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Distrito escolar nos EUA troca livros e cadernos por laptops a 24 mil alunos

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‘Conversão digital’ foi feita nas 42 escolas de Huntsville, no Alabama.
Segundo o distrito, proficiência em matemática subiu de 48% para 78%.

Sala de aula no distrito escolar de Huntsville: só o laptop na carteira (Foto: Divulgação/Huntsville City Schools)

Sala de aula no distrito escolar de Huntsville: só o laptop na carteira (Foto: Divulgação/Huntsville City Schools)

Ana Carolina Moreno, no G1

Um distrito escolar nos Estados Unidos decidiu mergulhar de cabeça na “conversão digital” há um ano e, hoje, colhe frutos como o aumento da proficiência dos alunos e a redução dos casos de indisciplina. No início do ano letivo de 2012-2013, o distrito de escolas de Huntsville, no Alabama, aboliu os livros didáticos e os cadernos em 100% de suas 42 escolas, que têm 24 mil alunos. Eles foram trocados por laptops para todos os alunos e professores, que podem levar o equipamento para casa. Os computadores foram equipados com um currículo digital que inclui, além de livros eletrônicos, conteúdo interativo e multimídia.

No caso das crianças da pré-escola ao segundo ano, tablets com aplicativos educacionais são guardados nas salas de aula e usados de acordo com a atividade preparada pelo professor. Para garantir a conectividade, o distrito instalou wifi nas escolas e nos ônibus escolares. Além disso, a maioria das salas de aula foram equipadas com lousas inteligentes.

Segundo Rena Anderson, diretora de engajamento comunitário do distrito, isso tudo foi feito sem o aumento do orçamento das escolas. “Nós redirecionamos o orçamento, gastando o que normalmente usamos em livros didáticos, por exemplo”, afirmou ela ao G1.

Os resultados preliminares deixaram todos no distrito “muito surpreendidos”, contou Rena. Três vezes ao ano (no outono, inverno e primavera no Hemisfério Norte), todos os alunos do primeiro ao último ano do ensino básico passam por um teste em matemática e leitura. Desde a implantação do sistema 100% digital, os resultados melhoram a cada avaliação. De acordo com Rena, entre o outono de 2011 e a primavera de 2013 a porcentagem média de alunos de todos os anos proficientes em matemática subiu de 48% para 78%.

No quesito leitura, a média de proficiência era de 46% no outono de 2011. No último teste, feito na primavera de 2013, ela subiu para 66%. O resultado representa a média de todos os alunos dos doze anos do ciclo básico (do 1º ao 12º ano).

Alunos mais novos ganham tablets; os maiores, laptops; no ônibus, wifi garante o acesso à web (Foto: Divulgação/Huntsville City Schools)

Alunos mais novos ganham tablets; os maiores,
laptops; no ônibus, wifi garante o acesso à web
(Foto: Divulgação/Huntsville City Schools)

Modelo para o país

Rena afirma que muitas escolas já estão fazendo a migração digital, mas Huntsville foi, segundo ela, o primeiro distrito escolar a fazer isso para todas as suas escolas de uma vez. “Dois anos atrás, começamos um programa-piloto com todos os alunos do sexto ano. Todo eles receberam um netbook para levar para casa. Depois daquele primeiro ano, tudo pareceu dar certo, e decidimos que iríamos pular com os dois pés”, explicou ela.

Huntsville agora virou inspiração para outras regiões dos Estados Unidos, e Rena afirma que suas escolas recebem cerca de 100 visitantes por mês de outros distritos, interessados em conhecer de perto a experiência. Segundo ela, o governo da Flórida atualmente estuda implantar o sistema em todas as escolas do estado. Rena sugere a todos os visitantes que não tenham medo de “se adaptarem aos tempos”.

A princípio, a maior resistência veio dos pais, que não sabiam como poderiam ajudar seus filhos a irem bem na escola. Por isso, oficinas foram feitas para mostrar como os pais também teriam acesso, mesmo no computador de casa, às aulas, lições de casa, boletins e relatórios de frequência.

Já os alunos mostraram retorno imediato ao novo sistema. Com a liberdade de progredirem em seu próprio ritmo, o engajamento dos estudantes às aulas aumentou e, com isso, os atos de indisciplina diminuíram. De acordo com um relatório disponível no site oficial do distrito, nove semanas após a conversão, o número de alunos que receberam alguma suspensão por mau comportamento caiu 45%.

Além do currículo digital, Huntsville também testou diversos filtros para garantir que os estudantes não se distraiam navegando pela internet. Atualmente, eles adotaram um sistema que bloqueia conteúdos como redes sociais e jogos nas máquinas dos alunos, mas os permite na dos professores. Além disso, o professor pode acessar, em seu laptop, a tela do computador de um aluno, para saber o que ele está fazendo. Por fim, o filtro bloqueia os serviços de e-mail nos computadores dos estudantes durante o dia, para evitar que eles desperdicem tempo trocando mensagens, mas permite seu uso após o horário escolar, quando eles levam o laptop para casa.

Nos ônibus escolares que fazem as rotas mais compridas, também foram instaladas conexões sem fio. Assim, os estudantes podem estudar, fazer lição de casa ou se entreter no caminho para casa. O distrito ainda lista, em seu site, os hotspots de internet em locais públicos e privados da cidade, para facilitar o acesso dos alunos à rede.

Custos da conversão digital*:

Laptops, currículo e treinamento: R$ 1.020 por aluno (por ano)

Infraestrutura: R$ 440 por aluno (gasto pontual)

*Fonte: Distrito Escolar de Huntsville, Alabama

Remanejando custos

São quatro os tipos de gastos que o distrito teve para fazer a conversão digital: os equipamentos individuais dos estudantes, o conteúdo didático digital, a infraestrutura de internet e o treinamento de professores. Em vez de comprar os computadores, eles são alugados por um período de três anos, já que até o fim do contrato novos e melhores modelos estarão disponíveis.

O custo por aluno por ano desse aluguel é de US$ 245 (cerca de R$ 540). O currículo digital que será instalado nos computadores portáteis custa US$ 120 dólares por aluno por ano (cerca de R$ 260).

Já o treinamento dos professores, que inclui o acompanhamento e assessoramento in loco do trabalho dos docentes, custa US$ 100 por ano por aluno (cerca de R$ 220). Por fim, Rena explica que há um custo para aumentar a banda da internet e expandir a rede de conexão sem fio, pago uma vez só, no valor de US$ 200 por aluno (cerca de R$ 440).

No total, o custo por aluno por ano gasto no sistema 100% digital para a sala de aula é de R$ 1.020, ou cerca de R$ 24,5 milhões, no caso de todo o distrito de Huntsville, mais o investimento de R$ 10 milhões em infraestrutura.

Para o cientista e professor Rob Kadel, do Centro de Pesquisas de Aprendizagem Online e Rede de Inovação da Pearson nos Estados Unidos, os custos não são necessariamente altos se for levada em conta a economia feita com a conversão. Ele estima que uma escola do ensino médio no país gaste, em média, 150 mil folhas de papel por ano em cartazes e recados para os pais, sem contar os equipamentos como impressoras e máquinas de fotocópia, e os cartuchos de tinta usados para a produção de material impresso.

Segundo o pesquisador, que nos próximos vezes vai aplicar uma série de testes para avaliar o desempenho dos alunos de Huntsville, a alfabetização é um dos poucos momentos em que os cadernos ainda estão presentes na sala de aula, mas as crianças aprendem a escrever em letra cursiva ao mesmo tempo em que também começam a praticar a digitação.

Rob Kadel, pesquisador norte-americano (Foto: Divulgação/Pearson)

Rob Kadel, pesquisador norte-americano
(Foto: Divulgação/Pearson)

Professores facilitadores

Kadel, que veio ao Brasil nesta semana para falar sobre tecnologia educacional, explicou ao G1 que, mais do que a mudança de equipamentos, é necessário promover uma mudança cultural dentro da sala de aula antes de esperar resultados concretos da tecnologia.

“Não é só aprender sobre como clicar nesse botão ou como abrir aquele site, mas como pensar sobre quais são as maneiras mais eficazes para usar esses computadores”, disse ele, que sugere aos gestores escolares primeiro decidirem o que querem fazer com a tecnologia para depois decidir que equipamento comprar.

Segundo ele, também é necessário engajar os professores, que muitas vezes ficam apreensivos a respeito de sua função na sala de aula. Para Kadel, a tecnologia permite que o docente acompanhe com mais facilidade o progresso individual de cada aluno e, por isso, seu papel passa a ser mais o de um facilitador: para os estudantes mais avançados, os currículos digitais permitem que eles vão comprovando o domínio dos conteúdos e avançando sem precisar esperar os demais. Já no caso dos alunos com alguma dificuldade, o professor pode dar um atendimento diferenciado e garantir que eles aprendam.

Leitura de topless

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Lemos de topless e não apenas isso

© criticalpages.com

Título original: Lemos de topless e não apenas isso

Anna Fedorova no Voz da Rússia

Segundo as estatísticas a maioria dos leitores perde o interesse pelo livro na página 18. Aqueles que continuam a assimilar a informação com entusiasmo e se consideram verdadeiros bibliófilos são capazes de ler praticamente em quaisquer condições. Hoje a leitura na banheira, na praia, na rua, tornou-se tão habitual que não surpreende ninguém. Entretanto o anseio de extravagância e o desejo de surpreender refletiram-se também sobre os modestos bibliófilos, para os quais o livro deve estar em primeiro lugar.

Por exemplo, moças intelectuais de Nova York decidiram mostrar sua igualdade de direitos com os homens com livros nas mãos, criando o primeiro topless-clube de livros no mundo. Desnudas até a cintura as apreciadoras da leitura descansam e bronzeiam-se em locais públicos, afirmando que elas não são nem um pouco piores do que os homens, que passeiam pela cidade sem camisetas. Segundo a legislação de Nova York as mulheres têm o direito de fazer topless em qualquer ponto da cidade, por isso esta diversão intelectual é absolutamente legal. Mas, não se sabe porque, atrai grande interesse para as próprias participantes e para o processo de leitura.

Para os que gostam de ler em voz alta, demonstrando sua capacidade de ator aos circundantes, realizam maratonas de leitura por equipes. A mais longa realizou-se em 2007 no Uruguai. De 13 a 22 de setembro seis pessoas leram durante 224 horas sem intervalo no centro da cidade Paissandu.

Existem pessoas surpreendentes, que sabem ler de modo incomum. Por exemplo, o protótipo do protagonista do filme “O Homem da Chuva”, cidadão dos EUA Kim Peek, não sofria de autismo, entretanto tinha particularidades físicas, tinha uma cabeça muito grande, não tinha calos no cérebro e seu cerebelo estava danificado. Peek tinha uma memória incomum – ele decorava 98% da informação lida. Sendo que ele lia da seguinte maneira – com o olho direito lia a página direita e com o esquerdo – a esquerda. Como resultado a leitura de duas páginas padrão do livro levava de 8 a 10 segundos.

Além de coisas estranhas, acontece que os bibliófilos têm muitas vantagens. Assim, no Brasil, os criminosos que lêem livros reduzem a pena de prisão: nas penitenciárias existem programas federais especiais que estimulam o processo intelectual. Cada livro lido reduz a permanência atrás das grades em quatro dias, mas não mais do que quarenta e oito dias por ano, que corresponde à leitura de doze livros. Mas isto não termina assim: como se fossem escolares, os presos devem escrever uma composição para provar seus esforços e melhor assimilar o material lido.

O processo de leitura atrai muitos cientistas, que realizam diferentes experiências e pesquisas científicas neste tema. E então pesquisadores americanos chegaram a uma conclusão inesperada: verificou-se que tanto ler quando se está comendo, como durante o ato sexual é muito útil! Assim que leiam onde quiserem e não renunciem a nada!

 

Projeto com presos catarinenses estimula a reeducação através da leitura

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Publicado por AMC

“A gente vive apenas dentro deste mundo e ler me ajuda bastante”, revela, timidamente, M.Z., que está cumprindo pena no Presídio Regional de Joaçaba (SC) por tráfico de drogas. Agora, aos 40 anos, ela começa a descobrir o prazer da leitura e desbravar outra realidade a partir de grandes clássicos. Márcia e outros 60 detentos fazem parte do Projeto Reeducação do Imaginário, implementado há oito meses na Vara Criminal do município, pelo juiz de Direito Márcio Umberto Bragaglia.

Usando o uniforme verde, ela fala um pouco desconfiada. “Já tive a minha cara em muitos jornais por aí”, justificou. M., que trabalha diariamente na cozinha do presídio, já está no terceiro livro. Por enquanto, o seu preferido foi o romance Crime e Castigo, do escritor russo Fiódor Dostoiévski, publicado em 1866, que conta a história de um jovem estudante que comete um assassinato e se vê perseguido por sua incapacidade de continuar sua vida após o delito. “É como a história da gente”, compara.

A iniciativa prevê reeducar o imaginário dos apenados pela leitura de obras que apresentam experiências humanas sobre a responsabilidade pessoal, a percepção da imortalidade da alma, a superação das situações difíceis pela busca de um sentido de vida, a redenção pelo arrependimento e a melhora progressiva da personalidade.

Isso funciona quando os detentos, voluntariamente, dedicam parte do seu descanso à leitura. Durante o dia, eles exercem uma série de funções, como trabalhos de cozinha, limpeza, artesanato e fabricação de sapatos. “Um dos objetivos indiretos é exatamente ocupar o tempo livre com cultura”, explicou o magistrado, que conduz a entrevista com os presos para avaliar a leitura.

Bragaglia faz questão de registrar que os livros usados não custam “um centavo ao contribuinte”. “Quem paga são as pessoas que cometem pequenos delitos, desde que sem antecedentes criminais. Adquirem as obras em edições de bolso e entregam no prazo estipulado, acompanhadas de nota fiscal”, completa.

Outro ponto que o magistrado pontua é que a inspiração do projeto é conseqüência das lições do filósofo Olavo de Carvalho. “Ensinou o professor que para o exercício de qualquer atividade intelectual séria é imprescindível um prévio trabalho de fortalecimento do caráter. A grande literatura é um instrumento poderoso neste sentido, pois permite que a experiência humana do real, seja absorvida e refletida ao máximo”, considerou.

O juiz, acompanhado dos assessores, vai até o presídio para entrevistar os presos, após a leitura de cada livro. “Sentimos que os detentos realmente se interessaram por Crime e Castigo e o leram, alguns duas vezes, porque respondiam às perguntas da equipe com conhecimento de causa, ainda que com dificuldade, em especial pelos nomes russos”, afirmou.

No começo a agente penitenciária Mari de Melo pensou que os detentos não teriam o aproveitamento esperado, já que o nível de escolaridade é baixo na unidade. “Me surpreendeu o interesse deles”, disse. Mari percebe que o ambiente está até mais calmo, já que o trabalho e a leitura tem gerado uma “ocupação positiva do tempo”. Ela sente vontade, também, de ler os clássicos, mas não encontra tempo, já que está estudando novamente.

“Debatemos bastante o livro”, lembrou R.D., que também está presa por tráfico de drogas. Além disso, durante as conversas, elas tentam ajudar quem tem dificuldade de entender a leitura. Junto com o livro, cada um recebe um dicionário da Língua Portuguesa e tem a oportunidade de anotar as dúvidas, para tirá-las durante a entrevista com o juiz.

Para essas mulheres, que trabalham na cozinha, outra obra também fez a diferença. Durante a leitura de Otelo, peça escrita por Shakespeare, elas organizaram um grupo de leitura, onde cada uma assumia um personagem da trama. O texto trata, entre outras coisas, da violência contra a mulher, de ciúme. “Eles tinham o roteiro da peça na cabeça”, constatou o juiz.

Alguns, ainda, demonstram entusiasmo. Como um senhor já idoso, que chegou a se levantar da cadeira para contar os motivos que levaram o personagem a cometer o crime e o coração bom no final das contas. “Isso se repetiu em relação à vários detentos, merecendo destaque o grau de identificação pessoal de alguns deles”, garantiu Bragaglia.

Mais do que a remição da pena, já que cada 12 horas de leitura correspondem a menos um dia de cumprimento da pena, o magistrado testemunha que detentos em que não se depositava muitas esperanças deram entrevistas contundentes, demonstrando que leram a obra atentamente e, mais do que isso, se interessaram pela leitura, pedindo mais. “Já se pode perceber que há um ar de reflexão por trás da leitura que os apenados fazem, de modo que é possível acreditar que estes livros poderão ajudá-los a ter novas impressões e perspectivas de si e da realidade”, avalia.

Além de Dostoiévski e Shakespeare , os outros autores que estão na estante da biblioteca são: Joseph Conrad (Coração das Trevas), Herman Melville (Moby Dick), Stendhal (Vermelho e o Negro), Thomas Mann (Montanha Mágica) e, o mais recente, John Milton (Paraíso Perdido). Eles são escolhidos com base na obra de Otto Maria Carpeaux, sobre a História da Literatura Ocidental. Em geral, tratam de remição da culpa e noções de bem e mal.“Não precisamos viver todas as experiências para saber como é, já que a poesia é uma forma memorável de dizer a realidade”, reflete Bragaglia.

Para ele, a educação é um projeto sem garantia de resultados, é uma aposta. “Mas, os resultados já são incríveis. No final, esses presos vão ter lidos melhor do que a média da população brasileira”, concluiu.

dica do Jarbas Aragão

Mentor do 11 de Setembro leu Harry Potter em prisões

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Khalid Sheikh Mohammed, capturado em 2003 no Paquistão / Foto: Reuters

Khalid Sheikh Mohammed, capturado em 2003 no Paquistão / Foto: Reuters

Fernando Moreira, no Page Not Found

O mentor dos ataques de 11 de setembro de 2001 aos EUA e braço direito de Osama bin Laden passou boa parte do tempo nas cadeias onde esteve detido na Europa lendo as histórias de Harry Potter, de acordo com revelações publicadas pela agência Associated Press.

Agentes da CIA (agência de inteligência americana) também permitiu que Khalid Sheikh Mohammed também desenhasse um aspirador de pó, a fim de evitar que o terrorista ficasse louco. Isso teria acontecido nas prisões secretas em que Sheikh Mohammed foi mantido na Europa: Romênia, Polônia e Hungria.

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Após ser preso em 2003, no Paquistão, o terrorista passou por polêmicas e agressivas técnicas de interrogatório para contar tudo o que sabia sobre a rede al-Qaeda. Uma delas foi o waterboarding, no qual é simulado afogamento com ajuda de uma toalha encharcada.

Entretanto, os agentes americanos temiam que a tortura deixasse sequelas mentais permanentes em Sheikh Mohammed e a suspenderam. Para aliviar, permitiram atividades recreativas.

O terrorista está sendo mantido na prisão americana de Guantánamo, em Cuba.

Khalid Sheikh Mohammed, na prisão de Guantánamo / Foto: AP

Khalid Sheikh Mohammed, na prisão de Guantánamo / Foto: AP

Sheikh Mohammed foi descrito por seu advogado como “extremamente inteligente” e com capacidade para “patentear invenções”.

Ainda há muitos mistérios cercando a vida de Sheikh Mohammed. Não se sabe, por exemplo, se eles nasceu no Paquistão ou no Kuwait.

Na feira do livro de Frankfurt, o Brasil sem exotismos

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Maria Fernanda Rodrigues no Clic Folha

A feira não é ao ar livre, mas organizada dentro de enormes pavilhões, com várias entradas. / Divulgação

A feira não é ao ar livre, mas organizada dentro de enormes pavilhões, com várias entradas. / Divulgação

No pavilhão de 2.500 m² que o Brasil terá na Feira do Livro de Frankfurt, a maior do mundo, de 9 a 13 de outubro, nada de passistas ou de fotos de onças pintadas e vitórias-régias.

“Pretendemos mostrar um Brasil onde a produção contemporânea é muito contemporânea, mas que não nega as raízes tradicionais, só foge do exótico”, disse Antonio Martinelli, que ao lado de Manuel da Costa Pinto, de Daniela Thomas e de Felipe Tassara, idealizou o espaço onde o País fará sua apresentação cultural.

Isso tudo porque o Brasil será o convidado de honra da feira alemã deste ano, convite aceito pelo governo brasileiro há dois anos e que custará R$ 18 milhões ao País. A Câmara Brasileira teve licença para captar cerca de R$ 13 milhões, mas não conseguiu patrocínio.

Jürgen Boos, presidente da Feira de Frankfurt; Renato Lessa, presidente da Fundação Biblioteca Nacional; e Karine Pansa, presidente da Câmara Brasileira do Livro aproveitaram a movimentação em Paraty para anunciar o que pretendem fazer na Alemanha.

Ao lado deles, Costa Pinto e Martinelli. Embora o pavilhão esteja sendo preparado para funcionar como uma grande vitrine da produção artística brasileira – passam pela feira, todos os anos, cerca de 300 mil profissionais do mercado editorial -, a programação não será concentrada nele e vai se espalhar por outros espaços da feira, como um restaurante, o estande coletivo do Brasil e das editoras que vão viajar de forma independente e também por museus, centros culturais e bibliotecas de Frankfurt e de outras cidades.

O pavilhão foi idealizado como uma grande praça pública. De um lado, um auditório onde os 70 escritores escalados – entre os quais Luiz Ruffato e Ana Maria Machado, escolhidos para o discurso de abertura, e ainda Adélia Prado, Nuno Ramos, Daniel Galera e Ziraldo, entre outros – se revezam em conversas com o público.

No meio, uma mesa no formato da marquise do Ibirapuera. Sobre ela, edições estrangeiras de livros brasileiros. Ao redor, uma instalação de Heleno Bernardi – colchões no formato de corpos, onde o visitante pode relaxar.

Haverá também seis bicicletas. Ao pedalar, a projeção de filmes sobre formas de circulação do livro – de bibliotecas ambulantes a projetos mais quixotescos – é acionada.

Ali por perto, um redário e, ao lado das redes, totens com música popular brasileira.

Encerrando a exposição – ou iniciando, não há ordem -, um canto com uma instalação multimídia criada pelos videoartistas Gisela Mota e Leandro Lima Serão seis grandes telas que exibirão filmes com imagens que remontam ao universo do imaginário ficcional e poético brasileiro e que fazem referência aos temas: metrópole, subúrbio, campo, floresta, mar e sertão.

(mais…)

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