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Professor é suspenso após pedir que alunos calculassem preço de vibrador

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Caso aconteceu em uma escola pública de Cascavel, no oeste do PR.
Professor foi suspenso até que o Núcleo de Educação investigue o caso.

Núcleo Regional de Educação informou que tomou conhecimento do fato pela imprensa (Foto: CGN/Cascavel)

Núcleo Regional de Educação informou que tomou conhecimento do fato pela imprensa (Foto: CGN/Cascavel)

Publicado por G1

Um professor de matemática que dava aulas na rede estadual de ensino em Cascavel, no oeste do Paraná, foi afastado nesta sexta-feira (16) suspeito de pedir aos alunos para que resolvessem um problema. Na questão, ele usava as palavras “vibrador, camisola e sex-shop”.

Na atividade, o professor, que não teve o nome divulgado nem a escola onde leciona, pede para que os alunos façam uma conta para saber os preços de um vibrador e uma camisola, comprados dentro de uma sex-shop.

Em nota, a o Núcleo Regional de Educação (NRE) informou que tomou conhecimento dos fatos pela imprensa e que, de imediato, convocou o professor para uma audiência junto à Ouvidoria do órgão. Enquanto a situação é analisada, o profissional ficará afastado das funções.

Veja a nota do NRE:
Com relação à denúncia de que um professor da rede estadual, pertencente ao nosso Núcleo Regional, teria utilizado um exemplo inadequado à idade da turma numa questão de Matemática, o Núcleo Regional da Educação de Cascavel informa que, após ter obtido a informação por meio da imprensa, de imediato tomou as providências cabíveis, isto é, convocou o professor, cuja identidade será mantida em sigilo por solicitação do denunciante, para uma audiência junto à Ouvidoria deste órgão. Enquanto se analisa o ocorrido, o profissional está afastado da função junto à escola, até completa apuração dos fatos.

Barnes & Noble tem novo prejuízo e vai terceirizar produção do Nook

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Nick Ellis, no Meio Bit

Não tá fácil pra ninguém, e a Barnes & Noble é um ótimo exemplo disto. A cadeia de livros tradicional dos Estados Unidos não teve cacife para enfrentar a gigante Amazon, e divulgou os resultados do trimestre com um prejuízo de quase 119 milhões de dólares. Para completar a onda de más notícias, a B&N anunciou que vai parar produzir seus tablets Nook, que agora serão terceirizados.

A empresa garante que todo o design será feito em casa, e diz que suas tecnologias Simple Touch e Glowlight irão continuar sendo aprimoradas, mas a notícia é desanimadora para quem acompanha o Nook desde o primeiro lançamento. Pelo menos a Barnes & Noble se comprometeu a manter o suporte a quem comprou o Nook HD e o Nook HD+.

As vendas de livros digitais também diminuíram na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, mas a empresa garante que o motivo para tanto é que os bestsellers de 2012 eram muito populares (leia-se 50 Tons de Cinza e Jogos Vorazes). Pena que isto não possa explicar o resto dos prejuízos recentes da B&N.

Quanto custa um fracasso?

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Luiz Schwarcz, no Blog da Companhia

Acabo de voltar de Nova York, onde passei duas semanas encontrando meus colegas da Penguin, além de alguns agentes e editores amigos. Essas paradas, ou interregnos, sempre fazem pensar. Estive lá numa semana particularmente agitada para nós editores, com ao menos dois leilões movimentando o mercado. Eles são confidenciais ainda, o que posso adiantar é que um deles girou em torno de um livro de não-ficção, escrito por uma jornalista da BBC, que a Companhia das Letras havia comprado antes de qualquer outro país, inclusive antes do leilão acontecer. Os números não foram divulgados, mas a editora americana que conseguiu fechar o acordo pagou um valor altíssimo para ter os direitos mundiais do livro; isto é, para ter o direito de revender a obra para outros países e assim recuperar parte do adiantamento pago — felizmente o Brasil já estava de fora, com a nossa compra antecipada. A esperança é que seja um livro importante e forte para o final deste ano. O outro caso é de um autor de qualidade literária que começa a ter alcance comercial. Ele deixou sua editora americana para ir para uma nova, tendo recebido uma oferta de 5,5 milhões de dólares.

Tudo isso me fez pensar nas mudanças que vêm ocorrendo no mercado editorial de hoje. Há uma clara globalização do sucesso e do fracasso, tornando o número de livros comercialmente bem-sucedidos menor — ou, se preferirem, os fracassos cada vez mais frequentes e dramáticos —, enquanto os poucos livros bem-sucedidos em termos materiais crescem em número de exemplares vendidos. Talvez eu já tenha tratado desse assunto neste blog, mas hoje a situação é bem mais sensível e traz novas implicações. O que está cada vez mais claro é que, hoje em dia, um livro que vende mal enfrenta uma concorrência enorme: a dos livros bem-sucedidos (que são poucos mas que têm um êxito massificado) e ainda a dos seus inúmeros pares, os outros fracassos comerciais, que crescem com o aumento do número de editoras e livros publicados.

Com a comercialização de espaços nas livrarias, o que chega ao consumidor com destaque é o que em princípio não precisaria de espaço especial: os grandes sucessos que vendem quase que automaticamente. O investimento em exposição mais alentada multiplica a venda dos poucos livros bem-sucedidos, e remete o livro diferenciado, de venda mais lenta, para um exílio incômodo, distante do leitor. Sem exposição, os outros livros, que demoram para deslanchar naturalmente, hoje patinam logo na saída, morrendo mais cedo e de doença mais aguda.

Na Companhia das Letras nunca nos preocupamos muito com os fracassos comercias, por gostarmos demais dos livros que editamos, por acreditarmos que alguns desses fracassos iniciais possam se reverter com o tempo, e por termos nossas contas pagas por livros de longa duração.

O que são livros de longa duração? São aqueles que realizam a verdadeira vocação literária, a de sobreviver ao tempo e de viajar para várias culturas. Assim, no passado, quando livros vendiam de início um terço de uma edição padrão de três mil exemplares, não nos preocupávamos. A situação se mantinha estável, como consequência do nosso esforço bem sucedido para ter nossos autores entrando como leitura obrigatória em inúmeras escolas, além de outras formas que conhecemos de fazer vender lentamente os livros que não têm vocação para best-seller. Em alguns anos a conta fechava. Esses mil exemplares eram um peso que carregávamos com sorriso nos lábios, orgulhosos das edições que atingiam poucos, acreditando que um dia passariam a vender, ou que de toda maneira eram livros tão importantes que valiam por si só.

A situação hoje é distinta. O que passa a ocorrer quando o livro de um jovem autor traduzido, ou mesmo de um eterno candidato ao prêmio Nobel, vende apenas um sexto da edição? Como fechar essa conta quando o prejuízo aumenta? A conta do fracasso começa a ficar mais cara, e o sorriso nos lábios se mistura com uma ponta de preocupação.

O fenômeno é claro e internacional. Mudanças demográficas mundiais trazem um público mais jovem para o mercado, a ponto de o próximo congresso de editores da Penguin — a se realizar em Istambul no mês de abril — ter como tema central a categoria chamada de YA: young adults. A discussão central será sobre livros que atingem um público jovem, da puberdade aos primeiros anos da universidade. No ano passado o tema foi o livro digital.

Como tudo isto afeta o Brasil? As mudanças demográficas aqui têm uma característica particular: estão trazendo ao mercado de livros um público que, além de jovem, começou a subir na pirâmide educacional recentemente — portanto naturalmente com menor bagagem literária.

Mas esse será o assunto da minha próxima crônica. Feliz com o interesse dos que me seguem aqui no blog, fico esperando pela reação de vocês — enquanto penso um pouco mais no que tenho a dizer, e que porventura ainda possa interessá-los.

Promoção: “Sete necessidades básicas da criança”

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1 imagem promo

Boa alimentação, educação de qualidade, plano de saúde, roupas, brinquedos, passeios, todas essas coisas têm o seu valor no desenvolvimento de uma criança, e pais e mães amorosos jamais negligenciam esses cuidados.

No entanto, para que a criança se torne um adulto feliz e responsável, você também precisa se concentrar nas necessidades de sua alma.

É isto o que o autor deste livro propõe a você: ajudar a desenvolver o caráter da criança e prepará-la para a vida adulta, tornando-a mais segura, disciplinada e, acima de tudo, temente a Deus.

Vamos sortear 3 exemplares de “Sete necessidades básicas da criança”, um superlançamento da Mundo Cristão. O sorteio será realizado no dia 14/3 às 17:30h.

Complete esta frase para concorrer: “Quero ganhar este livro para…”

O resultado será divulgado no perfil do twitter @livrosepessoas e os ganhadores terão 48 horas para enviar seus dados completos para o e-mail [email protected].

O prazo de entrega é de 30 dias e o envio é de responsabilidade da editora.

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Parabéns aos ganhadores: Elaine Negreiros, Abnério Mello Cabral e Ieda Thomé. =)

 

A biblioteca roubada

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Graças ao Censo Escolar de 2011, descobrimos que 72,5% das escolas públicas brasileiras simplesmente não têm bibliotecas. Isto equivale a 113.269 escolas.

Vladimir Safatle, na Folha de S.Paulo

“A Carta Roubada” é um dos contos mais célebres de Edgar Allan Poe. Nele, o escritor norte-americano conta a história de um ministro que resolve chantagear a rainha roubando a carta que lhe fora endereçada por um amante.

Desesperada, a rainha encarrega sua polícia secreta de encontrar a carta, que provavelmente deveria estar na casa do ministro. Uma astuta análise, com os mais modernos métodos, é feita sem sucesso. Reconhecendo sua incompetência, o chefe de polícia apela a Auguste Dupin, um detetive que tem a única ideia sensata do conto: procurar a carta no lugar mais óbvio possível, a saber, em um porta-cartas em cima da lareira.

A leitura do conto de Edgar Allan Poe deveria ser obrigatória para os responsáveis pela educação pública. Muitas vezes, eles parecem se deleitar em procurar as mais finas explicações, contratar os mais astutos consultores internacionais com seus métodos pretensamente inovadores, sendo que os problemas a combater são primários e óbvios para qualquer um que queira, de fato, enxergá-los.

Por exemplo, há semanas descobrimos, graças ao Censo Escolar de 2011, que 72,5% das escolas públicas brasileiras simplesmente não têm bibliotecas. Isto equivale a 113.269 escolas. Um descaso que não mudou com o tempo, já que, das 7.284 escolas construídas a partir de 2008, apenas 19,4% têm algo parecido com uma biblioteca.

Mesmo São Paulo, o Estado mais rico da Federação, conseguiu ter 85% de suas escolas públicas nessa situação. Ou seja, um número pior do que a média nacional.

Diante de resultados dessa magnitude, não é difícil entender a matriz dos graves problemas educacionais que atravessamos. Difícil é entender por que demoramos tanto para ter uma imagem dessa realidade.

Ninguém precisa de mais um discurso óbvio sobre a importância da leitura e do contato efetivo com livros para a boa formação educacional. Ou melhor, ninguém a não ser os administradores da educação pública, em todas as suas esferas. Pois não faz sentido algum discutir o fracasso educacional brasileiro se questões elementares são negligenciadas a tal ponto.

Em política educacional, talvez vamos acabar por descobrir que “menos é mais”. Quanto menos “revoluções na educação” e quanto mais capacidade de realmente priorizar a resolução de problemas elementares (bibliotecas, valorização da carreira dos professores etc.), melhor para todos.

A não ser para os consultores contratados a peso de ouro para vender o mais novo método educacional portador de grandes promessas.

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