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Posts tagged J. K. Rowling

J.K. Rowling confirma segundo livro de seu alter ego

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Escritora de Harry Potter lançou obra com pseudônimo Robert Galbraith

Publicado no Correio do Povo

J.K. Rowling confirma segundo livro de seu alter ego<br /><b>Crédito: </b> AFP / CP

J.K. Rowling confirma segundo livro de seu alter ego
Crédito: AFP / CP

A escritora J.K. Rowling confirmou que terminou o segundo livro que assinará pelo pseudônimo Robert Galbraith. Será a continuação de “The Cuckoo’s Calling” e deverá ser lançada no ano que vem. As vendas do livro dispararam no início do mês, quando Rowling revelou que é ela a autora de fato do livro. O crescimento comercial foi de 41.000 %, segundo a Nielsen BookScan.

Rowling, que vendeu mais de 450 milhões de cópias dos livros de Harry Potter, foi acusada de planejar a revelação da autoria do novo livro como um golpe publicitário, mas ela insiste que queria que sua autoria tivesse permanecido em segredo.

“Se alguém tivesse visto os planos mirabolantes que elaborei para esconder minha identidade, perceberia que eu não queria ser descoberta”, escreveu a autora de 47 anos. Ela contou como passou os dias trabalhando na assinatura de Galbraith. “Minha assinatura para Robert Galbraith é peculiar e consistente. Gastei uma semana inteira praticando até ter certeza de como seria”, disse.

A empresa britânica Russells pediu desculpas após descobrir que um de seus colaboradores foi quem revelou o segredo. O homem contou a identidade real de Galbraith à melhor amiga da mulher, mas teria “pedido sigilo”.

Porém, Rowling disse que Galbraith não precisou de sua ajuda – suas vendas iniciais teriam sido favoráveis em comparação com o sucesso de J.K. Rowling no começo da carreira. Duas emissoras de TV já tinham se interessado em adaptar o romance aclamado pela crítica, mesmo antes de a autoria real ter sido revelada, acrescentou Rowling.

Galbraith foi descrito originalmente pela editora como um ex-integrante da Polícia Militar Real, que vinha trabalhando na indústria de segurança civil desde a década passada.

Essa descrição serviu como uma “boa justificativa para não aparecer em público ou fornecer uma fotografia”, explicou Rowling. A autora disse, ainda, que escolheu o primeiro nome do pseudônimo por causa do seu herói: Robert F. Kennedy, o ex-presidente americano assassinado em 1968. O sobrenome, porém, foi escolhido por uma razão mais aleatória: “Quando era criança, eu queria muito ser chamada de ‘Ella Galbraith’ e eu não tenho a menor ideia do porquê”, afirmou.

Rowling disse, ainda, que escreveu escondida por esse pseudônimo porque, por ser uma das autoras mais famosas do mundo, queria trabalhar “sem exageros ou expectativas para receber um retorno totalmente verdadeiro em relação ao trabalho”. Seu primeiro romance para adultos, “Morte súbita”, foi publicado ano passado e dividiu opiniões. As expectativas foram muito altas devido ao enorme sucesso dos sete livros da saga Harry Potter, que viraram filmes de Hollywood e fizeram de Rowling uma mulher multimilionária.

 

J. K. Rowling, Stephen King e outros anônimos

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Por que alguns escritores de sucesso decidem usar pseudônimos e fugir da fama ?

Danilo Venticinque na revista Época

Nem Dan Brown, nem E. L. James: a sensação do mercado editorial é o estreante Robert Galbraith, autor de um romance policial muito elogiado.

Se você não o conhece, fique tranquilo. Robert Galbraith não existe. O escritor é um pseudônimo de J. K. Rowling, autora da série Harry Potter. O segredo, mantido desde o lançamento do romance The cuckoo’s calling por Galbraith, foi desvendado pelo jornal Sunday Times depois que um repórter recebeu uma dica anônima pelo Twitter. Análises linguísticas feitas por computadores mostraram grandes semelhanças entre os estilos de Rowling e Galbraith. Os dois também tinham o mesmo agente e o mesmo editor. No último domingo (14), Rowling admitiu que era a verdadeira autora do livro. “Eu esperava manter esse segredo por mais tempo, porque ser Robert Galbraith foi uma experiência libertadora”, disse Rowling.

Num mercado em que milhares de anônimos buscam a fama, o que leva a autora mais popular do mundo a buscar o anonimato?

Observar as reações ao lançamento de Morte súbita, o primeiro romance adulto de Rowling, pode ser um bom ponto de partida para ensaiar uma resposta a essa pergunta. Lançado em setembro do ano passado, o livro foi recebido com uma reação morna da crítica e dos leitores. Foram raras as resenhas, profissionais ou amadoras, que não o compararam à obra anterior da autora. O maior defeito de Morte súbita era não ser Harry Potter. Qualquer texto adulto que a autora escrevesse, dali em diante, ficaria à sombra do maior sucesso infantojuvenil de todos os tempos.

Aos 47 anos, J. K. Rowling poderia dedicar o resto de sua vida a espremer Harry Potter até a última gota, mesmo depois de ter dado à história o final que desejava. Muitos escritores fazem isso com séries de sucesso, o que é péssimo para os fãs, para os personagens e para o próprio autor. A decisão de escrever novos livros, em gêneros diferentes, é uma demonstração de respeito de Rowling à sua obra e a seus leitores. Recomeçar a carreira, com outro nome, é uma tentativa de permitir que seus novos romances não sofram com comparações despropositadas. Quando uma obra se torna maior do que o próprio autor, o autor tem o direito de se recriar.

Os autores e suas máscaras

Escrever sob um pseudônimo é uma prática comum. Alguns autores o fazem sem esconder sua identidade. Fãs do irlandês John Banville sabem que ele assina romances policiais como Benjamin Black. A best-seller Nora Roberts adota o pseudônimo J. D. Robb para suas histórias de suspense. Algumas capas de livros estampam os dizeres “Nora Roberts escrevendo como J. D. Robb”, para não deixar dúvidas sobre a autoria. Nesses casos, o pseudônimo serve apenas para que o leitor saiba que lerá algo de um gênero diferente daquele ao que o autor costuma se dedicar. Seguindo essa tradição, não é anormal que uma autora infantojuvenil de sucesso decida usar um novo nome para escrever um romance policial.

(mais…)

Autora da saga ‘Harry Potter’ publica livro de suspense usando pseudônimo

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Publicado por Folha de S.Paulo

A escritora britânica J. K. Rowling, autora das bem-sucedidas histórias do bruxo Harry Potter, escreveu em segredo um suspense sob o pseudônimo de Robert Galbraith, segundo revela neste domingo (14) o jornal “The Sunday Times”.

Trata-se de “The Cuckoo’s Calling”, um livro publicado em abril e que relata a história de um ex-combatente que responde ao nome de Cormoran Strike e que se transforma em detetive privado.

Desde sua publicação, Rowling vendeu 1.500 cópias, mas o segredo foi descoberto depois que o “Sunday Times” se perguntou como podia ser que um autor que publicava pela primeira vez pudesse conseguir uma resposta tão imediata.

J.K. Rowling, autora da série "Harry Potter"  / Carlo Allegri/Reuters

J.K. Rowling, autora da série “Harry Potter” / Carlo Allegri/Reuters

“Eu esperava guardar este segredo durante um tempo mais porque ser Robert Galbraith foi uma experiência libertadora”, disse a autora em declarações que publica o jornal.

“Foi maravilhoso publicar sem expectativa e por puro prazer para obter uma resposta com um nome diferente”, acrescentou.

Uma das pistas que levaram a descobri-la é que Rowling e Galbraith compartilhavam o mesmo agente e a mesma editora.

O livro foi publicado pela Sphere, parte do grupo editorial Little, Brown Book Group, que lançou no ano passado seu primeiro romance para adultos “The Casual Vacancy”.

Rowling publicou esse livro 15 anos depois de lançar o primeiro episódio da saga de Harry Potter, traduzida para 73 idiomas e da qual vendeu 450 milhões de cópias em mais de 200 países.

Livro raro de Harry Potter é leiloado por R$ 460 mil

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Publicado no RFI

O ator Daniel Radcliffe, que interpretou o personagem Harry Potter no cinema.

O ator Daniel Radcliffe, que interpretou o personagem Harry Potter no cinema.
REUTERS/Jaap Buitendijk/Warner Bros

Um exemplar raro do primeiro livro da saga de Harry Potter foi arrematado por 460 mil reais num leilão beneficente da tradicional casa Sotheby`s, em Londres. Com o título original de “Harry Potter e a Pedra Filosofal” a publicação, de 1997, traz 43 páginas de comentários da escritora J.K. Rowling, além de 22 ilustrações da autora.

 

A raridade editorial fazia parte de um lote de originais com anotações de 50 escritores contemporâneos da Grã-Bretanha. Este foi o preço mais alto pago por uma obra impressa de J.K. Rowling e também atingiu o preço recorde para um livro escrito por um autor britânico.

O comprador que arrematou a obra participou do leilão por telefone e que não quis se identificar. Os sete livros da série Harry Potter foram traduzidos em 70 idiomas e já venderam mais de 450 milhões de exemplares.

Banidos, proibidos e queimados na fogueira

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Publicado por Rolling Stone Brasil

1Não precisa de nenhum grau de clarividência para adivinhar que uma trilogia de apelo jovem que fala de sadomasoquismo e bate recordes de venda, no mínimo, levantaria sobrancelhas em semblantes mais conservadores. De fato, Cinquenta Tons de Cinza, da escritora britânica E L James, está dando o que falar. Os livros contam a história de um relacionamento de submissão/domínio entre uma estudante e um bilionário. Grupos de diversos lugares já se manifestaram contra a obra, e uma entidade de auxílio às mulheres que ajuda vítimas de violência doméstica anunciou uma queima de exemplares da obra no dia 5 de novembro.

Mas não são só livros de conteúdo sexual que foram banidos, proibidos, queimados e repudiados pela sociedade. Bruxaria, crítica religiosa, comportamento subversivo e outros temas (além do uso de expressões chulas, mesmo que dentro de um contexto) também já foram vítimas de censura, que armam fogueiras para os títulos, proíbem a existência deles nas bibliotecas públicas e condenam as escolas que incentivam sua leitura. Foram dezenas e dezenas de casos. Relembre alguns mais emblemáticos e que comece a caça às bruxas!

 

 

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Saga Harry Potter, de J. K. Rowling – Livros que envolvem bruxaria enfrentam preconceito e não é pouco. Os religiosos mais fervorosos, que colocam no mesmo balaio os feitiços de Hermione e rituais que sacrificam recém-nascidos, caem em cima. E a regra é, quanto mais o sucesso literário, mais intensa é a caçada a ele, de forma que a American Library Association (Associação Americana de Bibliotecas) divulgou uma lista com os livros mais banidos do século e a série de Rowling estava em primeiro lugar.

 

 

 

 

 

 

 

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Ratos e Homens, de John Steinbeck – O clássico de 1937, escrito pelo autor vencedor do Nobel John Steinbeck, conta a história trágica de George Milton e Lennie Small, dois homens simples e deslocados que migram de um lugar para o outro atrás de trabalho na área rural. A história se passa na Califórnia durante a Grande Depressão. A obra faz parte da lista de leituras obrigatórias de muitas escolas, mas desde aquela época é alvo frequente de censores, que repudiam a vulgaridade e a linguagem racial ofensiva do texto. A acusação principal é de que o livro promove a eutanásia (sem detalhes para não fazer spoiler). Foram 54 objeções ao título desde que ele foi publicado.

 

 

 

 

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As Aventuras de Huckleberry Finn, de Mark Twain – O livro saiu no Canadá, Reino Unido e Estados Unidos em 1885. Desde então, os norte-americanos encrencam com ele. Foi banido de muitas bibliotecas, recebendo críticas a respeito de como a linguagem era chula, obscena e, em geral, muito deselegante. Fosse hoje em dia, essa crítica viraria meme. Seu “livro-irmão” As Aventuras de Tom Sawyer passou pelos mesmos apuros.

 

 

 

 

 

 

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O Apanhador no Campo de Centeio, de JD Salinger – Poucos livros trazem histórias tão curiosas em seus bastidores como esse, cujo autor se tornou notoriamente recluso posteriormente (e até o fim da vida), que nunca pôde virar filme e foi acusado até de ter tido influência no assassinato de John Lennon. Retratando a angústia juvenil de forma única, foi publicado em 1951 e sofreu críticas logo de cara. Entre 1961 e 1982, foi o livro mais censurado em escolas e bibliotecas em todos os Estados Unidos. Em 1960, uma professora foi demitida por dar o livro como leitura de classe, gerando comoção – ela foi recontratada, posteriormente. Em 1981, foi tanto o livro mais censurado, quanto o segundo título sobre o qual mais se deu aulas nas escolas públicas norte-americanas. Ele figura constatemente na lista anual da American Library Association até hoje. Os protestos dizem respeito, na maior parte, à linguagem vulgar usada pelo protagonista, Holden Caufield, referências sexuais, palavrões e o questionamento de códigos morais e valores familiares, bem como o “encorajamento da rebeldia” e o incentivo ao mundo de bebidas, cigarro, promiscuidade etc. A perseguição chegou a causar o efeito contrário – havia listas de espera para pegar o livro emprestado, em alguns momentos da história.

Um elemento que não ajudou a causa do livro foi quando Mark David Chapman, o assassino de John Lennon, foi preso logo após o crime e tinha com ele uma cópia da obra de Salinger. Robert John Bardo, que perseguiu e matou a atriz Rebecca Schaeffer, e John Hinckley, Jr., que atentou contra a vida de Ronald Reagan, também eram grandes fãs do romance.

 

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Crepúsculo, de Stephenie Meyer – Se os bruxinhos teen caíram nas garras da proibição, que chances tinham as criaturas mortas e chupadoras de sangue de escaparem ilesas? Os “problemas” com a saga, de acordo com a ALA, giram em torno dos mesmos tópicos de sempre: “explícito sexualmente” e “inapropriado para a idade do público alvo”. Os livros aparecem na lista da ALA desde que o primeiro volume chegou ao mercado mas, curiosamente, nenhuma das obras da saga está no ranking mais recente, de 2011.

 

 

 

 

 

 

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Lolita, de Vladimir Nabokov – Sexo? Sim. Incesto? Sim. Menor de idade com apelo sexual? Sim. O autor russo caprichou nos conteúdos socialmente proibidos em seu livro mais conhecido. Tanto que ele nem estava conseguindo publicar a obra na Rússia. Encontrou uma editora na França que topou o desafio, em 1955. A obra foi logo considerada pornografia pura. Ainda assim, se espalhou pela Europa e alcançou os Estados Unidos três anos depois. Em cada país que chegava, sofria algum tipo de censura.

 

 

 

 

 

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Catch-22, de Joseph Heller – O romance satírico se passa no final da Segunda Guerra Mundial. Ele começou a escrevê-lo em 1953, mas a obra só foi publicada oito anos depois. A expressão “Catch-22” entrou para a cultura pop, posteriormente, como sinônimo de uma “situação problemática para qual a única solução é negada pelas circunstâncias inerentes ao problema ou por alguma regra”. Mal traduzindo e simplificando, é um belo de um beco sem saída. A primeira grande razão para ele ter sido banido foi o uso constante da palavra “puta” para se referir às mulheres.

 

 

 

 

 

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Versos Satânicos, de Salman Rushdie – A obra literária do escritor britânico de origem indiana Salman Rushdie saiu em 1988, retrata uma versão dele do Islã e faz críticas veladas a várias religiões. O autor foi acusado de “abusar da liberdade de expressão”, foi jurado de morte em fevereiro de 1989 em uma fatwa (edito religioso) do aiatolá Khomeini, dirigente espiritual do Irã. Rushdie acabou vivendo dez anos na clandestinidade.

 

 

 

 

 

 

 

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Por favor Não Matem a Cotovia, de Harper Lee – Publicado em 1960, foi inicialmente contestado em 1977 (e temporariamente banido) por causa do uso das palavras “maldito” e “mulher puta”. Depois disso, foram mais dezenas de contestações de bibliotecas e escolas, tanto por causa de expressões específicas, quanto por causa do conteúdo. Retratando um acontecimento marcante em uma cidade sulista na década de 30, o livro de fato traz um retrato doloroso do racismo e muitas das expressões usadas não são nada politicamente corretas. Mas fazem parte do retrato que a autora pinta de uma sociedade terrivelmente imbuída de preconceito.

 

 

 

 

dica do João Marcos

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