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HBO divulga as primeiras imagens da série ‘A amiga genial’, adaptação da obra de Elena Ferrante

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A atrizes Elisa Gel Genio (à esquerda) e Ludovica Nasti, que interpretam respectivamente Elena Grego, a Lenu, e Raffaella Cerullo, a Lila, na série da HBO ‘A amiga genial’, adaptação do livro de Elena Ferrante (Foto: Eduardo Castaldo/HBO)

Produção com oito episódios é inspirada em um dos maiores fenômenos da literatura internacional contemporânea, a chamada ‘tetralogia napolitana’. Best-seller conta a história de duas amigas na Itália.

Publicado no G1

HBO divulgou, nesta quarta-feira (14), as primeiras imagens da série “A amiga genial”, adaptação do best-seller da italiana Elena Ferrante, um dos maiores – e mais misteriosos – fenômenos da literatura internacional contemporânea.

A produção tem o mesmo título da chamada “Tetralogia Napolitana” da autora.

Os quatro célebres romances de Elena Ferrante são:

“A amiga genial”
“A história do novo sobrenome”
“História de quem foge e de quem fica”
“História da menina perdida”

No Brasil, eles saíram pelo selo Biblioteca Azul, da Globo Livros.

Os quatro volumes contam a história de duas amigas ao longo de várias décadas, em Nápoles, na Itália, a partir da década de 1950.

Quem narra o primeiro é Elena Grego, a Lenu, que fala de sua infância e vai até a adolescência. A melhor amiga da narradora é Raffaella Cerullo, a Lila, que é considerada a mais inteligente da turma.

A série da HBO, que no original chama-se “My brilliant friend”, tem oito episódios e foi rodada em Caserta, na Itália.

Quem interpreta Lenu e Lila na infância são, respectivamente, Elisa Gel Genio e Ludovica Nasti, ambas estreantes. Já na adolescência, os papéis ficaram Gaia Girace é Lila e Margherita Mazzucco, Lenu.

A direção da produção é Saverio Costanzo, que coassina o roteiro com a própria Elena Ferrante em parceria com Francesco Piccolo e Laura Paolucci.

O site da HBO informa que o processo de seleção do elenco durou mais de oito meses e envolveu cerca de 9 mil crianças e 500 adultos. Foram chamados atores profissionais e não-profissionais, inclusive estudantes locais.

O elenco completo de “A amiga genial” tem mais de 150 atores e 5 mil figurantes.

A produção é da HBO, da RAI e da TIMVISION, com coprodução da Fandango e Umedia.

A atrizes Gaia Girace (à esquerda) e Margherita Mazzucco, que interpretam respectivamente Raffaella Cerullo, a Lila, e Elena Grego, a Lenu, na série da HBO ‘A amiga genial’, adaptação do livro de Elena Ferrante (Foto: Eduardo Castaldo/HBO)

O mistério por trás de Elena Ferrante

Em oututro de 2016, a suposta revelação da verdadeira identidade de Elena Ferrante causou polêmica e acusações de invasão de privacidade.

Embora dê entrevistas para falar de sua obra, Ferrante sempre se apresenta anoninamente e sem divulgar fotos – por isso o mistério. Não se sabia sequer se por trás do pseudônimo estava um homem ou uma mulher.

O que havia eram somente suspeitas, e é justamente uma delas que se comprova na reportagem “Elena Ferrante: Uma resposta?” publicada há um ano e meio na revista americana “The New York Review of Books”.

No artigo reproduzido por publicações na Itália, na França e na Alemanha, o jornalista italiano Claudio Gatti escreve que a autora da cultuada “Série Napolitana” é na verdade a tradutora Anita Raja.

Nos últimos anos, por conta do estilo das obras que costuma traduzir (ela é especializada em verter obras do alemão para o italiano), Anita Raja já vinha sendo apontada frequentemente como um dos possíveis autores por trás de Elena Ferrante.

O marido de Raja, o escritor Domenico Starnone, também é mencionado por aqueles que especulam sobre a identidade da célebre Elena Ferrante.

Cidades que inspiraram grandes escritores são rota de cruzeiros

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Algumas cidades do mundo foram inspiração para os escritores de grandes obras literárias e podem ser visitadas de navio

Publicado no Viver Bem

Viajar é bom para relaxar, conhecer novos lugares e também absorver novas culturas. Para quem busca inspiração e criatividade, cruzeiros podem ser uma fonte de conhecimento. Alguns escritores, por exemplo, levaram isso tão à sério que em muitos casos fixaram residência em cidades só para concluir algum livro ou estudo. A Regent Seven Seas Cruises fez uma curadoria e listou alguns casos que vão levar fãs de literatura para os ambientes de criação de suas obras favoritas. Confira:

Ezra Pound e Hans Christian Andersen – Portofino / Aldeia Sestri Levante (Itália)

Sestri Levante,na Itália, cidade que inspirou Ezra Pound e Hans Christian Andersen . Foto: Divulgação

Sestri Levante,na Itália, cidade que inspirou Ezra Pound e Hans Christian Andersen . Foto: Divulgação

Portofino é uma das paradas do cruzeiro que faz o trajeto de Barcelona a Roma. Nessa parada, o hóspede pode conhecer belos cenários da cidade e, em uma pequena viagem de barco, chegar a aldeia de Sestri Levante, local que inspirou escritores como Ezra Pound e Hans Christian Andersen. Andersen foi o autor dinamarquês quem nomeou a baía da aldeia como Baía das Fábulas, e é lá que acontece o Andersen Festival – o mais importante festival italiano dedicado aos contos de fadas e teatro em espaços não convencionais. Esse pacote inclui oito noites a bordo e com paradas em portos da Europa, com saída no dia 23 de abril de 2018. As tarifas começam a partir de R$16.769.

Pablo Neruda – Valparaíso, Chile

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

A cidade que inspirou Pablo Neruda está no roteiro do cruzeiro que sai do Rio de Janeiro e vai para Santiago. Valparaíso é conhecida por sua arquitetura e já foi citada em obras mundialmente famosas, como “Moby Dick”, de Herman Melville. Além dessa, a cidade também foi inspiração para Pablo Neruda, que teve uma relação muito próxima com o local.

O cruzeiro que passa por lá tem uma visita a “La Sebastiana”, imóvel onde morou o escritor chileno nos anos 60 e funciona como museu e centro cultural, recebendo exposições, palestras, oficinas e saraus, e abriga um grande acervo de objetos que pertenceram ao poeta. Essa viagem tem duração de 28 noites a bordo e fazendo paradas e os valores começam a partir de R$49.749.

George Bernard Shaw, William Butler Yeats e James Joyce – Dublin, Irlanda

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Foto: Divulgação

A Irlanda também está entre os locais que inspiraram escritores. Um dos cruzeiros passa por Dublin, capital e maior cidade do país. Lá nasceram figuras literárias proeminentes, como George Bernard Shaw, William Butler Yeats e James Joyce. Em Ulissses (1922), Dublin foi palco para um dia na vida de Leopold Bloom, personagem criado por Joyce.

Nesse roteiro, é possível passar por locais como a Martello Tower (onde se localiza o Museu James Joyce), o Pub Davy Byrnes, o Cemitério Glasnevin, o Correio Westland Row, a farmácia Sweny e muitos outros citados no livro. O cruzeiro tem partida e chegada na cidade de Londres e dura doze noites. Os preços saem a partir de R$31.869 e a data de partida está prevista para 31 de maio de 2018.

Friedrich Nietzsche – Sorrento/Capri, Itália

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Construída em uma encosta com vistas e paisagens deslumbrantes, Sorrento é uma das cidades que inspira escritores consagrados e grandes nomes da literatura. Charles Dickens, o poeta britânico George Byron , o russo Leon Tolstoi e em especial para o filósofo e escritor alemão Friedrich Nietzsche foram alguns nome que tiveram a cidade como inspiração para suas obras.

Foi ali que Nietzsche escreveu e viveu experiências que se encontram em pelo menos três de suas mais importantes obras: Humano, Demasiado Humano; Assim Falou Zaratustra; e Além do Bem e do Mal. O cruzeiro que passa pelo destino vai de Roma a Veneza. Ele dura dez noites e tem preços a partir de R$21.489.

A costa de Sorrento é um dos locais que os passageiros do cruzeiro podem conhecer. Foto: Divulgação

Romances de Elena Ferrante guiam passeio por becos e praias de Nápoles

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Amigas tiram fotos da baía de Nápoles, com o Vesúvio ao fundo, na rampa SantAntonio a Posillipo

Amigas tiram fotos da baía de Nápoles, com o Vesúvio ao fundo, na rampa SantAntonio a Posillipo

Iara Biderman, na Folha de S.Paulo

Descobrir Nápoles seguindo os passos da escritora Elena Ferrante ou de suas personagens é uma aventura proveitosa até para quem ainda não leu os livros de sua elogiada série napolitana.

Os quatro romances (“A Amiga Genial, “História do Novo Sobrenome, “História de Quem Foge e de Quem Fica” e “História da Menina Perdida, publicados no Brasil pela Biblioteca Azul) acompanham a vida das amigas Lenu e Lila, nascidas no fim da Segunda Guerra em um bairro da periferia de Nápoles.

Lenu, a narradora, tenta superar os limites impostos pela pobreza do bairro e se tornar uma escritora -enquanto Lila, a amiga audaciosa, manipula a vida de Lenu e de todos os vizinhos. No meio disso, o leitor mergulha na história de Nápoles, da Itália e de acontecimentos que definiram o mundo de hoje, como o feminismo, a luta de classes e o crime organizado.

Segui-las por ruas e becos de Nápoles é a melhor forma de perceber a marca da cidade, o contraste entre periferia e centro, interior e mar, riqueza e miséria. Ao mesmo tempo, é uma viagem genial caminhar com as amigas pelo caos napolitano e os marcos turísticos da capital de Campânia, no sul da Itália.

Não à toa os livros se tornaram um fenômeno mundial de vendas, e o primeiro volume já está sendo adaptado para a televisão pela HBO, que deve estrear uma minissérie em 2018.

O nome verdadeiro da autora, porém, continua um mistério: Elena Ferrante é um pseudônimo, a autora se recusa a aparecer e só concede raras entrevistas por e-mail.

ONDE O TURISTA NÃO VAI

O melhor jeito de entrar na Nápoles de Ferrante é por trem. Da janela, você busca avistar a estação central, mas tudo que vê é a periferia, a mesma de qualquer cidade, com seus prédios cinzentos, torres elétricas e muros de pedra, como descreve a autora.

Gianturco, um ponto antes da estação central de Nápoles, é a parada no cenário onde as protagonistas Lila e Lenu nasceram, cresceram, fugiram ou ficaram. Saindo, à direita, chega-se ao túnel que as amigas percorreram quando, pela primeira vez, tentaram passar os limites do bairro.

Uma das bocas do túnel está fechada para carros. Há alguns anos era usado para festas e shows alternativos, mas os eventos foram proibidos pela prefeitura. Hoje, só há escuridão, umidade e grafites.

Na saída estende-se a avenida Emanuele Gianturco, o estradão. Pouco depois de se passar por um posto de gasolina (será ainda o mesmo em que o personagem Antonio Cappuccio, filho da viúva louca, trabalhava?), vira-se à direita, para entrar no coração do bairro: Rione Luzzatti, tão difícil de chegar (para os turistas) quanto de sair (para os personagens).

Praia no vilarejo de SantAngelo, onde o passeio é subir pelas ruas formadas por escadas de pedra, rente às casas brancas e floridas.

Praia no vilarejo de SantAngelo, onde o passeio é subir pelas ruas formadas por escadas de pedra, rente às casas brancas e floridas.

Os prédios de quatro andares de Luzzatti foram construídos para a população sem recursos desabrigada após a Segunda Guerra. Das fábricas erguidas por lá só restam os muros semiarruinados e, no hoje bairro-dormitório, ruas praticamente desertas.

Um dos seres vivos encontrados pela reportagem é o carroceiro Enzo. Nos primeiros livros da série, o também carroceiro Enzo Scanno vendia verduras.

O Enzo real vende peixes e frutos do mar, mas só parou para descansar em frente à igreja da Sagrada Família, onde Lila se casou. Não há para quem vender seus pescados.

Ele nunca ouviu falar em Ferrante ou nos seus livros. “Não sou uma pessoa que lê”, desculpa-se, como provavelmente faria qualquer personagem do bairro da ficção.

Quando a narradora Lenu já é uma escritora consagrada e encontra Lila pela última vez, em 2005, percebe que o bairro permanecera idêntico e, no entanto, a paisagem em torno tinha mudado: “No lugar dos pântanos e da velha fábrica de conservas, há o brilho de espigões de vidro”. É mesmo o que se vê agora para além dos muros da igreja.

Rione Luzzatti satisfaz o fetiche de ver “a casa” dos personagens e permite ao leitor mais aficionado passar pelo túnel de volta ao estradão da Emanuele Gianturco que levaria as amigas ao mar. Mas, como na discussão sobre a verdadeira identidade de Elena Ferrante, talvez aqui seja mais importante a ficção do que a realidade.

BECOS E VIELAS

Para completar a imagem do bairro arquetípico descrito nos livros, o melhor é pegar de volta o trem na linha 2 da rede metropolitana até a estação Cavour, duas paradas após a Gianturco.

Dali chega-se a Sanità, bairro popular onde artesãos, comerciantes, estudantes, artistas e camorristas convivem em ruas estreitas e caóticas.

mapa

Ao entrar pela rua Vergini, ocupada por uma feira livre diária, o primeiro impulso dos leitores da série napolitana é buscar uma criança perdida entre as barracas de frutas, verduras, panelas, roupas e sapatos.

É fácil se perder em Sanità –e isso faz parte do jogo. Ao perambular sem destino pelas ruas, cruza-se com marceneiros ou sapateiros conversando em frente a pequenos negócios, com moradoras que estendem seus varais até a janela da vizinha da frente e com o som incompreensível do dialeto napolitano.

Ao final da via Vergini, um desvio à direita leva à praça Miracoli, de onde se avista do alto o emaranhado de becos e vielas do bairro. Descendo por um desses “vicos”, em direção a via Sanità, chega-se à igreja San Vicenzo.
Ao contrário da fechada e vazia Sagrada Família, em Rione Luzzatti, esta está sempre aberta e cheia, e não é difícil topar com um casamento.

A visão dos convidados em trajes de festa sob um calor de 40 graus remete à cerimônia de casamento do livro. A impressão é mais forte quando se percebe, na praça da igreja, um monumento a um jovem morto em uma disputa da Camorra (máfia napolitana). Quando Lenu volta ao bairro, em 2005, encontra o cadáver de Gigliola Spagnuolo, mulher do camorrista Michele Solara, no canteiro ao lado da igreja.

Barquinhos levam os turistas de SantAngelo até a praia de Maronti por três euros (para uma travessia de três minutos), mas dá para ir caminhando numa  escalada de cerca de uns 20 minutos.

Barquinhos levam os turistas de SantAngelo até a praia de Maronti por três euros (para uma travessia de três minutos), mas dá para ir caminhando numa escalada de cerca de uns 20 minutos.

O bar-confeitaria da família Solara talvez não exista, mas dá para sentir o gosto de sfogliatelles e canolis apreciados pelos personagens de Ferrante (e por toda a torcida do Napoli) na Poppella.

Hoje em uma pequena loja moderna na via Arena Sanità, a Poppella foi inaugurada no bairro na década de 1920 e era frequentada pelo comediante napolitano Totó (1898-1967), uma das três figuras mais cultuadas da cidade (as outras são San Gennaro e Diego Maradona, que jogou no clube local).

No início deste ano, dois motociclistas encapuzados atiraram na vitrine da confeitaria. Não se sabe se foi coisa dos Solara

Alunos italianos elegem “Mein Kampf” de Hitler um dos livros preferidos

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© Fabrizio Bensch / Reuters

© Fabrizio Bensch / Reuters

 

Publicado no SIC

O ministro da Educação italiano teve um choque quando recebeu os resultados de um inquérito aos alunos do ensino secundário sobre os livros preferidos. Inesperadamente, “Mein Kampf – A minha luta” de Adolf Hitler figura entre os eleitos.

A sondagem em 140 mil turmas do ensino secundário destinava-se a perceber quais as obras de autores italianos mais populares, mas os estudantes acabaram por introduzir um autor estrangeiro. E não um “autor estrangeiro” qualquer.

“Mein Kampf” é a obra, em parte autobiográfica, em que Hitler formulou e veiculou a sua ideologia e lançou as bases do nazismo. Foi escrita durante os anos de prisão que se seguiram à tentativa de golpe em Munique em 1923 e publicada a 18 de julho de 1925.

Dez turmas em Palermo, Cantanzro (Calabria), Potenza (Basilicata), Tivoli e Gaeta, Udine, Trieste e Piacenza selecionaram o livro de Hitler como um dos seus preferidos.

Um responsável do Ministério da Educação, Alessandro Fusacchia, classificou a escolha “particularmente obscena”. Realçou, no entanto, que o livro não era elegível porque os alunos deviam escolher obras de autores italianos publicadas a partir de 2000.

Em junho desde ano, o jornal italiano Il Giornale causou polêmica ao oferecer aos seus leitores o livro “Mein Kampf”. A ação chocou a comunidade judaica e até o primeiro-ministro, Matteo Renzi.

Cliente é obrigado a comprar livros para menor vítima de prostituição

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© Getty Images

© Getty Images

 

Homem de 35 anos foi condenado pelo tribunal de Roma a dois anos de prisão, mas isso foi apenas uma parte do castigo.

Publicado no Notícias ao Minuto

A mídia italiana informa que um juiz inventivo obrigou o criminoso a comprar à jovem, que tem apenas 15 anos, livros sobre dignidade feminina. Na lista estão obras de Virginia Wolf, O Diário de Anne Frank e versos de Emily Dickinson, informa AFP. A decisão do juiz foi criticada pela filósofa italiana, Adriana Cavarero, que disse ao Corriere della Sera que era melhor ler estas obras ao próprio condenado. Ela explicou suas palavras:

“A adolescência não é um momento de reflexão, o que ele fez foi muito pior. Um adulto que, sabendo, pagou para ter sexo com uma menor”, disse a filósofa citada pela edição portuguesa Diário de Notícias.

Segundo o Corriere dela Sera, a decisão do juiz pressupõe que a menina possa compreender o verdadeiro mal que tinha causado a si própria e como sofreu sua dignidade feminina.

De acordo com o DN, em 2013 na capital italiana começou a ser investigada uma rede de prostituição de menores no bairro de classe alta de Parioli. As meninas usavam o dinheiro ganho para comprar roupa nova e os últimos modelos de celulares. (Sputnik)

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