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Posts tagged Jesus Cristo

Livro com texto atual acompanha estreia do remake de “Ben-Hur”

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Publicado no Jornal da Paraíba

O remake de “Ben-Hur está chegando aos cinemas brasileiros, e o livro será colocado no mercado junto com o filme.

Só que não é o original de Lew Wallace, publicado em 1880, mas uma adaptação para uma linguagem contemporânea escrita por Carol Wallace, trineta do autor.

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“Ben-Hur” conta a história de um príncipe judeu contemporâneo de Jesus Cristo e sua relação conflituosa com o melhor amigo. A edição brasileira tem tradução de Antônio Carlos Reis.

Carol Wallace, que atualizou o texto original, tem mais de 20 livros publicados.

“Ben-Hur” sai no Brasil pela editora Gutenberg.

No cinema, a versão 2016 de “Ben-Hur” tem Rodrigo Santoro no papel de Jesus Cristo.

Páscoa: novos livros questionam a forma de interpretar a ressurreição

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Vigília de Páscoa na catedral de Valletta, ilha de Malta. REUTERS/Darrin Zammit Lupi

Vigília de Páscoa na catedral de Valletta, ilha de Malta.
REUTERS/Darrin Zammit Lupi

 

Publicado na RFI

A importância da ressurreição de Jesus Cristo, ponto central da celebração da Páscoa, fica clara nas palavras de São Paulo: “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé”. Mas, no século 21, não seria preciso abandonar uma leitura literal da narrativa dos evangelhos para priorizar o significado da experiência da ressurreição? É a questão que propõe o bispo anglicano norte-americano John Shelby Spong, em seu livro “Ressurreição: mito ou realidade?”, que acaba de sair na França.

A RFI reuniu em seus estúdios em Paris dois autores franceses para debater a obra de Spong e o tema ressurreição. Jacques Musset, que foi padre durante 22 anos, é autor do livro “Repensar Deus em um Mundo Secularizado” que, assim como a obra do norte-americano, faz parte de uma coleção da editora francesa Karthala dedicada a questionar a fé. Nosso outro convidado foi Jean Duchesne, membro da Academia Católica da França, autor de “O oximoro da moda: o catolicismo minoritário”.

Musset afirma que a intenção da coleção de livros “Sens et Conscience” é fazer com que a fé cristã seja crível para as pessoas no mundo contemporâneo. Ele acredita que é preciso parar de repetir, mas sim recriar as narrativas cristãs. “Por recriar não quero dizer julgar o que foi feito antes. Em cada período e cultura as pessoas tentam traduzir sua fé no interior dessa cultura e de seu tempo”, afirma Musset.

O autor credita a essa dificuldade de comunicação uma suposta “indiferença” do mundo em relação ao cristianismo que existira hoje. Um problema de linguagem e da maneira de exprimir e representar coisas do passado. Ele reconhece que a sua proposta encontra resistência nos líderes católicos.

Ressurreição

Jacques Musset compartilha da interpretação do bispo americano John Shelby Spong sobre a ressurreição: trata-se de uma narrativa literária, não histórica. “Podemos ver que a expressão da fé na ressurreição, no Novo Testamento, é algo que evoluiu a partir da primeira proclamação de São Paulo”, afirma Musset.

A história do Túmulo Vazio – quando o corpo de Jesus não foi encontrado após o sepultamento – seria uma dessas narrativas feitas para exprimir ideias, entre elas a de continuidade. “O túmulo vazio é uma narrativa para dizer algo sobre Jesus, não é algo histórico. É uma forma literária para dizer algo de profundo”, defende Musset. “Os seres humanos precisam se expressar com os meios de que dispõem. Portanto, não se deve tomar esse testemunho como histórico, mas a expressão de uma convicção profunda. Dizer que Jesus crucificado é ressuscitado, quer dizer que ele é um Deus e que ele tem um futuro depois daquilo”, defende Musset.

Jean Duchesne, membro da Academia Católica da França, não concorda completamente. “Todos que estudaram os textos estão de acordo que os evangelistas tinham intenções, como, por exemplo, mostrar a continuação entre o velho e o novo testamento. Mas o fato deles terem essas intenções não nos impede de acreditar que tenha havido, da parte dos apóstolos, experiências de verdade”. Para Duchesne, não há apenas o Túmulo Vazio, mas também as aparições após a ressurreição. “A ressurreição é, por definição, um mistério, algo que nos ultrapassa. Toda interpretação é legítima. Mas se Deus é Deus, o que impediria que Seu filho morto voltasse à vida?”

Duchesne acredita que ressurreição também serve para nos esclarecer sobre o significado da morte. “Não é para nos consolar da morte. A lição é que a morte não é o fim, mas pode ser um meio, se soubermos viver como Deus viveu, doando sua vida”, define.

Secularização

Os autores também debateram a secularização, o processo através do qual a religião perde a sua influência, notadamente no Ocidente e de forma ainda mais forte na Europa, onde o número de ateus é crescente. Duchesne defende uma tese polêmica, a de que a secularidade é uma “herança do próprio cristianismo”.

“A originalidade do cristianismo em meio a todas as religiões é um Deus criador e, portanto, diferente e distante de sua criação. Ele nos dá a liberdade de lhe dizer ‘não’. É neste senso que o cristianismo é, de certa maneira, o pai, sem saber ou querer, do que chamamos hoje de secularização”, defende o estudioso.

Para Jacques Musset, “houve um grande mal-entendido” entre os líderes católicos, quando do início do processo de secularização, no século 16, momento em que “os dirigentes religiosos viram com maus olhos a reivindicação de se pensar com a razão”. Para ele, este processo também exige uma adaptação da forma de comunicar a religião nos dias atuais. “Se nos apropriarmos destes textos na modernidade em que estamos, poderemos traduzi-los da nossa maneira e lhe dar uma imagem inédita”, finaliza Musset.

Paulo Leminski e seus biografados: Jesus Cristo, Trótski, Cruz e Sousa e Bashô

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Luiz Antonio Ribeiro, no Literatortura

Paulo Leminski é um dos poetas mais complexos e completos da literatura nacional. Seu pensamento é como um mosaico de referências culturais, sociais e artísticas que se misturam dentro de si e de todo seu projeto poético e intelectual. Ele não faz dialética, mas escreve como um atlas, uma mapa de referências que, tentacularmente, se alastra para todos os cantos e todas as esferas da escrita. Leminski é produto de estudo, pensamento, mas também de vida. Por isso, também olhou para ela, tanto a sua como a de outros. Vida, de Paulo Leminski é o resultado disso tudo.

Vida é a reunião das quatro biografias escritas na década de 80 por Paulo Leminski, livro lançado pela Companhia das Letras em 2013. Nele o autor faz uma breve-longa análise de quatro nomes bastante díspares de nossa história – o poeta Cruz e Sousa, o japonês fazedor de haikais Bashô, e os revolucionários Jesus Cristo e Trótski. Em um longo exercício, resultado de intensa pesquisa, com 399 páginas, Leminski mapeia a vida e os principais feitos de cada um desses nomes, mostrando caleidoscopicamente que, de alguma forma, todos também são ele: o poeta marginal brasileiro, semi-concreto da década de 60. Afinal, o mundo é feito muitos.

O poeta Cruz e Sousa (1861 – 1898), negro nascido em Florianópolis, para Leminski é um oximoro ou uma ironia pois a tendência de sua vida era ter dado errado. Simplesmente, pelos acasos que só nosso mundo pode propiciar, acabou podendo estudar e, dando certo, participou como branco da elite sulista, embora dela sofresse preconceito. O poeta curitibano afirma que Cruz e Sousa era uma anomalia em nossa poética que, de certa forma, antecipa o tropicalismo (utilizando, inclusive, o termo) com sua linguagem que é uma espécie de ereção, com suas musas lésbicas de um simbolismo que salta do olho para o ouvido – da cabeça e da visão para o corpo. Nascido numa cidade chamado Desterro, vai terminar seu destino impossível em um lugar chamado Encantado, talvez pela ironia que é marca constante de sua vida.

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Por essas e outras que Cruz e Sousa é, também, um Leminski:

Perfeição só existe na integração dissolução do sujeito no objeto.
Na tradução do eu no outro.
É por isso que você gostou tanto deste livro.
Você, agora, sabe.
Você, eu sou Cruz e Sousa

Bashô (1644 – 1694), por outro lado, era um espírito mais controlado. Era um samurai-artista ou um artista samurai fazedor de haikais que se utilizava de um recurso chamado “hakekotoba”, que era um estilo da linguagem japonesa que faz uma palavra passar na outra. Bashô era cheio dessas ambivalências: artista e samurai, se utilizava de formas simples, mas com intuição barroca, e era ao mesmo tempo utilizador do silêncio, em uma forma zen, na mesma medida em que parecia ser um jazzista. Nessa santidade radical, de um discípulo do corpo e de Buda que Leminski afirma: Humanamente, só nos santos dá para ver os deuses: só nos radicais, dá pra ver a ideia.

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E, por isso, arremata com um poema de Alice Ruiz:

Bashô enxergava
a lágrima
no olho do peixe.

O Jesus do Leminski, por sua vez, (e para o poeta, o Jesus dele é tão verdadeiro quanto os outros), era um homem. Como tudo que se sabe dele veio de outros homens e outras línguas, o que se tem é apenas um Jesus traduzido, um pastiche do verdadeiro que, segundo o poeta, vivia em um extra-tempo. Assim, tudo o que fazia Jesus era manter um projeto altamente radical de contraposição a todo o panorama bíblico de até então e principalmente da sociedade vigente, completamente viciada pelo dinheiro e pela corrupção. Para isso, se utilizava de um recurso bastante controverso e enigmático – a parábola. Como ele próprio é criado em uma fábula inverossímil de milagres, suas parábolas, quase sempre epifânicas, expunham o mundo altamente violento com os homens e mulheres que só uma palavra que burlava o confronto poderia vencer. Entretanto, esse mesmo Jesus não era só um homem de paz, mas veio pela espada (palavras do próprio) e por isso destruir templos e poderosos fazia parte de seu projeto. Cristo é aquele que diz:

Não vim para salvar os justos
justos não precisam de salvação.

O Jesus de Leminski é o homem que inventa a alma, pois configura definitivamente uma interioridade, um “dentro” e apenas por isso poderia ser concomitantemente revolucionário e puro – ambas posições firmadas por um exagero sem fim. Jesus é, enfim, um projeto utópico, impossível que o homem não pode cumprir, mas que assombrará para sempre o ocidente com suas histórias.

Jesus, enfim, era esse revolucionário, tal como o próximo biografado: Trotski.

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A biografia de Trotski é marcada pela comparação direta da Rússia com o romance de Dostoiévski: Os Irmãos Karamazov. Para Paulo Leminski, o país soviético está encarnado na figura dos filhos de Karamazov: Aliócha, Ivan e Dmitri. O primeiro, um religioso, represente o tradicionalismo do czar com sua elite aristocrática e tradicional. Ivan é o pensamento “que vem de fora”, das ideias esclarecidas E Dmitri é aquele que precisa matar o pai, no caso, o estado tradicional. No entanto, os três são necessários para essa mudança, cada um cumprindo um importante papel.

Nesse sentido, Trótski vai ser um braço de inteligência, cultura e primor intelectual na revolução russa, ao lado do também inteligente Lênin e do prático Stalin. O que se vê nesses três é um excelente projeto, mas que, sem precedentes, fica a cargo das idiossincrasias de cada um que ideologicamente se tornam máquinas de matar. Trotski, na mediação desse pensamento, seria um dentro que é fora e um fora que é também dentro, um ser mais artístico, que recebia as influências e as mediava. Por isso é perseguido, porque tinha um projeto que não cabia nesse mundo e quando cabia era apenas para matar sanguinariamente seus próprios companheiros.

Depois da leitura da biografia desses quatro pensadores, inventados e reinventados pelas mãos de Paulo Leminski, o que se pode ver é que o poeta escreve a si próprio. Mais que isso, ele inscreveu (escreveu para dentro) a história de todos esses homens para dentro de sua história e de sua vivência. Aproximou-os de uma maneira a faze-los caber em um mundo de poesia que oscila em materialidade prática dos fatos e um pensamento que deambula caoticamente. Paulo Leminski passeia por vidas que não suas suas, mas que são de outros e, por isso, formam esse potente mosaico de forma e conteúdo revolucionários. Vida é mesmo vida.

Artigo compartilhado entre Indique um livro e Literatortura.

Dicionário reúne frases machistas que dão uma ideia de como o sexo feminino é percebido

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Publicado no Nem Lolita Nem Balzaca

Reprodução

Doutora em Literatura Portuguesa e autora de mais de 20 livros, a escritora Salma Ferraz acaba de lançar uma obra diferente das usuais, o Dicionário Machista – Três mil anos de frases cretinas contra as mulheres (Jardim dos Livros, 175 págs., R$ 19,90). A compilação reúne citações de pensadores, músicos, celebridades e anônimos, que dão uma ideia mais seletiva do que os homens pensavam sobre as mulheres e o que as mulheres pensavam sobre elas mesmas.

– Mas o principal motivo é mostrar a estupidez e irracionalidade do machismo, deixar registrado isto, para que sigamos em direção a um mundo melhor. Demorou 2 mil anos para que as mulheres conquistassem seu espaço no Ocidente. Sempre digo que a iluminação não tem volta. Temos que caminhar para a frente. Homens não são superiores às mulheres e vice-versa – explica a autora.

Ao escrever sobre o tema, Salma percebeu que a sociedade avançou, mas precisa levar a conquista adiante.

– Estou lendo livros da escritora de Moçambique Paulina Chiziane e fiquei impressionada com o machismo reinante em muitos países da África – conta.

No livro aparecem ideias de Jesus Cristo a Nietzsche, de Machado de Assis a Vinicius de Moraes, de Marilyn Monroe a Carla Perez e, segundo a autora, a maioria das frases foi pesquisada no contexto em que foram escritas.

– Quanto à frase atribuída a Jesus (“Toda mulher que se fizer homem entrará no Reino dos Céus”), pensei bem e vejo que teria sido melhor ter sido deixada de lado, porque esta frase pertence aos Apócrifos, que são textos não canônicos. Mas é importante notar que puseram uma frase machista na boca de Jesus, que em absoluto, nunca foi machista. Pelo contrário, ele foi talvez o primeiro feminista da história do Ocidente: defendeu as mulheres, andava rodeado de mulheres e apareceu primeiro a uma mulher – diz.

Garante, ainda, que as mulheres são muito mais machistas do que os homens:

– Sim, afinal quem cria e educa os homens?

Avanços e retrocessos — Os avanços, segundo Salma, são consideráveis. Dizem respeito aos movimentos feministas (principalmente na década 1960), a criação no Brasil das Delegacias da Mulher, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, em 2003, no Governo Federal, da Lei Maria da Penha, em 2006.

Apesar disso, diz que é preciso tomar cuidado com o chamado “machismo cordial”.

– Lógico que as mulheres no Ocidente já têm um lugar ao sol, ou pelo menos direito a um raio de sol, muito diferente do Oriente, em especial, países muçulmanos. Mas existe ainda um ranço de machismo suave, aquele que transforma a mulher num mero objeto sexual descartável. No Brasil, há outro tipo de escravidão, a da Bunda, na qual a mulher dança com o rosto voltado para a parede. Não importa seu nome, só sua bunda que fica voltada para o público masculino, é o que eu denomino de a hiperbunda midiática – critica.

Mesmo com todas as críticas, Salma cuida, no entanto, para não distorcer as impressões.

– Também não podemos radicalizar e tirar o que é espontâneo no brasileiro. A mulher geralmente sabe identificar e separar uma brincadeira de uma frase com cunho machista – completa.

Algumas frases citadas no livro:

“Mulher só é fiel à moda”. Justino Martins

“A mulher sem filhos é uma mulher morta”. Talmude

“Fraqueza, teu nome é mulher”. Shakespeare, em Hamlet

“Há sempre um macaco na mais bela e angelical das mulheres”. Balzac

“A mulher ideal é sempre a dos outros”. Stanislaw Ponte Preta

“Mulher é igual a música: depois que fica velha ninguém canta”. Para-choque de caminhão

“A mulher, quando pensa, pensa mal”. Publílio Siro

“Só respeitamos as mulheres que não desejamos”. Roland Dorgelès

“A mulher é um homem que não trabalha”. Esther Vilar

“Vais ver mulheres? Não esqueças o açoite”. Nietzsche

Autor de ‘O monge e o executivo’ diz que Jesus é um exemplo de liderança

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Ao G1, best-seller James Hunter lista características de um bom líder. ‘Guru empresarial’ participa da Bienal do Livro do Rio neste sábado (7)

Cauê Muraro, no G1

O escritor James Hunter, autor de 'O monge e o executivo' (Foto: Divulgação/Editora Sextante)

O escritor James Hunter
(Foto: Divulgação/Editora Sextante)

Autor do best-seller “O monge e o executivo” (1998) e “guru empresarial”, James Hunter contabiliza ter treinado, pessoalmente, cerca de 2 mil executivos ao longo das últimas décadas. Mas, na hora de falar do líder mais admirável que já existiu, o consultor cita: “Jesus Cristo”.

Não que conduzir a Santa Ceia seja equivalente a coordenar uma empresa. “É porque Jesus tem influenciado as pessoas há mais de 2 mil anos”, justifica em entrevista ao G1, na qual reconhece respeitar outros líderes anônimos. Ele está no Brasil para participar da Bienal do Livro do Rio, onde fala ao meio-dia deste sábado (7).

Ao atender o telefone no hotel em que está hospedado na cidade, o professor apresenta-se com o apelido: “Olá, aqui é o Jimmy”. “Já fiz 22 viagens para o Brasil desde 2005. Lecionei em 28 cidades diferentes”, enumera. Também é elevado o número de vendas: mais de 4,2 milhões de cópias de seus dois livros – o segundo chama-se “Como se tornar um líder servidor”, título que talvez ajude a entender o porquê da referência a Jesus Cristo.

 

Durante a conversa, o termo “inspiração” surge com frequência. Hunter parece acreditar bastante nas próprias ideias, até porque defende que cargos de chefia devem ser ocupados por pessoas de boa conduta. “Em minhas palestras, nunca encontrei ninguém que tenha levantado a mão e dito: ‘Discordo, quero trabalhar com um líder corrupto, arrogante (risos)’.” Neste momento, aproveita para observar que “o Brasil precisa de bons líderes, assim como os Estados Unidos”. “Os recentes protestos mostram isso”, exemplifica.

Para Hunter, há “líderes natos e líderes que aprendem a cumprir a função”. “Se você tem a habilidade de mover as pessoas, de levá-las à ação, então você é um bom líder. Mas aprender os princípios é fácil, difícil é aplicá-los”, resume. Não se trata de dar ordens nem ser autoritário, insiste – mas de “inspirar”.

Aos 59 anos, Hunter confessa que, quando pensou em escrever “O monge e o executivo”, em 1996, tinha uma ambição modesta. “Queria passar meus princípios à minha filha, que tinha 2 anos de idade na época”, recorda. Brinca ainda que a necessidade de “transmitir um legado” tinha relação com um momento difícil: “Eu estava atravessando uma crise de meia-idade (risos)”.

Segundo o material de divulgação, o resultado é uma obra que serve para quem “tem dificuldade em fazer com que sua equipe dê o melhor de si no trabalho”. Funcionaria ainda para “se relacionar melhor com sua família e seus amigos”. No caso da “família Hunter”, a liderança doméstica é compartilhada com a esposa, psicóloga de formação, que ele diz conhecer desde que era adolescente. Mas seria ela uma boa líder? “É, sim. Porque me influencia”, assume Hunter, usando exatamente o mesmo argumento aplicado a Jesus.

Menos nobre, no entanto,  é a descrição que James Hunter faz de si mesmo ao tentar explicar por que vende tantos livros. Ele atribui o sucesso não à originalidade dos princípios, mas ao modo – supostamente acessível e claro – como os propaga. “Não proponho nada de novo, mas apresento de modo simples”, esclarece. Em seguida, o admirador dos atributos de liderança de Jesus confessa: “Sou um ladrão de ideias (risos).”

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