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Concurso Cultural Literário (34)

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capa estavaescrito

LER UM TRECHO

 

As aventuras do detetive Varg Veum o levam a um mundo obscuro, em que adolescentes privilegiados são atraídos para as drogas e a prostituição. E a situação fica ainda pior quando o juiz local é encontrado morto em um hotel de luxo, usando lingerie, e pais desesperados imploram para que Veum encontre uma garota desaparecida.

No rastro das pistas que encontra, Veum percebe que precisa seguir com suas investigações no impiedoso submundo de Bergen, na Noruega. O que era, a princípio, uma investigação de rotina, torna-se um jogo extremamente perigoso e eletrizante, que o detetive precisará resolver em uma corrida contra o tempo…

Vamos sortear 3 exemplares de “Estava escrito”.

Para participar é só responder: “Por que você gosta de ler romances policiais?” (responder em até 3 linhas).

Se você for participar pelo Facebook, por gentileza não esqueça de informar um e-mail de contato.

O resultado será divulgado dia 21/11 às 17h30 neste post e também no perfil do Twitter @livrosepessoas.

Boa sorte!

***

Parabéns aos ganhadores: Jeferson Lima, Carlos Garcia e Ana I. J. Mercury

Por gentileza enviar seus dados completos para [email protected] em até 48 horas.

Agonias ilustradas

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Jeferson Bandeira, no Portal Cronópios

Cavalo de Troia

Da dor fez palavras. Congelada chaga em fingidas páginas. O infeliz, ao abrir o livro, sedento por antídoto, não mais escapa ao inexorável abismo.

Felicidade clandestina

Primeiro encontro, inesquecível. Opondo-se às amigas, passa escondida e afobada às estantes. Acuada, cola-o ao peito. De sôfrega a corada, exala o aroma da eterna descoberta.

Hipocondríaco

Só havia um remédio: suicidou-se.

Fé no amor

Num passe, baixou-lhe um espírito sinistro: o amante da mulher. Fez revelações assombrosas e únicas. Cético, largou a mediunidade.

Dia da caça

– Parado, ou eu atiro.
Pobre Cupido, não imaginava ser Hermes aquele homem transvestido.

Passagem

Dois olhos se apagam na terra. Brilha nova estrela no céu.

Grande cartada

Amapola descobriu os dentes de ouro da avó. Numa jogada de mestre, cobriu sua dívida de pó. Mês que vem estuda abrir o túmulo do avô.

ABC

Desejo de infância. No órfão vagar pelas agruras do destino, tropeça num surrado dicionário, obsoleto e desprovido do V. Atroz sina, nunca conceber o sentido da palavra vida.

Quase quixotesco

À noite, picava lençóis. Vencia, a bengaladas, o ventilador. Franzino, guardado pela sobrinha, Alonso amava novelas de cavalaria. Só não amaria uma Dulcineia. Odiava analogias.

Luar sem pouso

Nas temerosas noites de inverno, se envolvia em papelões e desprezados jornais. Tão branca, deitada naquela atmosfera negra e fria da calçada, fazia de ninho o colo do menino.

Multifuncional

Na identidade, masculino. No jeito de ser, feminino. No trabalho, o que o cliente pedisse.

*Micronarrativas do livro Agonias ilustradas

*Micronarrativas do livro Agonias ilustradas

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