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Posts tagged japonês

Jornal japonês contém sementes e se transforma em planta após leitura

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Você já imaginou quantas toneladas de papel de jornais são descartadas no mundo todo?

Você já imaginou quantas toneladas de papel de jornais são descartadas no mundo todo?

 

Publicado no VivaGreen

Isso gera um impacto ambiental gigantesco se ele não tiver o destino correto.

Pensando neste impacto que o jornal ‘The Mainichi’, do Japão, fez com que seus periódicos se transformassem em uma planta.

O material é totalmente reciclado e impresso com uma tinta 100% vegetal.

Durante a fabricação, sementes de plantas são compactadas no papel e, depois da leitura, basta colocar as páginas em vasos e regar com frequência.

Após algum tempo uma nova planta crescerá e todo o processo poderá recomeçar. Legal, né?

Mas isso não é novidade exclusiva do Japão.

No Brasil também já se utiliza esta técnica, como se vê no site da Papel Semente.

É possível transformar convites, cartões, tags, folders, faixas e embalagens em papel semente.

Ou seja, nem tudo precisa virar lixo.

Aproveite esta ideia você tambem!

IPC Digital

Aposentado japonês é o mais velho do mundo a obter diploma

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Shigemi Hirata posa com o certificado do Guinness (The Asahi Shimbun/Getty Images)

Shigemi Hirata posa com o certificado do Guinness (The Asahi Shimbun/Getty Images)

 

O título foi dado pelo Livro do Recordes à Shigemi Hirata, com 96 anos, que obteve a licenciatura de ceramista na Universidade de Belas Artes de Kyoto

Publicado na Veja

Shigemi Hirata é aposentado no Japão e recebeu recentemente o diploma de ceramista da Universidade de Belas Artes de Kyoto. Com 96 anos, o ‘velhinho’ também entrou para o Guinness World Records, o Livro dos Recordes, como a pessoa mais velha do mundo a receber um diploma universitário.

Hirata nasceu em Hiroshima, em 1919, e durante os estudos se tornou uma celebridade na região. “Estudantes que eu não conhecia me chamaram para me dar parabéns. Isso me dá energia! ’’, disse o aposentado ao jornal japonês Yomiuri. Desde que se aposentou, há 11 anos, Hirata estava dedicando seu tempo aos estudos da cerâmica.

“Meu objetivo é viver até os 100 anos e, se tiver em forma, seria divertido obter outro diploma”, acrescentou o recém-formado que esteve alistado na Marinha japonesa durante a Segunda Guerra Mundial.

Prêmio Nobel de Literatura sai na quinta, 9; veja previsões

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Queniano Ngugi wa Thiong’o e o japonês Haruki Murakami são os favoritos dos apostadores

Publicado por Estadão

ESTOCOLMO – A Academia Sueca divulgou que o vencedor do Prêmio Nobel de Literatura será anunciado nesta quinta-feira, 9.

Portanto, falta pouco para o evento do ano da cultura highbrow. Mas não se preocupe se você ficar coçando a cabeça depois que o vencedor for anunciado.

Enquanto que às vezes a Academia Sueca escolhe autores bem conhecidos com grande fortuna crítica, ela também surpreende o mundo com desconhecidos arrancados da obscuridade. O secretariado da Academia não fornece pistas de quem eles estão considerando, mas o Secretário Permanente, Peter Englund, disse que neste ano a lista tinha 210 indicados, incluindo 36 estreantes.

Alice Munro, canadense vencedora do Prêmio Nobel de Literatura em 2013

Alice Munro, canadense vencedora do Prêmio Nobel de Literatura em 2013

Aqui vai uma olhada nas potenciais surpresas e nos favoritos:

Surpresas em Potencial

Mesmo críticos literários foram surpreendidos por anúncios de vencedores como a austríaca Elfriede Jelinek em 2004, que era bastante desconhecida fora do mundo germânico na época, do escritor francês Jean-Marie Gustave Le Clezio em 2008 e do chinês Mo Yan em 2012.

Parte da razão para isso é que a Academia parte da premissa de incluir literatura de todos os cantos do mundo nas suas considerações, mesmo aquelas não traduzidas ao inglês com frequência. Eles também procuram premiar poetas, dramaturgos e outros tipos de escritores. Quem poderia surpreender esse ano? Fique de olho: o dramaturgo norueguês Jon Fosse, a jornalista investigativa e escritora bielorrussa Svetlana Alexievich e a romancista e ensaísta croata Dubravka Ugresic. Outros escritores que podem ter tido atenção da Academia são a escritora finlandesa Sofi Oksanen, a autora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie e Jamaica Kincaid, da ilha de Antígua, de acordo com a crítica Maria Schottenius, do diário sueco Dagens Nyheter.

Autores estabelecidos

A Academia trabalha sobre uma lista em constante evolução, e às vezes um grande nome ressurge. Enquanto alguns podem ter tido grande exposição no início de suas carreiras, autores muito conhecidos como a britânica Doris Lessing, o peruano Mario Vargas Llosa e a canadense Alice Munro eventualmente levaram o Prêmio. Entre os candidatos frequentemente mencionados que ainda estão na espera, estão o escritor tcheco Milan Kundera, o escritor albaniano Ismail Kadare, o romancista argelino Assia Djebar e o poeta sul-coreano Ko Un. Críticos suecos também sugeriram os escritores israelenses Amos Oz e David Grossman, assim como os americanos Richard Ford e Philip Roth.

Favoritos dos apostadores

O escritor queniano Ngugi wa Thiong’o e o japonês Haruki Murakami frequentemente ocupam o topo da lista dos apostadores antes do anúncio. Enquanto Thiong’o pode de fato ser um candidato forte, a posição de Murakami nos rankings é provavelmente mais um reflexdo do fato de que ele é muito lido, diz Elise Karlsson, crítica do jornal sueco Svenska Dagbladet. Embora a Academia tenha feito esforços para prevenir vazamentos de informações antes do anúncio oficial, o vencedor frequentemente está entre os que recebem mais atenção dos apostadores.

No fim de semana, Murakami era o favorito na casa de apostas Ladbrokes, seguido por Djebar, Kadare e o poeta sírio Adonis.

Por tradição, a data do Nobel de Literatura é a última confirmada para o anúncio dos prêmios. Cada prêmio vale 8 milhões de coroas suecas, equivalentes a US$ 1,1 milhão. O Prêmio será entregue no dia 10 de dezembro, aniversário da morte do criador do galardão, Alfred Nobel.

‘É preciso se dedicar’, diz estudante da rede pública que domina 10 idiomas

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Nascido em Santa Lúcia, João sempre estudou em escolas públicas (Foto: Deivide Leme/Tribuna Impressa)

Nascido em Santa Lúcia, João sempre estudou em escolas públicas (Foto: Deivide Leme/Tribuna Impressa)

Fábio Rodrigues, no G1

 

“Nada é impossível. Se você se dedicar, você aprende”. É dessa forma que o estudante de uma escola pública de Santa Lúcia (SP) João Vitor Martinez de Oliveira, filho de um metalúrgico e de uma dona de casa, explicou a facilidade que tem para aprender idiomas. Além do português, o jovem de 18 anos domina outras nove línguas na leitura e na escrita: espanhol, francês, inglês, italiano, alemão, russo, japonês, coreano e mandarim, língua oficial da China, país onde fará intercâmbio por seis meses a partir de agosto após ser aprovado em um concurso.

Aluno do Centro de Estudos de Línguas (CEL), na Escola Estadual João Manuel do Amaral, em Araraquara, Oliveira sempre frequentou escolas públicas onde aprendeu inglês e mandarim, mas aos 15 anos começou a estudar sozinho em casa. “Eu procurava músicas, textos, vídeos infantis com músicas do alfabeto para saber soletrar certas palavras e fui aprendendo. Depois treinava com amigos nativos que vinham fazer intercâmbio no Brasil, então, eu perguntava como se expressar no idioma deles com gírias como a gente também usa aqui”, relatou o jovem da pequena Santa Lúcia, cidade com 8,2 mil habitantes.

Segundo ele, o mandarim é a língua preferida. “É também a mais difícil, porque não tem alfabeto, é preciso conhecer o ideograma”, contou. A paixão pelo idioma é tão grande que ele foi aprovado em primeiro lugar na região central em um concurso promovido pela Secretaria da Educação do Estado, em parceria com o Instituto Confúcio.

No próximo mês, ele embarca para Nanchang e ficará hospedado por seis meses na Universidade Jiangxi Normal University com tudo pago. O jovem também receberá ajuda de custo no valor de 1,5 mil iuenes, a moeda local (cerca de R$ 500). A única despesa dele será com as passagens aéreas, que custam cerca de R$ 3,5 mil ida e volta. O valor foi pago pelos pais.

Estudante de Santa Lúcia adora mandarim e irá para a China em agosto (Foto: Clausio Tavoloni/EPTV)

Estudante adora mandarim e fará intercâmbio na China em agosto (Foto: Clausio Tavoloni/EPTV)

Dedicação
Filho de um metalúrgico e de uma dona de casa, Oliveira tem uma irmã de 16 anos e outro de 23 e não se considera superdotado. “Tenho força de vontade, só isso. A maioria das pessoas não consegue aprender um idioma por falta de estudo”, explicou o jovem.

Apesar da dedicação, ele disse que estuda apenas uma hora por dia e que prefere conversar com os nativos que vêm ao Brasil aprender português. O contato permitiu que ele aprendesse com os estrangeiros até a cozinhar. “A culinária chinesa é fácil”, relatou.

Expectativa
Com a ajuda da internet, Oliveira frequenta as redes sociais chinesas e disse estar preparado para a nova aventura, apesar da ansiedade. “É um país com uma cultura totalmente diferente, então você tem aquele receio do choque cultural, mas estou confiante de que vai dar tudo certo”, disse.

Quando voltar, ele pensa em prestar vestibular para o curso de letras em alguma universidade pública. Um dos objetivos do estudante é se tornar professor de língua portuguesa na China. O outro é aprender grego.

A mãe do estudante disse que está contente com a novidade, mas triste porque o filho ficará mais de 17 mil quilômetros distante de casa. “Vai dar saudade, preocupação, mas acredito que vai dar tudo certo porque ele é responsável, se esforça, então ele merece”, afirmou a dona de casa.

João conversa conversa com chineses por meio de redes sociais (Foto: Clausio Tavoloni/EPTV)

João diariamente conversa conversa com chineses por meio de redes sociais (Foto: Clausio Tavoloni/EPTV)

Como Haruki Murakami conquistou leitores que preferiam a internet à literatura

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ANTENADO
O escritor Haruki Murakami no Havaí, em 2011. Suas histórias misturam fantasia e cultura pop (Foto: Marco Garcia/The Guardian)

Felipe Pontes, com Marcelo OsaKabe na Revista Época

Em 11 de outubro, um grupo de japoneses se reuniu num bar em Tóquio para assistir a uma transmissão ao vivo de Estocolmo. Não era uma partida de futebol entre a seleção japonesa e a sueca. Tampouco era o show de algum ídolo pop. Em vez de carregar bandeiras ou vestir a camiseta de algum ídolo teen, seguravam livros e porta-retratos de Haruki Murakami, o escritor japonês mais famoso no mundo. Os “haruquistas” torciam para que ele ganhasse o Prêmio Nobel de Literatura. Murakami já concorrera ao prêmio outras vezes. Era o favorito deste ano nas casas britânicas de aposta. As esperanças de que ele receberia o Nobel (frustradas pela premiação do escritor chinês Mo Yan) foram alimentadas pelo sucesso de vendas e pela aclamação crítica a seu último livro, 1Q84 (Alfaguara, 432 páginas, R$ 49,90, tradução de Lica Hashimoto), lançado no Brasil nesta semana. Publicado em 2009 no Japão, 1Q84 vendeu 1,5 milhão de cópias no primeiro mês. Lá, a obra saiu como um folhetim, dividida em seis partes. No Brasil, serão três volumes. O segundo sairá em março; e o terceiro, até o fim de 2013. Nos Estados Unidos, o romance atingiu o segundo lugar na lista de mais vendidos do jornal The New York Times.

O culto a Murakami explica que 1Q84 já tenha vendido 5 milhões de cópias, 4 milhões apenas no Japão. “Não sei nem se ele é o maior autor japonês, mas não me importo”, disse a ÉPOCA a artista japonesa Satoko Imai, de 30 anos. “Ele sempre será meu favorito.” Satoko começou a ler Murakami aos 12 anos. Diz que suas histórias foram importantes em sua adolescência. “Saboreava cada frase porque me mostrava uma perspectiva de mundo que não conhecia”, diz. “Não sabia onde procurar respostas sobre o mundo, até ler seus livros.” No mundo todo, grande parte do público de Murakami é formada por jovens globalizados como Satoko. Em geral, eles preferem ler a internet a comprar livros. Qual seria sua fórmula para cativar um público tão arisco? “Ele consegue misturar referências pop, filosofia e pitadas de fantasia”, diz Steven Poole, crítico do jornal britânico The Guardian.

1Q84 se passa em 1984 (a enigmática letra Q do título tem a mesma pronúncia de kiu, nove na tradução do japonês). Na trama, os dois protagonistas, Tengo, ghost-writer, e Aomame, assassina profissional, caem presos numa realidade paralela, em que enfrentam um misterioso culto religioso. Enquanto isso, procuram um pelo outro. Narrar universos paralelos e seres fantásticos (como o Povo Pequenino, gnomos que assombram o casal protagonista) não é o trunfo de Murakami. “Suas histórias carregam um sentimento de perplexidade em relação ao mundo, comum entre os jovens”, afirma Poole. É por isso que Carla Stoffel, curitibana de 25 anos, segue sua obra. “Os personagens buscam respostas dentro de si mesmos, com metáforas e jogos de pensamentos”, diz Carla. “É filosófico sem ser maçante.” Guilherme Donadio, paulista de 24 anos, também identificou-se com os personagens. “A solidão deles me atrai”, diz.

Além de provocar identificação com os jovens por causa de suas tramas e de seus personagens – quase todos na casa dos 20 anos –, Murakami tem uma linguagem clara e fluente, que cativa os leitores e facilita o trabalho dos tradutores. “É fácil de ler e instrutivo, vem salpicado de um humor”, diz a tradutora Lica Hashimoto. “A descrição que ele faz do cotidiano e a maestria com que desenvolve o fluxo de pensamento dos personagens criam laços entre leitor e narrador. Entre os escritores japoneses, poucos atingiram um grau tão intenso de aproximação.” Com seu estilo, Murakami consegue ao mesmo tempo ser admirado por jovens e arrancar elogios dos críticos. “Mais importante que esses traços superficiais, o que conta em suas histórias é um sentimento quase cósmico de falta de abrigo”, diz Poole. “Isso supera as fronteiras culturais.”

Murakami caiu no gosto do mundo porque seus 12 romances – embora ambientados no Japão e com personagens japoneses – são repletos de referências ocidentais, como música clássica e jazz. Antes de virar escritor, ele era dono de um bar de jazz, o Peter Cat, em Tóquio. Filho de um monge budista e uma professora de literatura, Murakami é casado desde os anos 1960 e não tem filhos. Vive entre Tóquio e Kauai, a quarta maior ilha do arquipélago do Havaí. Ali, tenta se esconder dos paparazzi, que detesta, e dos jornalistas japoneses, com quem pouco fala. Diz odiar a cultura das celebridades. Aos 33 anos, começou a correr maratonas e nunca mais parou. Hoje, tem 63. Quando perguntaram a ele como entra na mente jovem, ele disse: “Quando escrevo sobre alguém de 15 anos, volto aos dias em que tinha aquela idade. É como uma máquina do tempo. Lembro de tudo. Sinto o vento. Sinto o cheiro do ar”. Sua popularidade entre os jovens começou em 1987, com Norwegian wood, seu quinto romance, até hoje o mais vendido, com 12 milhões de exemplares. O enredo acompanha um universitário apaixonado pela namorada do melhor amigo que se suicidou. O livro, ambientado na década de 1960, catapultou sua carreira e, desde então, ele escreveu sete outros romances – todos best-sellers, todos capazes, de alguma forma, de cativar o espírito dos jovens no mundo inteiro.



ADMIRADORES

1. Guilherme Donadio, de 24 anos. Ele diz se identificar com os personagens solitários
2. Carla Stoffel, de 25. Ela afirma que começou a ler Murakami no fim do ano passado
3. Satoko Imai, de 30 anos. Ela diz ter lido toda a ficção de Murakami
(Fotos: Camila Fontana/ÉPOCA, Guilherme Pupo/ÉPOCA e arq. pessoal)

(Fotos: Erich Auerbach/Getty Images, Shutterstock (4), divulgação (2))

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