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Autor de O Hobbit vai ganhar cinebiografia com direito a batalhas da 1ª Guerra Mundial

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Marcel Plasse, no Pipoca Moderna

Depois do sucesso das trilogias “O Senhor dos Anéis” e “O Hobbit”, é a vez do autor das duas obras, o escritor britânico J.R.R. Tolkien (1892-1973), ganhar seu próprio filme. Segundo o site The Hollywood Reporter, o diretor James Strong, que dirigiu episódios das séries “Doctor Who”, “Broadchurch” e “Downton Abbey”, foi contratado para comandar o longa pelos produtores Robert Shaye e Michael Lynne, responsáveis pelos três “O Senhor dos Anéis”.

Intitulado “Middle Earth” (Terra Média), o filme foi roteirizado por Angus Fletcher (“S.E.R.E.”), que pesquisou o material por seis anos. Segundo o site, a trama irá se concentrar no período em que Tolkin lutou na 1ª Guerra Mundial (1914-1918), abordando sua inspiração nas batalhas para escrever “O Hobbit”, seu clássico livro infantil de 1937, e posteriormente a trilogia dos anéis, em 1954.

J.R.R. Tolkien

J.R.R. Tolkien

Foi nesta época que começou sua famosa amizade com C.S. Lewis (1898-1963), autor dos livros de “As Crônicas de Nárnia”. O subtenente Tolkien conheceu o soldado Lewis, de 18 anos, nas trincheiras da famosa Batalha de Somme, na região do Rio Somme, na França, que durou mais de quatro meses, de 1º de julho a 14 de novembro de 1916, e é considerada uma das batalhas mais sangrentas da história. Por curiosidade, do outro lado do conflito, servindo no exército do Kaiser, estava outro jovem que se tornaria famoso, Adolf Hitler.

O projeto ainda está em fase de desenvolvimento e não está claro qual é o envolvimento dos herdeiros de Tolkien com a produção. Nos últimos anos, eles têm se mostrado bastante reservados e críticos em relação aos produtos derivados da obra do escritor.

Livro inédito de J.R.R.Tolkien será publicado em 2017

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Lorena Ávila, na Cabana do Leitor

O Mestre J.R.R.Tolkien, autor de alguns dos livros de fantasia mais importantes do mundo como O Senhor dos Anéis e O Hobbit, terá mais uma obra inédita publicada, com lançamento previsto nos EUA para maio de 2017. Beren and Lúthien, traz a história emocionante de amor entre a imortal elfa Lúthien e o mortal humano Beren; o romance se passa na Primeira Era e é de total relevância nos acontecimentos da Terra Média que envolve todas as Eras. A obra será editada e compilada por Christopher Tolkien, responsável por todos os escritos de seu pai desde sua morte, e ilustrada por Alan Lee.

Partes dessa belíssima lenda foi relatada em versos de canções, poemas e compõe um dos capítulos mais importantes do livro O Silmarillion, também faz parte de alguns livros da coleção “The History of Middle Earth” (que contém 12 volumes, ainda não publicados no Brasil) no qual ganhou algumas versões. Essa é uma das narrativas mais famosas, cativante e emocionante do autor, sendo também relembrada pelos personagens do Universo, como Aragorn.

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O escritor J.R.R.Tolkien se inspirou em um de seus encontros marcantes com a sua esposa Edith Bratt, criando algo tão profundamente importante para si que durante a vida nutriu o desejo de ter os nomes “Beren & Lúthien” talhado em suas lápides.

Confira um trecho retirado da Canção da Despedida, composta por Beren em uma das partes da história:

“Lúthien Tinúviel

mais bela do que pode dizer a língua dos mortais.

Mesmo que o mundo caia em ruínas

que se dissolva e seja lançado de volta

desfeito no caos primordial,

ainda assim foi boa a sua criação…

o anoitecer, o amanhecer, a terra, o mar…

para que Lúthien por um tempo existisse.”

Revisado por: Bruna Vieira.

Os incríveis desenhos de J.R.R. Tolkien

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Luciana Galastri, na Galileu

Ao falarmos de Tolkien e desenhos, você provavelmente lembrará dos belos mapas da Terra Média que acompanham as edições de O Hobbit e O Senhor dos Anéis. Mas a habilidade do ‘pai’ de Frodo e Bilbo com as artes visuais não se limita à cartografia. Usando técnicas variadas, o escritor ilustrou vários de seus escritos. Há desenhos da Montanha da Perdição, do Olho de Sauron e até do momento em que Bilbo escapa dos elfos da floresta em barris.

O livro J.R.R. Tolkien: Artist and Illustrator, ainda sem edição no Brasil, traz mais de 200 dessas obras, desde rascunhos até pinturas mais complexas. Confira algumas de nossas preferidas:

 

 

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Smaug (Foto: Reprodução)

 

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O portão de Mordor (Foto: Reprodução)

 

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Bilbo escapa dos elfos (Foto: Reprodução)

 

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O banquete dos trolls (Foto: Reprodução)

 

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Luar em um bosque (Foto: Reprodução)

Conto resgata os primórdios da escrita de J.R.R. Tolkien

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Ilustração feita por Tolkien representa Kullervo, personagem adaptado de uma narrativa finlandesa

Ilustração feita por Tolkien representa Kullervo, personagem adaptado de uma narrativa finlandesa

 

Debora Rezende, no A Tarde

O hobby de J.R.R. Tolkien era criar idiomas. Conhecido pelo seu dinamismo como professor em Oxford, o linguista tinha como especialidades inglês e nórdico antigo, estudou grego, latim, finlandês e, não satisfeito, brincava com sons, letras e formas para fundar novas línguas, passatempo que serviu como base para criar um verdadeiro universo.

Hoje, mesmo depois de mais de 40 anos da morte do escritor da épica trilogia O Senhor dos Anéis, ainda são encontrados novos escritos. Nas tramas, mais do que uma estética característica, Tolkien desenvolve um mundo, com direito a fauna, flora e, é claro, idiomas específicos.

As habilidades criativas do escritor, muito antes de O Hobbit, de 1937, e O Senhor dos Anéis, da década de 1950, foram experimentadas no conto A História de Kullervo, adaptado por ele da mitologia finlandesa no ano de 1914.

Organizado e com comentários de Verlyn Flieger e traduzida por Ronald Kyrmse, a obra é lançamento da editora Wmf Martins Fontes, mesma responsável pela publicação dos demais livros do autor no Brasil, e apresenta um de seus personagens mais trágicos.

Primeiro conto

O cenário de A História de Kullervo não se relaciona com a mitologia pela qual J.R.R. Tolkien se consagrou. “É uma reescrita de uma lenda finlandesa. Praticamente a primeira ficção grande que escreveu”, explica Ronald Kyrmse, tradutor desta e das demais publicações relacionadas ao autor no Brasil.

A trama gira em torno de um protagonista, o Kullervo, órfão e com a vida marcada por tragédias – seu tio assassinou o pai, foi escravizado e, sem saber, praticou incesto.

A obra, segundo Kyrmse, foi uma escola para que ele desenvolvesse estilo próprio. De fato, o Kullervo de Tolkien serviu como base para o também infeliz Túrin Turambar, personagem de Os Filhos de Húrin.

A nova edição de A História de Kullervo traz uma completude maior em relação às anteriores graças às observações de Verlyn Fliger e das notas de tradução do próprio Kyrmse, que guiam o leitor pelos dramas do conto. O que fica, para além do problemático protagonista, é um quê da estética fantástica do autor.

Mitologia tolkieniana

Nascido na África do Sul e criado na Inglaterra, Tolkien fincou sua marca na literatura fantástica. “Ele deve ter sido o primeiro autor de fantasia que criou um mundo tão complexo. Costumo dizer que atentou para muitos detalhes: os povos, idiomas, geografia, clima. Tem milênios de histórias contadas por ele nas suas várias obras”, esclarece Kyrmse.

O trabalho de John Ronald Reuel Tolkien vai muito além da trilogia O Senhor dos Anéis. A dimensão das suas criações alcançou a esfera de mais de 30 idiomas, e até seus rascunhos foram transformados em obras após sua morte.

“A dedicação de uma vida toda”, lembra Kyrmse, que conheceu os escritos de Tolkien na década de 1980, quando ainda não havia edições brasileiras para os livros e, posteriormente, foi convidado pela editora a atuar como consultor e tradutor dos livros. “Muita gente que escreveu ficção fantástica depois dele bebeu nessa fonte do Tolkien”.

“Tolkien criou toda uma família de línguas élficas, cada uma com a sua característica especial”, reflete o tradutor. Segundo ele, O Senhor dos Anéis foi escrito para que os elfos tivessem um ambiente no qual falar seu idioma.

O conhecimento de Kyrmse sobre o universo do escritor – gerado depois de dezenas de leituras – resultou no seu próprio livro, Explicando Tolkien (Wmf Martins Fontes, 2003), em que ele esclarece dúvidas comuns sobre o universo mitológico da Terra-Média.

10 dicas de J.R.R. Tolkien para escritores

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FOTO: Reprodução

Isabela Zamboni, no Resenhas à La Carte

Você é fã de J.R.R. Tolkien? Ama Senhor dos Anéis? Sonha em escrever um livro tão incrível quanto os que ele escrevia? Então confira essas dicas para escritores, encontradas em antigas cartas do autor:

1. Vaidade é inútil

Buscar o que é popular ou o que está na moda nem sempre funciona, principalmente se você quer oferecer algo “a mais” para seus leitores. Como um escritor, quando você escreve sua própria história, você deve gostar daquilo que está escrevendo, já que escrever é uma das melhores formas de expressar seus pensamentos.

2. Continue escrevendo, mesmo passando por dificuldades

Tolkien demorou 7 anos para terminar O Hobbit. Nesse meio tempo, ele batalhou contra uma doença que adquiriu na guerra, além de ter obrigações e problemas pessoais para resolver. Isso só serve para mostrar que, não importa quão difícil é a estrada, apenas continue em frente.

3. Escute críticos em que você confia

Nem o mais aclamado escritor conseguiu criar um trabalho perfeito a primeira vez que termina uma obra. Se os críticos em que você confia dizem que é possível melhorar, você deve escutá-los. Continue aprendendo e melhorando.

4. Deixe seus interesses conduzirem sua escrita

Tolkien era muito fã de aprender línguas; Você pode combinar uma outra paixão e interesse à escrita. Se você gosta de temas como dança ou música, você sempre pode integrá-los em suas histórias.

5. Poesia pode levar a uma ótima prosa

Algo que você vai notar ao ler os livros de Tolkien é que algumas partes são em forma de poemas. Se ele não conseguia se expressar em prosa, ele escrevia em versos. Mesmo que seja um romance, poemas podem levar a grandes prosas.

FOTO: Reprodução

FOTO: Reprodução

6. Surpresa boa

Muitas vezes as melhores coisas acontecem quando você menos espera. Isso traz empolgação para seus leitores e também faz com que o material pareça mais espontâneo.

7. Sonhos nos trazem inspirações

Todo escritor sonha em ter seu livro publicado. Seja literalmente um sonho, que entra na sua mente enquanto você dorme, ou o tipo de sonho que você deseja alcançar, você pode usar isso como inspiração para persistir e continuar escrevendo.

8. Pessoas reais servem para criar ótimos personagens

Tolkien observava bastante as pessoas no cotidiano, que mais tarde se tornaram parte de seus livros. Pessoas reais trazem emoções reais e fazem coisas incríveis.

9. Você pode ser o próximo autor best-seller

Tolkien se surpreendeu quando seu livro O Hobbit virou um hit logo de primeira. Ele considerou como uma surpresa boa. Como escritor, você será rejeitado algumas vezes. Mas você nunca sabe, pode ser que você se torne um autor best-seller!

10. Não ache seu trabalho banal

Muitas vezes, podemos achar difícil gostar do nosso próprio trabalho. Mas lembre-se que os leitores variam suas percepções e interpretações a respeito do seu livro: alguns podem achar seu texto dramático demais, enquanto outros podem amar sua escrita. Apenas coloque seu coração e mente em cada palavra que escrever.

Fonte: Essay Mama (Tradução livre / Resenhas à la Carte)

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