Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Jack Nicholson

Stephen King diz estar nervoso com continuação de ‘O Iluminado’

0

Escritor conta que não gostou de adaptação para o cinema do primeiro romance e afirma que leitores estão mais difíceis de assustar.

Publicado no G1

Stephen King admitiu estar nervoso sobre a reação para seu próximo livro, uma continuação do romance de horror O Iluminado, de 1977.

Stephen King diz estar nervoso com continuação de 'O Iluminado' (Foto: BBC)Stephen King diz estar nervoso com continuação de ‘O Iluminado’ (Foto: BBC)

Em entrevista à BBC, o escritor americano disse esperar que 95% das resenhas sobre o livro Doctor Sleep (ainda sem título em português) sejam uma comparação com a obra anterior.

‘Você se depara com essa comparação e é natural que ela te deixe nervoso, porque muitas águas já passaram sob a ponte (desde o primeiro livro). Sou um homem diferente’, afirmou.

Ele disse ainda que visita sites sobre literatura na internet para saber o que os fãs estão dizendo sobre o livro mesmo antes do lançamento.

Aos 65 anos, o veterano da literatura de suspense acredita que a qualidade de seus livros aumentou desde que escreveu O Iluminado, quando tinha 28 anos.

‘O que muitas pessoas estão dizendo é ‘okay, eu devo ler (Doctor Sleep), mas não vai ser tão bom quanto O Iluminado’. Mas eu sou otimista e quero que elas mudem de opinião ao terminarem de ler. O que quero realmente é que achem melhor que O Iluminado.’

Filme ‘frio’

O autor também afirma que não gostou da versão do diretor Stanley Kubrick para O Iluminado, uma das adaptações mais famosas de seus livros para o cinema.

‘(O filme) É muito frio. Eu não sou uma pessoa fria. Acho que uma das coisas que as pessoas gostam nos meus livros é que há uma proximidade, algo que diz ao leitor ‘quero que você seja parte disso”, disse.

‘E com O Iluminado de Kubrick era como (os personagens) fossem formigas em uma fazenda, pequenos insetos fazendo coisas interessantes.’

Durante a entrevista, ele também fez críticas às performances de Jack Nicholson, que interpreta Jack Torrance, e Shelley Duvall, que interpretou sua esposa Wendy.

‘O Jack Torrance do filme parece louco desde o início. Eu tinha visto todos os filmes de motoqueiro de Jack Nicholson nos anos 60 e achei que ele estava só trazendo de volta o personagem’, afirmou.

‘Já Shelley Duvall como Wendy é um dos personagens mais misóginos já colocados em um filme. Ela basicamente está lá para gritar e ser burra, e essa não é a mulher sobre a qual eu escrevi.’

O escritor revelou que o personagem de Jack Torrance é o mais autobiográfico que ele já escreveu.

‘Quando eu escrevi o livro eu estava bebendo muito. Eu não me enxergava como um alcoólatra, mas os alcoólatras nunca se enxergam assim. Então eu o via como um personagem heroico que estava lutando sozinho contra seus demônios, como os ‘homens americanos fortes’ devem fazer.’

Assustar ficou mais difícil

Em entrevista ao editor de artes da BBC Will Gompertz, King disse ter receio de que as pessoas que leram ainda jovens sua primeira história sobre a família Torrance no Hotel Overlook tenham as mesmas expectativas com Doctor Sleep.

‘Acho que as pessoas liam aqueles livros sob as cobertas com lanternas quando elas tinham 12, 14 anos de idade e por isso tinham medo. Meu receio é que elas voltem esperando se assustar novamente como naquela época, e isso simplesmente não acontece. Eu quis escrever um livro mais adulto’, diz.

Para ele, é mais difícil assustar os leitores hoje, porque ‘eles estão mais espertos a respeito dos truques que os escritores e cineastas usam para provocar sustos’.

No entanto, o autor ainda acredita ser possível assustar as pessoas ‘de um jeito honrado, se elas se importam com os personagens’.

‘Quero que o público se apaixone por esses personagens e se importe com eles. E isso cria o suspense de que se precisa. O amor cria o horror.’

O novo livro começa um ano depois que o hotel Overlook, onde a família Torrance se hospeda, é destruído e mostra o crescimento do garoto, Danny Torrence.

‘As pessoas me perguntavam o que aconteceu com o garoto de O Iluminado. Eu fiquei curioso sobre o que aconteceria com ele, porque ele era realmente um filho de uma família disfuncional.’

Já adulto, Danny trabalha como enfermeiro em uma casa de repouso, que usa suas habilidades psíquicas para ajudar pessoas que estão morrendo a passarem deste mundo para o próximo, de acordo com o autor.

Ele conhece uma menina que tem as mesmas habilidades e é perseguida por ‘vampiros psíquicos’, que vivem da essência de crianças como ela.

 

Em livro, vítima perdoa Roman Polanski

0

Violentada pelo cineasta quando tinha 13 anos, Samantha Geimer, aos 50, lançou memórias anteontem

Detalhes de um escândalo sexual Reprodução

Detalhes de um escândalo sexual Reprodução

Publicado em O Globo

RIO – Jack Nicholson recebia amigos para uma festa na tarde de 10 de março de 1977. O cineasta Roman Polanski, um dos convidados, cuidou de levar champanhe para a bela jovem Samantha Geimer, então com 13 anos. Ele a fotografou, deixou que descansasse e, em seguida, fez sexo com ela.

Trinta e seis anos depois daquela festa, Samantha, agora com 50 anos, detalha a fatídica tarde no livro “The girl: A life in the shadow of Roman Polanski” (em tradução livre, “A garota: uma vida à sombra de Roman Polanski”), lançado anteontem, nos Estados Unidos.

Relembrando a festa, Samantha escreve que estava impressionada pela fama e diz que não lutou contra o cineasta. “Por que lutar? Faria qualquer coisa para que aquilo acabasse”, escreve. Ela lembra ainda que Polanski a levou para casa e, no caminho, vendo que chorava, perguntou o que tinha. “Estou bem, não se preocupe”, ela respondeu. E o diretor (de filmes como “O bebê de Rosemary” e “Chinatown”) então pediu à garota que não contasse nada sobre o ocorrido à sua mãe. Já em casa, Samantha relata que escreveu no diário: “Eu estava sendo fotografada por Roman Polanski e me estupraram”.

No livro, ela diz que até hoje se pergunta se fez bem em não contar o fato à época. Mas sentencia: “O que aconteceu não foi pior do que o que iria acontecer depois”. Embora sua família tenha tentado protegê-la, Samantha se tornou vítima de um sistema jurídico cujo “maior objetivo” era a publicidade. Polanski ficou 42 dias preso e fugiu para a Europa antes de receber a sentença. No final do livro, a vítima, porém, parece redimi-lo, dizendo que o perdoou: “Não o perdoei por ele, fiz por mim”.

Conheça 7 excelentes livros do charmoso gênero mafioso

0

1

Luiz Guilherme, no Literatortura

A máfia nos livros ganhou e ainda adquire muitas faces, personalidades e vestimentas, seja a de Don Vito Corleone (Marlon Brando) ou Michael Corleone (Al Pacino) que comandaram a inesquecível e igualmente tradicionalista família Corleone e até a de Francis Costello (Jack Nicholson) em Os Infiltrados (The Departed).

Sendo a grande maioria de origem italiana, o modo como as máfias se organizam (dando ênfase a todas as formalidades exigidas) e efetuam seus atos ilícitos na ficção nos leva a analisar o mundo de outra forma. As sábias frases proferidas por Don Vito Corleone ecoam na mente de quem as lê, levando o leitor a viajar por um mundo instável e por vezes lúgubre, no qual seus inimigos estão realmente próximos de você e tudo parece estar dominado por disputas pelo poder, negócios ilegais, mortes quase sem explicações e corrupção até atingir um clímax dramático após o suspense.

As organizações criminais servem de base para estudos e grandes reportagens por parte de intelectuais, além de influenciar diversos escritores de obras fictícias. A “admiração” acompanhada de um certo repúdio por este tema me faz lembrar o termo que o criminólogo gaúcho Salo de Carvalho utiliza ao se referir sobre o estudo do crime quando cita “o fascínio pela violência”.

A palavra “máfia” que já era bastante difundida nos Estados Unidos, finalmente começou a se popularizar no Brasil por meio de livros de administração, auto-ajuda, culinária e muitos outros além do literário. Apesar de apareceram nos noticiários os horrores efetuados por organizações criminosas italianas, a máfia da ficção e da não-ficção (majoritariamente livros-reportagem) ainda assim se tornaram tão clássicas que é inadimissível deixar de admitir que os “homens de honra” serviram de inspiração na literatura. Cada escritor do gênero possuía a sua própria receita, havendo casos até de ameaças dirigidas a eles caso ousassem revelar os bastidores da máfia.

Poderoso Chefão/ Omertà/ O Siciliano e outros – Mario Puzo

Um dos pais do gênero mafioso, Mario Puzo escreveu diversos livros sobre a máfia italiana. Sua obra mais famosa que inspirou a trilogia de mesmo nome e rendeu-lhe o Oscar de Melhor Roteirista além da fama internacional foi O Poderoso Chefão (The Godfather), que descreve a saga da família Corleone nos Estados Unidos na década de 40, posterior ao ápice do poder criminal que ocorreu nos períodos da Lei Seca. O livro revelou inúmeros detalhes sobre a hierarquia e a atuação da máfia por debaixo dos panos, salientando diversas vezes a importância de se negociar com as autoridades e paralelamente saber competir e administrar o negócio. O que poucos sabem é que Mario Puzo teve a inspiração em produzir The Godfather “do nada” enquanto ele escrevia reportagens policiais, conforme comentou em entrevistas.

A Firma – John Grisham

Um dos livros que melhor retratam a frase: “a máfia não esquece”. O advogado e escritor norte-americano, John Grisham, é um nome que aos poucos ganha espaço nas prateleiras das livrarias brasileiras. Sendo pioneiro em escrever obras cujo foco são os tribunais, causas jurídicas e o Direito em si, em A Firma (The Firm) que já inspirou uma longa metragem estrelando Tom Cruise e mais recentemente um seriado, Mitch McDeere é um advogado prodígio que se formou em Harvard e acaba de ser convidado por um grande escritório de direito tributário. Mesmo com a tranquilidade repousando o seu dia-a-dia, Mitch ao ser interceptado pelo FBI, que o alerta sobre o escritório e após realizar investigações próprias, descobre que os seus colegas advogados contribuem para lavar o dinheiro de uma organização criminosa e por consequência o grande escritório de advocacia serve de fachada para atos ilícitos e transações fraudulentas com âmbito mundial. Impedido de sair, tendo em vista que todos os advogados que pediram demissão foram mortos por motivos desconhecidos, também corre o risco de ser preso por cooperar com a máfia.

Gomorra – Roberto Saviano

O escritor italiano Roberto Saviano tornou-se bastante conhecido ao receber elogios de famosos (inclusive ganhadores de prêmios Nobel) por ter tido coragem em denunciar a atuação da máfia italiana Camorra, descrevendo minuciosamente suas atividades no país. O livro alcançou grandes números de vendas no Brasil e no mundo, contudo Roberto acabou pagando um preço bastante caro ao publicar a sua obra, já que hoje ele vive com guarda-costas e em lugares não revelados por ter sido ameaçado de morte.

Roberto Saviano ist in Lebensgefahr

Honra teu Pai – Gay Talese

Outro livro estilo reportagem que foca a história da família Bonanno, liderada por Joseph “Joe Bananas” Bonanno, uma das maiores dos Estados Unidos. Abordando as relações familiares de Joseph além do vínculo com o crime, Gay Talese disponibilizou ao público um pequeno dossiê de Bonanno.

Minha Vida Secreta na Máfia – Joseph D. Stone

Livro que inspirou o filme Donnie Brasco (com Al Pacino e Johnny Deep), o policial Joe Pistone se infiltra na máfia italiana presente nos Estados Unidos com a identidade de Donnie Brasco. Gradativamente Joe ganha a confiança da máfia e embora esteja arriscando a sua vida, denuncia diversos líderes para colocá-los posteriormente na prisão.

1

Educação Siberiana – Nicolai Lilin

Pessoalmente fiquei curioso com a publicação de Educação Siberiana. Há uma carência muito grande quanto aos relatos da máfia russa e os que existem não são muito divulgados devido à grande influência que tal organização criminal ainda exerce nos países da antiga União Soviética. Nicolai narra um incrível relato sobre os urcas siberianos que se ascenderam na queda da União Soviética quando conseguiram adquirir quotas de empresas estatais e privadas. Lilin se aprofunda no enredo e conta como eram os ensinamentos que teve de aprender nas ruas siberianas habitadas por uma grande quantidade de criminosos na maioria deportados.

O lado oriental da máfia

Tóquio Proibida: Uma viagem perigosa pelo submundo japonês

O jornalista Jake Adelstein foge totalmente daquele paradigma clássico em descrever a máfia ítalo-americana. Em Tóquio Proibida (Tokyo Vice), Adelstein segue uma vida bastante similar com a de Saviano na vida real, sendo ameaçado diversas vezes pela máfia japonesa após a publicação de seu livro. A obra nos traz ricos detalhes dos negócios obscuros de uma organização criminosa que apesar de ter ramificações no mundo todo, não é bastante vista pelos holofotes da mídia.

Tóquio Proibida, como o próprio título já ilustra, não é apenas um mero dossiê da Yakuza, mas sim um relato de fatos incomuns aos quais até os próprios japoneses veem com certa incredulidade.

Existem diversas outras obras que oferecem um retrato genuíno e extremamente rico em detalhes, incluindo as próprias ficções. Livros que abordam a máfia acabam sendo um símbolo do lado sombrio de nossa sociedade, mostrando cicatrizes da civilização e servindo até como uma metáfora para nós mesmos que lembramos de frases de lendários chefes quando estamos prestes a adotar uma postura rígida e meticulosa diante de um fato.

Por fim gostaria de esclarecer que o presente texto não tem como meta fazer apologias à máfia e tampouco divulgar suas ações. O que foi abordado aqui é o gênero e não estritamente o objeto.

“Na sua idade diziam que nós podíamos ser policiais ou criminosos. Hoje eu lhe digo o seguinte: com uma arma apontada para você, que diferença faz?” (Frase do filme Os Infiltrados – The Departed)

Go to Top