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Posts tagged J. K. Rowling

Os livros e escritores mais lidos no mundo

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O americano John Green, do best-seller "A Culpa é das Estrelas". Foto: Justin Tallis/AFP

O americano John Green, do best-seller “A Culpa é das Estrelas”. Foto: Justin Tallis/AFP

 

Nunca se imprimiu tantos livros como nos últimos anos. Os best-sellers mundiais vendem milhões de exemplares e muitos autores são grandes estrelas do mundo da cultura. Mas a popularização da internet, que já abalou jornais, revistas e outros veículos de comunicação, coloca em dúvida o futuro do livro físico

Célio Martins, no Certas Palavras

De cima para baixo: Dan Brown, J.K. Rowling, John Green, Nicholas Sparks e o brasileiro Paulo Coelho.

De cima para baixo: Dan Brown, J.K. Rowling, John Green, Nicholas Sparks e o brasileiro Paulo Coelho.

Quando Miguel de Cervantes conseguiu autorização do rei Felipe II para publicar Dom Quixote de la Mancha, em 1604, a primeira edição teve apenas 300 exemplares. No ano passado, a tiragem inicial do livro A Espiã, do escritor brasileiro Paulo Coelho, foi de 150 mil exemplares só nos Estados Unidos. E a última obra do americano John Green – autor do best-seller A Culpa é das Estrelas – que leva o título nada sugestivo Tartarugas Até Lá Embaixo, será lançado agora em outubro no Brasil com 200 mil exemplares apenas para o público tupiniquim.

A simples comparação evidencia como o livro impresso conquistou leitores e atravessou com firmeza as grandes revoluções na comunicação. Em quase seis séculos desde aquele acontecimento histórico protagonizado por Cervantes, jornais e revistas se popularizaram, veio o telefone, o rádio, a televisão e, mais recentemente, a internet, invento que abalou todas os outros meios de comunicação. Mas o livro impresso seguiu sua jornada (quase) inabalável.

A cada ano surgem grandes “estrelas” do mundo dos chamados best-sellers. Nomes como J.K. Rowling (Harry Potter), J. R. R. Tolkien (O Senhor dos Anéis), Dan Brown (O Código Da Vinci) e Paulo Coelho (O Alquimista) compõem um universo de autores que já venderam mais de 100 milhões de exemplares de suas obras e movimentam centenas de bilhões dólares todos os anos.

Nos dias atuais, no entanto, em que jornais, revistas e outros meios de comunicação buscam novos modelos para se manterem vivos na aldeia digital (termo que deve substituir o famoso conceito de “aldeia global”, criado pelo teórico da comunicação Marshall McLuhan), surge o questionamento inevitável se o livro impresso vai superar essa nova revolução tecnológica. Como não poderia ser diferente em se tratando do futuro de um formato de distribuição de conhecimento, cultura e entretenimento, as previsões são divergentes: de um lado os que acreditam que o livro se perpetuar, independentemente do que vier pela frente; de outro, os que veem o mesmo fim destinado aos outros impressos.

“Muito já se disse sobre o fim do livro impresso, frente à evolução do digital, mas o que aparentemente se desenha não é a extinção de um em função do outro, mas a coexistência das duas plataformas como diferentes experiências de leitura”, diz Danielle Machado, editora executiva da Intrínseca, que tem no seu catálogo campeões de venda como John Green e Walter Isaacson.

Opinião parecida tem o diretor de marketing da Record, Bruno Zolotar, e a diretora de comunicação da Editora Rocco, Cintia Borges. “Você vai numa Bienal do livro e vê uma multidão de jovens comprando livros físicos. O Umberto Eco dizia que o livro físico jamais seria substituído como aconteceu com o cd, por exemplo, porque o livro de papel é uma plataforma perfeita para a leitura”, argumenta Zolotar. “Enquanto a principal característica do mundo digital é a transitoriedade, a sobreposição de informações e conteúdo, o livro é um objeto tangível e de vida longa”, complementa Cintia.

Mas esse otimismo não é compartilhado por gente como o jornalista e escritor paranaense Laurentino Gomes, autor de obras campeãs de venda no país como 1808 e 1822. “No longo prazo, todos os formatos de distribuição que utilizam a plataforma papel vão desaparecer. É uma questão de lógica econômica e ambiental. O livro, mais denso e menos perecível, ainda resistirá um pouco mais de tempo no papel. Mas é só questão de tempo até que livro digital se imponha definitivamente sobre o formato papel”, prevê.

Agatha Christie, um ícone dos best-sellers

Agatha2Na chamada biblioteca de best-sellers, com infindáveis títulos e autores em suas prateleiras, é interessante observar que a onda de escritores dos milhões de exemplares, chamados de comerciais – ou literatura de entretenimento, como preferem classificar muitos literatos para diferenciá-los da ‘alta literatura’ – não começou recentemente.

A campeã e uma das precursoras dessa história é Agatha Christie. O Guiness Book descreve a escritora britânica como a romancista mais bem-sucedida da história da literatura popular mundial em número total de livros vendidos, uma vez que suas obras, juntas, venderam cerca de três bilhões de cópias. Seu maior sucesso, O Caso dos Dez Negrinhos, é de 1939 e bateu os 100 milhões de exemplares.

Outra estrela de maior grandeza desse universo é o norte-americano Sidney Sheldon – o autor de O Outro Lado da Meia-Noite é o escritor mais traduzido do planeta, segundo o Guinness.

Não é só ficção

Além dos autores os quais se pode classificar como de ficção, há escritores de milhões de exemplares em vários outros setores, como religião, ciência, autoajuda, jornalismo, biografias, literatura infantil e até livros para colorir.

Entre os livros mais vendidos no Brasil neste ano, por exemplo, o primeiro colocado – de acordo com levantamento do site publishnews – o primeiro colocado é um livro religioso e o segundo, de autoajuda: Batalha Espiritual – Entre Anjos e Demônios (Editora Petra), do Padre Reginaldo Manzotti, e O Homem mais Inteligente da História (Editora Sextante), de Augusto Cury. Ambos com mais de 100 mil exemplares só neste ano.

Os livros escritos por religiosos, aliás, transformaram-se numa mina de ouro para as editoras. O Padre Marcelo Rossi, por exemplo, fez milagre ao vender mais de 8 milhões de exemplares de Ágape e obter tiragem inicial de 500 mil de Kairós.

No campo da chamada autoajuda, o médico psiquiatra e professor Augusto Jorge Cury superou as fronteiras do Brasil há muito tempo e virou um astro internacional. Seus livros já foram publicados em quase 80 países. Só no Brasil ele vendeu mais de 20 milhões de exemplares, segundo números divulgados pelo site do Grupo Educacional Augusto Cury. Felicidade roubada – um romance psicológico sobre os fantasmas da emoção, é uma de suas obras de grande sucesso.

Alta literatura

O fenômeno das grandes tiragens de livros físicos não se resume aos títulos considerados comerciais ou populares. Obras da chamada alta literatura também exibem números impressionantes.

Além de Dom Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes, citado no início desta reportagem, estão no topo das vendas ainda nos dias atuais obras como Um Conto de Duas Cidades (200 milhões de exemplares), de Charles Dickens, O Pequeno Príncipe (140 milhões), de Antoine de Saint-Exupéry,

Cem Anos de Solidão, Gabriel García Márquez, Lolita, de Vladimir Nabokov, e O Nome da Rosa, de Umberto Eco, esses com mais de 50 milhões de livros vendidos.

A galáxia juvenil

Paula-PimentaNão é de hoje que livros destinados ao público juvenil fazem sucesso. Os autores mais “curtidos” por adolescentes e jovens formam uma galáxia que ajuda a movimentar o grande universo da indústria do livro. Mundialmente, além de J.K. Rowling (Harry Potter), outro dos grandes nomes atuais desse nicho é a norte-americana Meg Cabot. Autora de mais de 70 livros, bateu recordes com a série de onze volumes de O Diário da Princesa.

No Brasil também existem grandes estrelas desse universo. Só para citar um exemplo, uma escritora de grande sucesso no momento é a mineira Paula Pimenta, que esteve em Curitiba na sexta-feira (21) para o lançamento de sua nova obra Minha Vida Fora de Série – 4ª Temporada. Paula ficou conhecida com a série Fazendo Meu Filme e já vendeu mais de 1,5 milhão de exemplares. Seus livros são lidos em Portugal, Espanha, Itália e toda a América Latina.

“Ainda fico surpresa quando vou ao salão de beleza ou à padaria e as pessoas pedem pra tirar foto comigo! Eu achava que essas coisas aconteciam só com os popstars e atores de televisão, e não com escritores”, relata a escritora ao comentar seu sucesso.

Strike | Série baseada nos livros de J.K. Rowling é renovada

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Cesar Gaglioni, no Jovem Nerd

A BBC decidiu renovar Strike, série baseada nos livros de J.K. Rowling (sob o pseudônimo de Robert Gailbraith), para mais uma temporada, que estreia em 2018.

Strike chegou às telinhas britânicas em agosto, adaptando os dois primeiros livros: O Chamado do Cuco e O Bicho da Seda. A terceira temporada vai abordar os acontecimentos de Vocação Para o Mal, terceiro romance da série.

O programa acompanha as investigações de Cormoran Strike, um ex-veterano de guerra que agora atua como detetive particular. Tom Burke (Guerra e Paz) vive o protagonista e Holliday Grainger (Cinderela) interpreta a assistente Robin.

JK Rowling planeja escrever mais dez livros de Cormoran Strike

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Guilherme Cepeda, no Burn Book

Em entrevista ao jornal britânico Daily Mail, J.K. Rowling revelou que pretende lançar mais dez livros da série Cormoran Strike, que escreve sob pseudônimo de Robert Galbraith.

Junto à autora, Tom Burke e Holliday Grainger, que interpretam Comoram Strike e Robin Ellacott na adaptação televisiva, também participaram da reportagem. Rowling, que logo aprovou Tom Burke para representar Cormoran, contou o que disse a ele quando se conheceram:

“Bem, espero que você goste de interpretar esse personagem, porque eu acho que tenho pelo menos mais dez livros em mente – então você pode ficar preso por alguns anos aqui. […] Era muito importante para mim ter os atores certos na frente das câmeras e fora delas, pois isso pode se estender por muito tempo. Eu realmente amo escrever esses livros”.

Segundo os atores, Rowling contribuiu com ideias nas filmagens e se manteve ativa no roteiro, além de contar para a equipe o que acontecerá no quarto livro da série, Lethal White (“Branco Letal”, em tradução literal), que deve ser lançado em breve.

A adaptação de O Chamado do Cuco estreará na BBC1 no dia 27 de agosto e terá três episódios de 90 minutos. O Bicho-da-seda está sendo adaptado em dois episódios, e o terceiro livro da série, Vocação para o Mal, ainda será adaptado.

Harry Potter completa 37 anos e fãs parabenizam o famoso bruxinho nas redes sociais

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Harry Potter, personagem na série de filmes baseados nos livros de J.K.Rowling. (Foto: Divulgação)

Harry Potter, personagem na série de filmes baseados nos livros de J.K.Rowling. (Foto: Divulgação)

 

J. K. Rowling, autora da saga, também recebeu os parabéns dos internautas por seus 52 anos.

Publicado no G1

Harry Potter completa nesta segunda-feira (31) 37 anos. E os fãs o famoso bruxinho usaram as redes sociais para parabenizar a nova idade do personagem, postando mensagens em texto e GIFs.

Quem também recebeu os parabéns foi J. K. Rowling. Criadora de Harry Potter, a escritora completa 52 anos nesta segunda-feira (31).

Na última semana, quem soprou as velinhas foi Daniel Radcliffe. O ator, que viveu Harry Potter nos cinemas, completou 28 anos no dia 23 de julho.

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Trump bloqueia Stephen King no Twitter e escritor ironiza

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O autor Stephen King - Arquivo

O autor Stephen King – Arquivo

‘Fui bloqueado de ler seus tuítes. Talvez eu tenha que me matar’, disse ele

Publicado em O Globo

RIO — O escritor Stephen King, de clássicos como “O iluminado” e “It”, anunciou nesta terça-feira que foi bloqueado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Twitter — rede social intensamente usada pelo político mesmo após ser eleito para um dos cargos mais importantes do mundo.

“Trump me bloqueou de ler seus tuítes. Talvez eu tenha que me matar”, ironizou King. De uns tempos para cá, o autor vem fazendo diversas críticas a Trump no Twitter. Em outubro, antes das eleições, por exemplo, ele publicou: “Escrevi minha nova história de terror: era uma vez um homem chamado Donald Trump, e ele concorreu à presidência. Algumas pessoas queriam que ele ganhasse”.

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Nas últimas semanas, porém, King intensificou a postura. “Logo quando você pensa que Trump não pode fazer nada mais estúpido do que contrabandear armas para os sauditas, ele deixa o Acordo de Paris” e “Nosso presidente idiota parece ter confundido o que é ‘politicamente correto’ com o que é ‘inconstitucional” são alguns dos exemplos. O último, que parece ter sido a ponta do iceberg para Trump, foi: “O gabinete de Trump oferece curso de pós-graduação em puxa-saquice”.

Após a descoberta, King recebeu o apoio de outros críticos de Trump, como a também escritora J.K. Rowling, da saga “Harry Potter”, que disse: “Eu ainda tenho acesso (ao Twitter de Trump). Vou mandar uma mensagem direta a ele para você”. A produtora e roteirista Melissa Jo Peltier fez coro: “Parabéns, senhor. Provavelmente ele é a única pessoa no mundo livre que não sabe quem é você, já que ele não lê”.

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Um outro usuário da rede social, identificado como @nycsouthpaw, lembrou que o presidente dos Estados Unidos bloqueou um vencedor da Medalha Nacional das Artes — honraria recebida por King em 2014, durante o último mandato de Barack Obama.

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