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“Fundação”, de Isaac Asimov, pode virar série da HBO

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Adaptação do clássico de ficção científica estaria sendo desenvolvida por co-autor de “Interestelar”

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Jacqueline Lafloufa, no B9

Considerada um dos clássicos dos livros de ficção científica, a série “Fundação”, de Isaac Asimov, poderá se transformar em uma série da HBO em breve.

Segundo rumores, Jonathan Nolan, irmão de Christopher Nolan e co-autor de “Interestelar”, estaria responsável pela adaptação da trilogia para a TV, que será realizada em parceria com a Warner Bros.

Composta pelos livros “Fundação”, “Fundação e Império” e “Segunda Fundação”, a série de Asimov foi premiada com o Hugo Award de “Melhor série de todos os tempos” em 1966, antes mesmo que Asimov completasse a história com quatro outros títulos – “Prelúdio à Fundação”, “Origens da Fundação”, “Limites da Fundação” e “Fundação e Terra”.

Com uma trama densa, há quem diga que o material pode render uma série longuíssima, mas ainda não foram divulgados detalhes sobre quantas temporadas ou episódios a adaptação para a TV deverá ter.

6 livros de ficção científica que todo o geek precisa ler

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Publicado no Geekness

Os nerds são uma espécie fascinante que se espalha e prolifera em diversas áreas do conhecimento. Alguns são praticamente paladinos modernos, aficionados por todo o tipo de fantasia medieval. Outros mergulham na cultura oriental e saem lendo tudo de trás pra frente, imitando jutsus e outros marcos da cultura nipônica. Mas, hoje, vamos tratar daqueles nerds obcecados pela ciência, pelas implicações humanas da robotização, pelos delírios na realidade virtual e pelas incursões tripuladas ao espaço desconhecido.

Alguns são obrigatórios na estante (ou no Kindle!) de qualquer geek. Confira seis livros de ficção científica que são mais do que essenciais, mas não se esqueça de deixar nos comentários os livros que marcaram a sua vida e que você recomenda:

livro Duna, de Frank Herbert6) Duna – Frank Herbert

Alguns veteranos devem conhecer Dune 2 como um dos pioneiros jogos de RTS para computadores. O jogo, assim como o extremamente maluco filme de David Lynch, são baseados no clássico de Frank Herbert, lançado em 1965. Herbet criou um intrincado universo que gira em torno de um recurso natural valiosíssimo encontrado apenas no desértico planeta Arrakis. A estrutura de casas nobres disputa o controle desse recurso natural e uma espécie de elo entre a ficção científica e a fantasia se criou neste épico, que pode ser até meio confuso, mas obrigatório livro.

 

 

 

A Máquina do Tempo – H.G. Wells5) A Máquina do Tempo – H.G. Wells

Lançado em 1895, este clássico pioneiro é um dos responsáveis pela popularização do conceito da viagem do tempo na literatura de ficção científica. Mesmo sendo um dos primeiros experimentos,A Máquina do Tempo traz uma ideia bastante inovadora que não foi muito explorada em outras obras: o protagonista, que não é nomeado pelo autor, é um cientista da Era Vitoriana que consegue construir um dispositivo que o leva para o distante ano de 802.701 D.C.

Lá, o viajante encontra uma sociedade aparentemente paradisíaca de humanoides frágeis; os Eloi, incapazes de qualquer esforço físico e demasiadamente desinteressados em qualquer forma de conhecimento. Sustentando esse aparente paraíso, estão os violentos e noturnos Morlocks (se você pensou em X-Men, você é dos meus), que vivem no submundo e mantém as máquinas e indústrias necessárias para manter os Eloi vivos.

O interessante é ver como Wells trabalha bem os temas da distopia e da utopia, com o argumento de que as adversidades mantém a espécie humana sempre se superando: como os Eloi chegaram ao ápice do desenvolvimento e não precisavam mais sequer pensar para sobreviver, definharam pela inatividade.

Vale lembrar que o autor também é responsável por A Guerra dos Mundos, um clássico sobre a invasão de alienígenas à Terra que virou um fenômeno quando lido por Orson Welles no rádio com uma dramatização que pegou bastante gente desprevenida e causou pânico em massa. Ah, é, teve também o filme do Tom Cruise, mas é melhor deixar esse aí pra lá.

 1984 – George Orwell4) 1984 – George Orwell

A distopia é um tema recorrente em obras de ficção científica e poucas são mais icônicas que a descrita por George Orwell em1984. Lançado em 1948, o livro mostra uma sociedade na qual um regime totalitário comanda com mão de ferro todos os aspectos da vida civil. Temos a figura enigmática do Grande Irmão nos vigiando todos por meio da Teletela – um dispositivo ligado 24h por dia nas casas de todos os cidadãos, uma espécie de TV bilateral que mostra a programação do governo e, ao mesmo tempo, vigia os movimentos das pessoas e as pune até mesmo por pensar coisas contrárias ao regime.

Em tempos de Patriot Act, nos EUA, e outros duros golpes na privacidade online, não dá para não ler 1984 como uma espécie de profecia sinistra que se aproxima cada vez mais da realidade.

 

Andróides Sonham com Ovelhas Elétricas? – Philip K. Dick3) Andróides Sonham com Ovelhas Elétricas? – Philip K. Dick

Este livro do viajante Philip K. Dick é a inspiração por trás do clássico Blade Runner, de Ridley Scott e, apenas por isso, já seria elevado ao status de leitura obrigatória. Lançado com o instigante título de Do Androids Dream of Electric Sheep? (ou Andróides Sonham com Ovelhas Elétricas?, em tradução livre), o livro é um marco filosófico na ficção científica, com questionamentos fantásticos acerca do tema.

Uma grande inovação do livro está nos próprios androides, chamados no filme de replicantes. Apesar de serem construções biológicas indistinguíveis dos humanos, eles não possuem reações de empatia e são considerados máquinas que, caso saiam da linha, precisam ser exterminadas. Leia nossa crítica.

 

 

Eu, Robô – Isaac Asimov2) Eu, Robô – Isaac Asimov

Asimov é um dos pais da ficção científica moderna. Em 1950, publicou uma antologia de contos sobre robótica que mudou a percepção da humanidade acerca da inteligência artificial. De lá, saíram as três leis da robótica, um sistema que visa proteger os humanos de seus servos biônicos. São elas:

1ª Lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por meio da inação, deixar um humano se ferir.

2ª Lei: Um robô precisa seguir ordens dadas por um humano, a menos que essas ordens entrem em conflito com a 1ª Lei.

3ª Lei: Um robô precisa proteger sua própria existência, a menos que isso entre em confronto com as duas leis anteriores.

Só de ler isso, você já está moderadamente mais inteligente e apto a discutir em uma mesa de bar sobre os princípios básicos da robotização. De nada. Agora compre o livro.

O Guia do Mochileiro das Galáxias – Douglas Adams1) O Guia do Mochileiro das Galáxias – Douglas Adams

Pare tudo o que você está lendo e vá buscar o Guia. Lá, você vai encontrar, em letras amigáveis, uma frase que deve te acompanhar em todos os momentos de sua vida, especialmente os mais desesperadores: Não entre em pânico.

O Guia do Mochileiro das Galáxias é o primeiro de uma série de cinco livros (alguns melhores que os outros, mas todos essenciais, que são: O Restaurante no Fim do Universo; A Vida, O Universo e Tudo Mais; Até Mais e Obrigado Pelos Peixes; e Praticamente Inofensiva) que conta a história de Arthur Dent, um homem britânico comum, sem maiores aspirações a absolutamente nada, que acaba se vendo na posição de um dos últimos sobreviventes da raça humana após a explosão do planeta.

Uma vez no espaço, ele se encontra com o maluco presidente da galáxia, Zaphod Beeblebrox, com uma antiga paixonite, Trillian, e com toda a sorte de personagens malucos no espaço, como uma vaca que se oferece para ser o jantar, um imortal que traçou como missão ofender todas as pessoas vivas no universo e uma banda (inspirada no Pink Floyd: Adams era amigo pessoal de alguns integrantes da banda) que faz um show tão alto que os músicos precisam tocar em um bunker localizado em outro planeta.

Pela premissa, você já vê que o livro não se leva muito a sério e esse talvez seja o melhor elemento do Guia. Por meio de críticas ácidas e extremamente inteligentes, sem perder o humor absurdo típico dos britânicos, Adams desconstrói os vícios e burocracias da humanidade, além da nossa comicamente infrutífera busca pelo sentido da vida, do universo e tudo mais. O livro acabou gerando uma adaptação praticamente inofensiva para o cinema, que, ainda contando com nomes de peso como Martin Freeman, Sam Rockwell, Zooey Deschannel e John Malkovich no elenco, não empolgou nem os fãs, nem a crítica.

Como Isaac Asimov previu que seria 2014, 50 anos atrás

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asimov

Em 1964, durante a Feira Mundial de Nova York, o New York Times convidou o escritor de ficção científica e professor de bioquímica Isaac Asimov a fazer previsões de como seria o mundo 50 anos depois, ou seja, este ano. Asimov escreveu mais de 500 trabalhos, entre romances, contos, teses e artigos e sempre se caracterizou por fazer projeções acuradas sobre o futuro. As previsões do escritor, que morreu em 1991, são surpreendentes.

Roberto Amado no Diário do Centro do Mundo [via Vermelho]

Cozinha
Asimov prevê que os equipamentos de culinária pouparão a humanidade de fazer trabalhos tediosos. “As cozinhas estão equipadas para fazer “auto-refeições”. “Almoços e jantares serão feitos com comidas semi-preparadas, que poderão ser conservadas em freezer. Em 2014, as cozinhas terão equipamentos capazes de preparar uma refeição individual em alguns poucos segundos”. Só faltou mesmo ele usar a palavra “microondas”.

Computadores

O escritor previu um mundo repleto de computadores capazes de fazer as mais complexas tarefas. “Em 2014, haverá mini computadores instalados em robôs”, escreve ele, no que parece ser uma alusão aos chips. E garantiu que será possível fazer traduções com uma dessas máquinas, como se previsse a existência do Google Translator.

Comunicação

As ligações telefônicas terão imagem e voz, garantiu Asimov em seu texto. “As telas serão usadas não apenas para ver pessoas, mas também para estudar documentos e fotos e ler livros”. E prevê que satélites em órbita tornarão possível fazer conexões telefônicas para qualquer lugar da Terra e até mesmo “saber o clima na Antártica”. Mas em Terra haverá outras soluções. “A conexão terá que ser feita em tubos de plástico, para evitar a interferência atmosférica”, escreve ele, como se já conhecesse a fibra ótica.

Cinema

Asimov previu que em 2014 o cinema seria apresentando em 3-D, mas garantiu que algumas coisas nunca mudariam: “Continuarão a existir filas de três horas para ver o filme”.

Energia
Ele previu que já existiriam algumas usinas experimentais produzindo energia com a fusão nuclear. Errou. Mas acertou quando vaticinou a existência de baterias recarregáveis para alimentar muitos aparelhos elétricos de nossa vida cotidiana. Mais ainda: “Uma vez usadas, as baterias só poderão ser recolhidas por agentes autorizados pelos fabricantes” — o que deveria acontecer, mas nem sempre acontece.

Veículos
Asimov erra feio nas suas previsões relacionadas ao transporte.

Ele acreditou que carros e caminhões pudessem circular sem encostar no chão ou água, deslizando a uma altura de “um ou dois metros”. E que não haveria mais necessidade de construir pontes, “já que os carros seriam capazes de circular sobre as águas, mas serão desencorajados a fazer isso pelas autoridades”.

Marte
Para o escritor, em 2014 o homem já terá chegado a Marte com espaçonaves não tripuladas, embora “já estivesse sendo planejada uma expedição com pessoas e até a formação de uma colônia marciana”. O que nos faz lembrar da proposta pública de uma viagem a Marte só de ida, feita recentemente, para formar a primeira colônia no planeta.

Televisão

Asimov cita a provável existência de “televisões de parede”, como se pudesse prever as telas planas, mas acredita que os aparelhos serão substituídos por cubos capazes de fazer transmissões em 3-D, visíveis de qualquer ângulo.

População

O escritor previu que a população mundial seria de 6,5 bilhões em 2014 (já passou dos 7 bilhões) e que áreas desérticas e geladas seriam ocupadas por cidades — o que não é exatamente errado. Mas preconizou, também, a má divisão de renda: “Uma grande parte da humanidade não terá acesso à tecnologia existente e, embora melhor do que hoje, estará muito defasada em relação às populações mais privilegiados do mundo. Nesse sentido, andaremos para trás”, escreve ele.

Comida

“Em 2014 será comum a ‘carne falsa’, feita com vegetais, e que não será exatamente ruim, mas haverá muita resistência a essa inovação”, escreve Asimov, referindo-se provavelmente aos hambúrgueres de soja.

Expectativa de vida

O escritor preconizou problemas devido à super população do planeta, atribuindo-a aos avanços da medicina: “O uso de aparelhos capazes de substituir o coração e outros órgãos vai elevar a expectativa de vida, em algumas partes do planeta, a 85 anos de idade”. A média mundial subiu de 52 anos em 1964 para 70 anos em 2012. Em alguns países, como Japão, Suíça e Austrália, já está em 82 anos.

Escola

“As escolas do futuro”, escreve Asimov, “apresentarão aulas em circuitos fechados de TV e todos os alunos aprenderão os fundamentos da tecnologia dos computadores”. O que ele não previu foi a possibilidade de os alunos ensinarem os professores quando se trata de uso de computadores — como, aliás, ocorre em algumas escolas públicas brasileiras.

Trabalho

Asimov previu uma população entediada, como sinal de uma doença que “se alastra a cada ano, aumentando de intensidade, o que terá consequência mentais, emocionais e sociais”. Depressão? “Ouso dizer”, prossegue ele, “que a psiquiatria será a especialidade médica mais importante em 2014. Aqueles poucos que puderem se envolver em trabalhos mais criativos formarão a elite da humanidade”.

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