Contando e Cantando (Volume 2)

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Leitura de topless

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Lemos de topless e não apenas isso

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Título original: Lemos de topless e não apenas isso

Anna Fedorova no Voz da Rússia

Segundo as estatísticas a maioria dos leitores perde o interesse pelo livro na página 18. Aqueles que continuam a assimilar a informação com entusiasmo e se consideram verdadeiros bibliófilos são capazes de ler praticamente em quaisquer condições. Hoje a leitura na banheira, na praia, na rua, tornou-se tão habitual que não surpreende ninguém. Entretanto o anseio de extravagância e o desejo de surpreender refletiram-se também sobre os modestos bibliófilos, para os quais o livro deve estar em primeiro lugar.

Por exemplo, moças intelectuais de Nova York decidiram mostrar sua igualdade de direitos com os homens com livros nas mãos, criando o primeiro topless-clube de livros no mundo. Desnudas até a cintura as apreciadoras da leitura descansam e bronzeiam-se em locais públicos, afirmando que elas não são nem um pouco piores do que os homens, que passeiam pela cidade sem camisetas. Segundo a legislação de Nova York as mulheres têm o direito de fazer topless em qualquer ponto da cidade, por isso esta diversão intelectual é absolutamente legal. Mas, não se sabe porque, atrai grande interesse para as próprias participantes e para o processo de leitura.

Para os que gostam de ler em voz alta, demonstrando sua capacidade de ator aos circundantes, realizam maratonas de leitura por equipes. A mais longa realizou-se em 2007 no Uruguai. De 13 a 22 de setembro seis pessoas leram durante 224 horas sem intervalo no centro da cidade Paissandu.

Existem pessoas surpreendentes, que sabem ler de modo incomum. Por exemplo, o protótipo do protagonista do filme “O Homem da Chuva”, cidadão dos EUA Kim Peek, não sofria de autismo, entretanto tinha particularidades físicas, tinha uma cabeça muito grande, não tinha calos no cérebro e seu cerebelo estava danificado. Peek tinha uma memória incomum – ele decorava 98% da informação lida. Sendo que ele lia da seguinte maneira – com o olho direito lia a página direita e com o esquerdo – a esquerda. Como resultado a leitura de duas páginas padrão do livro levava de 8 a 10 segundos.

Além de coisas estranhas, acontece que os bibliófilos têm muitas vantagens. Assim, no Brasil, os criminosos que lêem livros reduzem a pena de prisão: nas penitenciárias existem programas federais especiais que estimulam o processo intelectual. Cada livro lido reduz a permanência atrás das grades em quatro dias, mas não mais do que quarenta e oito dias por ano, que corresponde à leitura de doze livros. Mas isto não termina assim: como se fossem escolares, os presos devem escrever uma composição para provar seus esforços e melhor assimilar o material lido.

O processo de leitura atrai muitos cientistas, que realizam diferentes experiências e pesquisas científicas neste tema. E então pesquisadores americanos chegaram a uma conclusão inesperada: verificou-se que tanto ler quando se está comendo, como durante o ato sexual é muito útil! Assim que leiam onde quiserem e não renunciem a nada!

 

Projeto com presos catarinenses estimula a reeducação através da leitura

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Publicado por AMC

“A gente vive apenas dentro deste mundo e ler me ajuda bastante”, revela, timidamente, M.Z., que está cumprindo pena no Presídio Regional de Joaçaba (SC) por tráfico de drogas. Agora, aos 40 anos, ela começa a descobrir o prazer da leitura e desbravar outra realidade a partir de grandes clássicos. Márcia e outros 60 detentos fazem parte do Projeto Reeducação do Imaginário, implementado há oito meses na Vara Criminal do município, pelo juiz de Direito Márcio Umberto Bragaglia.

Usando o uniforme verde, ela fala um pouco desconfiada. “Já tive a minha cara em muitos jornais por aí”, justificou. M., que trabalha diariamente na cozinha do presídio, já está no terceiro livro. Por enquanto, o seu preferido foi o romance Crime e Castigo, do escritor russo Fiódor Dostoiévski, publicado em 1866, que conta a história de um jovem estudante que comete um assassinato e se vê perseguido por sua incapacidade de continuar sua vida após o delito. “É como a história da gente”, compara.

A iniciativa prevê reeducar o imaginário dos apenados pela leitura de obras que apresentam experiências humanas sobre a responsabilidade pessoal, a percepção da imortalidade da alma, a superação das situações difíceis pela busca de um sentido de vida, a redenção pelo arrependimento e a melhora progressiva da personalidade.

Isso funciona quando os detentos, voluntariamente, dedicam parte do seu descanso à leitura. Durante o dia, eles exercem uma série de funções, como trabalhos de cozinha, limpeza, artesanato e fabricação de sapatos. “Um dos objetivos indiretos é exatamente ocupar o tempo livre com cultura”, explicou o magistrado, que conduz a entrevista com os presos para avaliar a leitura.

Bragaglia faz questão de registrar que os livros usados não custam “um centavo ao contribuinte”. “Quem paga são as pessoas que cometem pequenos delitos, desde que sem antecedentes criminais. Adquirem as obras em edições de bolso e entregam no prazo estipulado, acompanhadas de nota fiscal”, completa.

Outro ponto que o magistrado pontua é que a inspiração do projeto é conseqüência das lições do filósofo Olavo de Carvalho. “Ensinou o professor que para o exercício de qualquer atividade intelectual séria é imprescindível um prévio trabalho de fortalecimento do caráter. A grande literatura é um instrumento poderoso neste sentido, pois permite que a experiência humana do real, seja absorvida e refletida ao máximo”, considerou.

O juiz, acompanhado dos assessores, vai até o presídio para entrevistar os presos, após a leitura de cada livro. “Sentimos que os detentos realmente se interessaram por Crime e Castigo e o leram, alguns duas vezes, porque respondiam às perguntas da equipe com conhecimento de causa, ainda que com dificuldade, em especial pelos nomes russos”, afirmou.

No começo a agente penitenciária Mari de Melo pensou que os detentos não teriam o aproveitamento esperado, já que o nível de escolaridade é baixo na unidade. “Me surpreendeu o interesse deles”, disse. Mari percebe que o ambiente está até mais calmo, já que o trabalho e a leitura tem gerado uma “ocupação positiva do tempo”. Ela sente vontade, também, de ler os clássicos, mas não encontra tempo, já que está estudando novamente.

“Debatemos bastante o livro”, lembrou R.D., que também está presa por tráfico de drogas. Além disso, durante as conversas, elas tentam ajudar quem tem dificuldade de entender a leitura. Junto com o livro, cada um recebe um dicionário da Língua Portuguesa e tem a oportunidade de anotar as dúvidas, para tirá-las durante a entrevista com o juiz.

Para essas mulheres, que trabalham na cozinha, outra obra também fez a diferença. Durante a leitura de Otelo, peça escrita por Shakespeare, elas organizaram um grupo de leitura, onde cada uma assumia um personagem da trama. O texto trata, entre outras coisas, da violência contra a mulher, de ciúme. “Eles tinham o roteiro da peça na cabeça”, constatou o juiz.

Alguns, ainda, demonstram entusiasmo. Como um senhor já idoso, que chegou a se levantar da cadeira para contar os motivos que levaram o personagem a cometer o crime e o coração bom no final das contas. “Isso se repetiu em relação à vários detentos, merecendo destaque o grau de identificação pessoal de alguns deles”, garantiu Bragaglia.

Mais do que a remição da pena, já que cada 12 horas de leitura correspondem a menos um dia de cumprimento da pena, o magistrado testemunha que detentos em que não se depositava muitas esperanças deram entrevistas contundentes, demonstrando que leram a obra atentamente e, mais do que isso, se interessaram pela leitura, pedindo mais. “Já se pode perceber que há um ar de reflexão por trás da leitura que os apenados fazem, de modo que é possível acreditar que estes livros poderão ajudá-los a ter novas impressões e perspectivas de si e da realidade”, avalia.

Além de Dostoiévski e Shakespeare , os outros autores que estão na estante da biblioteca são: Joseph Conrad (Coração das Trevas), Herman Melville (Moby Dick), Stendhal (Vermelho e o Negro), Thomas Mann (Montanha Mágica) e, o mais recente, John Milton (Paraíso Perdido). Eles são escolhidos com base na obra de Otto Maria Carpeaux, sobre a História da Literatura Ocidental. Em geral, tratam de remição da culpa e noções de bem e mal.“Não precisamos viver todas as experiências para saber como é, já que a poesia é uma forma memorável de dizer a realidade”, reflete Bragaglia.

Para ele, a educação é um projeto sem garantia de resultados, é uma aposta. “Mas, os resultados já são incríveis. No final, esses presos vão ter lidos melhor do que a média da população brasileira”, concluiu.

dica do Jarbas Aragão

Mentor do 11 de Setembro leu Harry Potter em prisões

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Khalid Sheikh Mohammed, capturado em 2003 no Paquistão / Foto: Reuters

Khalid Sheikh Mohammed, capturado em 2003 no Paquistão / Foto: Reuters

Fernando Moreira, no Page Not Found

O mentor dos ataques de 11 de setembro de 2001 aos EUA e braço direito de Osama bin Laden passou boa parte do tempo nas cadeias onde esteve detido na Europa lendo as histórias de Harry Potter, de acordo com revelações publicadas pela agência Associated Press.

Agentes da CIA (agência de inteligência americana) também permitiu que Khalid Sheikh Mohammed também desenhasse um aspirador de pó, a fim de evitar que o terrorista ficasse louco. Isso teria acontecido nas prisões secretas em que Sheikh Mohammed foi mantido na Europa: Romênia, Polônia e Hungria.

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Após ser preso em 2003, no Paquistão, o terrorista passou por polêmicas e agressivas técnicas de interrogatório para contar tudo o que sabia sobre a rede al-Qaeda. Uma delas foi o waterboarding, no qual é simulado afogamento com ajuda de uma toalha encharcada.

Entretanto, os agentes americanos temiam que a tortura deixasse sequelas mentais permanentes em Sheikh Mohammed e a suspenderam. Para aliviar, permitiram atividades recreativas.

O terrorista está sendo mantido na prisão americana de Guantánamo, em Cuba.

Khalid Sheikh Mohammed, na prisão de Guantánamo / Foto: AP

Khalid Sheikh Mohammed, na prisão de Guantánamo / Foto: AP

Sheikh Mohammed foi descrito por seu advogado como “extremamente inteligente” e com capacidade para “patentear invenções”.

Ainda há muitos mistérios cercando a vida de Sheikh Mohammed. Não se sabe, por exemplo, se eles nasceu no Paquistão ou no Kuwait.

Na feira do livro de Frankfurt, o Brasil sem exotismos

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Maria Fernanda Rodrigues no Clic Folha

A feira não é ao ar livre, mas organizada dentro de enormes pavilhões, com várias entradas. / Divulgação

A feira não é ao ar livre, mas organizada dentro de enormes pavilhões, com várias entradas. / Divulgação

No pavilhão de 2.500 m² que o Brasil terá na Feira do Livro de Frankfurt, a maior do mundo, de 9 a 13 de outubro, nada de passistas ou de fotos de onças pintadas e vitórias-régias.

“Pretendemos mostrar um Brasil onde a produção contemporânea é muito contemporânea, mas que não nega as raízes tradicionais, só foge do exótico”, disse Antonio Martinelli, que ao lado de Manuel da Costa Pinto, de Daniela Thomas e de Felipe Tassara, idealizou o espaço onde o País fará sua apresentação cultural.

Isso tudo porque o Brasil será o convidado de honra da feira alemã deste ano, convite aceito pelo governo brasileiro há dois anos e que custará R$ 18 milhões ao País. A Câmara Brasileira teve licença para captar cerca de R$ 13 milhões, mas não conseguiu patrocínio.

Jürgen Boos, presidente da Feira de Frankfurt; Renato Lessa, presidente da Fundação Biblioteca Nacional; e Karine Pansa, presidente da Câmara Brasileira do Livro aproveitaram a movimentação em Paraty para anunciar o que pretendem fazer na Alemanha.

Ao lado deles, Costa Pinto e Martinelli. Embora o pavilhão esteja sendo preparado para funcionar como uma grande vitrine da produção artística brasileira – passam pela feira, todos os anos, cerca de 300 mil profissionais do mercado editorial -, a programação não será concentrada nele e vai se espalhar por outros espaços da feira, como um restaurante, o estande coletivo do Brasil e das editoras que vão viajar de forma independente e também por museus, centros culturais e bibliotecas de Frankfurt e de outras cidades.

O pavilhão foi idealizado como uma grande praça pública. De um lado, um auditório onde os 70 escritores escalados – entre os quais Luiz Ruffato e Ana Maria Machado, escolhidos para o discurso de abertura, e ainda Adélia Prado, Nuno Ramos, Daniel Galera e Ziraldo, entre outros – se revezam em conversas com o público.

No meio, uma mesa no formato da marquise do Ibirapuera. Sobre ela, edições estrangeiras de livros brasileiros. Ao redor, uma instalação de Heleno Bernardi – colchões no formato de corpos, onde o visitante pode relaxar.

Haverá também seis bicicletas. Ao pedalar, a projeção de filmes sobre formas de circulação do livro – de bibliotecas ambulantes a projetos mais quixotescos – é acionada.

Ali por perto, um redário e, ao lado das redes, totens com música popular brasileira.

Encerrando a exposição – ou iniciando, não há ordem -, um canto com uma instalação multimídia criada pelos videoartistas Gisela Mota e Leandro Lima Serão seis grandes telas que exibirão filmes com imagens que remontam ao universo do imaginário ficcional e poético brasileiro e que fazem referência aos temas: metrópole, subúrbio, campo, floresta, mar e sertão.

(mais…)

30 links que socorrem o cidadão

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Roberta Fraga, no Livros e Afins

Sou de uma época analógica. Estudei Direito e com a internet ainda muito rudimentar (o que dava o que falar era apenas o bate-papo) não havia o acesso e velocidade que se têm hoje sobre temas jurídicos, controvérsias, jurisprudências.

Na minha época, repositório era biblioteca, novidade eram as inúmeras revistas dos tribunais, network era participar de seminários, palestras e júris e rede social era o bom e velho bate-papo pessoal também conhecido como “pedir audiência”.

Enfim, outros tempos, outros recursos: “time is money”. Verdade inegável, doa a quem doer. Em nome destes novos tempos, vou deixar aqui uma lista que pode socorrer estudantes e profissionais do Direito. Por outro lado, dada a agitação do momento, esta lista de sugestões acaba sendo também uma lista que você cidadão pode e deve acessar. Conhecer os seus direitos e como funcionam as suas casas legislativas e judiciais (em quaisquer esferas de governo – federal, estadual, municipal, ou distrital) acaba sendo a sua maior arma de controle do andamento dos processos legislativos e dos gastos com recursos públicos.

Em tempos de engajamento e um profundo despertar da juventude, tenha ela 68 ou 18 anos de idade, vale a pena se voltar para livros, textos relacionados com o seu país, para além de gritar palavras de ordem, você também conhecer a mecânica das coisas e saber pontos fracos e fortes do jogo político, enquanto teoria e legislação.

Sempre, em quaisquer circunstâncias, “a resposta está nos livros” e isso não digo eu, diz o personagem do desenho que a minha filha de 5 anos está ali assistindo. Está mais na hora de assimilarmos!

Lá vai.

30 links que podem ajudar nas pesquisas jurídicas

  1. Presidência da República – texto da Constituição Federal;
  2. Senado Federal – Constituição Federal-busca por emendas, datas e diversos outros filtros;
  3. Legislação – códigos;
  4. Rede de informação legislativa e jurídica;
  5. Direitonet – é um portal jurídico para advogados, estudantes de Direito, profissionais da área jurídica e todos os interessados em Direito com uma lista de 840 termos jurídicos;
  6. Portal da justiça federal;
  7. Instituto Brasileiro de Direto Constitucional;
  8. Universo jurídico – disponibiliza informações dos tribunais e textos jurídicos;
  9. Jus Navigandi – sítio com doutrinas, peças, artigos;
  10. Dicionário Jurídico Virtual – dicionário jurídico de expressões latinas, acessível no Portal Direito Virtual destinado a profissionais da área jurídica, estudantes de direito e funcionários do poder público;
  11. Glossário Jurídico – sítio do Supremo Tribunal Federal – verbetes da área jurídica seguidos de sua definição, inclusive alguns verbetes apresentam exemplos de utilização;
  12. Glossário Jurídico – Portal Internacional – STF – Glossário jurídico em três idiomas. Elaborado em português, inglês e espanhol, o glossário busca apresentar à comunidade internacional, de maneira sistematizada e simplificada, institutos jurídicos brasileiros, com destaque para o vocabulário mais utilizado nas notícias sobre a atuação do STF;
  13. Mundo dos filósofos – dicionário de expressões jurídicas latinas;
  14. A & C : Revista de Direito Administrativo & Constitucional;
  15. Revista de Direito Constitucional e Internacional;
  16. Revista da Academia Brasileira de Direito Constitucional;
  17. Revista Jurídica Consulex;
  18. Revista CEJ;
  19. Revista Diálogo Jurídico;
  20. Revista Âmbito Jurídico;
  21. Revista do IAB – Instituto dos Advogados Brasileiros;
  22. Revista da Seção Judiciária do Distrito Federal;
  23. Cadernos de Direito Constitucional e Ciência Política;
  24. Artigos jurídicos – Superior Tribunal de Justiça;
  25. Cortes Constitucionais internacionais– lista por países;
  26. Universidade Federal de Santa Catarina – Relação de normas brasileiras de documentação;
  27. Sítio da ABNT – para você redigir seus trabalhos, artigos e pesquisas em formato padrão;
  28. Lista de discussão em Direito Constitucional;
  29. BuscaLegis – Universidade Federal de Santa Catarina -Centro de Ciências Jurídicas – Laboratório de Informática Jurídica;
  30. Sítio para auxiliar com referências bibliográficas;

Instituições importantes

  1. Sítio do Transparência Brasil;
  2. Ministério Público da União;
  3. Palácio do Planalto;
  4. Câmara dos Deputados Federal;
  5. Senado Federal;
  6. Supremo Tribunal Federal;
  7. Superior Tribunal de Justiça;
  8. Tribunal Superior do Trabalho;
  9. Tribunal Superior Eleitoral;
  10. Superior Tribunal Militar.

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