pelo curso”, explica.

Isadora não esconde as expectativas para a nova fase. “Espero aprender bastante, envolver-me em projetos de pesquisa e trabalhar tanto pelo progresso científico quanto por uma medicina humanizada, cujo foco seja auxiliar o paciente, e não possibilitar enriquecimento ou status ao profissional.”

Os 8 livros que toda pessoa inteligente obrigatoriamente deveria ler

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Vinicius Gambeta, no Portal Operários da Web

Você se considera inteligente? Seu QI é elevado? Se a resposta para essas perguntas foi positiva, segundo o astrofísico Neil deGrasse Tyson, você obrigatoriamente precisa ler todos os livros dessa lista. Tyson é considerado o mais renomado astrofísico da atualidade, e possui até um asteroide em homenagem ao seu nome.

Tyson é o nome por trás do meme que ganhou destaque na internet: “Ui”

Tyson é o nome por trás do meme que ganhou destaque na internet: “Ui”

O cara com certeza é um gênio, e sempre deixou claro que se considerava uma pessoa inteligência, e todo esse conhecimento era fruto de muita leitura e questionamento. No início do mês, Tyson foi questionado por um usuário do Reddit sobre quais os livros favoritos do autor, e ele prontamente divulgou uma lista com 8 livros que toda pessoa inteligente deveria ler. Ficou interessado? Olha só os títulos que estavam presentes na lista:

1) A Bíblia
Pode parecer estranho em um primeiro momento, já que Neil deGrasse é assumidamente Ateu, no entanto, ele ressalta a importância da leitura do livro cristão de uma forma cientifica, para que se possa entender como funciona a sociedade contemporânea em comparação com as antigas civilizações, e como a manipulação em massa é aplicada desde os primórdios da existência da terra.

2) O Sistema do Mundo (Isaac Newton)
Segundo o cientista, o capítulo “O Sistema do Mundo” da obra “Os Princípios Matemáticos da Filosofia Natural” de Isaac Newton traz a metodologia filosófica mais perfeita que ele já teve já teve o prazer de questionar. “É impossível ler esse livro e não mudar completamente a maneira como você enxerga o mundo”, disse ele.

3) A Origem das Espécies (Charles Darwin)
O livro mais famoso de Darwin até hoje apresenta a teoria da evolução como é originalmente aceita pelos cientistas de todo o mundo. Nesse livro, Darwin leva as mais persuasivas evidências da evolução das espécies para o leitor, que se vê cativado por dentre cada frase de impacto pronunciada pelo autor do livro.

4) A Viagem de Gulliver (Jonathan Swift)
Aos olhos dos menos criativos, essa pode parecer mais uma surpresa na lista. No entanto, Neil deGrasse Tyson diz que poucas pessoas conseguem analisar a obra de literatura inglesa com outros olhos. Ao fazer, o indivíduo conseguirá entender a verdadeira mensagem que diz em alto e bom tom que diariamente, os humanos nada mais são do que criaturas que agem com instintos primitivos.

5) A Era da Razão (Thomas Paine)
Indo completamente na contra-mão do primeiro ítem da lista, a obra de Thomas Paine, “Era da Razão” é uma das mais conhecidas do meio ateísta, e usa argumentos concretos para bater de frente com doutrinas cristãs, promovendo o pensamento livre. Tyson diz que o livro ensinou-o como o poder do pensamento racional é capaz de transformar as pessoas.

6) A Riqueza das Nações (Adam Smith)
O livro “A Riqueza das Nações” de Adam Smith, consegue trazer a tona a principal teoria sobre o funcionamento da sociedade comercial, além de incontáveis reflexões acerca do trabalho e a acumulação de capital. O cientista diz que essa é uma de suas obras preferidas, e que a mesma permite para o leitor entender as verdadeiras virtudes do capitalismo.

7) O Príncipe (Nicolau Maquiavel)
A obra “O Príncipe” de Nicolau Maquiável é com certeza o maior clássico da filosofia de todos os tempos. O livro consegue retratar a ciência política moderna em detalhes, mostrando como ela realmente é, e não como deveria ser. “O livro é recheado de astúcia, aleivosia, maldade, crueldade e ganância, e é justamente isso que torna-o tão real”, disse Tyson.

8) A Arte da Guerra (Sun Tzu)
“A Arte da Guerra” apresenta um tratado militar escrito centenas de anos antes de cristo pelo militar estrategista Sun Tzu. O tratado aborda em seus 13 capítulos os mais diferentes aspectos da guerra, e permite o leitor comparar a guerra ao atual ramo de da administração de negócios. Para o astrofísico, a obra transforma em arte, o ato inatural de se trucidar humanos. E aí, pronto para atualizar a lista de livros a serem lidos?

Todos esses livros são gratuitos e podem ser encontrados em sites da internet ou acervos de bibliotecas nacionais. E se você for ler esses livros, não deixe de conferir também os 7 sites capazes de te deixar inteligente.

Como dito anteriormente, a lista apresenta os livros citados pelo astrofísico, e embora sejam todos excelentes livros, não pode ser considerado uma opinião pública, então, queremos saber de você: Quais os livros que você já leu, que você acha que mais estimulam o cérebro? Deixe a resposta aí nos comentários, que em breve faremos um post com a ajuda de vocês!

Até a próxima pessoal 😉

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