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Orgulho e Paixão: novela das 18h é releitura de obras de Jane Austen

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A família Benedito: Felisberto (Tato Gabus Mendes) , Ofélia (Vera Holtz) Jane (Pamela Tomé), Cecília (Anaju Dorigon), Elisabeta (Nathalia Dill), Lidia (Bruna Griphão) e Mariana (Chandelly Braz). Divulgação/Globo/Marília Cabral

Com referências a Orgulho e Preconceito, Emma, Razão e Sensibilidade e A Abadia de Northanger, a novela estreia na próxima segunda

Clara Campoli, no Metrópoles

Um mundo em que Elizabeth Bennet, de Orgulho e Preconceito (1813), é a melhor amiga de Emma Woodhouse, de Emma (1815). Essa é a premissa da nova novela das 18h da Globo, Orgulho e Paixão, com estreia marcada para 12 de março. O enredo consiste em uma adaptação livre dos romances de Jane Austen, numa mistura de personagens e roteiros impossíveis nas obras originais.

Embora os livros da autora se passem nas primeiras décadas do século 19, a novela da Globo acontece 100 anos depois, no período da indústria do café. O enredo principal vai se concentrar na releitura do mais famoso romance de Austen, Orgulho e Preconceito. Na versão brasileira, Ofélia e Felisberto Benedito (Vera Holtz e Tato Gabus Mendes) serão os pais de cinco moças: Jane (Pâmela Tomé), Elisabeta (Natalia Dill), Mariana (Chandelly Braz), Cecília (Anaju Dorigon) e Lídia (Bruna Griphão).

Como no original de Jane Austen, Ofélia vive em função de conseguir bons casamentos para as filhas. Na novela, no entanto, ela conta com a ajuda de ninguém menos que Ema (Agatha Moreira) – o nome em português perdeu um “m” –, a herdeira de um magnata (na novela o personagem é seu avô Afrânio, vivido por Ary Fontoura). A jovem aposta em seus dotes casamenteiros para conseguir bons enlaces para as amigas.

Os romances estão traçados, em sua maioria, como nos livros: Thiago Lacerda viverá Darcy, um rico e orgulhoso empresário que, contra todas as chances, se encanta pela aventureira Elisabeta. Seu melhor amigo, o apaixonante Camilo (Maurício Destri), é a releitura de Charles Bingley, o grande amor da encantadora Jane. A mãe de Camilo, Julieta (Gabriela Duarte), é uma interpretação mais jovem de Lady Catherine de Bourgh, a tia elitista de Fitzwilliam Darcy.

A terceira filha Bennet a ter uma releitura fiel é Lídia, a caçula. No romance, a garota de 15 anos não é muito ajuizada e, sucumbindo aos encantos de um forasteiro mal intencionado, acaba fugindo com ele. O vilão, no original George Wickham, chama-se Diogo Uirapuru (Bruno Gissoni) e vai, de início, disputar as atenções de duas irmãs Benedito. No livro, Wickham paquera com Elizabeth antes de raptar Lydia.

Confira as adaptações:

Acontece que na versão global, o tímido Randolfo (Miguel Romulo) é apaixonado pela irmã mais nova. Resta saber se o destino da garota será triste como o do romance original ou se ela conseguirá escapar do casamento forçado com Uirapuru.

A casamenteira
A Ema da novela é rica, divertida e, como se ocupa de cuidar do avô, prefere não pensar em um romance para si. Sua atividade favorita, no entanto, torna-se ficar por dentro dos mexericos da cidade e formar enlaces amorosos para as amigas.

Na produção global, o personagem Jorge (Murilo Rosa) é apaixonado pela jovem, mas acaba se casando com Amélia (Leticia Persíles) por insistência de Ema. A esposa tem uma doença terminal e incurável, o que deve intensificar o drama nesse triângulo amoroso.

Romances misturados
Outros dois famosos romances de Austen serão homenageados nas histórias das outras duas meninas Benedito. Mariana é uma mistura de Kitty Bennet e de Marianne Dashwood, de Razão e Sensibilidade (1811). Kitty é a grande companheira de Lydia, mas não se mete em encrencas como a irmã. Já Marianne é uma jovem bela e romântica, que se emociona ao tocar piano e recitar poesias. Sonha com um amor aventureiro e fogoso, por isso cede aos encantos de um aproveitador, Willoughby.

Por fim, a Marianne do romance acaba descobrindo que o amor verdadeiro pode estar na constância dos pequenos gestos: se casa com o Coronel Brandon, um homem mais velho. A Mariana da novela parece seguir o mesmo caminho, já desinteressada pelo apaixonado Coronel Brandão (Malvino Salvador).

Por fim, Cecília Benedito, a traça de livros, é uma mistura de Mary Bennet e de Catherine Morland, a tola protagonista de A Abadia de Northanger (1817). A primeira é a mais tímida das cinco irmãs Bennet, detesta bailes e acredita que existem formas mais eficazes de interação social. Catherine, por sua vez, é personagem de uma paródia dos romances góticos – famosos entre os jovens da época.

Quando idealizou A Abadia de Northanger, Jane Austen estava enfastiada do tipo de livros que mulheres liam e escreviam naquela virada de século: eram romances tolos, com toques de mistério pastelão e heroínas sem grande carisma. Ela escreveu as desventuras de uma jovem de classe baixa que se hospeda em uma misteriosa propriedade depois de fazer amizade com os herdeiros.

A Cecília da novela é descrita como uma fã de livros de mistério, dedica a criação de teorias para absolutamente tudo. Interessada pelo belo Rômulo (Marcos Pitombo), ela desconfia que o pai dele, Tibúrcio (Oscar Magrini), tenha algum envolvimento com o sumiço da esposa.

Nova novela da Globo, “Orgulho e Paixão” será inspirada em quatro livros de Jane Austen

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Alessandra Negrini será Suzana em “Orgulho e Paixão”

Alessandra Negrini será Suzana em “Orgulho e Paixão”

Publicado no RD1

“Orgulho e Preconceito” não será a única obra de Jane Austen que Marcos Bernstein tomará como base para “Orgulho e Paixão”. O autor também usará outros três livros da escritora britânica para criar os núcleos paralelos da trama, que substituirá “Tempo de Amar” na Globo.

De acordo com a colunista Patrícia Kogut, um desses títulos será “Lady Susan”. O texto, original de 1794, foi a fonte de inspiração de Bernstein para criar Suzana, vilã interpretada por Alessandra Negrini. Empregada de Julieta (Gabriela Duarte), uma mulher que enriqueceu por meio do cultivo de café, Suzana sente uma inveja doentia da patroa e fará de tudo para chegar onde ela chegou.

As outras duas obras em questão, conforme já divulgado pelo RD1, são “Razão e Sensibilidade” e “A Abadia de Northanger”. Da primeira, o novelista retirou a personagem Mariana (Chandelly Braz), jovem romântica, ingênua e também algo espevitada, que será vítima de uma grande desilusão amorosa.

Por falar em “Orgulho e Paixão”, o folhetim já teve sua data de estreia definida pela Globo: será em 13 de março de 2018, uma terça-feira. Dessa forma, “Tempo de Amar” deverá ter seu último capítulo exibido na segunda-feira anterior, dia 12, assim como aconteceu com “Novo Mundo”.

Nathália Dill e Thiago Lacerda protagonizarão a história, acompanhados de atores como Vera Holtz, Tato Gabus Mendes, Ary Fontoura, Chandelly Braz, Mariana Rios, Isabella Santoni e Maurício Destri.

200 anos após a morte de Jane Austen, sua obra segue atual

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Bridget Jones é uma das inúmeras personagens inspiradas na obra de Jane Austen DIVULGAÇÃO

Bridget Jones é uma das inúmeras personagens inspiradas na obra de Jane Austen DIVULGAÇÃO

Publicado em O Globo

Com passeios em sua Hampshire natal, exposições e, inclusive, uma nota com seu retrato, a Inglaterra homenageia a romancista Jane Austen, que, 200 anos depois de sua morte, é um ícone da literatura que transcende fronteiras.

Quando faleceu, em 18 de julho de 1817, aos 41 anos, já começava a ser reconhecida e hoje é uma das autoras preferidas dos britânicos.

Seus seis romances já venderam milhões e suas tramas, que dissecam a pequena nobreza provincial do início do século XIX, inspiraram centenas de adaptações.

“No teatro é Shakespeare e, no romance, Jane Austen”, proclama a escritora francesa Catherine Rihoit, que prepara uma biografia e destaca o fato de como a autora inglesa consegue atingir leitores de países tão distantes e culturas tão diferentes.

Virginia Woolf também destacou a genialidade de Austen, assim como Vladimir Nabokov.

Cada um tem seu romance favorito, apesar de Orgulho e Preconceito ser alvo de um culto particular e ter produzido adaptações de todos os tipos, do cinema indiano ao estilo Bollywood (Noiva e Preconceito), passando pelo gênero fantástico (a minissérie Lost in Austen) até o terror (Orgulho e Preconceito Zumbi).

A personagem vivida por Renée Zellweger, Bridget Jones, também é inspirada em Lizzie Bennet, a heroína austeniana que prefere se casar por amor e não por dinheiro.

Outro filme que brinca com a questão do amor e das aparências e males-entendidos é Mensagem para Você, em que Orgulho e Preconceito é explicitamente citado.

Mais um sucesso inspirado em um livro de Austen é Patricinhas de Beverly Hills, que traz para um contexto supermoderno e igualmente crítico o romance Emma, a história de uma adolescente de natureza independente, mas com pendores casamenteiros.

Em O Clube de Leitura de Jane Austen (2007), a vida dos personagens se misturam com as tramas de Austen. E até a autora da saga Crepúsculo se declarou apaixonada pela autora e produziu Austenland (2013), um mergulho no universo austeniano.

Feminista
A trama de seus livros, entre bailes, chistes em torno de uma xícara de chá e busca de casamentos convenientes para jovens mal saídas da adolescência, levou alguns críticos a injustamente comparar Austen com Barbara Cartland, a rainha do romance açucarado britânico.

“É muito mais que isso”, assegura Louise West, curadora da exposição, que tenta dar uma nova luz à vida desta mulher sobre a qual pouco se sabe, depois que sua irmã, Casandra, destruiu quase toda sua correspondência.

Outra curadora da mostra, Kathryn Sutherland, professora de literatura na Universidade de Oxford, destaca que, além da visão de uma Inglaterra idealizada, com suas lindas mansões e campina verde, Austen se mostra “uma escritora que fala de ética, de responsabilidade social em uma sociedade de classes”, com as guerras napoleônicas e a conquista dos mares como pano de fundo.

Austen também ilumina de maneira precisa as relações humanas e a condição das mulheres, cujo único futuro repousava no casamento.

“Ela tinha um conhecimento arguto da situação desesperada das mulheres, de sua dependência econômica dos homens e isso a frustrava”, diz Kathryn Sutherland, que a considera uma verdadeira feminista.

Uma das adaptações mais recentes de Orgulho e Preconceito, de 2005, mostra uma Elizabeth Bennet (vivida por Keira Knightley, indicada ao Oscar de melhor atriz por sua interpretação) ainda mais independente ante sua atração pelo sr. Darcy, o grande galã de Austen, neste filme interpretado com mais sensibilidade do que arrogância por Matthew McFadden.

O casamento é uma forma de escapar da pobreza, apesar de não para Austen, que permaneceu solteira, apesar de ter sido pedida em casamento.

Um filme de 2007, Amor e Inocência, especula a respeito desse episódio na vida da autora. Anne Hathaway vive Jane Austen, que se enamora de um advogado e é pedida por ele em casamento.

Filha de um pastor anglicano, viveu toda a vida no limite da pobreza. “Sempre tinha que calcular as finanças, fingir estar bem de situação”, explica Catherine Rihoit. Por isso se pôs a escrever livros, para ganhar a vida.

O manuscrito de Razão e sensibilidade foi finalmente aceito por um editor em 1811, depois de várias tentativas infrutíferas.

“Infelizmente, morreu quando o sucesso e o dinheiro começaram a chegar”, constata Rihoit, autora de uma biografia da autora.

O túmulo de Jane Austen, na Catedral de Winchester, ou as casas onde morou em Chawton, ao norte, em Bath, ou na região de Somerset, atraem anualmente milhares de admiradores que seguem os passos de seus personagens ou buscam indícios sobre a personalidade da autora.

No entanto, mesmo seu rosto continua sendo um enigma, destaca Kathryn Sutherland, que pela primeira vez reuniu em um mesmo lugar os poucos retratos que supostamente são da autora.

As certezas a respeito da eterna Jane Austen são tantas que deixam abertas as portas para a imaginação. (AFP)

Escritora Jane Austen teria inventado os próprios casamentos

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A escritora Jane Austen (VEJA.com/Divulgação)

A escritora Jane Austen (VEJA.com/Divulgação)

 

Ainda não se sabe por que a autora inventou os matrimônios — pode ter sido por pura brincadeira

Publicado na Veja

A escritora inglesa Jane Austen, autora de romances clássicos que descrevem com lucidez e humor a sociedade inglesa do início do século XIX, criou as próprias certidões de casamento com dois homens diferentes, revelam os arquivos da cidade de Hampshire. Jane, cujas heroínas, sujeitas aos costumes patriarcais da época, lutam para não precisar encontrar estabilidade financeira e status social no casamento, nunca se casou de fato com ninguém. Jane tinha acesso fácil ao registros de casamento porque seu pai era o pastor da paróquia de Steventon.

Para marcar o bicentenário de sua morte, os arquivos de Hampshire anunciaram que vão expor as certidões de casamento escritas por ela. Os documentos foram encontrados no cartório de registro de casamentos de Steventon, no sudeste da Inglaterra, onde a escritora passou a juventude. Eles anunciam a sua união com um homem chamado Henry Fitzwilliam, de Londres, e com Edmund Mortimer, de Liverpool. Não se sabe ainda se eles existiram ou se também foram criados por ela.

“Esses documentos únicos revelam um aspecto particular da personalidade de Jane. Ela devia ser adolescente quando escreveu esses certificados falsos, que revelam um lado malicioso dela”, disse o assessor de cultura de Hampshire, Andrew Gibson, ao site da prefeitura da cidade.

Jane Austen escreveu uma série de seis romances que se tornaram clássicos da literatura inglesa, ensinados em todas as escolas e regularmente adaptados para o cinema e a televisão, incluindo Razão e Sensibilidade e Orgulho e Preconceito. Eles retratam realisticamente a vida da pequena nobreza inglesa da era georgiana.

Nascida em Steventon, Jane Austen passou toda a sua vida em Hampshire e morreu em julho de 1817 aos 41 anos de idade. Uma série de eventos vai marcar o aniversário de sua morte este ano no país.

(Com agência France-Presse)

4 autoras para ler (e reler!)

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Tico Farpelli, no Correio de Uberlândia

Em 8 de março de 1857, um grupo de mulheres ocupou uma fábrica têxtil norte-americana para protestar por melhores condições. Diz-se que foram trancafiadas dentro do local, que foi, posteriormente, incendiado. 130 mulheres morreram em 8 de março, que ficou conhecido como o DIA INTERNACIONAL DA MULHER.

Aproveitando a data e as importantes discussões feministas que tomaram conta de nosso país nos últimos anos, peço que neste dia, você leitor, seja menino ou menina que lê, reflita sobre as atitudes que têm no dia a dia que possam estar vinculadas ao machismo e ao conservadorismo patriarcal que, por meio de um discurso de manutenção da ordem social, silencia as vozes femininas e as transforma em vítimas de agressões físicas e morais, muitas vezes invertendo valores e as colocando como causadoras do próprio sofrimento. Não desejo parabéns pelo dia da mulher, desejo respeito, pois cada ser humano merece ter o respeito e a dignidade que lhe são devidas.

Aproveito também esta data para indicar a vocês 4 escritoras que merecem ser lidas. Quer por sua importância histórica, quer por sua habilidade narrativa, cada uma dessas 4 mulheres merece um lugar nesta lista e no seu coração. Confira:

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– Agatha Christie

A mestra do suspense policial na literatura mundial publicou mais de 80 livros durante a vida. Recebeu o apelido de “Rainha/Dama do Crime” e segue como a autora popular que mais vendeu livros no mundo, com 4 bilhões de cóprias vendidas, perdendo em número apenas para Shakespeare e a Bíblia.

Principais Obras: “Assassinato no Expresso do Oriente”, O Caso dos dez negrinhos” e “Cai o Pano”.

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– Jane Austen

Também britânica, Jane Austen é considerada por uma corrente de pensadores como conservadora, entretanto, sua literatura traz algumas quebras de paradigmas que contrasta com a moral da época. Austen criou personagens femininas memoráveis que, em suas pequenas ações, demonstravam o repúdio pela condição feminina de mulher, esposa e moeda de troca por riqueza e influência familiar.

Principais obras: “Persuasão”, “Razão e Sensibilidade” e “Orgulho e Preconceito”.

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– Clarice Lispector

Nascida na Ucrânia, mas naturalizada brasileira, Clarice Lispector é um grande expoente da literatura nacional. É considerada como uma das mais importantes escritoras brasileiras do século XX. Publicou contos, romances e novelas que retratam, na simplicidade do dia a dia, os aspectos psicológicos que trazem reflexões e momentos de epifania dos personagens.

Principais obras: “A Hora da Estrela”, “A Paixão Segundo G.H.” e “Laços de Família” .

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– Chimamanda Ngozi Adiche

Escritora Nigeriana, expoente da literatura africana e feminista contemporânea no mundo. A autora é uma voz forte que atravessa o mundo levando, por meio de suas histórias e postura empoderadora da mulher, um grito que pede por liberdade e respeito.

Principais obras: “Meio Sol Amarelo”, “Hibisco Roxo” e “Americanah”.

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