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Vovó viciada em séries tem laptop, iPad e Kindle

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myrna

Karla Monteiro, na Folha de S.Paulo

Aos 70 anos, avó de seis, a escritora de livros infantis Mirna Pinsky, vencedora de dois Jabutis, é tecnologicamente letrada. Sobre a mesa, um iPad acoplado a um teclado e um laptop.

“Guardo os meus textos no Dropbox, serviço para armazenamento em nuvem. Assim, posso trabalhar no iPad de qualquer lugar”, diz.

“Filmes eu não tenho baixado porque não preciso. Agora descobri o Netflix e assisto a todas as séries disponíveis. Sou viciada. Acabei de terminar House of Cards’.”

A mais recente conquista tecnológica da escritora foi o Kindle. Desde que conseguiu vencer o preconceito de ler na tela, viajar ficou mais fácil.

“Leio muito e viajo muito. A combinação ficou perfeita. O problema é que estou compulsiva. Entro na loja da Amazon e compro tudo. Tenho 15 livros na fila.”

“Minha vida se ampliou com a internet. Mas não quero ser dominada pela tecnologia. No Facebook eu não entrei”, confidenciou. Ainda não…

Programas para iPad ajudam estudantes a ler Shakespeare

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Charles Isherwood, na Folha de S.Paulo

Pobres dos professores de inglês atuais, que precisam encarar salas lotadas de adolescentes que passam o tempo atualizando seus status no Facebook, usando o Snapchat ou fofocando via SMS sobre a mais recente perfídia de um falso amigo.

Tentar instilar nos estudantes um interesse apaixonado (ou mesmo passageiro) por Shakespeare jamais foi a tarefa mais fácil para os professores. Com todas as distrações digitais agora existentes, o desafio de despertar o interesse dos estudantes pelas peças do dramaturgo com certeza se tornou mais difícil.

O discurso abreviado estimulado pelas mensagens de texto e pelo Twitter fica muito distante dos densos monólogos shakespearianos. Um divertido cartum de Roz Chast, publicado anos atrás pela revista “New Yorker”, brincava com a distância entre as gerações atuais e Shakespeare. Na versão de Chast, Romeu e Julieta conversam por meio de mensagens de texto, e a cena da sacada termina assim:

Julieta: xoxoxoxo fui t vjo dpois
Romeu: xoxoxoxo xau

Um novo projeto chamado WordPlay Shakespeare tenta aproveitar a aptidão dos estudantes para as novas tecnologias, e seu apego a elas, para ajudá-los a se envolver mais facilmente com as peças. Criados pela New Book Press, os livros eletrônicos de US$ 9,99 podem ser baixados no iTunes e por enquanto estão disponíveis em diversos formatos para Mac e iPad.

Os livros combinam o texto integral das peças a versões em vídeo produzidas especificamente para a série. Quando você abre o “livro”, uma página de texto aparece na metade esquerda da tela, como aconteceria em um livro convencional. Na metade direita, basta clicar para assistir a um vídeo da cena em questão.

Retrato de William Shakespeare, maior dramaturgo de língua inglesa / Associated Press

Retrato de William Shakespeare, maior dramaturgo de língua inglesa / Associated Press

Alexander Parker, o editor chefe da New Book Press, disse que vê esse formato como maneira ideal de aumentar a capacidade dos estudantes para compreender a complexidade da linguagem de Shakespeare. “O tablet”, ele diz, “serve muito bem para combinar mídias que antes não se combinavam”, no caso texto e vídeo. “Se você tem o texto e uma cena um ao lado do outro, as duas experiências se reforçam mutuamente”.

Até o momento, a editora lançou apps para “Macbeth” e “Sonho de Uma Noite de Verão” —duas das peças de Shakespeare que costumam ser tema mais frequente de trabalhos escolares. Outra dupla de peças que muitas vezes serve como primeiro encontro entre estudantes e Shakespeare —”Romeu e Julieta” e “Júlio César” — estão em pré-produção.

Um teste breve me convenceu dos méritos do projeto, ainda que haja aspectos que requeiram alguma familiarização. O app é enxuto, bem produzido e fácil de operar. Se você clicar na metade direita da tela branca, verá atores vestidos em roupas modernas dando vida às palavras —no caso de “Macbeth”, com discretos toques visuais escoceses. (Coincidentemente, Francesca Faridany, que trabalha em uma remontagem de “Macbeth” em cartaz na Broadway, como a feiticeira Hécate, interpreta Lady Macbeth na versão WordPlay da peça.)

Mesmo para adultos, a linguagem de Shakespeare pode ser desafiadora, e as inúmeras notas de pé de página que algumas edições de seu trabalho apresentam podem intimidar. A cada vez que a pessoa encontra uma palavra ou frase que desconhece, ela deixa a peça de lado para que possa pesquisar o significado. Depois, é preciso retomar o texto do ponto em que a leitura foi suspensa. Para os estudantes, é claro, isso pode ser ainda mais incômodo, e faz de Shakespeare uma tarefa tão cansativa que trigonometria parece brincadeira de criança, em comparação.

Mas boa parte do sentido das falas de Shakespeare pode ser iluminado facilmente pela interpretação dos atores, ainda que parte da linguagem continue a ser remota. A sintaxe que parece confusa e impenetrável lida no papel, subitamente adquire significado ao ser interpretada por um ator, e o WordPlay Shakespeare oferece aos estudantes a oportunidade de assistir ao espetáculo movendo apenas um dedo. Muitas das obscuridades do discurso de Shakespeare podem ser esclarecidas quando a interpretação oferece contexto.

Ainda que seja muito fácil de usar, o WordPlay Shakespeare também pode frustrar. Se um monólogo ou cena se estende por mais de uma página (como é muito comum), e você estiver assistindo à cena, os atores subitamente desaparecem quando chegam à fala na qual a página se encerra. É preciso deslizar a tela para a próxima página e ativar o vídeo de novo para continuar a assistir.

Obviamente, isso é bem menos satisfatório dramaticamente do que assistir a um dos grandes monólogos de Macbeth na íntegra. Por enquanto, não há maneira de apertar o botão de “começar” e ver o texto correndo na íntegra automaticamente, sem que o usuário tenha de adiantá-lo página a página.

Como os livros foram projetados de forma a permitir que os estudantes leiam o texto e o ouçam, os atores muitas vezes declamam lentamente diálogos altamente dramáticos que, no palco, seriam feitos com mais urgência. Quando, em “Macbeth”, a notícia da morte do rei se espalha pelo castelo, não sentimos a sensação de caos, horror e medo que é possível ver em uma encenação teatral, para mencionar um exemplo.

Mas Parker enfatiza que o objetivo do projeto não é produzir entretenimento —afinal, existem inúmeras peças e filmes sobre as obras de Shakespeare já disponíveis—, mas sim ajudar os estudantes a compreender a linguagem que ele usa.

“Não estávamos interessados em representações vistosas ou espetaculares”, ele diz. “Para o nosso interesse, em uma primeira aproximação com a obra de Shakespeare, a ênfase deve estar na linguagem. O objetivo do projeto é ter como foco a dicção, significado e clareza da linguagem, e creio que os nossos atores cuidem bem disso”.

Eu concordo com a avaliação: embora ninguém vá esquecer sua interpretação favorita de “Macbeth” ou “Sonho de Uma Noite de Verão” ao assistir aos vídeos, os atores (a maioria dos quais, mas não todos, norte-americanos) falam a linguagem das peças com a lucidez de atores clássicos bem treinados. Por mais vívida e quente que seja, uma interpretação como a de Al Pacino para o Shylock de “O Mercador de Veneza” provavelmente não ajudaria os estudantes que estão simplesmente tentando conectar linguagem e significado, em Shakespeare.

SHAKESPEARE DIGITAL

O trabalho da WordPlay Shakespeare não é a única tentativa de criar versões “vitaminadas” de suas peças para consumo em novas mídias. A Luminary Digital Media, em colaboração com a editora Simon & Schuster e com a biblioteca Folger Shakespeare Library, criou uma série de peças de Shakespeare para o iPad que combinam texto e gravações em áudio. Os títulos disponíveis incluem “Macbeth” e “Sonho de Uma Noite de Verão”, bem como “Otelo” e “Romeu e Julieta”. (“Hamlet” está em produção.)

As versões, vendidas a US$ 11,99, tem a vantagem de permitir que você leia (ou ouça) cenas inteiras, ou mesmo a peça inteira, de uma vez, sem interrupção. Elas também oferecem funções de redes sociais, permitindo que o leitor faça anotações e as compartilhe com seus amigos no Facebook. (Fico imaginando quantas pessoas apertarão o botão “like” para algo assim, mas deixemos para lá.)

Como no caso das peças do WordPlay Shakespeare, ouvir as palavras pode ajudar a esclarecer o significado, mas não gostei nada da barra cinzenta que mostra as palavras que estão sendo ditas. Ela mais distrai que ajuda, mas, se você está mais ouvindo que lendo, e quer começar e largar a leitura só nos trechos que lhe interessam, o indicador visual pode ser útil. Além disso, se você estiver só lendo e ouvindo em modo contínuo, fique atento à função sleep do iPad, que desativa a tela depois de certo tempo, já que você não estará virando páginas manualmente.

Com apenas dois títulos até o momento, o projeto WordPlay Shakespeare não está tão avançado quanto o concorrente, mas Parker diz que as reações foram positivas. “A resposta que encontramos é que nosso trabalho torna as peças muito mais compreensíveis, mas sem dilui-las”, ele diz.

E embora a inspiração do projeto seja pedagógica —antes de aceitar emprego na New Book Press, Parker foi “tecnólogo da educação” na Universidade Harvard por 12 anos—, o produto obviamente não tem rotulação de idade. Estudar as peças de Shakespeare é um esforço que dura a vida toda, e o WordPlay Shakespeare pode servir muito bem a pessoas que deixaram a escola há muito tempo. Os apps podem encontrar audiência maior nas salas de estar, ocupadas por pessoas cada vez mais familiarizadas com a tecnologia, do que nas salas de aula.

“Alguns adultos a quem mostrei o app tiveram reação parecida: ‘Como eu queria ter tido algo assim quando estava estudando Shakespeare'”, diz Parker, acrescentando que ele mesmo compartilha do sentimento.

Embora eu ocasionalmente me incline ao desânimo diante da influência cada vez mais pesada da tecnologia nova sobre a literatura, tenho de admitir que sinto a mesma coisa. A molecada de hoje, para quem datilografar em uma máquina de escrever seria provavelmente considerado um exercício fatigante, realmente não faz ideia de quanto as coisas são fáceis hoje em dia.

Scott Turow: ‘A Amazon quer tirar as editoras do mercado’

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Meire Kusumoto, na Veja

O escritor americano Scott Turow, no Brasil para participar do Pauliceia Literária, evento da Associação dos Advogados de São Paulo (Aasp) que teve início nesta quinta e segue até domingo na capital paulista, divide a vida e a carreira entre dois mundos que, com muita frequência, se encontram: o direito e a literatura. Advogado formado em 1970 pela Amherst College, em Massachusetts, e atuante como tal, publicou seu primeiro romance, Acima de Qualquer Suspeita (Record), em 1987, pelo qual alcançou reconhecimento e foi considerado o criador de um gênero novo, o thriller jurídico, em que o tribunal de justiça é o principal cenário de acusações e reviravoltas.

Além de usar o conhecimento prático da profissão para construir suas histórias, Turow também usa o direito para defender seus colegas escritores no que ele chama de “ambiente de guerra”, em que o Google e a Amazon são os principais inimigos, atacados pelo escritor em um artigo publicado no jornal americano The New York Times em abril. “A Amazon quer tirar as editoras do mercado e ser a única ponte entre o autor e o leitor”, disse em entrevista ao blog VEJA Meus Livros. Para ele, autor de onze livros – que venderam 30 milhões de cópias no mundo – e presidente do Sindicato Americano de Autores, as políticas agressivas de redução de preços de livros praticadas pela Amazon e as tentativas do gigante de buscas de digitalizar bibliotecas inteiras não deveriam ser aceitas pela justiça, já que colocam a sobrevivência dos autores em risco.

Apesar do embate contra as gigantes da internet, Turow é adepto da tecnologia e diz levar um iPad durante as viagens que faz, por questão de praticidade. “Eu não considero o papel sagrado, mas as palavras e o texto, sim. Geralmente eu compro o livro digital e o físico, porque uma vez que você termina o e-book, não há nada para você colocar na prateleira”, afirmou. Mas, coerente, não compra livros da Amazon por acreditar que a empresa pode ser o agente exterminador do modo de publicação tradicional. “Eles defendem um modelo em que todos os escritores se autopublicam, negócio que rende à Amazon 30% dos lucros de venda da obra. O risco que vejo é de que, quando a Amazon tiver efetivo controle do mercado, ela pague cada vez menos a autores para vender livros por preços menores para os consumidores.”

Scott Turow participa do Pauliceia Literária na mesa “Advogado, profissão: escritor”, nesta sexta-feira, às 19h, com mediação do jornalista Arthur Dapieve. Confira a entrevista do escritor.

Em 2011, você deu uma entrevista durante a sua passagem pela Bienal do Livro do Rio em que afirmou que o advogado Rusty Sabich era seu alter-ego. Você disse que não sabia se ele seria feliz eventualmente porque, talvez, você mesmo não soubesse como ser feliz. Isso mudou com o tempo? (Risos) É tão engraçado, minha namorada me faz essa pergunta o tempo todo, coisas do tipo: “Você aguenta ser feliz?”. Acho que a resposta é sim, é a recompensa por envelhecer.

Sabich voltará em breve em um de seus livros? Ele precisa aparecer mais alguma vez para ser feliz, também. Mas eu preciso de mais experiência sendo feliz para escrever essa história.

Nos seus livros, você mostra como a justiça pode ser falha. Foi algo que observou na prática do direito? A justiça não é perfeita e escrevi sobre como a lei, mesmo com seu propósito nobre, nem sempre é seguida.

No artigo The Slow Death of the American Author, publicado no jornal The New York Times, você diz que o valor dos direitos autorais está sendo depreciado. Podemos responsabilizar somente o mercado digital por isso? A revolução digital criou um ambiente de guerra de todos contra todos, em que muitos aliados tradicionais já não são mais aliados, como editores e autores, livrarias e autores. Um está no pescoço do outro, todos viraram competidores. As editoras querem pagar valores menores de royalties para autores por e-books. Escritores acadêmicos cujos livros não vendem defendem um mundo em que os livros são gratuitos porque eles são sustentados por universidades. E também temos forças novas, como Amazon e Google, que têm modelos diferentes para o funcionamento do mundo editorial. O Google quer copiar o conteúdo das bibliotecas das principais universidades e depois disponibilizar on-line para buscas, com o risco tremendo de que essa biblioteca seja hackeada. Para mim, o mais ridículo e injusto é que eles querem fazer uso comercial dos trabalhos de autores, lucrando em cima disso. A Amazon quer tirar as editoras do mercado e ser a única ponte entre o autor e o leitor. Eles defendem um modelo em que todos os escritores se autopublicam usando a plataforma da Amazon, negócio que rende à empresa 30% dos lucros de venda da obra. Além de tudo, há o problema muito sério dos livros piratas, distribuídos em vários sites. Meus livros foram pirateados depois de uma semana de publicação e estão sendo distribuídos gratuitamente na internet por sites sustentados por anúncios publicitários. Nem os anunciantes nem os mecanismos de busca que levam as pessoas a essas páginas são punidos por isso.

Você não acha que a autopublicação foi benéfica para novos autores? Os e-books e a Amazon não ajudaram nesse sentido? É ótimo para novos escritores, fico feliz que as dificuldades para entrar no mercado editorial tenham diminuído. Nos Estados Unidos, é difícil publicar um livro por uma editora, então é uma coisa boa que as pessoas consigam vender seu trabalho na Amazon. Não sou contra isso nem um pouco. Meu medo, no entanto, é que a Amazon use o modelo de autopublicação para todos os autores e tire as editoras da jogada. Vários executivos de editoras acreditam que esse é o objetivo da Amazon.

Como você vê o futuro do mercado editorial e de autores, nesse cenário? Sempre vão existir leitores, livros e novos autores. O risco é de que, quando a Amazon tiver efetivo controle do mercado, ela pague cada vez menos a autores para vender livros por preços menores para os consumidores. Vai ser cada vez mais difícil para autores que não os mais famosos ganhar a vida fazendo literatura. Muitos vão sumir em meio aos milhares de livros da Amazon. Com isso, a cultura literária americana será prejudicada, vai haver menos vozes. Essa não é a visão que os fundadores da nação tinham quando eles estabeleceram as regras de direitos autorais, criadas para a proteção do trabalho de um autor.

Você tem um leitor de livros eletrônicos? Tenho um iPad. Leio a maior parte dos meus livros no iPad, tenho três romances carregados no leitor e outros cinco guias turísticos por causa da viagem ao Brasil. É muito mais fácil viajar com o iPad, eu não considero o papel sagrado, mas as palavras e o texto, sim. Geralmente eu compro o livro digital e o físico, porque uma vez que você termina o e-book, não há nada para você colocar na prateleira. Você se cerca do status físico do livro, o que você leu é uma forma de lembrar quem você é. Eu não acho a experiência de leitura diferente, mas a experiência de vida diferente. Eu não sou contra a tecnologia, amo meu iPad, eu escrevo com o auxílio dele, faço compras com ele. Faço compras na Amazon! Compro coisas como a tigela do cachorro e brinquedos para o meu neto, mas não livros. Também não acredito em visitar lojas físicas e depois comprar os produtos na Amazon, os vendedores fizeram um investimento ao comprar e exibir aquilo. Mas os americanos, especialmente, são muito sensíveis ao preço, parece que é a única coisa que importa.

Qual a sua sugestão para proteger autores e editoras? Eu gostaria que as leis mudassem, que as pessoas que anunciam em sites piratas e que mecanismos de buscas que dão link para sites piratas pudessem ser responsabilizados pelo que fazem. É o mesmo quando alguém diz onde comprar heroína, ele está ajudando a vender a droga. É o sistema louco em que as empresas de internet encontraram uma forma de suspender nossas noções legais para benefício próprio.

O que você pode falar sobre seu novo romance, Identical? Vai ser publicado nos Estados Unidos no mês que vem e no Brasil em março (com o título Idênticos, pela Record). A história é sobre gêmeos idênticos, assunto que sempre me fascinou, mal consigo imaginar como é ter alguém idêntico a você. Minha irmã era gêmea, mas meu irmão morreu durante a infância. Como eu era criança, fiquei confuso, cheguei a pensar que, como era um irmão, um menino, ele era de certa forma meu gêmeo, não da minha irmã. O novo livro é baseado no mito de Castor e Pólux, uma releitura moderna de personagens da mitologia grega. Um irmão é um político de sucesso, que está concorrendo a prefeito, enquanto o outro irmão sai da prisão por ter matado sua namorada 25 anos antes. O irmão da vítima acusa o político de ter se envolvido no crime também.

Você está trabalhando em um novo projeto? Estou tentando escrever um livro do gênero young adult (para jovens adultos) baseado vagamente no meu relacionamento com o meu avô. Tive meu primeiro neto no ano passado e isso me fez pensar muito em meu avô. E depois vou voltar para um romance adulto que vai se passar na Corte Penal Internacional de Haia.

Acessório permite ler livros em tablets enquanto se corre em esteiras

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‘Run-n-Read’ faz tela de tablet se ajustar à visão durante corrida. Projeto tenta colocar aparelho à venda por US$ 55 nos EUA.

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'Run-n-read' permite correr e ler livros em tablets (Foto: Divulgação/Weartrons)

‘Run-n-read’ permite correr e ler livros em tablets (Foto: Divulgação/Weartrons)

Um acessório promete ajudar quem gosta de correr em esteiras e ler livros no formato digital no iPad, adaptando a tela aos olhos do usuário e facilitando a leitura. Chamado de “Run-n-Read” (corra e leia, em tradução), ele possui um sistema que consegue fazer o texto na tela “pular” em sincronia com os olhos durante a corrida.

O acessório pode ser colocado na cabeça, usando uma faixa, ou na gola da camiseta. Usando um aplicativo, a tela do tablet – que é colocado no painel da esteira –  e o sensor entram em sincronia, fazendo com que, aos olhos do corredor, a tela fique estática na mesma posição, mas, na realidade, ela está acompanhando o movimento dos olhos durante a corrida.

Para avançar uma página, basta tocar uma vez no aparelho e, para retroceder, são dois toques.

O acessório funciona com tablets com sistema iOS e Android e será vendido nos Estados Unidos por US$ 55. A Weartons, que criou o clipe, tenta arrecadar fundos para conseguir lançar o aparelho comercialmente (clique aqui para acessar o site).

 

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