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Posts tagged Itália

Alemanha devolve livros roubados de bibliotecas italianas

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Publicado em Exame

MUNIQUE – Autoridades da Alemanha devolveram nesta sexta-feira 500 livros históricos, incluindo obras originais dos cientistas renascentistas Galileu Galilei e Nicolau Copérnico, roubados de bibliotecas italianas três anos atrás, a promotores de Nápoles.

A maioria dos livros, que valem cerca de 2,5 milhões de euros, foram tirados da biblioteca napolitana de Girolamini, segundo os promotores.

As autoridades alemãs os recuperaram em um casa de leilões de Munique a pedido dos italianos.

O ex-diretor da biblioteca Massimo De Caro foi condenado pelo roubo dos livros e cumpriu pena na prisão antes de ser posto em prisão domiciliar.

“Como diretor, seu papel era fazer de tudo para proteger e preservar os livros. Entretanto, ele inverteu sua função. Tirando vantagem de seu cargo, ele conseguiu retirar os livros”, disse o promotor Vincenzo Piscitelli, que foi a Munique buscar as obras.

“Ele desativou os alarmes e realizou suas atividades durante a noite ou nos feriados, quando os funcionários da biblioteca não estavam lá. Estava sozinho, tinha as chaves, todos sabiam que ele era o diretor. Por isso, conseguiu trabalhar com liberdade total”, acrescentou.

Os promotores ainda estão tentando descobrir quantos livros desapareceram ao todo da biblioteca, uma das mais antigas e ricas da Itália.

Livro de adolescente do CE entra na lista de best seller em vários países

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Gabriel Damasceno, 16 anos, escreveu romance que une história e ficção.
Nita Cairu está entre os mais vendidos da Amazon nos EUA, Itália Canadá.

Publicado no G1

Jovem relata dificuldade em conseguir patrocínio para as obras literárias (Foto: Gabriel Damasceno/Arquivo pessoal)

Jovem relata dificuldade em conseguir patrocínio
para as obras literárias
(Foto: Gabriel Damasceno/Arquivo pessoal)

Após sucesso de venda no Brasil, o escritor cearense Gabriel Damasceno, de 16 anos, entra na lista de mais vendidos do site Amazon em vários países. O romance Nita Cairu e a espada de Gohayó aparece neste domingo como o livro infanto-juvenil mais vendido na Amazon na Itália, em segundo lugar no ranking de best-sellers do Canadá, 12º nos Estados Unidos e 41º na Alemanha.

“Chequei minha conta na Amazon e vi que estava dólar, euro… eu pensei ‘Valha-me, de onde está vindo esse dinheiro?’. E só depois vi a lista dos mais vendidos nos outros países e vi meu livro na lista dos mais vendidos”, relata Gabriel.

Com as vendas em alta e repercussão na imprensa, Gabriel diz que começa a receber propostas de editoras e convites para o lançamento da obra. Neste mês ele estará em Fortaleza (18 de novembro, no Shopping Iguatemi), Quixelô (19), Quixadá (21) e em Quixeramobim (28) para sessão de autógrafo. Ele também já recebeu convite para o lançamento de Nita Cairu na Bienal do Livro de Fortaleza, em 2016, em no Maranhão.

No Canadá, Nita Cairu é o segundo livro mais vendido na categoria litaratura e ficação em português do site Amazon (Foto: Amazon/Reprodução)

No Canadá, Nita Cairu é o segundo livro mais vendido na categoria litaratura e ficação em português do site Amazon (Foto: Amazon/Reprodução)

O romance é inspirado nas aulas de história do Brasil colonial, após a chegada dos portugueses ao território nacional. Nita Cairu une fatos e personagens históricos com aventura e romance fictícios.

“Nas aulas de história, me interessei bastante pelo assunto do Brasil colonial e estudei tudo o que podia. Como me aprofundei muito no assunto, achei que podia contar a história de uma forma agradável”, relata o escritor.

A personagem que dá título ao livro é uma adolescente da idade do escritor que teve a família assassinada em um ataque português. Após viver um tempo sozinha, ela se torna um vértice de um triângulo amoroso com um português e um índio.

Damasceno diz que fez questão de manter alguns fatos fiéis à história brasileira, mas não podia deixar de acrescentar um toque de inventividade. “Há um personagem, o Martin Afonso, que é idolatrado na primeira vila colonial do Brasil, da mesma forma como no livro, mas alterei a personalidade dele para dar aventura à minha história”, diz.

Trilogia
Inspirado em dois grandes sucessos mundiais da literatura infanto-juvenil, Harry Potter e Percy Jackson, Damasceno criou seu romance em formato de trilogia. O primeiro livro foi lançado no dia do aniversário de sua mãe, 24 de julho deste ano; as continuações já têm data de lançamento marcada: o próprio aniversário, 11 de março; e o dia de nascimento do pai, 9 de outubro.

“Quando pensei na história, pensei muito nos livros que gostei. Ele se encaixa muito bem no formato de trilogia, porque fica o mistério do sumiço de um espada sagrada, espada de Gohayó, no primeiro livro. Também tem a questão do marketing, não posso negar. Com três livros, espero ter uma boa repercussão em cada lançamento”, diz.

Flupp incentiva produção literária na Maré

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Novos escritores do conjunto de Favelas da Maré poderão ser revelados durante a Festa Literária das Periferias (Flupp Brasil). O evento começou ontem e termina amanhã, e contará com a presença de escritores de países que disputarão a Copa do Mundo, como Itália, Alemanha e Costa do Marfim. Após a etapa da Flupp que ocorre no segundo semestre, na Mangueira, 40 autores das favelas e periferias de diferentes cidades terão seus textos publicados em dois livros

Publicado no Brasil 247

O conjunto de favelas da Maré recebe até amanhã a Festa Literária das Periferias (Flupp Brasil). O evento reúne desde 2012 autores profissionais e escritores de territórios populares de diversas cidades. Este ano o evento passou por Curitiba, Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro. A Flupp publicará textos de 40 autores das periferias e favelas dessas cidades em dois livros, com lançamento previsto para agosto. Escritores de países que participarão da Copa do Mundo, como Itália, Alemanha e Costa do Marfim, também participarão da feira. “Estamos procurando o que não é mais do mesmo”, explicou um dos criadores da Flupp, Julio Ludenir, para quem a literatura brasileira precisa de diversidade. As etapas do evento acontecem em duas fases: a apresentação das obras de quatro grandes pensadores brasileiros (Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda, Mário de Andrade e Darcy Ribeiro) e um encontro literário entre escritores do Brasil e de outros países, que debaterão o local e o global.

 

Por Isabela Vieira, da Agência Brasil

Identificar novos escritores, novas histórias e cenários, promovendo perspectivas inovadoras de narração. Essa é a ideia da Festa Literária das Periferias, Flupp Brasil, que chega ao Complexo de Favelas na Maré, na zona norte. O evento vai reunir, até amanhã (dia 7), escritores da comunidade, moradores e profissionais já consagrados. Um elemento de estímulo aos debates é a participação de escritores de países que disputarão a Copa do Mundo, como Itália, Alemanha e Costa do Marfim.

A festa, que este ano passou por Curitiba, Salvador e São Paulo, vai revelar 40 autores que terão textos publicados. Com a edição na Maré e mais uma etapa na comunidade Mangueira, no segundo semestre, a ideia é editar dois livros com novos autores. De acordo com um dos criadores da Flupp, Julio Ludenir, a literatura brasileira precisa de diversidade. Na avaliação dele, as narrativas atuais são baseadas em único ponto de vista.

“Estamos procurando o que não é mais do mesmo. A literatura brasileira, há 200 anos, é do branco, homem, macho, de classe média”, afirmou. Segundo Ludenir, há um “monopólio de narrativas” que deve ser superado. “Temos que ir além do Manoel Carlos (escritor de novelas ambientadas no Leblon, bairro carioca de classe alta) e dialogar com o país”, completou. Ele disse que, na Flupp, são identificados poetas, contistas e romancistas das comunidades.

“Descobrimos uma senhora mineira de 84 anos na Maré que está escrevendo”, contou. “Tem muita gente produzindo literatura de um novo ponto de vista nas áreas periféricas da cidade e que não foram descobertas. O potencial é grande, nós que não tivemos condições de captar tudo”.

A festa literária começou ontem (dia 5) com um jogo de futebol entre 18 escritores alemães e um time de ativistas de direitos humanos, funkeiros, moradores e escritores da Maré. “A palavra ‘alemão’ é usado no jargão da guerra do tráfico para designar ‘inimigo’. Mostramos que aqui ninguém é inimigo. Tem diversidade, mas não adversidade”, disse Ludenir. A comunidade da Maré foi escolhida, segundo ele, para mostrar “que nem toda pacificação precisa ser feita com fuzis”.

“O processo de pacificação não precisa ser refém do Exército ou de uma política militar que não dialogue com a sociedade. É possível lidar com a diversidade, sem que para isso seja preciso estar com um carro blindado e um fuzil. Um livro pode ser uma ‘arma’”, reforçou o escritor.

 

Prisioneiros italianos têm pena reduzida por leitura de livros

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Prisioneiros italianos têm pena reduzida por leitura de livros

Foto: SXC.hu

Prisioneiros na Itália serão recompensados pela leitura, de acordo com uma nova lei, baseada em medida brasileira.

Publicado no Voz da Rússia

Segundo a revista The Independent, o conselho regional da Calábria, região no sul da Itália, aprovou a lei que reduz a pena de um preso em três dias para cada livro lido.

A medida tem um teto de 48 dias descontados em um ano, ou seja, valem no máximo 18 livros lidos em 12 meses.

“Ler é um extraordinário antídoto à tristeza, promove conscientização e redenção social e pessoal”, disse o representante do Ministério da Cultura local, Mario Caligiuri. Para ele, a nova lei vai, além de incentivar a leitura, diminuir a quantidade de pessoas nas prisões.

A Itália é o segundo país com maior número de presidiários na Europa, ficando atrás apenas da Sérvia.

A medida foi aprovada pelo governo regional da Calábria e agora deve ser debatida no parlamento nacional, para valer em todo o território.

No Brasil, medidas semelhantes já são adotadas em alguns estados.

— Folha Online

 

Itália põe escritores em reality show

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Publicado por Folha de S.Paulo

Turin, Itália – Um romancista preza a solidão. Já os reality shows, a vida alheia. Então o que acontece quando o ato de escrever vira um espetáculo público?

Essa pergunta está sendo respondida na televisão italiana, que no mês passado lançou “Masterpiece”, programa em que escritores aspirantes se enfrentam em desafios literários, até um deles ganhar um grande contrato de publicação, acompanhado de um nível de publicidade que poucos conquistam em toda uma vida de trabalho.

Estão presentes todas as convenções dos programas de talentos na televisão: a possibilidade sedutora da fama, a exposição dolorosa e o júri de especialistas. Há até uma sala em que os participantes podem expressar sua angústia (em um vídeo, é claro).

Se “Masterpiece” fizer sucesso, os produtores poderão levar o conceito a outros países. É provável que essa perspectiva assuste a indústria de livros, mas também desperte seu interesse. Muitos consideram o conceito crasso, mas com que frequência romances são mencionados no horário nobre da televisão?

Para o canal Rai 3 e a FremantleMedia, que produz franquias de reality shows em todo o mundo, o desafio foi criar um programa interessante e, ao mesmo tempo, evitar o tom de farsa.

Durante as filmagens de um episódio, em outubro, o júri –formado pelos romancistas Andrea De Carlo, Giancarlo De Cataldo e Taiye Selasie– ficou sentado diante de uma mesa, enquanto maquiadores corriam de um lado a outro.

Diante dos jurados, quatro participantes escreviam em um teclado. Cada palavra que digitavam era projetada em um telão, enquanto um cronômetro ao alto fazia contagem regressiva e câmeras filmavam closes dos rostos dos concorrentes.

Depois da sessão, Maria Isabella Piana, 66, professora aposentada da Sicília, esperou nos bastidores pelo veredito sobre seu trabalho: uma anotação em um diário, feita do ponto de vista de uma pessoa que ficou cega.

Piana se candidatou ao programa depois de não conseguir encontrar uma editora interessada em publicar o livro que escreveu, relatando a vida de um grupo de italianos dos anos 1960 até o presente. “Com um pouquinho de visibilidade, talvez eu tenha alguma chance”, comentou. Os jurados a eliminaram.

Alessandro Ligi, advogado romano de 49 anos que escreveu um romance (ainda sem editora) sobre amor fracassado, achou difícil trabalhar diante das câmeras. “Eu nem tolero que alguém olhe meu computador”, revelou. O trabalho pedido a ele foi o relato, de uma página, de um homem obrigado a ver sua amante se casar com outra pessoa.

Os jurados decidiram que Ligi poderia permanecer no programa até o próximo desafio. No dia seguinte, ele tentaria “vender” seu romance a uma celebridade convidada para o show.

O selo Bompiani vai publicar o romance do vencedor em maio, com tiragem inicial de 100 mil exemplares. É um número enorme na Itália, onde um primeiro romance que venda 10 mil exemplares é visto como sucesso.

Em um primeiro momento, a escritora britânica Taiye Selasi, radicada em Roma, teve reservas em relação a aparecer na televisão italiana, notória por dar destaque a homens mais velhos cercados por dançarinas jovens.

Ela disse que “Masterpiece” não vai necessariamente identificar o melhor autor-revelação. O programa se propõe apenas a identificar o melhor entre os que ousam participar. E, disse ela, é preciso um pouco de ousadia para fazer sucesso como escritor.

“Quer você seja tímido, quer não”, explicou, “se você quiser ser um autor publicado, terá que se expor de alguma maneira.”

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