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Júlio Verne: previsões do autor que se tornaram realidade

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Marilia Mara Sciulo, na Galileu

O escritor francês Júlio Verne é considerado por muitos o pai da ficção científica. Suas principais obras, Cinco Semanas em um Balão (1863), Viagem ao Centro da Terra (1864), Da Terra à Lua (1865), Vinte Mil Léguas Submarinas (1869) e A Volta ao Mundo em 80 Dias (1872), influenciaram gerações e inspiraram filmes e séries de TV. Há quase cem filmes baseados em mais de 30 livros assinados por ele.

Júlio Verne faleceu aos 77 anos em março de 1905 (Foto: Wikimedia/Félix Nadar)

Júlio Verne nasceu na cidade de Nantes em fevereiro de 1828. Sua verdadeira paixão eram as viagens, que na época eram feitas principalmente de navio. Aos 11 anos, ele fugiu de casa para se tornar marinheiro. Na primeira escala, porém, seu pai conseguiu apanhá-lo — e depois quem apanhou foi o pequeno Verne. Reza a lenda que ele teria jurado não voltar a viajar, a não ser em sua imaginação e fantasia.

Para agradar ao pai, mudou-se para Paris para estudar Direito, em que se formou em 1850. Infeliz e insatisfeito com o trabalho, seguiu o conselho de um amigo, o editor Pierre-Jules Hetzel (que o aconselhou durante toda a carreira) e publicou seu primeiro livro, Cinco Semanas em um Balão.

Pôster de Hetzel anunciando os trabalhos criados por Júlio Verne (Foto: Wikimedia)

Foi tão bem sucedido que assinou um contrato de 20 anos com o próprio Hetzel para escrever dois livros por ano. O autor nunca parou de escrever: publicou seu último livro em 1905, ano em que faleceu, aos 77 anos.

Um dos fatos que mais chamam a atenção em suas obras são as previsões feitas pelo escritor que se concretizaram séculos depois. Conheça algumas a seguir.

Viagem à lua, velas solares e o ponto de lançamento do Apollo 11 na Flórida: Da Terra à Lua (1865)
Júlio Verne previu o que se tornou uma realidade em 1969: no livro, os módulos de passageiros eram lançados por um canhão dar velocidade suficiente para vencer a gravidade. Em uma passagem, ele descreve com estranha precisão o ponto de partida de uma nave: “Esse sítio está situado a 300 toesas sobre o nível do mar e 27º27’ de latitude norte e 5º e 7’ de longitude oeste, parece-me que pela sua natureza árida e rochosa apresenta todas as condições que o experimento exige”. Se convertidas ao sistema métrico, as medidas revelam um local bastante próximo ao Cabo Canaveral. Ainda nesta história, o autor especulou sobre uma espaçonave que usasse propulsão movida através de luz — tecnologia conhecida hoje como velas solares.

A rota do submarino Nautilus (Foto: Domínio Público)

Submarinos elétricos, escafandro autônomo e taser: Vinte Mil Léguas Submarinas (1870)
Em uma de suas obras mais famosas, o submarino Nautilus era movido à eletricidade. Na época, os veículos mais modernos eram movidos a vapor e submarinos só surgiram 16 anos depois do relato imaginário de Verne. No mesmo livro, o escritor descreveu o escafandro autônomo, no qual um reservatório de ar era fixado às costas, como uma mochila — algo que só foi criado de fato em 1943. E, finalmente, Verne imaginou uma arma que lançava projéteis carregados de eletricidade estática, algo muito parecido com os tasers atuais.

Noticiários pela TV e videoconferência: O Dia de Um Jornalista Americano no Ano 2889 (1889)
Oitenta anos antes dos noticiários televisivos surgirem, Júlio Verne descreveu a alternativa para os jornais: “Em vez de ser impresso, o Crônicas da Terra seria falado, teria assinantes e partiria de conversas interessantes dos repórteres e cientistas que contariam as notícias do dia”. Ele também imaginou o “fonotelefoto”, que seria usado pelos repórteres. “Além de seu telefone, cada repórter tem diante de si uma série de comutadores que permitem estabelecer a comunicação com um telefoto particular. Assim os assinantes não só recebem a narração, mas também as imagens dos acontecimentos, obtidas através da fotografia intensiva.” Atualmente, qualquer pessoa com um computador ou smartphone e acesso à internet pode experimentar a engenhoca imaginada por Verne.

Os livros mais criativos já feitos no mundo

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Fabio Mourão, no Dito pelo Maldito

Poucas coisas inspiram mais criatividade do que um livro. Eles são a base para qualquer forma de expressão artística. Basta procurar e você poderá encontrar livros que servirão para qualquer objetivo… Inclusive escrever outros livros.
Como sabemos, o propósito da literatura sempre ajustou-se para servir às necessidades específicas dos leitores e suas respectivas épocas. O que indica que nem sempre ela teve esse conhecido formato tradicional, e, com certeza, não será assim por muito mais tempo.

Abaixo você encontrará diversos tipos diferentes de livros que já foram, e continuam sendo produzidos, pelo mundo ao longo da nossa história. Esses são apenas alguns exemplos, mas se você conhecer uma outra variante, compartilhe conosco em nossos comentários.

O Livro Circular em Miniatura (1480)

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Qualquer livro feito em miniatura já é uma obra de arte, mas um livro em miniatura que é circular é uma obra-prima.

Este livro excepcional foi trabalhado em torno de 1480. Era um livro de oração devocional cristã popular na Idade Média, escrito em latim e francês.

Apesar de ter apenas 9 centímetros de diâmetro, ele é composto por 266 páginas e tem 3 centímetros de espessura. O fecho é formado por monogramas em forma de letras do alfabeto gótico. O criador do “Codex Rotundus” foi um pintor anônimo de Bruges, na Bélgica.

O Livro de Cinto (1589)

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O livro de cinto era um volume portátil que uma pessoa poderia dobrar sob seu cinto ou cinturão. Havia um nó em uma parte da capa de couro exterior, que ficava seguro atrás do cinto.

Porque o nó foi feito na parte inferior da capa? A resposta é simples. Dessa forma o livro era pendurado de cabeça para baixo, de modo que o portador poderia pegá-lo e ler a qualquer momento, sem a necessidade de remover o livro do cinto.
Os Livros de Cintos eram comuns na Alemanha e nos Países Baixos entre 1400 e 1550.

O Livro Duplo (Século 16)

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Esses livros interligados eram chamados de “dos-à-dos” e foram produzidos no século 16 e 17. Erik Kwakkel os apelidou de “irmãos siameses”, o que seria uma definição mais adequada. Os livros, apesar de terem diferentes frentes, compartilham a mesma capa.
A ligação do ‘Livro Duplo’ foi projetada para colocar dois livros complementares em um. Por exemplo, você poderia ter o Antigo Testamento de um lado, e o Novo Testamento do outro.

O Livro que pode ser lido de seis maneiras (século 16)

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Este livro único é uma variação do ‘Livro Duplo’. A sua característica especial é que ele pode ser aberto , e lido, de seis maneiras diferentes. Em outras palavras, contém seis livros diferentes. Cada um deles pode ser lido separadamente, e possuem o seu próprio fecho.

O livro foi impresso na Alemanha e contém textos devocionais religiosos, incluindo uma obra de Martinho Lutero. Atualmente essa obra faz parte da coleção da Biblioteca Rogge em Strängnäs, na Suécia.

O Livro infantil em uma tábua (Século 17)

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Este raro e peculiar espécie de livro foi produzido no século 17. Era um livro infantil chamado de “hornbook”. Ele geralmente continha o alfabeto e alguns textos curtos fáceis para ajudar no aprendizado.

O peso de um livro naquela época era bem maior do que é hoje, e por isso a vara tinha o seu propósito. A criança poderia facilmente pegar o ‘hornbook’ com uma mão e levantá-lo na altura dos olhos.

Por que o nome “hornbook” (livro-chifre)? Bem, como tudo que é feito para as crianças, estes livros foram criados para (mais…)

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