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Posts tagged J. K. Rowling

J.K. Rowling responde homofóbico no Twitter

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Diego Santos, no Literatortura

O nome de J.K. Rowling, autora de Harry Potter,mais uma vez tomou conta das redes sociais no fim de semana.

O que aconteceu desta vez foi que uma de suas mensagens escritas no mês de maio, pelo twitter, foi respondida por um usuário da rede social que fez uma tremenda demonstração de homofobia ao mencionar a revelação de Rowling sobre Dumbledore ser gay.

Ao afirmar no microblog que haviam se passado 16 anos desde a Batalha de Hogwarts e que havia odiado matar algumas daquelas pessoas, a escritora foi respondida por um dos usuários da seguinte maneira:

@jk_rowling once u revealed Dumbledore was homosexual I stopped being a fan. Nice how u blindsided us with that one. Enjoy your billion $
– @halfelven55ff.

T.L: @jk_rowling, desde que você revelou que Dumbledore era homossexual eu parei de ser fã. Legal como você nos iludiu com essa. Aproveite seu bilhão $

Rowling respondeu [e respondeu com classe!]

De forma direta e sarcástica, a escritora disse o seguinte:

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@halfelven55ff I advise you to start following Brian Souter at once. He’s much more your kind of person.

T. L.: @halfelven55ff Eu recomendo que você comece a seguir o Brian Souter imediatamente. Ele é muito mais o seu tipo de pessoa.

Para quem não sabe, Souter é um empresário escocês que doou um milhão de libras para financiar uma campanha que visava proibir a promoção de discussões sobre homossexualidade nas escolas. Além disso, doou também um milhão para o Partido Nacionalista Escocês, que diversas vezes afirmou ser contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Um tipo de Bolsonaro escocês.

Rowling, mais uma vez, mostrando porque é tão amada!

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Bruxa cantora é a estrela de novo conto de J. K. Rowling

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Publicado por Folha de S.Paulo

A escritora britânica J. K. Rowling publicou mais um conto no site “Pottermore“, dedicado ao universo criado por ela em sua saga de livros de sucesso, “Harry Potter”. Dessa vez, a personagem principal é uma bruxa cantora, Celestina.

O nome da bruxa é mencionado diversas vezes nos livros de Potter, mas ela nunca aparece de fato.

Num texto de 500 palavras, Rowling esclarece um pouco sobre a vida da bruxa, considerada uma “sensação internacional da música”. A escritora fala um pouco do início da carreira de Celestina, de seus pontos altos e da vida pessoal da artista fictícia.

A escritora britânica J. K. Rowling, em imagem feita em Londres, em setembro de 2012 - / Lefteris Pitarakis/Associated Press

A escritora britânica J. K. Rowling, em imagem feita em Londres, em setembro de 2012 – / Lefteris Pitarakis/Associated Press

Além da história, há também um arquivo de áudio, o primeiro do site. Trata-se da faixa “You Stole my Cauldron but You Can’t Have My Heart” (em tradução livre, você roubou meu caldeirão, mas não pode ter meu coração).

A música foi gravada por Celestina Warbeck and the Banshees, banda que se apresenta ao vivo todo dia na atração Beco Diagonal, do parque The Wizarding World of Harry Potter, em Orlando, nos Estados Unidos.

Rowling já descreveu Celestina no passado como uma de suas personagens “fora dos holofotes” favoritas em toda a saga. O nome da cantora é inspirado no de uma ex-colega da autora, com quem ela trabalhou na Anistia Internacional, em Londres.

Psicólogos descobrem surpreendente efeito de Harry Potter sobre os leitores

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Duda Delmas Campos, no Literatortura

Que o nosso Harry é o marco de uma geração, tanto para trouxas como para bruxos, já sabíamos. E que foi um dos maiores fenômenos editoriais de todos os tempos também. Mas psicólogos descobriram que o poder e influência de Harry são muito, muito mais amplos e benéficos do que imaginávamos: três estudos recentes afirmam que Harry Potter é capaz de reduzir a intolerância de jovens para com grupos estigmatizados, como homossexuais, refugiados e imigrantes (além de nascidos trouxas, é claro).

Os estudos estão reunidos em um artigo no Jornal de Psicologia Social Aplicada e foram realizados na Itália e no Reino Unido. É importante conhecer sua localização para que nos situemos quanto a uma Europa onde, devido à crescente imigração e à crise política e econômica, movimentos xenófobos e uma extrema direita altamente conservadora têm-se erguido, ameaçando o frágil panorama sociopolítico do continente. E isso apenas aumenta a relevância d’O Menino-que-sobreviveu e seus quase mágicos efeitos sobre os leitores.

Um primeiro estudo, na Itália, submeteu 34 alunos de quinta série a um invejável curso de imersão de 6 semanas sobre Harry Potter. Os pesquisadores fizeram com que os estudantes preenchessem um questionário sobre imigrantes, para então dividi-los em dois grupos, que leram passagens selecionadas da saga. Um grupo discutiu preconceito e intolerância como temas dos livros, enquanto o outro, que era o grupo de controle, não. Ao fim, os primeiros mostraram “melhores atitudes em relação aos imigrantes”, mas apenas caso se identificassem com nosso Eleito, Harry.

Já a outra pesquisa italiana envolveu 117 alunos de Ensino Médio e obteve como resultado que a identificação emocional do leitor com Harry estava associada a uma percepção mais positiva sobre a comunidade LGBT. Finalmente, o estudo britânico, feito com alunos de universidades, não encontrou relações entre o vínculo do leitor com Harry e a visão acerca dos refugiados, mas concluiu que estudantes cuja identificação com Voldemort havia sido menor apresentaram “melhores atitudes em relação a refugiados”.

De uma maneira mais geral, os pesquisadores atribuíram à série a otimização da capacidade do leitor de assumir a perspectiva de grupos marginalizados, de observar a sociedade sob outra ótica que não a dominante. Além disso, afirmaram que, com o auxílio de professores, crianças pequenas conseguiram entender que o apoio de Harry aos “sangue-ruins” era uma alegoria à própria intolerância na vida real.

Obviamente, no entanto, a simples leitura dos livros pode não ser o único fator para explicar a melhora na percepção de minorias, afinal, estamos trabalhando com algo relativamente abstrato. Ainda assim, é inegável que somos e refletimos aquilo que lemos, ouvimos, vemos e sentimos e, nesse sentido, é inegável que sejamos modificados pelos estímulos que recebemos. Não só isso, mas em última instância as pesquisas acabaram comprovando aquilo que sempre foi o “carro-chefe promocional” dos livros e da arte em geral: eles transformam. Livros têm a capacidade de contemplar e transmitir sentidos e valores que aos poucos e espontaneamente se tornam intrínsecos ao seu alvo, sem todo o falso moralismo que outros veículos podem oferecer.

Todo o caso lembra muito uma citação do autor inglês G. K. Chesterton, usada até como epígrafe de “Coraline”, do também britânico, Neil Gaiman: “Contos de Fadas são mais que verdadeiros: não porque nos ensinam que dragões existem, mas porque nos ensinam que dragões podem ser combatidos.”. Nessa situação específica, deixe o Rabo Córneo Húngaro, o Verde Galês e o Meteoro Chinês para o Carlinhos (Charlie) Weasley e leia, no lugar deles, preconceitos, intolerâncias e estigmas, pois, como afirmou a própria J. K. Rowling, muito acuradamente: “Os livros de Potter são, em geral, um prolongado argumento pela tolerância e um prolongado pedido pelo fim do preconceito.”. Então que ergamos a nossa própria Fonte dos Três Irmãos Mágicos, em nome da igualdade de todos.

Ah, Harry, obrigada por salvar os mundos várias vezes.

J.K. Rowling se passa por Dumbledore para enviar carta a sobrevivente de massacre

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Autora da saga ‘Harry Potter’ escreveu mensagem de apoio a jovem americana que perdeu os pais e os irmãos nos EUA

Dumbledore, interpretado na imagem por Michael Gambon, é um dos personagens preferidos da saga de J.K Rowling - Divulgação/Warner

Dumbledore, interpretado na imagem por Michael Gambon, é um dos personagens preferidos da saga de J.K Rowling – Divulgação/Warner

Publicado em O Globo

RIO — Autora dos livros “Harry Potter”, J.K. Rowling enviou uma carta de apoio em nome do bruxo Alvo Dumbledore a Cassidy Stay, de 15 anos, única sobrevivente de um massacre que dizimou sua família. A mensagem foi enviada dias após a menina de Houston, no Texas, revelar que o bruxo de Hogwarts foi sua inspiração para encarar o luto. O conteúdo da carta não foi divulgado.

O massacre aconteceu no dia 9 de julho. Segundo a polícia, Ronald Lee Haskell, de 33 anos, autor dos disparos, entrou na casa da família de Cassidy, buscando por sua ex-mulher (tia da jovem), e acabou atirando contra os sete integrantes da família. Mesmo ferida, ela conseguiu ligar para a polícia após o atirador sair. Os pais e os quatro irmãos da adolescente morreram. Haskell foi preso no mesmo dia, e seu advogado alegou que ele possui distúrbios mentais.

A jovem, que agora mora com o avô, fingiu estar morta e alertou a polícia sobre o crime ocorrido em sua residência em julho deste ano. Durante o velório da família, Cassidy contou ter tirado de “Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban” a inspiração para buscar forças para enfrentar um momento tão difícil, e leu uma frase dita por Dumbledore no livro: “A felicidade pode ser encontrada até nos tempos mais escuros se alguém se lembrar de ligar a luz.”

Além da carta, assinada pelo mago e diretor de Hogwarts, o pacote enviado por Rowling continha uma varinha mágica, uma carta de aceitação para a escola, a lista de materiais do ano letivo e o terceiro livro da série autografado pela autora. O recebimento da correspondência foi confirmado numa página no Facebook, criada por amigos de Cassidy para realizar um encontro entre Rowling e a jovem.

Segundo o jornal “The Telegraph“, um porta-voz da escritora confirmou que “J.K. Rowling entrou em contato com Cassidy Stay”, mas que “o conteúdo da carta permanece em privado”.

Harry Potter aparece com 34 anos em novo texto de J. K. Rowling

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Postado em seu site, texto é escrito em formato de coluna de fofocas e mostra personagens mais velhos

Na publicação, a colunista do "Profeta Diário" Rita Skeeter aproveita para alfinetar os personagens - Lefteris Pitarakis / AP

Na publicação, a colunista do “Profeta Diário” Rita Skeeter aproveita para alfinetar os personagens – Lefteris Pitarakis / AP

Publicado em O Globo

RIO – Harry Potter está ficando grisalho, Ron Weasley está ficando careca e Hermione Granger se divide entre o trabalho e o cuidado dos filhos. O trio de bruxos mais famoso da literatura reaparece, sete anos após o fim da série de livros sobre eles, em novo texto publicado por J. K. Rowling no site Pottermore.com.

O texto de 1.500 palavras foi publicado hoje no site e é narrado pela colunista de fofoca do mundo dos bruxos, Rita Skeeter, que escreve no jornal “Profeta Diário”. Em formato de notícia de jornal, a história mostra os três personagens na final da Copa do Mundo de Quadribol.

Ácida como nos livros da saga, Rita Skeeter alfineta os personagens em seu relato. Harry Potter aparece com uma cicatriz no queixo, o que a leva a especular que é fruto de seu trabalho como “auror”, uma espécie de polícia do mundo mágico na série de livros. Ele usa seus famosos óculos redondos, o que também é alvo de chacota pela colunista. “Prestes a fazer 34 anos, há mechas grisalhas no cabelo do famoso auror, mas ele continua a usar seus famosos óculos redondos, que muitos podem dizer que cabem melhor a um garoto de 12 anos sem noção de moda”, ironiza Rita.

Gina Weasley, sua mulher, trabalha como repórter no torneio — o que faz Rita questionar se ela tem talento para o jornalismo ou se ser mulher de Harry Potter não lhe abriu algumas portas.

Emma Watson, Rupert Grint e Daniel Radcliffeem cena de ‘Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2’ - Divulgação

Emma Watson, Rupert Grint e Daniel Radcliffeem cena de ‘Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2’ – Divulgação

O texto revela que Ron Weasley, braço direito do bruxo, chegou a trabalhar para o Ministério da Magia, mas deixou o emprego para se dedicar ao ramo de truques de humor junto a seus irmãos. A colunista de fofoca questiona sua saúde mental, depois dos eventos que derrotaram Lorde Voldemort ao fim da saga de livros. “Ele não mostra nenhum sinal de problemas mentais à distância, mas não é permitido ao público se aproximar para fazer uma análise mais detalhadas. Isso é suspeito”, escreve a fofoqueira.

Hermione Granger, mulher de Ron, é mostrada como uma “femme fatale”. Ela trabalha no Departamento de Execução das Leis da Magia e é cotada para ocupar um alto posto na instituição, dado o sucesso de seu trabalho. Mesmo assim, ela cuida de dois filhos, o que faz Rita questionar: “Hermione Granger prova que uma bruxa pode ter tudo? (Não. Olha o cabelo dela.)”

O texto publicado por Rowling faz parte de uma série sobre a Copa do Mundo de Quadribol. O próximo deles será publicado dia 11 de julho e vai mostrar Gina Potter, agora repórter, cobrindo o torneio.

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