Posts tagged Japoneses

Japoneses criam livro sobre gravidez que cresce junto com a barriga da mãe

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Emanuelle Najjar, no Cabine Literária

Uma invenção desenvolvida pela agência Dentsu Nagoya vem chamando a atenção: um livro sobre gravidez que cresce junto com a barriga da mãe.

Ao contrário do que parece, o “Mother Book” é um livro impresso: as páginas do lado direito formam um corpo feminino que ganha mais camadas enquanto a leitora avança na leitura e provoca o efeito do crescimento da barriga.

Veja como ele é feito:

A obra tem 40 páginas e traz os detalhes do desenvolvimento do bebê como formação das células nervosas, da espinha e da capacidade do feto de sentir o que a mãe está comendo. Também traz espaços em branco reservado para as anotações da mãe.

O “Mother Book” foi o ganhador do Grand Prix, principal prêmio do Festival Lions Health que premia as inovações voltadas para a comunicação nas áreas de bem-estar, saúde e sustentabilidade.

500 mil histórias em quadrinhos para baixar de graça

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Alexandre Pereira, no Canal do Ensino

Baixe agora

Olá leitores do Canal do Ensino!

As histórias em quadrinhos no Brasil foram publicadas inicialmente no século XIX, adotando um estilo satírico conhecido como cartuns, charges ou caricaturas e que depois se estabeleceria com as populares tiras. A edição de revistas próprias de histórias em quadrinhos no país começou no início do século XX. Mas, apesar do Brasil contar com grandes artistas durante a história, a influência estrangeira sempre foi muito grande nessa área, com o mercado editoral dominado pelas publicações de quadrinhos americanos, europeus e japoneses.

O site The Digital Comic Museum disponibiliza HQ’s, em inglês, de diversos super-heróis.
Acesse o site The Digital Comic Museum

Boa leitura!

dica do Fabio Martelozzo Mendes

Biografia de Steve Jobs ganha versão em mangá

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Escrito por Walter Isaacson, livro que conta a história do ex-CEO da Apple é adaptado para o tradicional quadrinho japonês pela consagrada artista Mari Yamazaki

Steve Jobs: cofundador e ex-CEO da Apple faleceu em outubro de 2011 depois de uma dura batalha contra o câncer (Justin Sullivan/Getty Images)

Steve Jobs: cofundador e ex-CEO da Apple faleceu em outubro de 2011 depois de uma dura batalha contra o câncer (Justin Sullivan/Getty Images)

Gabriela Ruic, na revista Exame

A biografia de Steve Jobs, escrita por Walter Isaacson, está sendo reproduzida em mangá, famosas HQs japonesas. Adaptado através das mãos da consagrada artista Mari Yamazaki, o primeiro capítulo da história está disponível na edição de maio da revista Kiss, publicada mensalmente no Japão e que tem como foco o publico feminino.

Imagens do mangá que conta a história de Steve Jobs: história começa com o encontro entre o ex-CEO da Apple e o escritor Walter Isaacson, autor de sua mais famosa biografia (Reprodução/Exame.com)

Imagens do mangá que conta a história de Steve Jobs: história começa com o encontro entre o ex-CEO da Apple e o escritor Walter Isaacson, autor de sua mais famosa biografia (Reprodução/Exame.com)

A história começa com o encontro entre Jobs e Isaacson, no qual o ex-CEO da Apple pede que o escritor escreva a sua biografia. Além disso, segue contando sobre a infância de Jobs e sua adoção. Já durante a adolescência, Mari mostra as primeiras experiências de Jobs com as drogas até o momento em que conhece outro Steve, o Wozniack, com quem fundaria, anos depois, a Apple.

A loja virtual do Yahoo no Japão publicou as primeiras imagens da adaptação da biografia de Isaacson. Os desenhos mostram um Steve Jobs desenhado de modo realista, com seus conhecidos óculos de grau e blusa preta de gola alta. Contudo, não perde de vista traços tradicionais dos mangás japoneses, especialmente no que diz respeito ao modo como o ex-CEO foi retratado enquanto criança.

Mari Yamazaki é conhecida por ter concebido outro quadrinho de sucesso, a comédia adulta Thermae Romae. A história, que tem como personagem principal um arquiteto romano chamado Lucius, ganhou importantes prêmios como o Manga Taisho e o Tezuka Osamu Cultural Prize, honrarias recebidas pela artista em 2010.

O vídeo abaixo, em japonês e sem legendas, mostra Mari trabalhando na concepção da transformação do livro que conta a história de vida de Steve Jobs em mangá.

dica do William Vidal

Antes de matar professora, suspeito compartilhou homenagem no Facebook

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Thomas Haraguti compartilhou mensagem sobre a importância social dos educadores na sociedade 15 dias antes do crime

Thomas Hiroshi Haraguti teria sido o autor do crime Foto: Reprodução

Thomas Hiroshi Haraguti teria sido o autor do crime
Foto: Reprodução

Publicado por Terra

O estudante Thomas Haraguti, 33 anos, que assassinou a professora Simone de Lima a facadas dentro da Escola Estadual Professor Joaquim de Toledo Camargo, em Itirapina, na noite de segunda-feira, compartilhou 15 dias antes do crime em sua página no Facebook uma mensagem que fala sobre a importância social dos professores.

Dias antes de matar professora, o principal suspeito do crime compartilhou em sua página no Facebook uma mensagem que fala sobre a importância dos educadores Foto: Reprodução

Dias antes de matar professora, o principal suspeito do crime compartilhou em sua página no Facebook uma mensagem que fala sobre a importância dos educadores
Foto: Reprodução

“No Japão o único profissional que não precisa se curvar diante do imperador é o professor, pois, segundo os japoneses, numa terra em que não há professores não pode haver imperador”, diz a mensagem compartilhada pelo suspeito. Ele ainda fez um comentário sobre o tema. “Bom sabe (sic)”, escreveu Haraguti.

Segundo o tenente Ademar Gregolim Júnior, comandante de policiamento do município que fica a 190 quilômetros de São Paulo, tudo indica que o motivo do crime foi passional. “O autor teria uma paixão avassaladora por essa professora, e ela não teria sentimento por ele”, disse o tenente Gregolim. “E aí (o estudante) ficou frustrado e teria cometido esse crime”, afirmou.

Thomas Haraguti, que era aluno de uma turma de Educação de Jovens e Adultos (EJA), foi preso por volta das 3h desta terça-feira, enquanto caminhava às margens da rodovia Ayrton Senna. De acordo com o comandante da PM de Itirapina, o suspeito disse aos policiais que o prenderam que sentia uma “raiva insuportável” da professora. O estudante teria sido alvo de provocações de colegas devido à paixão por Simone de Lima.

De acordo com a Polícia Militar, ele entrou na escola na noite de segunda-feira vestido de preto e carregando duas mochilas, foi até a sala dos professores onde Simone estava e a atacou com sete facadas. Duas pessoas que estavam na sala com ela não conseguiram deter o agressor, que fugiu em seguida.

O suspeito prestou depoimento da Delegacia de Polícia do município durante a manhã. Após o interrogatório, ele foi levado à cadeia de Rio Claro, a 40 quilômetros de Itirapina.

Como Haruki Murakami conquistou leitores que preferiam a internet à literatura

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ANTENADO
O escritor Haruki Murakami no Havaí, em 2011. Suas histórias misturam fantasia e cultura pop (Foto: Marco Garcia/The Guardian)

Felipe Pontes, com Marcelo OsaKabe na Revista Época

Em 11 de outubro, um grupo de japoneses se reuniu num bar em Tóquio para assistir a uma transmissão ao vivo de Estocolmo. Não era uma partida de futebol entre a seleção japonesa e a sueca. Tampouco era o show de algum ídolo pop. Em vez de carregar bandeiras ou vestir a camiseta de algum ídolo teen, seguravam livros e porta-retratos de Haruki Murakami, o escritor japonês mais famoso no mundo. Os “haruquistas” torciam para que ele ganhasse o Prêmio Nobel de Literatura. Murakami já concorrera ao prêmio outras vezes. Era o favorito deste ano nas casas britânicas de aposta. As esperanças de que ele receberia o Nobel (frustradas pela premiação do escritor chinês Mo Yan) foram alimentadas pelo sucesso de vendas e pela aclamação crítica a seu último livro, 1Q84 (Alfaguara, 432 páginas, R$ 49,90, tradução de Lica Hashimoto), lançado no Brasil nesta semana. Publicado em 2009 no Japão, 1Q84 vendeu 1,5 milhão de cópias no primeiro mês. Lá, a obra saiu como um folhetim, dividida em seis partes. No Brasil, serão três volumes. O segundo sairá em março; e o terceiro, até o fim de 2013. Nos Estados Unidos, o romance atingiu o segundo lugar na lista de mais vendidos do jornal The New York Times.

O culto a Murakami explica que 1Q84 já tenha vendido 5 milhões de cópias, 4 milhões apenas no Japão. “Não sei nem se ele é o maior autor japonês, mas não me importo”, disse a ÉPOCA a artista japonesa Satoko Imai, de 30 anos. “Ele sempre será meu favorito.” Satoko começou a ler Murakami aos 12 anos. Diz que suas histórias foram importantes em sua adolescência. “Saboreava cada frase porque me mostrava uma perspectiva de mundo que não conhecia”, diz. “Não sabia onde procurar respostas sobre o mundo, até ler seus livros.” No mundo todo, grande parte do público de Murakami é formada por jovens globalizados como Satoko. Em geral, eles preferem ler a internet a comprar livros. Qual seria sua fórmula para cativar um público tão arisco? “Ele consegue misturar referências pop, filosofia e pitadas de fantasia”, diz Steven Poole, crítico do jornal britânico The Guardian.

1Q84 se passa em 1984 (a enigmática letra Q do título tem a mesma pronúncia de kiu, nove na tradução do japonês). Na trama, os dois protagonistas, Tengo, ghost-writer, e Aomame, assassina profissional, caem presos numa realidade paralela, em que enfrentam um misterioso culto religioso. Enquanto isso, procuram um pelo outro. Narrar universos paralelos e seres fantásticos (como o Povo Pequenino, gnomos que assombram o casal protagonista) não é o trunfo de Murakami. “Suas histórias carregam um sentimento de perplexidade em relação ao mundo, comum entre os jovens”, afirma Poole. É por isso que Carla Stoffel, curitibana de 25 anos, segue sua obra. “Os personagens buscam respostas dentro de si mesmos, com metáforas e jogos de pensamentos”, diz Carla. “É filosófico sem ser maçante.” Guilherme Donadio, paulista de 24 anos, também identificou-se com os personagens. “A solidão deles me atrai”, diz.

Além de provocar identificação com os jovens por causa de suas tramas e de seus personagens – quase todos na casa dos 20 anos –, Murakami tem uma linguagem clara e fluente, que cativa os leitores e facilita o trabalho dos tradutores. “É fácil de ler e instrutivo, vem salpicado de um humor”, diz a tradutora Lica Hashimoto. “A descrição que ele faz do cotidiano e a maestria com que desenvolve o fluxo de pensamento dos personagens criam laços entre leitor e narrador. Entre os escritores japoneses, poucos atingiram um grau tão intenso de aproximação.” Com seu estilo, Murakami consegue ao mesmo tempo ser admirado por jovens e arrancar elogios dos críticos. “Mais importante que esses traços superficiais, o que conta em suas histórias é um sentimento quase cósmico de falta de abrigo”, diz Poole. “Isso supera as fronteiras culturais.”

Murakami caiu no gosto do mundo porque seus 12 romances – embora ambientados no Japão e com personagens japoneses – são repletos de referências ocidentais, como música clássica e jazz. Antes de virar escritor, ele era dono de um bar de jazz, o Peter Cat, em Tóquio. Filho de um monge budista e uma professora de literatura, Murakami é casado desde os anos 1960 e não tem filhos. Vive entre Tóquio e Kauai, a quarta maior ilha do arquipélago do Havaí. Ali, tenta se esconder dos paparazzi, que detesta, e dos jornalistas japoneses, com quem pouco fala. Diz odiar a cultura das celebridades. Aos 33 anos, começou a correr maratonas e nunca mais parou. Hoje, tem 63. Quando perguntaram a ele como entra na mente jovem, ele disse: “Quando escrevo sobre alguém de 15 anos, volto aos dias em que tinha aquela idade. É como uma máquina do tempo. Lembro de tudo. Sinto o vento. Sinto o cheiro do ar”. Sua popularidade entre os jovens começou em 1987, com Norwegian wood, seu quinto romance, até hoje o mais vendido, com 12 milhões de exemplares. O enredo acompanha um universitário apaixonado pela namorada do melhor amigo que se suicidou. O livro, ambientado na década de 1960, catapultou sua carreira e, desde então, ele escreveu sete outros romances – todos best-sellers, todos capazes, de alguma forma, de cativar o espírito dos jovens no mundo inteiro.



ADMIRADORES

1. Guilherme Donadio, de 24 anos. Ele diz se identificar com os personagens solitários
2. Carla Stoffel, de 25. Ela afirma que começou a ler Murakami no fim do ano passado
3. Satoko Imai, de 30 anos. Ela diz ter lido toda a ficção de Murakami
(Fotos: Camila Fontana/ÉPOCA, Guilherme Pupo/ÉPOCA e arq. pessoal)

(Fotos: Erich Auerbach/Getty Images, Shutterstock (4), divulgação (2))

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